Macroeconomia e mercado

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Rubens Ometto: Banco escolar

Rubens Ometto mira agora na área de educação.

Ao lado de um grupo de investidores do setor, pretende criar uma espécie de universidade do agronegócio.

Certamente Dilma Rousseff não será escolhida como paraninfa do projeto. (Jornal Relatório Reservado 03/08/2014)

 

Mantega confirma reajuste da tabela do IR e diz que gasolina deve subir

MP 644, que estabelecia correção em 2015, perdeu validade na sexta-feira.

Ministro da Fazenda não descarta aumento da gasolina ainda neste ano.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (2) que tentará novo reajuste da tabela do Imposto de Renda. Disse também que "todo ano tem aumento da gasolina" e que "este ano não deve ser diferente".

O reajuste da tabela do Imposto de Renda em 4,5% em 2015 estava em vigor até a última sexta-feira (29) por meio da medida provisória 644, que foi enviada ao Congresso por ocasião do Dia do Trabalho. Ela perdeu validade porque não foi votada.

"Vamos resolver isso com alguma nova lei. Isso vamos verificar. Não vamos deixar sem essa revisão da tabela. Ainda não tem uma definição como vamos encaminhar isso", disse o ministro da Fazenda após ser questionado por jornalistas.

A tabela do Imposto de Renda é corrigida anualmente em 4,5% desde 2007. O percentual de 4,5% é o que o governo estabelece como meta para a inflação anual. Representantes dos trabalhadores, porém, têm pedido nos últimos anos uma correção maior da tabela, alegando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como referência no sistema de metas de inflação, tem ficado acima da meta central. Em 12 meses até julho, o índice ficou em 6,5%.

Reajuste da gasolina

Questionado se haveria aumento no preço da gasolina ainda neste ano, Mantega afirmou que "todo ano tem aumento da gasolina". "Este ano não deve ser diferente. Ano passado tivemos dois aumentos de gasolina. Não há uma regra fixa, mas todo ano pode ter um ou dois aumentos de gasolina", declarou o ministro da Fazenda.

No ano passado, foram feitos dois reajustes nos preços da gasolina. O primeiro aconteceu em janeiro, quando a Petrobras reajustou o diesel em 5,4% e a gasolina, em 6,6%. O último ocorreu no fim de novembro, quando a Petrobras anunciou que os preços da gasolina e do diesel foram reajustados nas refinarias. Na ocasião, a alta foi de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel. (G1 02/09/2014)

 

V de Velho, V de vergonha

Sede brasileira da maior fabricante de automóveis da Europa é transformada em ferro velho. Greenpeace cobra mais eficiência para os veículos brasileiros.

Nem precisa olhar no dicionário, muita gente aprende desde pequeno o que Volkswagen significa: o carro do povo. Só que no Brasil a história, na verdade, é um pouco diferente e em vez de produzir o “carro do povo” e priorizar os consumidores daqui, a Volkswagen tem se negado a se comprometer com metas de eficiência veicular como as que terá que obedecer na Europa.

Diante da negação, o Greenpeace foi até a sede da empresa, em São Bernardo do Campo, para relembrá-la do desafio que foi lançado em abril deste ano. Há cinco meses, a organização colocou nas ruas um carro da Idade da Pedra para satirizar a falta de modernidade dos veículos brasileiros e para pedir que as três líderes de vendas no país – Fiat, Chevrolet e Volks - produzam veículos mais eficientes.

Como símbolo do atraso daquela que um dia produziu modelos como Fusca e Kombi, ativistas do Greenpeace montaram um ferro velho na sede. Foram deixadas carcaças de carros enferrujados e ativistas seguraram banners com os dizeres “Ferro Velho” e “Carro moderno é carro eficiente”.

“A Volkswagen foi a última empresa a responder ao nosso pedido por mais eficiência. E quando essa resposta veio, foi contraditória”, disse Iran Magno, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Afirmaram que foram a primeira fabricante de veículos na União Europeia a anunciar a intenção de reduzir emissões de CO2, mas por aqui esse protagonismo se limita a cumprir as exigências políticas. Não faz sentido, queremos a mesma atitude em relação a eficiência com os veículos brasileiros”, concluiu Magno.

O pedido por mais eficiência é baseado no estudo “Eficiência Energética e Emissões de Gases de Efeito Estufa”, realizado pela Coppe/UFRJ em parceria com o Greenpeace. O documento demonstra os benefícios da adoção no Brasil das metas que estipulam a eficiência energética a ser alcançada pelos veículos europeus até 2021. Na prática, no Brasil isso significaria veículos 41% mais eficientes, se tomarmos como base as taxas de 2011.

Tecnologia mais moderna é sinônimo de economia de combustível, nada menos que o equivalente a cerca de R$287 bilhões até 2030 que ficariam nos bolsos dos brasileiros. Além disso, o Brasil teria, em 2030, emissões mais baixas que as de 2010, mesmo que a frota de veículos dobre, como é estimado.

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, o setor de transportes é o que tem o maior potencial de crescimento de emissões nos próximos 50 anos. E quem vai puxar o índice são justamente os países emergentes como o Brasil, que já é o quarto maior mercado de automóveis do planeta.

“De nada adianta a Volkswagen dizer que é inovadora e que é protagonista na Europa e oferecer aos brasileiros carros com tecnologia defasada em 4 anos quando comparados aos europeus. O Greenpeace e os brasileiros querem e precisam saber como a empresa vai se modernizar e produzir veículos mais eficientes na prática”, concluiu Magno. (Brasil Agro 03/09/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Zona do Euro – o índice dos gerentes de compras (PMI composto, na sigla em inglês) da zona do euro, , medido pela Markit, apresentou recuo no mês de agosto para 52,5 de 52,8 no mês anterior, abaixo da expectativa dos analistas que esperavam manutenção.

2) Zona do Euro – as vendas no varejo da zona do euro caíram 0,4% em julho,  abaixo da expectativa dos analistas que esperavam queda de 0,3%. Na comparação anual, o índice registrou alta de 0,8%, mas abaixo das expectativas dos analistas de alta de 0,9%.

3) Conflito Rússia e Ucrânia – os presidentes de Rússia e Ucrânia concordaram com um cessar-fogo permanente na região do leste ucraniano, de acordo com comunicado publicado no site da presidência da Ucrânia nesta quarta-feira.

4) China – o índice dos gerentes de compras de serviços (PMI serviços, na sigla em inglês), medido pelo banco HSBC, subiu para 54,1 de 50,0 no mês anterior. Desta forma, o índice que agrega os números do setor de serviços e manufatureiro, subiu para 52,8 em agosto, de 51,6 no mês anterior, na expansão mais forte em 17 meses.

5) Reino Unido – o índice de compras dos gerentes de serviços, medido pela Markit, subiu para 60,5 em agosto, de 59,1 em julho, acima das estimativas de mercado de 58,3, apresentando o maior ritmo de expansão da atividade em 10 meses.

6) Japão –  o índice dos gerentes de compras de serviços (PMI serviços, na sigla em inglês) do Japão, medido pela Markit, recuou para 49,9 em agosto de 50,4 no mês anterior. Por outro lado, o índice composto, que agrega os números de setor de serviços e manufatureiros, alcançou a marca de 50,8 ante 50,2 no mês anterior.

7) Austrália – o produto interno bruto da Austrália cresceu 0,5% em relação ao trimestre anterior, acima do esperado de 0,4%, e 3,1% em relação ao ano anterior, acima do esperado de 3,0%. Apesar da desaceleração apresentada no trimestre, caindo para 0,5% de 1,1%, este foi o 13º trimestre consecutivo com crescimento positivo.

Brasil

1) Competitividade – o Brasil voltou a cair em ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial atingindo o 57º lugar entre 144 países. Segundo o Fórum, a queda na competitividade reflete o atraso na condução de reformas importantes.

2) Preço dos imóveis – de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o índice FipeZap, que acompanha o preço médio anunciado dos imóveis residenciais no país, apresentou alta de 0,68% em agosto. Apesar do índice ter subido 4,8% na comparação anual, apresentou desaceleração pela 9ª vez consecutiva e ficou acima da inflação do período de 4%.

3) Etanol – de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o senado aprovou a medida provisória que eleva o percentual obrigatório do biodiesel no óleo diesel para 6% de 5%. A partir de 1º de novembro, o percentual subirá novamente para 7%. Além disso, a proposta poderá elevar o percentual obrigatório do etanol misturado à gasolina até o limite de 27,5%, atualmente o valor máximo é 25%. A medida provisória segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

4) Minério de ferro – o minério de ferro caiu para US$ 86,70 atingindo o menor patamar em dois anos. As principais razões apontadas por analistas são o excesso global de oferta e o estoque das siderúrgicas chinesas. O aumento da produção de dois dos principais países produtores, Brasil e Austrália, contribuiu para forte queda do preço no ano de 35%.