Macroeconomia e mercado

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Aprovada compra da Santa Cruz Açúcar pela São Martinho

O aval do Cade foi dado sem nenhuma restrição aos termos de memorando de entendimentos assinado entre as partes.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou operação pela qual aSão Martinho adquire participação societária adicional na Santa Cruz S.A Açúcar e Álcool, passando dos atuais 36,09% para 92,14% do capital social da empresa.

O negócio foi firmado com os vendedores Luiz Ometto Participações (LOP) e demais acionistas controladores pessoas físicas da Santa Cruz.

O aval do Cade está publicado no Diário Oficial da União (DOU) sem nenhuma restrição aos termos de memorando de entendimentos assinado entre as partes em maio deste ano.

Pelo documento, a compra - pela São Martinho - de participação de 56,05% do capital social da Santa Cruz, incluindo terras, custará R$ 315,8 milhões, e o pagamento será feito em dez anos, corrigido pelo CDI.

O acordo também prevê que a São Martinho venderá a totalidade de suas ações da Agro Pecuária Boa Vista para a LOP. A venda dessas ações, num total de 34,29%, para a LOP será pelo valor de R$ 195,9 milhões, também em dez anos e corrigido pelo CDI.

Segundo fato relevante divulgado em maio, ao todo a São Martinho desembolsará R$ 119,9 milhões pelo negócio, que ainda inclui a celebração de contrato de arrendamento de cana-de-açúcar entre a Santa Cruz e a Agro Pecuária Boa Vista por um período de 20 anos. (Agência Estado 23/07/2014 às 11h: 56m)

 

Síntese de mercado e notícias: Mundo e Brasil 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) O Índice de Preço ao Consumidor (CPI) da Austrália acelerou 0,5% no segundo trimestre, em relação aos primeiros três meses do ano, marcando uma alta de 3% em 12 meses. Os resultados vieram em linha com as expectativas dos economistas.

2) A ata da última reunião de política monetária do Banco da Inglaterra (BoJ) sinalizou que os membros do comitê ainda não têm um momento pré-definido para a primeira elevação da taxa de juros. Ainda segundo o documento, o aperto monetário será direcionado pelos dados e ainda há argumentos contra e a favor de um movimento adiantado.

3) O Federal Reserve de Nova Iorque detectou uma série de problemas operacionais no Deutsche Bank dos EUA. De acordo com o The Wall Street Journal, o banco tem problemas de operação relacionados à má qualidade dos relatórios financeiros, auditoria inadequada e sistemas de supervisão e de tecnologia fracos.

4) O Banco da Espanha está mais otimista com relação a atividade econômica do país e revisou para cima o crescimento do PIB para 2014 e 2015. Segundo a autoridade monetária, este ano o PIB espanhol deve crescer      

1,3%, ante 1,2% na última previsão. Já para 2015 a estimativa foi de alta de 1,7% para 2%.

5) Em audiência realizada ontem em Nova York, o juiz americano, Thomas Griesa, alertou para o risco de calote do governo argentino, e insistiu para que as partes negociassem continuamente nos próximos dias. Com uma semana para encerrar o prazo final, o juiz voltou a negar à Argentina a cláusula que impede a execução da sentença.  

6) As autoridades européias adiaram a imposição de novas sanções à Rússia por seu suposto papel na queda do avião da Malaysia Airlines. A UE definiu apenas o congelamento de ativos de alguns indivíduos. Com medo de sanções mais duras, empresas russas estão retirando o dinheiro de Londres, segundo o jornal britânico The Telegraph.

Brasil

1) A primeira pesquisa Ibope realizada após o fim da Copa mostrou um quadro eleitoral estável com relação ao levantamento anterior. Dilma Rousseff oscilou um ponto percentual para baixo, registrando 38% das intenções de voto. Aécio Neves apareceu com 22%, um ponto a mais que na metade de junho, e Eduardo Campos, foi para 10% de 8% na pesquisa anterior. Já em um eventual segundo turno, Dilma caiu de 43% para 41%, enquanto Aécio subiu de 30% para 33%, reduzindo de 12 para 8 pontos percentuais a diferença entre os dois candidatos.  

2) Em relatório de avaliação de despesas e receitas do terceiro bimestre, o governo reduziu a projeção de crescimento do PIB para 2014 de 2,5% para 1,8%. Além disso, também elevou a estimativa para o IPCA neste ano de 5,6% para 6,2%. Com a redução da arrecadação devido a desaceleração da atividade, o governo elevou suas estimativas com receitas extras. Segundo o documento divulgado ontem, o programa Refis deve gerar R$ 18 bilhões de receita extra para o governo, ante R$ 12,5 bilhões estimados no relatório passado.

3) Com a Copa do Mundo, as vendas do comércio nos meses de maio e junho ficaram bem abaixo do esperado, o que elevou para o maior nível em três anos o número de varejistas, na região metropolitana de São Paulo, com o estoque acima do desejado. Segundo a Fecomercio-SP, 31,8% dos empresários declaram ter estoques excessivos, resultado 40% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

4) A prévia do índice de confiança da indústria (ICI) para o mês de julho aponta para queda de 3,2% em relação a junho, registrando 84,4 pontos. Se confirmada queda nesta intensidade, o ICI terá atingido o menor nível desde abril de 2009. O nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) também recuou para 83,2% em julho, de 83,5% no mês passado.

5) O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,16% na terceira quadrissemana de julho, ante variação de 0,24%, no segundo resultado do mês. Esta é a décima leitura consecutiva que registra desaceleração do indicador.

6) O governo deve desembolsar R$ 7,4 bilhões no segundo semestre para ajudar o setor elétrico. De acordo com o Estado, esse valor inclui os R$ 3,4 bilhões que não foram pagos nos primeiros seis meses do ano, e despesas adicionais que se aproximarão dos R$ 4 bilhões entre julho e dezembro.

7) O IPCA-15 de julho registrou alta de 0,17%, após crescimento de 0,47% em junho, refletindo uma queda mais intensa do que a esperada no custo das passagens aéreas, e um recuo no preço dos alimentos e vestuário. Apesar disso, em 12 meses, o indicador acumulou alta de 6,51%, acima do teto da meta de inflação.