Macroeconomics and market

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Peso dos estoques: Pressionados pelo volume dos estoques mundiais de açúcar e pela queda dos preços do petróleo, os contratos futuros de açúcar demerara se desvalorizaram no pregão de ontem. Na bolsa de Nova York, os lotes para maio fecharam a 13 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 30 pontos. Segundo o executivo de uma trading, o mercado encontra-se "preso" na faixa dos 12 centavos a 13,50 centavos de dólar a libra-peso. Para essa fonte, os preços só devem subir no curto prazo caso aconteça algum "evento climático" no Brasil que prejudique a produção. E, mesmo com eventuais problemas na safra brasileira, o estoque mundial de açúcar é elevado, capaz de abastecer 55% do consumo mundial. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou ontem em R$ 68,33 por saca, queda de 1,04%.

Cacau: Confeiteiros: Impulsionados pelas expectativas de demanda firme na América do Norte, os contratos futuros de cacau subiram na bolsa de Nova York. Os lotes para maio fecharam o pregão a US$ 2.369 por tonelada, alta de US$ 14. A valorização da amêndoa refletiu a expectativa com a divulgação dos dados sobre a moagem de cacau na América do Norte. Analistas estimavam que a Associação Nacional dos Confeiteiros reportaria crescimento de 2% a 3% no processamento do quarto trimestre de 2018. Após o fechamento do mercado, porém, a associação reportou um aumento de 1,25% na moagem, somando 117,5 mil toneladas entre setembro e dezembro. Em Ilhéus (BA), o preço da arroba do cacau ficou em R$ 146,00, valorização de 1,4% ante a cotação de quarta-feira, de acordo com a Secretaria de Agricultura da Bahia.

Soja: Clima desfavorável: Diante da previsão de mais dias com clima desfavorável para as lavouras de soja no Brasil, os preços da oleaginosa subiram na bolsa de Chicago. Ontem, os papéis para maio tiveram valorização de 13 centavos, cotados a US$ 9,21 por bushel. De acordo com a agência de meteorologia DTN, o fim de semana deve ser marcado por chuvas limitadas no Brasil. O tempo permanece quente e seco nos Estados do Paraná e Mato Grosso, o que tende a aumentar o estresse das lavouras. Nesse cenário, os especialistas vêm cortando as projeções para a safra brasileira na temporada 2018/19. Na semana passada, a Conab reduziu a estimativa de 120 milhões de toneladas para 118,8 milhões. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá, no Paraná, ficou em R$ 74,83 por saca, alta de 0,4%.

Milho: Reação: A expectativa de retomada da demanda pelo milho produzido nos EUA puxou as cotações do grão na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos futuros do cereal com vencimento em maio fecharam a sessão a US$ 3,88 por bushel, alta de 5,75 centavos de dólar. "Os preços pelo milho dos EUA parecem baratos no mercado mundial, e as ideias são de que exportadores estão comprando ", disse Jack Scoville, analista da corretora Price Futures Group, em relatório. Por outro lado, a Farm Futures informou que uma usina da Coreia do Sul acertou a compra de 66 mil toneladas de origem opcional, o que mostra que o mercado ainda está muito competitivo. Ou seja, a reação da demanda pelo produto dos EUA pode ser momentânea. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 37,85 por saca, queda de 0,99%. (Valor Econômico 18/01/2019)