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Commodities Agrícolas

Cacau: Horizonte baixista: Com a expectativa de incremento na demanda europeia na berlinda e um aumento de oferta no oeste da África no horizonte, os preços do cacau recuaram ontem pelo décimo pregão consecutivo na bolsa de Nova York. Os papéis para dezembro caíram US$ 43, a US$ 2.303 a tonelada. Ontem, as bolsas da Europa estenderam perdas em meio ao recrudescimento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o que deixa os investidores em alerta. O mercado europeu influencia os preços do cacau, porque a Europa está entre as maiores consumidoras de chocolate do mundo, e já apresentou retração na moagem da amêndoa no último trimestre. Em Ilhéus, na Bahia, o preço médio do cacau caiu 1,7% ontem, para R$ 148,40 por arroba, de acordo com a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Freio na descida: Após recuarem por dois pregões seguidos, os preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para dezembro fecharam a 58,72 centavos de dólar a libra-peso, alta de 24 pontos. Parte do suporte veio da piora nas condições das lavouras da pluma nos EUA na semana encerrada no domingo. Mas, de acordo com o analista Keith Brown, da consultoria DTN, os fundos especulativos que apostam na baixa dos preços do algodão também "tiraram o pé do acelerador, depois que o mercado caiu com força", para o menor patamar em quase nove anos, disse em nota. Apesar disso, a tendência continua a ser de baixa no contexto da guerra sino-americana. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 83,96 a arroba, segundo a associação Aiba.

Milho: Chuva de incertezas: Diante do retorno das chuvas ao leste do cinturão produtor de milho dos Estados Unidos, os preços do cereal caíram ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para dezembro recuaram 2,25 centavos de dólar, a US$ 4,125 o bushel. Segundo o serviço meteorológico do país, chuvas chegaram ao Estado americano de Illinois na manhã de ontem, como parte de uma frente fria, que deve fazer as temperaturas caírem e proporcionar algum alívio para os campos secos. "No momento, há muitas incertezas. Não se sabe qual a área plantada nos EUA, abandonada ou com seguro, e isso faz com que os preços não consigam nem cair nem subir muito", afirmou ao Valor Flávio França Júnior, analista de grãos da Datagro. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 36,19 a saca, elevação de 0,95%.

Trigo: Espera eterna: A demanda enfraquecida pelo trigo americano voltou a pressionar os preços do cereal ontem nas bolsas dos EUA. Em Chicago, os papéis para dezembro caíram 7 centavos de dólar, a US$ 4,8775 o bushel. Em Kansas, os lotes do cereal de melhor qualidade para dezembro fecharam a US$ 4,3475 o bushel, queda de 8,5 centavos de dólar. Conforme disse ao Valor Flávio França Júnior, analista de grãos da Datagro, "há uma expectativa de aumento nas vendas de trigo dos EUA que não se confirma, o que se reflete nas cotações". Em relatório, a consultoria Farm Futures afirmou que o trigo com origem no Mar Negro deve ganhar a concorrência em mais um leilão promovido pelo Egito esta semana. No Brasil, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná teve queda de 1,57%, para R$ 861,88 a tonelada. (Valor Econômico 07/08/2019)