Sugarcane industry

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Rubens Ometto Silveira Mello se aproxima da campanha de Jair Bolsonaro

Rubens Ometto Silveira, amigo de Geraldo Alckmin, “destucanou”.
O dono da Cosan está se aconchegando, com açúcar e afeto, na campanha de Jair Bolsonaro. (Jornal Relatório Reservado 20/9/2018)
 

Biosev vende Usina Estivas por R$ 203,6 milhões à Pipa Agroindustrial

A Biosev S.A., controlada pela Louis Dreyfus Group, informou na noite desta quinta-feira que assinou contrato para venda, por R$ 203,6 milhões, da unidade Estivas à Pipa Agroindustrial Ltda., empresa controlada por um fundo de investimento administrado pela Socopa Sociedade Corretora Paulista S.A..
A operação abrange o ativo biológico, composto por cerca de 20 mil hectares de cana-de-açúcar, as instalações industriais, equipamentos agrícolas e imóveis da unidade, localizada no município de Arez (RN).
Em nota, a empresa informou que o acordo também contempla a venda da marca “Dumel” e a licença do uso da marca do açúcar “Estrela”, nos mercados do Nordeste, por 10 anos, uma vez que a Biosev continuará a produzir e distribuir o produto no Centro-Oeste.
A unidade agroindustrial Estivas tem capacidade de moagem de 1,8 milhão de toneladas de cana-de-açúcar por safra.
Conforme a Biosev, o negócio “faz parte do programa de competitividade operacional da companhia, que inclui revisar potenciais alternativas estratégicas relacionadas ao seu portfolio de ativos, bem como diversificar suas fontes de financiamento, visando aumentar sua geração de caixa e fortalecer sua estrutura de capital”.
“A venda da unidade de Estivas é resultado da revisão estratégica do portfólio de unidades da Biosev e permitirá à empresa aumentar o foco operacional e a eficiência”, afirmou, em nota, Juan José Blanchard, presidente da Biosev. (Valor Econômico 20/09/2018)
 

Bayer recorre contra multa de US$ 289 milhões por causa do glifosato

A alemã Bayer, uma das maiores empresas globais de agrotóxicos e sementes, entrou com um recurso na terça-feira em um tribunal na Califórnia contra a multa de US$ 289 milhões, relativa a uma condenação que considerou que o glifosato motivou o desenvolvimento de um câncer em um jardineiro, de acordo com informações de agências internacionais.
A companhia pediu que a Suprema Corte da Califórnia em San Francisco considere que a decisão do júri que impôs a multa não foi sustentada por evidências suficientes.
Em 10 de agosto, a Justiça da Califórnia determinou que a Monsanto, que agora é controlada pela Bayer, pague US$ 289 milhões a Dewayne Lee Johnson, um jardineiro de San Francisco que desenvolveu câncer após exposição a dois herbicidas à base de glifosato (Ranger Pro e Roundup).
Desde que a data da sentença, as ações da Bayer já recuaram 22%, alcançando os menores patamares em cinco anos. Nesta quarta, após a notícia do recurso, os papéis da companhia alemã subiam cerca de 1%, para 74,03 euros. (Valor Econômico 19/09/2018 às 18h: 16m)
 

Chuva em estados do Centro-Sul paralisa colheita de cana-de-açúcar

Nesta quinta (20) e sexta-feira (21), áreas de instabilidade avançam por várias regiões da faixa central do país e provocam novas pancadas de chuva.
Com a previsão de mais chuva para São Paulo, partes de Minas Gerais e metade sul de Goiás, os trabalhos de colheita da cana-de-açúcar irão continuar paralisados e o excesso de umidade reduzirá a concentração de ATR na planta, diminuindo a produção de açúcar.
Por outro lado, a chuva irá favorecer a manutenção da umidade do solo, garantindo excelentes condições ao desenvolvimento dos canaviais para a safra 2019/20.
No Centro-oeste, como há previsão de chuva tanto nesta semana, como na próxima, as condições se mantêm favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. (Climatempo 20/09/2018)
 

Açúcar: Ainda a Índia

As previsões de superávit na oferta mundial de açúcar em duas safras consecutivas continuaram pressionando o mercado futuro na bolsa de Nova York ontem.
Os contratos com vencimento em março fecharam a 11,62 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 2 pontos, interrompendo a recuperação observada na quarta-feira.
"A expectativa de maiores entregas indianas para o mercado mundial ainda está pesando no sentimento [dos investidores]", afirma o Commerzbank em nota.
O banco observa que há notícias de que o país imporá quota de exportação de 5 milhões de toneladas em 2018/19 ante 2 milhões em 2017/2018.
No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 62,67 a saca de 50 quilos, queda de 0,7%. (Valor Econômico 21/09/2018)
 

Tereos busca reduzir em 5% produção de açúcar de beterraba na França em 2019

A Tereos, uma das maiores fabricantes de açúcar do mundo, está buscando reduzir sua produção de açúcar de beterraba na França no próximo ano em 5 por cento, e pediu a membros de sua cooperativa que diminuam o plantio, disse a empresa nesta quinta-feira, citando difíceis condições do mercado.
Uma alta na produção após a União Europeia abolir cotas de produção no ano passado e uma queda de 50 por cento nos preços desde o início de 2017 devido a uma sobreoferta no mercado global deixaram muitas empresas de açúcar da União Europeia lutando com a queda do lucro.
"Nós caminhamos para uma redução de 5 por cento em toneladas", disse um porta-voz da Tereos à Reuters. "Isso é devido às condições do mercado, aos preços baixos, estoques altos e à esperada oferta robusta".
Membros da Tereos colheram cerca de 19 milhões de toneladas de açúcar de beterraba neste ano e plantaram 215 mil hectares, abaixo das mais de 20 milhões de toneladas em 2017, segundo o porta-voz.
A área em 2018 permaneceu estável, mas a produtividade foi impactada por um forte calor no verão.
A Tereos enviou uma carta a seus membros nesta quinta-feira pedindo cortes no plantio em 2019, disse o porta-voz.
A beterraba para produção de açúcar é plantada na primavera, mas os agricultores estão atualmente equilibrando as safras antes da colheita de 2019 com culturas de inverno como o trigo, que é semeado no outono. (Reuters 20/09/2018)
 

Suedzucker reduz previsão de resultados por preços baixos do açúcar

As expectativas de que os preços baixos do açúcar não vão se recuperar no curto prazo levaram a maior refinaria da Europa, a Suedzucker, a cortar a sua previsão de resultado anual nesta quinta-feira, fazendo com que as suas ações caíssem até 8 por cento.
A Suedzucker agora prevê que o lucro operacional do grupo será de 25 milhões de euros a 125 milhões de euros na temporada 2018/19, ante a estimativa anterior de 100 milhões a 200 milhões de euros, disse a companhia na divulgação dos seus resultados trimestrais preliminares.
A empresa teve um lucro operacional de 445 milhões de euros no ano anterior.
"A principal razão da redução são os preços baixos do açúcar", disse um representante da Suedzucker à Reuters.
"Os preços do mercado mundial de açúcar continuam baixos e os preços da União Europeia também estão em um nível baixo, apesar da seca que atingiu as plantações de beterraba sacarina em algumas regiões". (Reuters 21/09/2018)
 

Itamaraty fará em poucos dias consulta à China na OMC sobre barreira ao açúcar

O Brasil deverá iniciar, "nos próximos dias" , um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra salvaguardas impostas pela China ao açúcar brasileiro. O início do processo foi autorizado na última terça-feira (18) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e a primeira etapa, que é um documento de consultas à China, já está em elaboração e deverá ficar pronto até fim do mês, segundo fonte do Itamaraty.
A primeira etapa do processo é uma consulta no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. O Brasil apresentará suas objeções à medida chinesa e o país terá dez dias para responder. Depois abre-se um prazo de 60 dias para tentar chegar a um acordo. Se não for possível, é aberto um painel.
No ano passado, a China decidiu elevar para 95% a taxa sobre a importação de açúcar brasileiro, alegando que seu mercado estava sendo "inundado" pelo produto. Mas dados coletados pela Unica mostram que os volumes de importação estão relativamente estáveis desde 2011.
O governo brasileiro argumentou com a China que o fechamento de mercado era um problema e que a medida aplicada por eles não se sustentava perante as normas da OMC. Ao longo do ano, foi buscada uma solução negociada. As tentativas de acordo, porém, não deram resultado. Por isso, a Camex autorizou o início do processo. (Agência Estado 20/09/2018)
 

Preço em alta da gasolina leva o consumidor a migrar para o álcool

O consumo de etanol nas bombas dos postos de combustíveis do Estado de São Paulo alcançou, pela primeira vez, neste mês de setembro a mesma proporção da gasolina. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, 50% das vendas foi de etanol e 50% de gasolina. A tradição é de um escoamento médio de 60% de gasolina.
O empresário informou que essa migração já vem ocorrendo desde a greve dos caminhoneiros, em maio último, que levou ao desabastecimento, em paralelo com as subidas constantes da gasolina. Ele informou que o consumo mensal nas cidades paulistas atinge 180 bilhões de litros somando a gasolina, o álcool e o diesel. Sempre que o valor do litro de álcool equivale a 70% do preço da gasolina, abastecer com o derivado da cana fica mais competitivo.
Na avaliação da pesquisadora da Fundação Getulio Vargas em Energia, Fernanda Delgado , a greve dos caminhoneiros continuará ainda por algum tempo “reverberando na economia do país”. Ela, no entanto, pondera que o grande impacto sobre o preço da gasolina, que já subiu 15% desde maio último, está associado mais à pressão das cotações no mercado internacional com o valor do barril de petróleo, passando, nesse período, de US$ 65 para US$ 75. A tendência, pontuou a pesquisadora, é de alta no mundo todo.
Delgado defende que o Brasil poderia ser menos dependente dessa política de preços internacionais caso houvesse a quebra do monopólio da Petrobrás que detêm 98% do refino dos derivados de petróleo. A questão, porém, explica, esbarra em criar um sistema que possa atrair os investidores.
Oferta de álcool
Em relação à vantagem competitiva de se abastecer o carro com álcool, a pesquisadora da FGV Energia disse que esse quadro é favorecido pela perspectiva de uma boa oferta do produto no mercado. Mas ela alerta sobre a possibilidade de uma mudança no mix de produção caso ocorra uma sinalização de alta dos preços do açúcar no mercado internacional, o que poderia levar as usinas a destinarem uma maior parte da safra para essa commodity.
Já o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), Antonio de Pádua Rodrigues, descartou, hoje (20) o risco de um desequilíbrio de preços do etanol em função da demanda mais aquecida. Ele informou que o setor está em plena safra e com estimativa de recorde na produção, podendo chegar a 32 bilhões de litros e um crescimento na oferta entre 4 a 5 bilhões de litros.
Pádua reconhece, contudo, que algum ajuste de preço pode até ocorrer, mas se isto se confirmar será em margem bem pequena diante da boa oferta. “Nossa expectativa é que a distribuição para os postos passem da média de 1,8 bilhões de litros para 2 bilhões de litros”, afirmou em referência ao próximo anúncio da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Fazendo uma análise sobre a vantagem competitiva do álcool sobre a gasolina, Pádua observou que enquanto o derivado da cana vem se mantendo com preço estável pela boa safra que deve crescer em torno de 15%, a gasolina está sujeita a variações de alta provocadas tanto pelos fatores externos que formam as cotações no mercado internacional quanto pela pressão cambial. Nos últimos dias, a moeda norte-americana tem oscilado acima dos R$ 4,00 e fechou hoje em R$ 4,07 um recuo de 1,27% sobre a cotação de ontem (19).
No último dia 5 de setembro, o preço da gasolina nas refinarias havia alcançado R$ 2,2069, no maior valor desde junho do ano passado, quando a Petrobras mudou a política de preços e passou a acompanhar as oscilações do preço da commodity no mercado externo. Em São Paulo, segundo a ANP, a média cobrada nos postos atingiu na primeira quinzena de setembro a média de R$ 4,385 e o valor das refinarias para a distribuidora de R$ 3,975. (Agência Brasil 20/09/2018)
 

Brasil leva China à OMC por barreiras ao açúcar

O que será questionado é uma salvaguarda imposta por Pequim contra o produto brasileiro e que derrubou, em 2017, as exportações nacionais.
O governo brasileiro decide levar a China à Organização Mundial do Comércio (OMC), denunciando o que acredita ser uma medida protecionista contra a importação de açúcar. O que será questionado é uma salvaguarda imposta por Pequim contra o produto brasileiro e que derrubou, em 2017, as exportações nacionais.
 O processo, porém, promete ser longo, já que os tribunais da OMC vivem uma crise crônica diante da falta de juízes no orgão de apelação e pelo veto do governo de Donald Trump para que o mecanismo possa voltar a escolher novos membros.
O Brasil insiste que tentou encontrar uma saída negociada. O governo fez questão de conduzir consultas com Pequim, na esperança de convencer os chineses a não seguir com a medida.
Até 2016, o Brasil era o maior fornecedor de açúcar para a China, que por sua vez era o principal destino das exportações de açúcar bruto produzido aqui. As vendas totalizavam perto de 2,5 milhões de toneladas ao ano, pouco menos de 10% das exportações totais do País, o açúcar brasileiro era competitivo mesmo pagando, na maior parte, alíquota de 50% para ingressar naquele mercado.
Em 2017, porém, os chineses elevaram essa tarifa para 95%, o que fez as exportações brasileiras caírem para cerca de 300 mil toneladas.
Como resposta às queixas brasileiras, Pequim indicou que foi "muito cuidadosa" e que a investigação sobre o açúcar é a única sobre salvaguardas a ser iniciada desde 2001. Mas os chineses alertam que a importação de açúcar é "um caso especial", e que a entrada do produto vem aumentando de forma significativa desde 2009, com um impacto para 20 milhões de produtores agrícolas da China.
 Desde o ano passado o Brasil passou a ser um dos países incluídos em investigação do governo chinês sobre o comércio do açúcar. O tema deixou produtores, diplomatas e a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica) preocupados.
 Num documento enviado à OMC no ano passado para justificar sua ação, Pequim ainda explicou que decidiu abrir investigações depois de ter constatado que o açúcar importado já representava 47% da produção nacional. Em 2011, eram 27%. Além disso, os chineses apontam que, hoje, o produto importado ocupa 32% do consumo nacional de açúcar. Em 2011, eram de 21%.
Austrália, Tailândia e Coreia do Sul também estavam sob investigação. Mas, como o Brasil representava mais de 50% da importação chinesa do produto, a salvaguarda imposta pelos chineses tinha um impacto especialmente importante para o exportador nacional.
De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio Exterior e Serviço, "em 2015, as exportações de açúcar brasileiro para a China alcançaram 2,5 milhões de toneladas, o que representou mais de US$ 760 milhões". "Esse valor já foi maior. Em 2011, apesar de a exportação ter sido menor em volume (2,1 milhões de toneladas), o valor apurado foi de US$ 1,2 bilhão", indicou.

 Pequim alega que sua indústria nacional teria exigido uma resposta diante do volume comprado do Brasil, em mais um sinal de que Pequim não estará disposta a permanecer apenas como consumidora de produtos básicos de diversos países. (O Estado de São Paulo 20/09/2018 às 17h: 46m)