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Commodities Agrícolas

Algodão: Consumo em xeque: A crise financeira na Turquia pressionou as cotações do algodão na bolsa de Nova York na última semana. Na sexta-feira, os contratos da pluma com vencimento em dezembro fecharam a 81,39 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 41 pontos e desvalorização de 384 na semana. Segundo a Plexus Cotton Group, a pressão cambial sobre os países emergentes compromete as previsões de consumo mundial recorde na safra 2018/19. Ainda conforme a Plexus, se as safras continuarem indo bem, o déficit esperado para a oferta mundial poderá fica muito abaixo das 1,55 milhão de toneladas projetadas pelo Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC). No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a pluma com pagamento em oito dias caiu 0,28% na sexta-feira, para R$ 3,2311 a libra-peso.

Soja: Ceticismo e correção: Após forte alta observada na quinta-feira, quando o mercado foi impulsionado pelos sinais de avanço nas negociações comerciais entre EUA e China, os contratos futuros da soja passaram por uma leve correção na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os papéis da oleaginosa com vencimento em novembro fecharam a US$ 8,9275 o bushel, queda de 4,25 centavos. Segundo analistas, contudo, é improvável que o encontro resulte num acordo imediato sobre a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. "Estamos falando de bilhões e bilhões de dólares. O jogo é pesado", diz Ismael Menezes, da MD Commodities. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos de soja em Paranaguá ficou em R$ 90,79, queda de 1,14%.

Milho: Ajuste técnico: Após a euforia com o encontro entre EUA e China, marcado para esta semana, os contratos futuros do milho registraram leve queda na bolsa de Chicago na sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,7875 o bushel, recuo de 1 centavo. Na semana, contudo, o milho acumulou alta de 7 centavos (1,88%), refletindo os sinais de demanda firme pela safra americana. Na quarta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou duas vendas pontuais do grão para destinos desconhecidos, totalizando 144,6 mil toneladas do grão. Na quinta, o órgão reportou venda de 1,38 milhão de toneladas entre os dias 2 e 9 de agosto. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho caiu 0,7% na sexta, para R$ 41,30 a saca.

Trigo: Rumores da Rússia: Os rumores de que a Rússia poderá limitar suas exportações de trigo neste ano-safra deram impulso às cotações do cereal nas bolsas americanas na última sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos de trigo com vencimento em dezembro fecharam a US$ 5,7975 o bushel, alta de 17,75 centavos. Em Kansas, o grão com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,92 o bushel, avanço de 17 centavos. De acordo com a Reuters, o mercado acredita que o Ministério da Agricultura russo estaria considerando limitar as exportações do cereal na safra 2018/19 a 30 milhões de toneladas ante 35 milhões estimados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). As autoridades do país negaram a informação. No Brasil, o preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 965,90 a tonelada na sexta-feira, com queda de 2,79%, de acordo com o Cepea. (Valor Econômico 20/08/2018)