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Commodities Agrícolas

Café: Por Pressão da oferta: Os preços do café arábica registraram queda ontem na bolsa de Nova York diante da perspectiva de uma produção considerável da próxima colheita no Brasil, apesar das intempéries. Os papéis para maio caíram 195 pontos, para a US$ 0,9945 a libra-peso. A Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), de Minas Gerais, considerou que, ainda que a safra 2019/20 seja de bienalidade negativa e o clima de janeiro tenha sido mais seco que a média, a produção no Brasil será relativamente elevada, em meio a uma oferta global abundante. Entre os cooperados, a entrega deve ser de 4,5 milhões de sacas no ciclo, alta de 4,6% ante a previsão de janeiro. No mercado interno, o indicador do café arábica Cepea/Esalq teve queda de 0,17%, para R$ 401,84 a saca de 60 quilos.

Algodão: Acerto EUA China: O algodão voltou a ter alta na bolsa de Nova York ontem, puxado pelo otimismo com as relações entre Estados Unidos e China. Os contratos da pluma para maio subiram 185 pontos, e encerraram o pregão cotados a 74,01 centavos de dólar a libra-peso. O movimento refletiu o otimismo com a proposta da China de comprar US$ 30 bilhões adicionais em importações agrícolas, o que vai beneficiar as exportações americanas. O episódio teve mais impacto nos preços que a projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a área plantada, que deve aumentar 1,1% em 2019/20 comparativamente à safra atual, para 5,78 milhões de hectares. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a pluma para pagamento em 8 dias caiu 0,38%, para R$ 2,9128 a libra-peso.

Soja: Otimismo renovado: A soja subiu ontem na bolsa de Chicago com a reaproximação entre EUA e China. Os lotes para maio fecharam cotados a US$ 9,2425 o bushel, alta de 8,25 centavos de dólar. O movimento refletiu o otimismo com o avanço concreto das negociações comerciais entre os dois países. Segundo a Bloomberg, a China propôs a compra de US$ 30 bilhões adicionais em importações agrícolas dos americanos. Além disso, ontem o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) realizou o evento em que estimou que o país plantará 34,4 milhões de hectares de soja em 2019/20 nos EUA, 4,7% a menos que na temporada atual. Com a redução da oferta, os preços tendem a subir. No Paraná, o indicador da soja apurado pelo Cepea/Esalq apresentou alta de 2,65%, para R$ 79,45 a saca de 60 quilos.

Trigo: Área menor: Os preços do trigo avançaram ontem na bolsa de Chicago ante previsões de menor oferta. Os papéis para maio fecharam a US$ 4,91 o bushel, alta de 6,75 centavos de dólar. Já na bolsa de Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os papéis com igual vencimento subiram 5,25 centavos, a US$ 4,6325 o bushel. "É difícil entender porque os futuros do trigo vinham caindo", disse Bill Tierney, analista-chefe da ARC Mercosul (AgResource). Ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) realizou um evento em que divulgou estimativas de área cultivada no país. A projeção para a safra 2019/20 de trigo nos EUA teve revisão para baixo, passando de 19,34 milhões para 19,02 milhões de hectares. No mercado interno, o preço apurado pelo Cepea/Esalq no Paraná subiu 0,06%, para R$ 904,49 a tonelada. (Valor Econômico 22/02/2019)