Macroeconomia e mercado

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Preços do açúcar rompem barreira dos 15 cents

Nesta quinta-feira (14), os preços do açúcar caíram no mercado internacional e romperam a barreira dos 15 cents. Na bolsa de Nova York, a commodity fechou com baixa de 11 pontos no vencimento outubro/14. Os negócios foram firmados em 15,91 centavos de dólar por libra-peso.

O jornal Valor Econômico de hoje (15) trouxe uma análise sobre a queda. Segundo os especialistas consultados, o alto volume de açúcar nos estoques dos centros produtores e consumidores no mundo levaram ontem os preços do produto negociado, no vencimento outubro/14, na bolsa de Nova York ao menor valor em seis meses e próximo à mínima do ano.

Ainda de acordo com o jornal, o volume armazenado no Brasil, na Tailândia e na América Central está acima do registrado nessa mesma época de 2013, o que deve manter os preços sob pressão até outubro, estima Bruno Lima, consultor da FCStone.

Em Londres, nos contratos para outubro/14, a commodity foi negociada a US$ 430,60 a tonelada, baixa de 2 dólares no comparativo com a véspera.. (UDOP 15/08/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) O PIB do Reino Unido cresceu 3,2%  no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, acima da expectativa os analistas, que esperavam uma alta de 3,1%,  e o melhor resultado desde o último trimestre de 2007. Os  últimos dados econômicos vêm sinalizando que o Reino Unido deve ter um dos melhores resultados entre os países da Europa este ano.

2) O exército ucraniano informou nesta sexta-feira que guardas e agentes de fronteira começaram a inspecionar os caminhões enviados por Moscou ao país, supostamente para levar ajuda humanitária à região. Os bens devem ser encaminhados para a cidade de Luhansk, controlada por rebeldes pró Rússia.

3) O Presidente do Fed de St. Loius, James Bullard, acredita que a primeira alta de juros deve acontecer no primeiro trimestre de 2015, argumentando que apesar da taxa de inflação ter permanecido baixa por um longo período de tempo, as ultimas leituras do indicador mostram a inflação mais próxima da meta do Fed. Além disso, Bullard defendeu que já há evidências da recuperação no mercado de trabalho.

4) O Banco Central do Chile decidiu ontem reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, a 3,5%, com o objetivo de estimular o crescimento econômico do país. Os economistas já esperavam um corte na taxa, diante de indicadores que sinalizavam enfraquecimento da atividade do país, com queda das exportações, redução da demanda interna e menor atividade manufatureira.

Brasil

1) O impasse entre Petrobras e Braskem se refere a um contrato anual de US$ 6 bilhões para compra de Nafta. De acordo com o Estado de São Paulo, a Braskem acusa a estatal de direcionar o Nafta nacional (mais barato) para o uso da gasolina, obrigando o setor petroquímico a pagar um preço mais alto pelo insumo importado. O impasse se estende desde fevereiro e tem até 31 de agosto para ser resolvido. Entretanto, o período eleitoral pode levar a uma prorrogação do contrato.

2) O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a decisão que condenou o Banco do Brasil a pagar a todos os poupadores as diferenças decorrentes dos expurgos inflacionários sobre as cadernetas de poupança ocorridos no Plano Verão, de acordo com o jornal Estado de São Paulo. Além disso, existe no Supremo Tribunal Federal uma ação contra os bancos referente as perdas devido a plano econômicos que podem chegar a R$ 21,8 bilhões de acordo com a Procuradoria Geral da Republica.

3) Segundo o Valor, apesar dos bancos públicos continuarem a crescer no crédito mais do que a média do sistema financeiro, foram as instituições privadas que registraram os maiores lucros no segundo trimestre. Juntos, Itaú, Bradesco e Santander tiveram um resultado líquido de R$ 9,2 bilhões, alta de 30,9% na comparação com o mesmo período de 2013. Já Banco do Brasil e Caixa lucraram R$ 4,4 bilhões, crescimento de 1,9%.

4) O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-B) registrou queda de 1,48% em junho ante maio, em linha com a expectativa dos economistas. Além disso, o número de maio foi revisado de queda de 0,18% para contração de 0,8%.  

5) O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre /FGV) projeta um recuo de 0,8% no PIB do segundo trimestre, em comparação com igual período de 2013. Se confirmado, este será o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2009.

6) A indústria paulista demitiu 15,5 mil trabalhadores em julho, recuo de 0,6% em comparação com o junho. No primeiro semestre a queda no nível de emprego foi de 0,6%, pior resultado desde 2009. O diretor da Fiesp ainda afirmou que a situação deve se agravar, superando a marca dos 100 mil postos fechados neste ano.

7) O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de agosto caiu 0,55%, ante recuo de 0,56% em julho, levemente abaixo da mediana das expectativas, de queda de 0,40%. Até agosto o IGP-10 acumula aumentos de 1,70% no ano e de 4,82% em 12 meses.