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Commodities Agrícolas

Cacau: Preços atrativos: O cacau subiu ontem na bolsa de Nova York com a maior demanda de compradores e traders após recentes quedas. Os contratos da amêndoa com vencimento em março fecharam com elevação de US$ 46, cotados a US$ 2.162 a tonelada. De acordo com relatos da agência Dow Jones Newswires, os preços subiram em regiões de Camarões e da Nigéria, refletindo o interesse de traders e exportadores. Além disso, alguns produtores estariam segurando as vendas à espera de altas no próximo ano. Segundo a consultoria Zaner Group, o mercado de cacau havia entrado em um território de "barganha", atraindo compradores. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 141,7 a arroba, queda de 2,1%, segundo a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Petróleo em queda: Os preços do algodão recuaram ontem no mercado futuro de Nova York. Os papéis com vencimento em maio caíram 12 pontos, a 81,01 centavos de dólar por libra-peso. O movimento acompanhou a queda do petróleo tipo Brent, de quase 1%, provocada por notícias de maior oferta na Arábia Saudita. Quando a commodity cai, os preços da fibra sintética ficam mais competitivos, o que diminuiu a demanda pela fibra natural. Continuam no radar, contudo, os últimos dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O órgão elevou em 2,3% as estimativas para os estoques americanos de algodão ao fim da safra 2018/19. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 89,28 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: China volta às compras: As relações comerciais entre EUA e China continuam a pautar as negociações de soja em Chicago. Os contratos com vencimento em março subiram 5 centavos de dólar ontem, a US$ 9,3325 o bushel. Notícias de que companhias estatais chinesas compraram pelo menos 500 mil toneladas de soja americana na quartafeira, segundo a agência Reuters, impulsionaram preços. Isso apesar das estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de estoques elevados da oleaginosa. Esse seria o primeiro grande negócio entre os dois países desde que o presidente Donald Trump e o chinês Xi Jinping se encontraram no começo dezembro. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 81,20 a saca, baixa de 0,28%.

Trigo: Oferta apertada: As quedas das cotações de trigo nas bolsas americanas na terça-feira foram revertidas ontem diante de sinais de aperto na oferta na Europa. Em Chicago, os contratos para entrega em março subiram 5,5 centavos, a US$ 5,265 o bushel. Na bolsa de Kansas, os contratos com o mesmo vencimento tiveram alta de 6,5 centavos a US$ 5,1125. A falta de competitividade do trigo americano no leilão internacional egípcio de aquisição de trigo não chegou a alterar o rumo das cotações. Nesta semana, a Autoridade Geral para Abastecimento de Commodities (GASC) do Egito abriu leilão internacional para adquirir entre 55 mil e 60 mil toneladas do cereal. Dentre as ofertas recebidas, apenas uma foi dos EUA. No Brasil, o preço médio no Paraná ficou em R$ 849,14 a tonelada, alta de 2,10%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 13/12/2018)