Macroeconomia e mercado

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COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Japão: Um dos membros do comitê de politica monetária do Banco do Japão (BoJ) alertou para os possíveis efeitos adversos de medidas adicionais de estímulo, de acordo com ata divulgada hoje. O documento não identificou o membro dissidente, mas deixou claro que nem todas as autoridades do banco estão confortáveis com a intensificação das políticas de relaxamento, argumentando que tais medidas podem aumentar os riscos de desequilíbrios financeiros ou enfraquecer o reconhecimento político da necessidade de reformas estruturais no país.

2) Japão: A confiança do consumidor japonês recuou para 39,9 em setembro, de 41,2 em agosto, registrando a segunda queda consecutiva do indicador, após quatro meses de alta. O resultado abaixo de 50 pontos,  indica que os consumidores esperam deterioração nas condições de negócios nos próximos seis meses.

3) Europa: O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, garantiu mais uma vez que a autoridade monetária irá impulsionar a taxa de inflação. Os comentários de Draghi sugerem que mesmo depois das últimas medidas de estímulos anunciadas entre junho e setembro, o BCE pode adotar medidas adicionais, caso a inflação permaneça em nível desconfortavelmente baixo.

4) Alemanha: O ministro da Economia da Alemanha afirmou que preocupações geopolíticas e a demanda fraca da zona do euro por produtos alemães impactaram negativamente na economia do país, abrindo caminho para uma redução da previsão do Ministério para crescimento do PIB alemão, que será divulgada na próxima semana. Vale destacar que o desempenho mais fraco da economia alemã nos últimos meses já levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e os principais institutos de pesquisa do país a reduzirem suas previsões de crescimento para este ano e para 2015.

5) EUA: Segundo pesquisa realizada pelo Wall Street Journal, a maioria dos economistas esperam que o Federal Reserve comece a aumentar a taxa de juros em meados de 2015. Além disso, grande parte dos analistas se mostram confortáveis com os instrumentos que atualmente o Fed tem disponíveis para normalizar a politica monetária.

Brasil

1) Eleições: A Pesquisa Ibope mostrou Aécio Neves com 51% dos votos válidos e Dilma Rousseff com 49%. Com a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois candidatos estão em situação de empate técnico. Considerando todos os votos, Aécio aparece com 46%, Dilma 44%, brancos e nulos 6%, e não sabem ou não opinaram

4%. Vale destacar que segundo a pesquisa, 67% dos eleitores que votaram na Marina no primeiro turno transferiram o voto para o tucano. Enquanto a transferência para a petista ficou em 18%.

2) Eleições: Com relação aos votos válidos, a pesquisa Datafolha apontou para os mesmos resultados do Ibope. Aécio Neves obteve 51% dos votos válidos e Dilma Rousseff, 49%. Com relação ao total de votos, Aécio aparece com 46%, Dilma 44%, brancos e nulos 4%, e não sabem ou não opinaram 6%.

3) Petrobrás: O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef, denunciaram á Justiça um grande esquema de loteamento político, superfaturamento e desvio de recursos da empresa por PT, PMDB e PP para abastecer caixas 2 na campanha eleitoral de 2010. Seguindo Costa, 3% do valor dos contratos eram para a propina dos “agentes políticos”  e que as obras contratadas pela estatal chegavam a ter superfaturamento de 20%.

4) Fiscal: Segundo o Estado, as contas públicas do governo federal apontam para um novo déficit em setembro. Se confirmado, será o quinto resultado negativo das contas do governo central.

5) Fiscal: Em meio as dificuldades para fechar as contas, o Tesouro Nacional está vendendo ações do Banco do Brasil. De acordo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de 10 de junho, quando começou a se desfazer dos papéis, até 10 de setembro, o Tesouro vendeu R$ 298,6 milhões em ações.  Com essas negociações, a participação do Tesouro no banco estatal cair de 58,3% para 57,9%. Embora o governo não confirme nenhuma movimentação de ações do Fundo Soberano, o Tesouro já tinha avisado que iria sacar R$ 3,5 bilhões do FSB para reforçar o caixa.