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Cosan declara força maior para alguns clientes de açúcar

A medida foi preventiva, enquanto a empresa avalia os estragos causados pelo fogo.

A Cosan, maior produtora de açúcar do Brasil, declarou força maior para alguns clientes depois que um incêndio destruiu armazém no porto de Santos, informou a companhia nesta terça-feira.

A medida foi preventiva, enquanto a empresa avalia os estragos causados pelo fogo, que começou no domingo à tarde e controlado pelos bombeiros na segunda.

Algumas entregas podem sofrer atrasos, disse a Cosan por meio da assessoria de imprensa. A empresa não informou quantos clientes foram afetados.

Um dos dois terminais operados pela Rumo, divisão de logística da Cosan, não foi afetado pelo incêndio, e pelo menos um berço no segundo terminal, o terminal 19, retomou operações na segunda-feira.

A Cosan ainda avalia se algum volume das 15 mil toneladas de açúcar do armazém 10, destruído pelo fogo, pode ser recuperado. A empresa ainda não estimou uma data para o início do trabalho de reconstrução do armazém, disse a assessoria.

O mercado de açúcar minimizou o incêndio, com operadores citando danos de pequenas proporções e pouca demanda urgente por açúcar brasileiro. (Reuters 05/082014 às 11h: 51m)

 

Preço do açúcar recua quase 5% em julho

Mesmo com demanda por açúcar cristal mais aquecida no spot, a presença de usinas ofertando a valores mais baixos pressionou as cotações.

A demanda por açúcar cristal no mercado spot esteve mais aquecida no mês de julho. Segundo colaboradores do Cepea, muitos compradores aproveitaram para abastecer seus estoques, ao mesmo tempo em que outros optaram por reduzir o volume contratado nesta temporada – visto que, no ano passado, alguns contratos tiveram preços superiores aos do spot.

Ainda assim, a presença de usinas ofertando a valores mais baixos pressionou as cotações, e a média do Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (mercado paulista), cor Icumsa entre 130 e 180, em julho, foi de R$ 47,07/saca de 50 kg, 4,8% abaixo da média de junho. Na última semana, as compras continuaram aquecidas, com bons volumes sendo negociados no mercado spot, mas com pressão sobre os valores ofertados.

Na segunda-feira, 4, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 45,78/sc, recuo de 1,1% em relação à segunda anterior, 28. (Fonte: Cepea– www.cepea.esalq.usp.br) 05/08/2014.

 

Síntese de mercado e notícias: Mundo e Brasil

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) reduziu de 2,7% para 2,2% sua projeção para o crescimento do PIB da região em 2014. As três maiores economias continuam puxando para baixo as estimativas, com a projeção de crescimento para o Brasil recuando de 2,3% para 1,4%.

2) O Japão ampliou as sanções contra a Rússia nesta terça-feira, em resposta a passividade do governo russo em relação à crise no leste da Ucrânia. As restrições incluem o congelamento dos ativos de 40 pessoas no país e a imposição de restrições aos produtos importados de duas cidades da Rússia.

3) O Banco da Reserva da Austrália (RBA) decidiu manter a taxa de juros na mínima histórica de 2,5% ao ano, conforme a expectativa do mercado. A autoridade monetária ainda afirmou que o cenário atual contempla um período de estabilidade da taxa de juros.

4) O Banco de Reserva da Índia (RBI) manteve a taxa de juros inalterada em 8% ao ano, resistindo à pressão de empresários para reduzir a taxa de juros e estimular à economia. Essa foi a terceira vez consecutiva que o RBI não alterou a política monetária, decisão em linha com a expectativa da maioria dos economistas.

5) O PMI composto da zona do euro subiu para 53,8 em julho, de 52,8 em junho, melhor resultado dos últimos três meses, mas abaixo da expectativa dos analistas. Esse resultado mostra um aumento consistente da atividade na região, principalmente no setor de serviços.

6) O PMI de serviços na China decepcionou e recuou para 50 em julho, de 53,1 em junho, registrando o pior resultado da série iniciada em 2005. Destaque negativo para a desaceleração do setor imobiliário. Com isso, o PMI composto do país caiu de 52,4 para 51,6 no mês passado.  

7) Israel retirou todas as suas tropas da Faixa de Gaza nesta madrugada de terça-feira, momentos antes do ínicio do cessar-fogo de 72 horas. Segundo o comandante do exército israelense, seus soldados permanecem mobilizados e em posição defensiva na fronteira com o território palestino.

Brasil

1) Segundo o Valor, a previsão de investimentos para a usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós foi ampliada para R$ 30,6 bilhões, 69% superior a última estimativa oficial do governo, de R$ 18,1 bilhões. O aumento se deve à ampliação da capacidade instalada da usina e da atualização dos custos do projeto.

2) Embora a indústria continue sendo o setor que mais apresenta pedidos de financiamento ao BNDES, respondendo por 37% das consultas nos 12 meses encerrados em abril, com relação aos desembolsos, a participação da indústria tem recuado e atingiu 27,4%, menor parcela dos últimos dez anos. Por outro lado, o setor de infraestrutura, responsável por 32% dos novos projetos apresentados, chegou a 35,5% dos desembolsos no mesmo período.

3) O Tribunal de Contas União (TCU) emitiu uma medida cautelar que suspende indefinidamente a publicação do edital de leilão de telefonia 4G, até que as regras sejam aprovadas pelo plenário de ministros da Casa. Esta decisão pode piorar ainda mais o quadro das contas públicas, já que o Tesouro Nacional conta com parte do pagamentos das empresas vencedoras para reforçar o caixa deste ano.

4) Diferentemente do adotado em maio, a Aneel não vai adiar o prazo para o pagamento das despesas com a compra de energia em junho. Com isso, as distribuidoras terão de contar com o dinheiro do próprio caixa, pelo menos temporariamente. Segundo o Estado, o gasto deve atingir R$ 300 milhões e as empresas terão prazo entre quinta-feira e sexta-feira para pagar.

5) A intervenção diária do Banco Central no mercado de câmbio atingiu os R$ 90 bilhões nos últimos 12 meses até junho. Desde junho do ano passado, o BC ofereceu R$ 186 bilhões ao mercado, sendo que US$ 96,7 bilhões foram retirados em outras operações pela própria autoridade monetária.

6) Depois da forte alta nos preços do imóveis nos últimos anos, o mercado imobiliário dá sinais arrefecimento. Segundo o índice FipeZap, os reajustes acumulados em 12 meses ficaram em 10,4%, registrando a oitava desaceleração consecutiva na comparação anual.

7) O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) subiu 0,16% em julho, ante 0,04% em junho, em linha com a expectativa dos economistas.