Macroeconomia e mercado

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Após semana negativa, açúcar apresenta ligeira alta no país

Com mercado internacional pressionado pela grande oferta de açúcar e elevação do dólar, produto apresenta queda em NY, no Brasil o produto pode fechar a semana em alta.

Pressionado pela elevação do dólar, os contratos de segunda posição do açúcar, para março de 2015, encerraram com 16 pontos de queda na bolsa de Nova York, fechando a 15,64 centavos de dólar por libra-peso. A grande oferta e a baixa demanda da commodity forçam este comportamento negativo.

No mercado doméstico, a semana acumulou pontos negativos até esta quinta-feira, dia 25, quanto à saca de 50 quilos fechou a R$ 44,47, alta de 0,82%. Desde o dia 11 de setembro, quando a saca alcançou R$ 44,81, não havia uma valorização como esta. O indicador avalia seis regiões do Estado de São Paulo, consultando usinas, grandes compradores e intermediários de venda. (Jornal Cana 26/09/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Índia: A agência de classificação de risco Standard & Poor’s revisou sua perspectiva para a Índia, de negativa para estável. Em comunicado, a agência atribuiu a mudança à melhora no cenário político do país, que deve oferecer um ambiente mais propício para reformas, impulsionando o crescimento econômico e permitindo uma melhora na gestão fiscal.   

2) Europa: O índice de confiança do consumidor da Alemanha, medido pelo instituto GFK, recuou para 8,3 em outubro, contra 8,6 em setembro, abaixo da mediana das expectativas, que apontavam queda para 8,5 pontos.

3) Japão: O ministro do bem estar social do Japão, Yasuhisa Shiozaki, afirmou que os fundos de pensão estatais do país podem passar por alterações na estrutura organizacional, mesmo sem mudanças na legislação. A administração do primeiro ministro Shinzo Abe pretende reformar tanto a extensa carteira de ações do Fundo de Investimento de Pensões Estatal (GPIF) quanto sua estrutura.

4) Europa: O índice Eurocoin aponta para um crescimento de 0,13% no PIB da zona do euro em setembro, mostrando desaceleração em relação a alta de 0,19% registrada em agosto. Segundo especialistas, o declínio do indicador reflete não apenas a queda na confiança de consumidores e empresários, como também o enfraquecimento do setor industrial e das exportações na região.

5) Argentina: O governo argentino apertou o controle sobre as viagens ao exterior. As novas normas obrigam companhia aéreas a informar uma série de informações dos passageiros, tanto argentinos como estrangeiros residentes no país. A medida entrará em vigor daqui seis meses para companhias aéreas internacionais.

Brasil

1) Mercado: Na quarta-feira, a maior intervenção do Banco Central no mercado de câmbio contribuiu para a desvalorização da moeda americana. Entretanto, ontem o dólar retomou sua trajetória de alta das últimas semanas, subindo 1,89% e fechando o dia cotada a R$ 2,430, valor mais alto desde 3 de fevereiro. A divulgação de alguns indicadores econômicos americanos e as tensões políticas na Rússia levaram a uma aversão global ao risco, contribuindo para a valorização do dólar na última quinta-feira.

2) Agropecuária: Em meio ao forte aumento da oferta global de soja e da tendência de queda dos preços da commodity, a receita das exportações brasileiras do grão e seus derivados podem recuar no próximo ano. Segundo o Valor, os embarques do complexo de soja, deverão alcançar US$ 23,6 bilhões em 2015, 20,2% a menos do que o valor projetado para este ano.

3) Fiscal: Para melhorar as contas públicas, o governo anunciou nesta semana que pretende usar R$ 3,5 bilhões em recursos aplicados no Fundo Soberano do Brasil (FBS) para pagar parte dos juros da dívida pública. A decisão, no entanto, não é consensual. Segundo o Estado, parte do governo resiste à ideia de utilizar os recursos do fundo e defende que se assuma que a meta fiscal não será cumprida em 2014.  

4) Mercado: Diante das incertezas criadas pelas eleições no Brasil e pelo cenário internacional, o investidor aumentou a demanda por títulos pós fixados, as chamadas Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFT). O governo, que normalmente limita a oferta de LFT, aumentou as vendas de setembro para R$ 12,6 bilhões, ante R$ 6,3 bilhões em agosto.

5) Atividade: O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 8,7% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2013, ante queda de 7,3% entre os meses de abril a junho. Este resultado, além de captar a frustração dos comerciantes com as vendas neste ano, também apontou para expectativas menos otimistas para o final do ano, do que as registradas em 2013.