Macroeconomia e mercado

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Commodities Agrícolas

Açúcar: Primeira queda do mês: Pela primeira vez desde o início de outubro, os contratos futuros do açúcar registraram queda na bolsa de Nova York ontem. Os papéis do demerara com vencimento em maio fecharam a 13,01 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 12 pontos. A commodity vinha sendo impulsionada pela queda do dólar ante o real após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. Hoje, contudo, a moeda americana passa por uma correção após ruídos na campanha presidencial do candidato Jair Bolsonaro, pressionando as cotações do açúcar. No mercado internacional, a queda do petróleo também contribuiu para a queda do açúcar ontem. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 63,60 a saca de 50 quilos, alta de 0,52%.

Café: Pressão cambial: A alta do dólar ante o real após sucessivas quedas desde o primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil pressionou as cotações do café na bolsa de Nova York ontem. Os papéis do arábica com vencimento em março fecharam a US$ 1,155 a libra-peso, recuo de 120 pontos. A queda do dólar vinha dando sustentação aos preços da commodity, já que reduz a disposição de venda dos produtores brasileiros. Ontem, contudo, a moeda americana passou por uma correção no Brasil, puxada pelas especulações com o segundo turno no próximo dia 28 e pelas propostas desencontradas para a economia por parte do candidato líder nas pesquisas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 433,03 a saca de 60 quilos, queda de 0,14%.

Cacau: Volatilidade em NY: As dúvidas em relação à oferta e a demanda mundial por cacau durante a safra 2018/19 iniciada este mês têm gerado volatilidade na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis da amêndoa com vencimento em março fecharam a US$ 2.115 a tonelada, queda de US$ 28. Na semana, a commodity ainda acumula alta de US$ 67. As previsões iniciais indicavam um déficit de 100 mil toneladas na temporada que se iniciou este mês e foram revisadas para 50 mil toneladas diante das boas condições climáticas no oeste da África. Do lado da demanda, contudo, os sinais positivos contribuem para sustentar os preços internacionais. No mercado interno, o preço médio praticado em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável em R$ 125,70 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Trigo: Recuo pré relatório: Os contratos futuros do trigo registraram leve queda nas bolsas americanas ontem, pressionados pelo ajuste de posições dos investidores antes do próximo relatório de oferta e demanda mundial do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a ser divulgado hoje. Em Chicago, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 5,3125 o bushel, queda de 4 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês recuou 3 centavos, para US$ 5,4025 o bushel. As previsões do mercado são de que órgão indique estoques de 27,95 milhões de toneladas nos EUA em 2018/19, aumento de 9,84% ante o estimado no mês passado. No mercado interno, o preço médio praticado no Paraná ficou em R$ 839,48 a tonelada ontem, queda de 0,22%, segundo dados do Cepea. (Valor Econômico 11/10/2018)