Macroeconomia e mercado

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Autorizada equalização de juros para financiar estocagem de etanol

Volume de recursos contratados em operações não poderá exceder limite de R$ 2 bilhões.

O Ministério da Fazenda autorizou o pagamento de equalização de encargos financeiros para financiamento da estocagem de etanol. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (20), determina que os valores serão aplicados sobre a média dos saldos diários (MSD) de financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos próprios.

Com a decisão, o volume de recursos contratados em operações de financiamento para estocagem de etanol combustível não poderá exceder o limite de R$ R$ 2 bilhões. A medida vale especificamente para operações de estocagem em usinas, destilarias, cooperativas de produtores, empresas comercializadoras de etanol combustível e distribuidoras de combustível, cadastradas na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

As contratações de operações deverão obedecer um calendário específico em cada região:

De 1° de maio de 2014 a 30 de novembro de 2014: nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, nos estados do Ceará, Maranhão, Pará, Piauí, Tocantins e nos municípios baianos de Juazeiro e Medeiros Neto.De 1° de setembro de 2014 a 28 de fevereiro de 2015: nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e nos demais municípios da Bahia.

A portaria do DOU ainda especifica que o valor das equalizações de taxa de juros ficará limitado ao diferencial entre o encargo do mutuário final e o custo da fonte, acrescido da remuneração das instituições financeiras.

Para fins de acompanhamento, o BNDES deverá cumprir algumas exigências e informar à Secretaria do Tesouro Nacional o seguinte:

Mensalmente, o valor contratado e desembolsado no mês anterior e a previsão mensal de contratação até fevereiro de 2015;Em janeiro, maio e julho de cada ano, a previsão de pagamento de equalização, referente aos limites autorizados na portaria, para os meses subsequentes do ano em curso e para os do próximo ano;Até o último dia do mês de janeiro de cada ano, os valores recebidos de equalização no exercício anterior segregados por região da Federação. (Portal Brasil 20/08/2014)

 

Cade aprova compra pela Bunge de fatia da japonesa Itochu em usinas de cana

Para a Itochu, a saída da parceria se deve às incertezas de rentabilidade futura do negócio.

O Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição pela Bunge Açúcar & Bioenergia, da multinacional Bunge, das cotas que ainda não possuía em duas usinas de cana-de-açúcar da JB BioEnergy, segundo despacho publicado nesta quarta-feira do Diário Oficial da União.

A operação consiste na aquisição pela Bunge de cotas da JB BioEnergy, da holding japonesa Itochu Corporation, equivalentes a 20 por cento do capital social das usinas Agroindustrial Santa Juliana e Pedro Afonso Açúcar e Bioenergia. A Bunge passa a deter controle exclusivo dos ativos.

A usina Santa Juliana fica no Triângulo Mineiro e a Pedro Afonso, no Tocantins. Ambas têm a produção de açúcar e etanol como foco.

"A consolidação do controle das empresas alvo pela Bunge decorre da definição da sócia (Itochu) de se retirar do mercado de açúcar e bioenergia brasileiro em razão das incertezas de mercado atuais", afirma documento arquivado junto ao Cade.

"Para a Itochu, a saída da parceria se deve às incertezas de rentabilidade futura do negócio, resultante das políticas governamentais adotadas para combate à inflação", acrescenta o documento.

Na época em que a parceria entre a Bunge e a Itochu foi anunciada em 2008, as empresas afirmaram que investiriam 800 milhões de dólares no projeto. O valor do último acordo não foi revelado. (Reuters 20/08/2014)

 

União da Cargill e Copersucar se chamará Alvean

Ivo Sarjanovic é novo CEO da Alvean. Anteriormente ele dirigiu o negócio de açúcar global da Cargill.

A Cargil e a Copersucar informaram hoje a conclusão de todas as autorizações regulatórias exigidas para a nova joint venture de comercialização de açúcar, com 50% de participação de cada empresa. O nome escolhido para a nova empresa foi Alvean.

A Alvean irá operar como uma entidade independente e começará a integrar as atividades globais de originação, comercialização e negociação de açúcar bruto e branco.

"Nossos clientes se beneficiarão das forças complementares da Copersucar e Cargill", afirmou Ivo Sarjanovic, novo CEO da Alvean. "Teremos uma sólida cadeia de suprimentos global combinada, uma presença mundial e excelente gestão de logística".

Sarjanovic, que anteriormente dirigiu o negócio de açúcar global da Cargill, prosseguiu: "Estou muito confiante de que estamos iniciando uma jornada emocionante, que vai remodelar o setor de açúcar. Estamos reunindo o melhor do talento, da experiência e das capacidades da Cargill e da Copersucar, que serão a base sobre a qual vamos construir a nossa empresa nova e diferenciada, a Alvean".

Soren Hoed Jensen, COO da Alvean, explicou a origem do nome da nova empresa: "Alvi, derivado da palavra latina albus, significa branco/cristalino e simboliza o nosso compromisso de ser ético e inclusivo perante os nossos parceiros. O sufixo 'an' traz a noção de movimento, expressando o dinamismo do mercado de açúcar e o nosso compromisso em ser o elo exclusivo entre a oferta e a demanda em todo o mundo. Alvean buscará novas maneiras de ser inovadora e ágil em benefício dos nossos clientes e fornecedores, trazendo conhecimento do mercado global abrangente e experiência de negociação".

As atividades de comercialização da Alvean serão sediadas em Genebra, Suíça.

A joint venture também terá escritórios em Bancoc, Bilbao, Déli, Dubai, Hong Kong, Jacarta, Moscou, São Paulo e Xangai. (Nova Cana 20/08/2014)

 

Inundação na Índia afeta plantação de cana-de-açúcar no principal estado produtor

Cerca de 6 milhões de hectares de terras agrícolas, incluindo uma porção de áreas de cana-de-açúcar, foram inundados em 1.500aldeias em Uttar Pradesh, dizem funcionáriosdo governo estadual da Índia, de acordo com o jornal Financial Express da Índia.
Especialistas acreditam que isso além de ameaçar a produção de açúcar do estado, que é um dos maiores produtores do país agrava ainda mais a situação da dívida dos produtores com os agricultores, num momento de começo de safra.
Funcionários do Estado disseram ser muito cedo para avaliar o impacto das inundações nacana-de-açúcar.
No mês passado, a ISMA- Indian Sugar Mills Association previu uma queda de 9% do cultivo da cana em Uttar Pradesh na safra de 2014/15 a partir de outubro, embora seja esperado um aumento de 4%, ou o equivalente a 25,30 milhões de toneladas no país, devido ao aumento da produção em Maharashtra. Uttar Pradesh produziu 6,5 milhões de toneladas de açúcar em2013/14, enquanto Maharashtra produziu 7,7 milhões de toneladas. (Jornal Cana 20/08/2014)

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) O presidente do Banco de Reserva da Austrália (RBA), Glenn Steves, afirmou que a intervenção direta no mercado de câmbio se mantém como uma das ferramentas da autoridade monetária para ajudar a direcionar a baixa do dólar australiano. A força do dólar australiano tem prejudicado os exportadores, principalmente do setor industrial, em um momento em que o RBA está tentando impulsionar o crescimento econômico do país.

2) Israelenses e palestinos entraram em confronto novamente nesta quarta-feira, encerrando mais um cessar-fogo entre as partes. Os milicianos palestinos lançaram ao menos sete foguetes conta Israel, segundo o exército, que informou ter feito cerca de 30 ataques aéreos contra Gaza durante a noite.

3) A ata da última reunião do Banco da Inglaterra (BoE) mostrou a primeira dissidência sobre a decisão de política monetária desde que o presidente, Mark Carney, assumiu o cargo, em julho de 2013. A manutenção da taxa de juros recebeu sete votos a favor e dois contra. Os dissidentes votaram pela alta da taxa de juros de 0,5% para 0,75%, aumentando as expectativas de que o BoE inicie o ciclo de aperto da política monetária no começo de 2015.

4) O Índice de Preços ao Produto (PPI) da Alemanha recuou 0,1% em julho na comparação com junho, abaixo da expectativa dos economistas que esperavam estabilidade mensal do indicador. Na comparação anual, o PPI caiu 0,8%, também abaixo das previsões que apontavam para queda de 0,7%.

5) A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou ontem que enviará um projeto de lei ao Congresso para abrir uma nova troca voluntária dos títulos da divida publica. Se aprovada, esta será a terceira restruturação em nove anos.

Brasil

1) Segundo um levantamento realizado pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, o governo tem atrasado parte dos recursos para o pagamento do seguro desemprego e abono salarial. De dezembro a junho deste ano, o atraso já soma R$ 3,4 bilhões. Quando isso ocorre, a instituição responsável pelo pagamento, neste caso a Caixa Econômica Federal, tem de arcar com os custos extras.

2) Três associações de funcionários devem pedir hoje intervenção da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) no Postalis, fundo de pensão da estatal. Segundo as associações, a gestão política do fundo levou a uma perda acumulada entres os anos de 2013 e 2014 de $ 2,2 bilhões em operações consideradas suspeitas.

3) O Banco Central anunciou esta manhã novas regras para o depósito compulsório a prazo. Com as mudanças, passou a ser permitido que até 60% do recolhimento compulsório a prazo sejam cumpridos com operações de crédito, além de permitir deduções a partir de operações com veículos e motocicletas. O BC ainda autorizou, para feito do cumprimento da exigibilidade sobre recursos a prazo, que possam ser consideradas as Letras Financeiras.

4) A Bolsa de Valores de São Paulo subiu ontem pela quarta vez seguida, fechando o pregão em alta de  1,54%, aos 58.449,29 pontos, melhor patamar desde 11 março de 2013. Boa parte dos ganhos de ontem foi concentrada na Petrobrás, que registrou alta de 2,5% nas ações preferenciais e de 3,20% nas ordinárias.

5) A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou que a tarifa cobrada pelo uso do sistema de transmissão subiu em média 70%. As residências devem começaram a sentir os efeitos do aumento a partir dos reajustes anuais, enquanto os grandes consumidores já começaram a pagar a conta.

6) O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15) registrou alta de 0,14% em agosto, ante 0,17% em julho, em linha com as expectativas dos economistas. Em 12 meses, o indicador acumula alta e 6,49%.