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Receita global da Cargill sobe 5% em 2018 e chega a US$ 114,7

A Cargill, maior empresa do agronegócio mundial, anunciou nesta manhã lucro de US$ 3,1 bilhões no ano fiscal de 2018, uma alta de 9% que configura um de seus melhores desempenhos. A receita anual cresceu 5%, para US$ 114,7 milhões.

No quarto trimestre, a companhia americana registrou lucro líquido de US$ 711 milhões, mais que o dobro dos US$ 347 milhões do mesmo período do ano anterior, enquanto o faturamento cresceu 7%, para US$ 30,4 bilhões.

No ano, seu fluxo de caixa operacional registrou alta de 11%, para US$ 5,22 bilhões.

“O quarto trimestre também foi muito forte. A melhora dos resultados financeiros nos últimos dois anos é resultado de um esforço significativo de redefinir as operações da companhia”, afirmou, em nota. “Hoje operamos com mais agilidade e forte integração com as rápidas mudanças de necessidades dos clientes”.

Conforme a Cargill, os ganhos no segmento de Food Ingredients cresceram pelo terceiro ano consecutivo, com boa performance em cacau e chocolate, em óleos vegetais e açúcar. A divisão de originação e processamento de grãos também cresceu. Em comunicado, a Cargill diz ter excedido em 2018 tanto os resultados do quatro trimestre quanto do fechamento de 2017, na realidade, registrou o melhor resultado trimestral em sete anos, afirma. (Valor Econômico 12/07/2018 às 11h: 43m)

 

BNDES: R$ 20,4 bi para investimentos agrícolas no ano safra 2018/2019

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que disponibilizará 20,4 bilhões de reais em investimentos para o ano safra 2018/19, o equivalente a 50 por cento do crédito direcionado ao setor.

Também serão disponibilizados 100 milhões de reais para financiamento de custeio, disse o BNDES em nota.

“São enquadrados como investimentos financiáveis a construção de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades dos pequenos e médios produtores rurais, a recuperação de reserva legal e de áreas de preservação permanente no âmbito do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), a aquisição de matrizes e reprodutores com registro genealógico e aumento do limite de renda para enquadramento dos produtores no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural”, informou o banco de fomento. (Reuters 12/07/2018

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Superávit global: As previsões de superávit na oferta mundial de açúcar continuam pressionando as cotações da commodity na bolsa de Nova York. Na quinta-feira, os contratos com vencimento em março fecharam a 11,84 centavos de dólar a libra-peso, queda de 19 pontos. As estimativas para o excedente na safra 2018/19 vão de 7,2 milhões toneladas a 10,658 milhões de toneladas, mesmo com uma queda de 1,15% na produção do Brasil, maior produtor mundial. As usinas do país têm priorizado a fabricação de etanol diante da alta dos preços dos combustíveis, tornando o mercado suscetível às variações na cotação do petróleo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 55,64 a saca de 50 quilos, queda de 0,94%.

Café: Safra brasileira: O otimismo com a produção brasileira de café na safra 2018/19 alimenta as expectativas de superávit na oferta mundial na atual temporada, o que pressiona as cotações do arábica na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,1155 a libra-peso, recuo de 50 pontos. Após a forte queda das temperaturas no Centro-Sul do país no início desta semana, as perspectivas são de retorno do tempo quente e seco durante o fim de semana, o que reduz os riscos de geada na atual temporada e contribui para o avanço da colheita. Segundo o IBGE, o Brasil deve colher 57,3 milhões de sacas de café na safra 2018/19, avanço de 23,8%. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 443,50 a saca, queda de 0,3%.

Cacau: Consumo mundial: As expectativas acerca do consumo mundial de cacau em meio ao protecionismo comercial dos EUA têm levado volatilidade ao mercado futuro da commodity na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.485 a tonelada, alta de US$ 5. Em nota, a consultoria Zaner Group observou que os dados de moagem de cacau da América do Norte devem ser divulgados na próxima semana. As previsões são de leve aumento no processamento da região na segunda quinzena deste ano na comparação com 2017. Junto com Europa e Canadá, os EUA respondem por 44% do processamento mundial. Na Bahia, o preço médio da amêndoa em Ilhéus e Itabuna ficou estável em R$ 156 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Trigo: Menor oferta: O corte nas previsões para a produção mundial de trigo divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) deu força às cotações futuras do cereal nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 4,845 o bushel, alta de 12,75 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 4,8125 o bushel, avanço de 7,25 centavos. Segundo o USDA, a produção mundial de trigo no período totalizará 736,2 milhões de toneladas, uma diminuição de 8,4 milhões de toneladas ou 1,1% ante as 744,7 milhões de toneladas projetadas pelo órgão em junho. No mercado interno, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 1.017,85 a tonelada, recuo de 0,15%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 13/07/2018)