Macroeconomia e mercado

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Presidente da Biosev se reúne com fornecedores

Rui Chammas, presidente da Biosev e a diretoria receberam no Clube Umuarama, em Lagoa da Prata, no sábado (11/10), cerca de 160 parceiros.

Rui Chammas, presidente da Biosev e a diretoria receberam no Clube Umuarama, em Lagoa da Prata (MG), no sábado (11/10), cerca de 160 parceiros e fornecedores de cana-de-açúcar da região para o tradicional encontro anual de negócios.

Durante o evento, a diretoria da Biosev apresentou aos parceiros informações sobre a safra 2014/2015, um balanço sobre a atuação da empresa em Lagoa da Prata, além de resultados do programa de integração cana e pecuária. “Essa é uma excelente oportunidade para estreitarmos os laços com nossos parceiros e reforçarmos nosso compromisso com Lagoa da Prata e região. Desejamos juntos, continuar a atuar de forma estratégica na criação de valor para a região e para nossa cadeia de fornecimento de modo a superarmos juntos os desafios do setor sucroenergético”, diz Chammas. (Jornal Cana 13/10/2014)

 

Cogeração pode ser o incremento que as usinas procuram

“Terá que chover muito para encher os reservatórios”, diz Gilmar Galon, gerente industrial da Usina Pitangueiras.

A forte estiagem que atingiu a região Centro-Sul no início do ano vai apresentando seus reflexos. No Centro-Sul, a Única - União da Indústria de Cana-de-Açúcar estima que sejam perdidas 40 milhões de toneladas de cana, somando os problemas com queimadas.

Em seu último relatório divulgado semana passada, a entidade informou que por falta de matéria-prima ao menos dez usinas já encerraram suas atividades (uma empresa no Espírito Santo, duas em Minas Gerais e sete unidades em São Paulo). Em 2013, apenas duas haviam finalizado suas operações nesta época. Os prejuízos por esta antecipação podem chegar a R$ 6 bilhões no faturamento das usinas.

Gilmar Galon, gerente industrial da Usina Pitangueiras, aposta em cogeração como forma de incremento de rentabilidade nas empresas. “Terá que chover muito para encher os reservatórios. Em pouco tempo podemos viver um caos energético. Estar preparado para atender esta demanda é importante”.

O Leilão A-5 2014, que acontece em 28 de novembro, conta, ainda que forma discreta, com a presença do setor de biomassa.

Serão 25 projetos ligados ao setor de termelétricas a biomassa, representando 2,4% do total. Estes somam oferta de 1662 MW, apenas 3,26% do montante ofertado. (Jornal Cana 13/10/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) China: A balança comercial da China registrou superávit de US$ 31 bilhões em setembro, ante US$ 49,8 bilhões em agosto. Apesar do resultado vir abaixo da expectativa dos economistas, de superávit de US$ 42 bilhões, o destaque positivo foi o crescimento das importações e exportações acima do esperado, sinalizando recuperação da economia do país no quarto trimestre. Segundo dados da Administração Geral de Alfândega, as vendas externas cresceram 15,3% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, antes da expectativa de 12,5%. Já as importações aumentaram 7%, antes da previsão de queda de 2,4%, na mesma base de comparação.

2) China: O economista chefe do Banco do Povo da China (PBoC), Ma Jun, afirmou que não vê qualquer razão para a adoção de novos estímulos fiscais e monetários de grande escala em um futuro próximo, apesar dos sinais recentes de desaceleração da economia do país. Jun ainda disse que a alavancagem em certos setores, incluindo imobiliário e algumas empresas estatais, está alta e, portanto, novos empréstimos para estas áreas devem ser evitados.

3) China: O presidente do Banco do Povo da China (PBoC), Zhou Xiaochuan, afirmou que o país vai cumprir a sua meta de crescimento de aproximadamente 7,5% este ano, ajudada pela urbanização e reestruturação da economia. No entanto, Zhou alertou para a desaceleração do mercado imobiliário e do setor industrial, principais entraves para a aceleração da economia no curto prazo.

4) Europa: O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse no sábado que não vê grandes riscos de uma bolha no mercado de títulos dos governos da zona do euro, sinalizando que o BCE pode adotar um programa de compra destes títulos, para estimular a economia da região e impulsionar os preços.

Brasil

1) Eleições: Marina Silva declarou ontem seu apoio ao candidato Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais. O esperado anúncio só veio depois de Aécio divulgar documento acatando as principais exigências da ex-senadora. Marina comparou os compromissos assumidos pelo tucano à “Carta aos Brasileiros” formulada por Lula em 2002. De acordo com a ex-senadora, não foi discutido ainda como será sua participação na campanha de Aécio.

2) Relatório Focus Banco Central: As previsões para a taxa de inflação e crescimento da economia foram revisadas para cima. Segundo o Boletim Focus, o IPCA deve fechar este ano com alta acumulada de 6,45%, em comparação aos 6,32% previstos na semana passada. Já para o PIB, a expectativa é de crescimento de  0,28%, ante 0,25% na previsão anterior.

3) Fiscal: O secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, cobrou uma melhora prolongada da situação fiscal do Brasil, destacando que país, entre os emergentes, é um dos que mais precisa de um ajuste nas contas públicas. Gurría ainda afirmou que o Brasil precisa continuar adotando uma politica monetária mais restritiva, já que a inflação permanece acima da meta.

4) Fiscal: A proposta do Orçamento Federal para 2015 tem um buraco de cerca de R$ 40 bilhões. Segundo uma nota técnica da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira do Congresso, estão faltando nos cálculos desembolsos de R$ 8,8 bilhões para abono salarial, R$ 3,9 bilhões para transferências de Estados e municípios e R$ 1,94 bilhão para o Fundeb. Além disso, as receitas foram superestimadas, já que se considerou um crescimento para 2015 de 3%. Caso a expansão seja de 1,1% no próximo ano, haverá queda de R$ 17 bilhões nas receitas em relação ao previsto atualmente no Orçamento.

5) Setor Externo: Apesar dos dados positivos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2014, os anúncios de novos projetos de empresas estrangeiras no Brasil diminuíram significativamente a partir de 2001, com recuo mais acentuado nos seis primeiros meses deste ano. Seguro o Valor, em 2011 foram anunciados US$ 163,6 bilhões em novos projetos. Já entre janeiro e junho deste ano, os anúncios só somaram US$ 26,2 bilhões. Esta desaceleração pode resultar em uma redução do ingresso de recursos produtivos no país nos próximos anos.