Macroeconomics and market

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta semanal: Após uma longa sequência de fortes quedas, os contratos futuros do açúcar acumularam alta na bolsa de Nova York na semana passada. Na sexta-feira, os papéis com vencimento em outubro fecharam a 11,97 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 10 pontos e valorização de 3,19% desde segunda-feira. De acordo com analistas, a redução das vendas especulativas dos fundos e as condições climáticas de seca no Centro-Sul do Brasil contribuíram para dar sustentação ao mercado nos últimos dias. Além disso, a recente alta do petróleo tende a encorajar as usinas locais a destinarem ainda mais cana para a produção de etanol em detrimento do açúcar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,61 a saca de 50 quilos, queda de 0,3%.

Algodão: Produção em xeque: As apreensões com o desenvolvimento da safra 2018/19 de algodão no mundo dão força às cotações da pluma na bolsa de Nova York. Na sexta-feira, os papéis com vencimento em outubro fecharam a 83,82 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 79 pontos. Nos EUA, o tempo seco chegou a prejudicar o plantio no início da temporada, com previsão de queda na colheita mesmo com aumento de área. Na Índia, espera-se retração de 3% no plantio, para 11,9 milhões de hectares. Na China, uma tempestade na principal região produtora do país motivou o replantio de parte das lavouras em meio à previsão de queda de 4,4% na área plantada. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 111,66 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Ainda a China: O anúncio da China de que vai retirar a taxa de 178,6% imposta em fevereiro sobre as importações de sorgo dos EUA deu sustentação à soja na bolsa de Chicago, na sexta-feira. A decisão renovou o otimismo do mercado com um possível acordo entre os dois países, o que se confirmou ontem quando Washington anunciou uma trégua na guerra comercial com a China. Na sexta, os contratos de soja com vencimento em setembro fecharam com alta de 3,75 centavos de dólar a US$ 10,025 o bushel. A taxação do sorgo pelos chineses foi uma das primeiras da disputa comercial. Antes da trégua, os chineses ameaçavam taxar vários produtos agrícolas dos EUA, inclusive a soja. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá ficou em R$ 85,82 a saca de 60 quilos, alta de 0,94%.

Trigo: Tempo seco: O tempo seco em importantes regiões de cultivo do trigo no mundo dão fôlego às cotações do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para setembro fecharam a US$ 3,99 o bushel, alta de 20,5 centavos. Em Kansas, o bushel com entrega no mesmo mês fechou a US$ 5,575 o bushel, ganho de 19,75 centavos. Têm sido observadas chuvas abaixo na média no norte dos EUA, Sul do Canadá, Austrália e Ucrânia - regiões responsáveis pela produção de trigo de maior qualidade, cuja disponibilidade é baixa no mercado mundial apesar dos elevados estoques de trigo brando, de menor teor proteico. No ano, a commodity acumula valorização de 21,29% em Chicago. No Paraná, o preço médio praticado ficou em R$ 952,49 a tonelada, alta de 0,28%, segundo dados do Cepea. (Valor Econômico 21/05/2018)