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Commodities Agrícolas

Cacau: Risco de El Niño: Os contratos futuros do cacau passaram por um ajuste técnico na bolsa de Nova York ontem, revertendo as perdas acumuladas nos dois primeiros pregões desta semana. Os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 2.553 a tonelada, alta de US$ 100. A correção coincide com o aumento da probabilidade de formação do El Niño ao fim deste ano. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento da camada superficial do oceano Pacífico equatorial, foi responsável por intensificar a seca no oeste da África em 2015/16, levando a um déficit na oferta mundial estimado em mais de 100 mil toneladas. No mercado interno, o preço médio do cacau ao produtor em Ilhéus, na Bahia, ficou em R$ 166 a arroba, recuo de 0,3%, segundo a secretaria estadual da agricultura, a Seagri.

Algodão: De olho no clima: As previsões climáticas para o oeste do Texas continuam ditando a formação dos preços do algodão na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em outubro fecharam a 85,36 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 54 pontos. As previsões são de ausência de chuvas pelos próximos cinco dias na região, e os modelos climáticos para oito a quatorze dias indicam retorno aos padrões de seca. Maior exportador mundial de algodão, os EUA têm enfrentado chuvas abaixo da média em 2018/19, com perspectiva de queda na produção. Na semana, o algodão acumula queda de 3,72%, pressionado pela guerra comercial entre EUA e China. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 110,13 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: De volta a 2016: Após atingirem o menor valor desde março de 2016 na bolsa de Chicago na última terça-feira, os contratos futuros da soja apresentaram alta marginal ontem. Os papéis com vencimento em agosto fecharam a US$ 8,945 o bushel, ganho de 0,25 centavo. A commodity tem sido pressionada pela escalada das tensões comerciais entre EUA e China, países que são, respectivamente, maior produtor e maior consumidor mundial da oleaginosa. Segundo a AgResources, há indicadores técnicos que sugerem a reversão na queda dos preços, mas nenhum fundamento ou ponto técnico tem sido levado em consideração pelos investidores por enquanto. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 83,52 a saca de 60 quilos, alta de 1,2%.

Trigo: Ajuste técnico: Após forte queda provocada pelo recrudescimento das tensões comerciais entre EUA e China, os contratos futuros do trigo passaram por correção nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 4,9925 o bushel, alta de 9,75 centavos. Em Kansas o cereal com entrega para o mesmo mês fechou a US$ 5,0575 o bushel, avanço de 6,75 centavos. Segundo o Commerzbank, a reação do mercado à guerra comercial foi injustificada pois ainda há sinais de queda na produção mundial e o conflito não tem tanto peso para o setor. No ano, o trigo acumula valorização de 13,4% na bolsa de Chicago. No mercado interno, o preço médio no Paraná ficou em R$ 1.055,63 a tonelada, alta de 0,29%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 21/06/2018)