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Café: Mais uma vez o câmbio: Mais uma vez influenciados pelas cotações do dólar ante o real, o preço do café subiu ontem na bolsa de Nova York. Os papéis do arábica para setembro fecharam em alta de 285 pontos, a US$ 1,046 a libra-peso. A queda do dólar ante o real encarece o produto brasileiro, o que desestimula as compras no mercado internacional. A desvalorização da moeda americana costuma desestimular as vendas de países exportadores, como Brasil e Colômbia, reduzindo a disponibilidade no mercado. Além disso, contribuiu para essa pressão a informação do Departamento de Comércio dos EUA de que as importações de café de abril recuaram 0,6% em relação a março. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o grão negociado em São Paulo ficou em R$ 413,84 a saca, alta de 2,54%.

Soja: Cenário americano: Divididos entre uma demanda firme e especulações sobre aumento do plantio nos Estados Unidos, os preços da soja fecharam em leve baixa ontem na bolsa de Chicago. Os lotes para agosto caíram 1 centavo, a US$ 8,7525 o bushel. Foram negociadas 583,7 mil toneladas na semana até 30 de maio, segundo o Departamento de Agricultura americano (USDA). As estimativas eram de até 550 mil toneladas. Porém, o clima ruim para plantar milho alimenta conversas sobre conversão de áreas para a soja. "Traders estão lutando com as estimativas de área conforme os produtores de milho escolhem entre o cereal e a soja", afirmou a consultoria Farm Futures, em relatório. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 81,81 a saca de 60 quilos, baixa de 0,53%.

Milho: Receio com EUA: Os receios de traders com a redução do plantio de milho nos Estados Unidos e com a qualidade da safra americana deram suporte às cotações na bolsa de Chicago ontem. Os lotes para setembro subiram 5,25 centavos de dólar, a US$ 4,295 o bushel. Analistas já têm certeza de que os produtores do país migrarão áreas de milho para outras culturas, e as especulações agora giram em torno do tamanho da queda. Victor Ikeda, do banco holandês Rabobank, crê em redução de 1,5 milhão de hectares ante a previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 37,6 milhões de hectares. Esse cenário ofuscou o dado de vendas americanas semanais abaixo das expectativas. No mercado interno, o indicador Esalq/ BM&FBovespa caiu 1,08%, a R$ 37,38 a saca.

Trigo: Situação russa: Previsões climáticas para a Rússia impulsionaram o trigo nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis do cereal para setembro subiram 16,50 centavos de dólar, para US$ 5,1425 o bushel. Em Kansas, onde é comercializado o trigo de melhor qualidade, os lotes para o mesmo mês subiram 9,75 centavos, a US$ 4,685 o bushel. "A indicação de clima seco na Rússia, que pode reduzir a oferta de trigo em 2019/20, gerenciou o movimento dos fundos, que passaram a cobrir posições vendidas em massa", disse Don Roose, da US Commodities, à agência Dow Jones Newswires. O clima adverso nos Estados Unidos já vinha oferecendo gás aos preços. No mercado interno, o preço médio no Paraná apurado pelo Cepea caiu 0,24%, a R$ 871,95 a tonelada. (Valor Econômico 07/06/2019)