Macroeconomics and market

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Quedas sobre quedas: Pelo quarto pregão consecutivo, os preços do açúcar demerara fecharam no campo negativo na bolsa de Nova York. Os lotes para março caíram 18 pontos, a 12,85 centavos de dólar a libra-peso. O mercado vem testando novos níveis de suporte. A trading francesa Sucden avaliou, em relatório, que os contratos para outubro podem chegar a 11,5 centavos de dólar a libra-peso na falta de uma recompra de papéis por parte dos especuladores. A diferença entre os papéis para outubro e para março ficou ontem em 106 pontos. "Ultimamente, nem o câmbio nem o petróleo têm dado suporte, e parece que a preocupação com o excesso de oferta toma conta do mercado", disse a Sucden. No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal teve queda de 0,25%, para R$ 60,12 a saca de 50 quilos.

Café: Suporte do câmbio: As cotações do café arábica subiram ontem na bolsa de Nova York em um movimento de ajuste, que contou ainda com suporte da queda do dólar ante o real. Os papéis para setembro subiram 185 pontos, a US$ 1,0740 por libra-peso. Em relatório diário, a consultoria Zaner Group disse que os preços têm "andado de lado" porque passam por uma consolidação. Ontem, o movimento do câmbio também colaborou para a alta. O recuo do dólar desestimula as exportações do Brasil, o que reduz a oferta disponível. Segundo a Zaner, o clima nas regiões produtoras de arábica de Minas Gerais deve ficar mais seco na próxima semana e, embora as temperaturas possam cair, são baixas as chances de geadas. Em São Paulo, o indicador do arábica Cepea/Esalq ficou em R$ 422,54 a saca, alta de 1,58%.

Soja: Clima instável: O cenário de oferta robusta, o vaivém do clima nos Estados Unidos e a disputa do país com a China derrubaram os preços da soja na bolsa de Chicago ontem. Os lotes para setembro recuaram 5,5 centavos no pregão, a US$ 8,8825 por bushel. Ao Valor, o analista Tarso Veloso, da consultoria ARC Mercosul, disse que o mercado de soja tem razões de sobra para sofrer pressão do mercado, que está mais volátil por conta das previsões meteorológicas mais recentes que indicam clima úmido nos Estados Unidos. Do lado macroeconômico, há cautela com a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor novas tarifas à China "quando quisesse", apesar da trégua anunciada após o G-20. No porto de Paranaguá (PR), o indicador Esalq/BM&Bovespa ficou em R$ 78,39 a saca, desvalorização de 0,4%.

Trigo: Vitória russa: O avanço da colheita do trigo nos EUA e a dificuldade do país em competir no mercado global do cereal pesaram sobre os preços da commodity ontem. Na bolsa de Chicago, os lotes para dezembro caíram 2 centavos de dólar, para US$ 5,1725 o bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os papéis para dezembro caíram 4 centavos, a US$ 4,6225 por bushel. Em relatório, a consultoria Farm Futures disse que, enquanto a colheita avança nos EUA, as exportações seguem lentas. Ontem, a Rússia foi a vencedora da quinta licitação aberta pelo Egito desde junho para a compra de trigo em leilão internacional, enquanto os EUA voltaram a ficar de fora. No mercado brasileiro, o preço médio apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná teve alta de 0,22%, para R$ 874,49 por tonelada. (Valor Econômico 18/07/2019)