Macroeconomics and market

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Oferta apertada: Os contratos futuros de açúcar demerara subiram na sexta-feira na bolsa de Nova York, com a perspectiva de aperto na oferta na safra internacional 2019/20. Os lotes com vencimento em julho tiveram alta de 1 ponto, fechando a 12,74 centavos de dólar por libra-peso. Várias consultorias têm apresentado estimativas de déficit global no ciclo que começa em outubro, e na sexta-feira foi à vez do Rabobank. O banco holandês previu déficit de 4,3 milhões de toneladas, diante da expectativa de recuo na produção da Índia, Tailândia e União Europeia, e apesar de um pequeno incremento na projeção para a safra brasileira, o que ajudou a sustentar as cotações. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal apresentou alta de 0,83%, para R$ 67,90 a saca de 50 quilos.

Café: Em trajetória de queda: Os preços do café mantiveram na sexta-feira a trajetória de queda registrada ao longo da semana passada em Nova York, pressionados pela expectativa de elevação na oferta global e pela alta do dólar ante o real. Os contratos do café arábica com vencimento em julho caíram 90 pontos, fechando a 96,65 centavos de dólar a libra-peso. Em relatório diário, a consultoria Zaner Group afirmou que a produção brasileira recorde no ano passado ajuda a pressionar as cotações, somada à desvalorização do real ante o dólar. O Conselho Nacional do Café (CNC) destacou, em relatório semanal, que não há perspectiva de alta consistente para o café se a moeda americana permanecer fortalecida. No Brasil, o indicador de café arábica Cepea/Esalq ficou em R$ 389,35, alta de 0,12%.

Algodão: Movimento técnico: As cotações do algodão tiveram queda na bolsa de Nova York na sexta-feira, pressionadas por movimentos técnicos. Os contratos da pluma com vencimento em julho recuaram 46 pontos e encerraram o pregão cotados a 77,57 centavos de dólar a libra-peso. Em relatório, o analista Jack Scoville, da consultoria Price Futures, destacou que os preços voltaram a se firmar acima de 76 centavos de dólar a libra-peso, o que deve motivar a recompra de papéis pelos especuladores. Para ele, a perspectiva de clima ruim para o plantio, em abril, e de maior demanda por algodão mantêm os preços mais elevados. O Rabobank espera preços para próximos de 72 centavos de dólar a librapeso no fim do ano. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 2,9203 por libra-peso, queda de 0,31%.

Milho: China vai às compras: O milho subiu na sexta-feira na bolsa de Chicago com a confirmação da compra de 300 mil toneladas do cereal americano pela estatal chinesa Cofco. Os papéis para julho tiveram alta de 2 centavos de dólar, fechando a US$ 3,875 o bushel. A notícia surpreendeu o mercado. "Nós não víamos uma compra assim de milho americano pela China há anos", disse o analista Terry Reilly, da consultoria Futures International. Em relatório diário, a consultoria AgriCensus afirmou que não ficou claro se a compra "faz parte de uma estratégia de aquisições do governo chinês", porque fontes do mercado dizem que o país poderia ter pago mais barato pelo produto. O negócio foi fechado por US$ 2,40 a tonelada. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 38,41 a saca de 60 quilos. (Valor Econômico 25/03/2019)