Macroeconomics and market

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Commodities Agrícolas

Café: Queda do dólar: Os contratos futuros de café subiram na última sextafeira na bolsa de Nova York, na esteira da queda do dólar em relação a várias divisas no mundo, incluindo o real. Os papéis com vencimento em março fecharam com alta de 250 pontos, a US$ 1,1630 a libra-peso. A moeda americana recuou ante o real após a definição do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central. Fatores externos - como a expectativa de um encaminhamento para a guerra comercial entre EUA e China - também pressionaram a moeda americana. O Brasil é o maior produtor e exportador global de café e, quando o real se valoriza, a oferta no exterior tende a ser desestimulada. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 0,69%, para R$ 441,19 por saca.

Suco de laranja: Ajuste técnico: As cotações futuras do suco de laranja fecharam em forte alta na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em março fecharam com elevação de 360 pontos, a US$ 1,3730 a libra-peso. O suco de laranja vinha registrando queda nas seis sessões anteriores na bolsa americana, entrando em território "sobrevendido". Mas, no fim do pregão da sexta, os preços futuros dispararam, reflexo de movimentos técnicos de ajuste por parte de investidores, desencadeados pelo enfraquecimento do dólar em relação a diversas moedas. Em São Paulo, o preço da caixa de laranja (de 40,8 quilos) destinada à indústria ficou teve alta de 0,13% na sexta-feira, para R$ 22,70, segundo o Cepea.

Caçai: Efeito libra: A desvalorização do dólar em relação à libra esterlina elevou as cotações do cacau na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os contratos futuros da amêndoa com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 2.234 por tonelada, alta de US$ 15. Em relatório, a consultoria Zaner Group observou que o movimento da moeda britânica influencia as cotações porque há correlação entre os preços do cacau negociados na bolsa de Londres e na bolsa de Nova York. Além disso, sinais positivos da demanda por cacau na Ásia contribuiram para a alta dos preços. Segundo a consultoria, Indonésia e Malásia ampliaram as importações do produto. Na Bahia, o preço médio da amêndoa em Ilhéus e Itabuna ficou em R$ 136,70 a arroba na sexta-feira, com queda de 0,2%, de acordo com a Central Nacional do Cacau.

Milho: Pressão da oferta: O mercado futuro de milho encerrou a última semana em baixa na bolsa de Chicago. Os contratos do cereal com vencimento em março fecharam com queda de 2,5 centavos na sextafeira, a US$ 3,7575 o bushel. As exportações americanas de milho subiram recentemente, mas isso não foi suficiente para sustentar as cotações. Segundo analistas, a oferta global do cereal ainda é elevada, o que mantém as cotações sob pressão. Com a colheita de milho nos EUA quase no fim, as atenções já começam a se voltar para o plantio no Brasil e na Argentina, e a expectativa também é de produção elevada nos dois países, disse Jack Scoville, da Price Futures Group, em relatório. O indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho fechou a R$ 36,81 a saca na sextafeira, com leve queda de 0,05%. (Valor Econômico 19/11/2018)