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1) A inflação do Japão desacelerou pelo segundo mês consecutivo em junho, alimentando o debate se a autoridade monetária do país está excessivamente otimistas sobre a trajetória futura da inflação. O núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 1,3% em junho, na comparação anual, ante 1,4% em maio, em linha com as expectativas dos economistas. O governo estima que o país alcançará a meta de 2% em abril do próximo ano.

2) O índice de confiança do consumidor alemão, calculado pelo instituto GfK,  subiu para 9 em agosto de 8,9 em julho, acima da expectativa dos economistas, atingindo o maior nível em quase oito anos. Apesar disso, o instituto alertou que a queda do Malaysia Airlines pode enfraquecer o sentimento do consumidor nos próximos meses.

3) A base monetária da zona do euro (M3), subiu 1,5% em junho, na comparação com igual período do ano passado, acima da previsão dos economistas, de alta de 1,2%. Na média móvel de três meses, a oferta monetária teve alta de 1,1%, acelerando sobre o crescimento de 0,9% em maio, mas bem abaixo da meta do BCE para o crescimento do M3, de 4,5%.

4) O PIB do Reino Unido cresceu 3,1% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, registrando o resultado mais forte desde os últimos três meses de 2007. Segundo dados preliminares, na comparação trimestral, o crescimento foi de 0,8%. As duas leituras vieram em linha com as expectativas dos economistas.

5) O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu para 108 em julho, de 109,7 em junho, bem abaixo da expectativa dos analistas, de leve recuo para 109,4, segundo dados divulgados pelo instituto Ifo. A intensificação das tensões geopolíticas tem gerado impacto negativo na economia alemã.

6) O Banco Central da Rússia elevou a taxa básica de juros de 7,5% para 8%, alegando que o impacto das tensões geopolíticas no rublo russo pode impulsionar as expectativas de inflação. A atual meta de inflação é de 4% e o CPI ficou em 7,8% em junho.

7) A reunião entre autoridades argentinas e os credores holdouts terminou ontem, mais uma vez sem um acordo entre as partes. Segundo o advogado Daniel Pollack, o governo da Argentina se negou a negociar com os representantes dos fundos, sinalizando que o país deve escolher o calote no próximo dia 30.

Brasil

1) Em um tom mais claro do que o adotado usualmente, o Banco Central informou ontem, em ata de seu Comitê de Política Monetária (Copom), que não vai reduzir a taxa básica de juros, atualmente em 11% ao ano. Apesar de manter os juros, a autoridade monetária decidiu ampliar a liquidez na economia. Esta manhã, o BC divulgou uma alteração das regras dos recolhimentos compulsórios sobre recursos a prazo e à vista, com impacto estimado em R$ 30 bilhões.

2) Ontem mais duas instituições reviram para baixo o crescimento da economia brasileira. O FMI que em abril de 2013 projetava uma alta do PIB de 4%, após sucessivas revisões, divulgou ontem uma estimativa de crescimento de 1,3% para 2014. Já a CNI, projetando contração para o setor industrial este ano, revisou de 1,8% para 1% o crescimento do PIB brasileiro.

3) A greve dos servidores do IBGE impediu pelo segundo mês consecutivo a divulgação da taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas do país. Já os resultados de Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, mostraram que a dinâmica do mercado de trabalho permaneceu estável.

4) O índice de confiança do consumidor (ICC) subiu 3% em julho, na comparação mensal, atingindo 106,9 pontos. Segundo a FGV, a segunda alta consecutiva do indicador é uma boa notícia, mas pode ter sido influenciada pela movimentação em torno da Copa do Mundo nas cidades pesquisadas.

5) O índice de preços ao consumidor (IPC-Fipe) registrou alta de 0,11% na terceira quadrissemana de julho, ante alta de 0,04% na segunda leitura do mês. O resultado ficou acima da mediana das projeções, que apontavam para alta de 0,07%.

6) O Brasil subiu uma colocação no índice de Desenvolvimento Humano (IDH), atingindo o 79º lugar entre 187 nações. De uma escala de 0 a 1, o país atingiu 0,744, levando em consideração três quesitos: educação, saúde e rendimento.