Sugarcane industry

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Bloco deve reduzir embarques de açúcar na temporada 2019/20

A Comissão Europeia projetou que a produção europeia de açúcar atingirá 18,3 milhões de toneladas na temporada 2019/20, 4% a mais que no período 2018/19. As importações de açúcar podem continuar estáveis, em 1,7 milhão de toneladas, e as exportações tendem a cair para 1,5 milhão (-12%).

Pelos cálculos de Bruxelas, o superávit global de açúcar para 2018/19 é agora estimado em 1,8 milhão de toneladas, principalmente em razão da maior produção na Índia e na Tailândia. Mas prevê uma reversão desse cenário na safra 2019/20, com um déficit global de 3 milhões de toneladas, a depender do mix de produção entre etanol e açúcar no Brasil.

Para os cereais, a Comissão Europeia projetou uma recuperação da produção em 2019/20. A expectativa é de alta de 10% na produção de trigo, 7% de cevada e 0,5% no caso do milho. Já a produção de oleaginosas na Europa continuará a diminuir neste ano por causa de menor área de colza.

No relatório de perspectivas, a Comissão Europeia alertou para "nuvens no horizonte" do comércio agrícola devido à desaceleração da economia mundial. Os europeus constataram também que a guerra comercial entre os EUA e a China provocaram alterações no fluxo de comércio agrícola.

Houve baixa de 70% nas importações chinesas de soja dos EUA nos primeiros quatro meses deste ano, enquanto as compras do produto brasileiro aumentaram 50%. No período, as importações de soja do Canadá pelo país asiático cresceram 265%. A China aumentou também as importações de milho oriundo da Ucrânia (80%) e de colza vinda dos canadenses (20%).

Ao mesmo tempo, os EUA desviaram parte de sua soja para outros destinos, como a própria UE (126%) e o México (33%). (Valor Econômico 18/07/2019)

 

Açúcar: Quedas sobre quedas

Pelo quarto pregão consecutivo, os preços do açúcar demerara fecharam no campo negativo na bolsa de Nova York.

Os lotes para março caíram 18 pontos, a 12,85 centavos de dólar a libra-peso.

O mercado vem testando novos níveis de suporte.

A trading francesa Sucden avaliou, em relatório, que os contratos para outubro podem chegar a 11,5 centavos de dólar a libra-peso na falta de uma recompra de papéis por parte dos especuladores.

A diferença entre os papéis para outubro e para março ficou ontem em 106 pontos.

"Ultimamente, nem o câmbio nem o petróleo têm dado suporte, e parece que a preocupação com o excesso de oferta toma conta do mercado", disse a Sucden.

No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal teve queda de 0,25%, para R$ 60,12 a saca de 50 quilos. (Valor Econômico 18/07/2019)

 

Entrega do contrato agosto do açúcar branco na ICE totaliza 793.350 toneladas

Um total de 793.350 toneladas de açúcar branco da Tailândia foi ofertado contra o vencimento do contrato agosto na ICE, mostraram dados da bolsa nesta quarta-feira.

O contrato agosto expirou na terça-feira.

O açúcar compreende 493.150 toneladas com carregamento no porto de Bangkok/Kohsichang e 300.200 toneladas com carregamento no porto de Laemchabang/Sri Racha.

Os compradores foram ED&F Man (470.200 toneladas), Sucden (253.150 toneladas), INTL FCStone (59.100 toneladas) e Macquarie Bank (10.900 toneladas).

Os vendedores, por sua vez, foram BNP Paribas (493.350 toneladas), ADM (200 mil toneladas) e Marex (100 mil toneladas). (Reuters 17/07/2019)

 

Governo do RJ erra em justificativa de proposta para mudar ICMS do etanol

Em seis meses de gestão, o poder executivo do Rio de Janeiro apresentou nove projetos de lei para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A Lupa analisou as justificativas dos projetos apresentados pelo governador e localizou erros.

Entre as justificativas verificadas estão as dadas para a mudança na alíquota do ICMS do etanol. O Projeto de Lei nº 602/2019 visa diminuir a alíquota do ICMS do etanol hidratado de 32% para 24% no Rio de Janeiro.

Em sua justificativa, o atual governador defende a proposta afirmando que outros estados adotam alíquotas menores do que 24%. Segundo a assessoria da Alerj, o projeto foi retirado de pauta por ter recebido emendas.

A justificativa do projeto, apresentada pelo Poder Executivo do Rio de Janeiro à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, afirma:

“A tabela mostra que havia um crescimento no volume de etanol comercializado até dezembro de 2018 [no Rio de Janeiro], mas, a partir daí, houve uma diminuição do volume comercializado mês a mês”

Verdadeiro, mas

De fato, houve um crescimento no volume de etanol comercializado no Rio de Janeiro até o fim do ano passado e, também, uma queda no início de 2019. Em novembro e dezembro de 2018, o volume de etanol comercializado no estado era de, respectivamente, 79,19 milhões de litros e 94,69 milhões de litros. Em 2019, esse volume caiu para 73,91 milhões de litros em janeiro, 64,49 milhões de litros em fevereiro e 57,51 milhões de litros em março. A tabela citada no projeto de lei contém dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

No entanto, há uma tendência de queda neste período do ano na série histórica da ANP. Desde 2010, o volume de combustíveis vendido caiu entre os meses de dezembro e janeiro. Essa queda também foi verificada entre janeiro e fevereiro para todos os anos desde 2014. Entre fevereiro e março, a diferença no volume vendido varia de ano para ano: nos anos de 2010, 2012, 2013, 2016 e 2018, o volume comercializado aumentou. Em 2011, 2014, 2015 e 2017, o volume, assim como em 2019, caiu.

Além disso, apesar desta diminuição, os meses de janeiro e março de 2019 tiveram o maior volume de etanol comercializado para o período desde 2010. Já o mês de fevereiro foi o que teve maior consumo deste combustível desde 2012.

Outro trecho da justificativa apresentada aponta que:

“Se não houver uma redução na alíquota como se propõe, a tendência é que o volume de comercialização continue diminuindo, com perda significativa de arrecadação”

Falso

Nos últimos dois anos, observa-se uma tendência de crescimento do volume de etanol comercializado ao longo do ano.

Além disso, mesmo sem a redução na alíquota, a “previsão” feita na proposta não se confirmou. Na realidade, o volume de etanol cresceu progressivamente entre março e maio, de 57,51 milhões de litros para 68,79 milhões de litros. Os dados citados são da ANP.

O PL foi apresentado na Alerj em maio, quando só estavam disponíveis as informações até o mês de março.

Procurada para comentar, a assessoria de Witzel não retornou.

Além disso, o documento apresentado pelo poder executivo do Rio de Janeiro à Assembleia Legislativa do Estado ressalta:

“Outros Estados da Federação adotam alíquotas ainda menores que esta proposta”

Verdadeiro

O projeto de lei do governador Wilson Witzel pretende diminuir a alíquota do etanol para 24%. Neste ano, 19 estados brasileiros têm uma alíquota do ICMS para o etanol maior do que a proposta de Witzel, ou seja, maior do que 24%. Sete estados têm alíquotas menores. São eles: Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte e São Paulo. Os dados são da Plural, associação nacional de distribuidoras de combustíveis, lubrificantes, logística e conveniência.

Atualmente, a associação mostra que o Rio de Janeiro tem a maior alíquota entre as unidades da federação, com um percentual de 32%. Em 2017 e 2018, a alíquota era menor e igual a de outros 10 estados: 25%.

Ainda em relação às tarifas aplicadas, o governador utiliza os exemplos de dois estados:

“(…) É o caso, por exemplo, de São Paulo (12%) e de Minas Gerais (14%)”

Exagerado

O texto erra ao falar sobre o percentual de Minas Gerais. Segundo os dados da Plural, no estado mineiro, o ICMS sobre o etanol é de 16% desde o ano passado. A alíquota de Minas Gerais era 14% em 2017. O texto da proposta acerta ao citar a alíquota de São Paulo, que é de 12% – o menor percentual do país desde 2017.

Procurada para comentar, a assessoria do governador não respondeu. (Agência Lupa 1707/2019)

 

Nestlé cria método para fazer chocolate sem usar açúcar

A empresa patenteou uma técnica que transforma a polpa de cacau em um pó que contém um adoçante natural.

A Nestlé encontrou uma forma de usar os restos do cacau como um adoçante natural em uma forma de atender à demanda dos consumidores por alimentos mais naturais e saudáveis. A empresa patenteou uma técnica que transforma a polpa que envolve os grãos de cacau em um pó que contém açúcar natural. Até hoje, essa polpa era descartada.

Ainda neste ano, a multinacional suíça pretende começar a vender o Kit Kat meio amargo no Japão com o chocolate produzido dessa forma, segundo a Bloomberg. No futuro, o processo pode ser usado para produzir também chocolate ao leite e branco, afirma Alexander von Maillot, chefe de confeitaria da Nestlé.

A expectativa é levar o produto a outras marcas e países a partir do ano que vem. “Com a técnica da polpa, produzimos um chocolate mais premium”, diz von Maillot. “O açúcar é um ingrediente barato”.

Foram necessários três anos de pesquisa para encontrar uma forma de alterar a estrutura do açúcar da polpa do cacau e usá-lo como adoçante. A indústria de alimentos e bebidas tem sido pressionada por consumidores e governos, que buscam alternativas mais saudáveis em meio às crescentes taxas de obesidade e diabetes. (Revista Época 17/06/2019)