Macroeconomia e mercado

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COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Um dia após entrar em calote, o governo argentino afirmou que vai utilizar todos os instrumentos legais para resolver a questão, sendo que uma das possibilidades é recorrer a corte internacional de justiça de Haia e a ONU. Hoje, o juiz americano Thomas Griesa convocou uma nova audiência para definir os futuro de ambas as partes a partir de agora.

2) O PMI industrial da China, medido pelo HSBC, subiu para 51,7 em julho, de 50,7 em junho, ligeiramente abaixo da leitura preliminar divulgada na semana passada, de 52. Apesar disso, o resultado final de julho é o melhor em 18 meses, indicando que a medidas de estímulos econômicos tem gerado impacto positivo na atividade do setor.

3) O PMI industrial da zona do euro se manteve estável em 51,8 em julho, levemente abaixo do indicador preliminar, de 51,9. O resultado do mês foi impactado pelos números fracos do setor industrial da França, que foram parcialmente compensados pelos dados positivos da Alemanha.

4) Nos Estados Unidos forma criadas 209 mil novas vagas de emprego no mês de julho, abaixo da expectativa dos analistas, de criação de 230 mil novas vagas. O dado de junho foi revisado de 288 mil para 298 mil. Nesse cenário, a taxa de desemprego subiu para 6,2%, ante previsão de estabilidade em 6,1%.

5) Alguns dos maiores fundos de hedge do mundo já estão comprando ações de empresas argentinas, na expectativa de que a crise da dívida do país seja resolvida rapidamente, via acordo entre os bancos privados e os credores internacionais. Segundo o Valor, os fundos estão formando posições em papéis dos setores de energia, bancos e telecomunicação.

Brasil

1) A agência de classificação de risco Moody's afirmou que o atual ambiente econômico do Brasil representa riscos para as empresas brasileiras pelo menos até meados de 2015. Nesse cenário, a agência estima crescimento do PIB para este ano de 1,3%, e de 1,5% para 2015.

2) Segundo relatório do JP Morgan, a crise no setor elétrico brasileiro deve custar R$ 6 bilhões esse ano, sendo que a maior parte deste montante será paga pelos consumidores. O estudo estima que a tarifa de energia poderá subir até 29% no próximo ano.

3) No primeiro semestre, o superávit primário do setor publicou ficou em R$ 29,38 bilhões, menor resultado na série histórica iniciada em 2002 e 43,67% abaixo do registrado no mesmo período de 2013. Com esse resultado, o Banco Central admitiu que após os déficits de maio e junho, será necessário um esforço maior do governo para atingir a meta de 1,9% do PIB até o final do ano.

4) Os empresários do comércio e do setor de serviços sinalizaram que a Copa do Mundo atrapalhou a atividade nos meses de junho e julho. Segundo a FGV, o evento esportivo contribuiu para enfraquecer a demanda e espalhar a percepção de mais um mês de desempenho negativo. Embora as perspectivas para os próximos meses sejam melhores, não chegam a sinalizar uma aceleração da economia.

5) O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,10% em julho, ante alta de 0,33% em junho, em linha com a mediana das expectativas. Com o resultado, o indicador acumula altas de 4,30% no ano e 6,85% em 12 meses.

6) Segundo o IBGE, produção industrial recuou 1,4% em junho ante maio, registrando a queda mais intensa desde de setembro de 2009. O resultado veio acima da previsão dos economistas, que apontavam para queda de 2,4%.