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Commodities Agrícolas

Açúcar: Dólar e petróleo: Com a alta do dólar ante o real e a desvalorização do petróleo, os preços do açúcar demerara caíram ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho recuaram 16 pontos, fechando a 12,82 centavos de dólar por libra-peso. O movimento se deu em meio à alta da moeda americana, que estimula as exportações do Brasil, maior produtor mundial da commodity, e tende a elevar a oferta no mercado. A queda nos preços do petróleo também contribuiu para a queda nas cotações do adoçante. Quando o preço do fóssil cai, o etanol (feito de cana no Brasil) perde competitividade e a tendência é que seja dada prioridade à produção de açúcar em lugar do biocombustível. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal registrou alta de 0,81%, para R$ 67,41 a saca de 50 quilos.
Café: Queda livre: Os contratos futuros do café arábica com entrega em maio atingiram ontem o menor patamar dos últimos 14 anos na bolsa de Nova York, ao fecharem em 90,25 centavos de dólar a libra-peso. A queda se deu no contexto da alta do dólar ante o real, que estimula as exportações brasileiras, e da pressão da ampla oferta mundial. Enquanto isso, os papéis com vencimento em julho recuaram 405 pontos, fechando a 92,70 centavos de dólar por libra-peso. Em relatório semanal, o analista Thiago Cazarini, da Cazarini Trading Company, disse que muitos produtores desistiram de esperar cotações melhores para o café e entraram no mercado vendendo seus estoques. No mercado interno, o indicador de café arábica Esalq/Cepea teve retração de 3,19%, ficando em R$ 376,92 a saca de 60 quilos.
Milho: Concorrência acirrada: A menor demanda por milho americano e os estoque mundiais elevados pressionaram as cotações do cereal na bolsa de Chicago ontem. Julho caiu 2 centavos de dólar e fechou a US$ 3,6875 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o saldo de novos contratos para a venda de milho americano da safra 2018/19 ficou em 548 mil toneladas na semana encerrada no dia, 2% mais que na semana anterior, mas 18% menos que a média das últimas quatro semanas. A União Europeia deve recorrer aos países do bloco para se abastecer, enquanto a produção no Brasil e na Argentina deve aumentar e chegar ao mercado com preços atraentes. No mercado interno, o indicador Cepea/BM&FBovespa ficou em R$ 37,18, valorização de 0,46%.
 

Trigo: Compras e clima: Rumores sobre a compra de um carregamento de trigo pela Argélia e o clima desfavorável para a produção do cereal de primavera nos EUA e na Europa fizeram os preços subirem ontem. Em Chicago, os lotes para julho tiveram alta de 4 centavos, a US$ 4,655 o bushel. Em Kansas, onde é negociado o cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento subiu 4,75 centavos, a US$ 4,375 o bushel. Rumores, já no fim do pregão, de que houve uma compra de 330 mil toneladas de trigo pela Argélia puxaram os preços. Já inundações nos EUA põem em risco o plantio da safra de primavera, enquanto a falta de chuvas na Europa central e oriental também pode prejudicar a produção. No mercado interno, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná caiu 0,53%, para R$ 891,33 a tonelada. (Valor Econômico 12/04/2019)