Macroeconomia e mercado

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Previsão do tempo aponta maior umidade para áreas de café e cana do Brasil

As áreas de produção de café e cana-de-açúcar do Sudeste do Brasil, afetadas por períodos de seca ao longo deste ano, têm agora mais chances de registrar chuvas nas próximas duas semanas, disseram institutos de meteorologia nesta sexta-feira.

O Commodities Weather Group, dos Estados Unidos, disse que cresceram as chances de chuvas com maiores volumes para dentro de seis a quinze dias. O CWG alertou, no entanto, que ainda há a possibilidade de que as chuvas não atinjam mais da metade das áreas de cultivo de café e cana.

Já a Somar Meteorologia, de São Paulo, também ampliou sua previsão, indicando uma retomada das chuvas generalizadas no Sudeste para o início da próxima semana. (Reuters 17/10/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Estados: Unidos – Em visita à uma instituição sem fins lucrativos, que ajuda as pessoas desempregadas a retornarem ao mercado de trabalho, a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, questionou os participantes do grupo, se as dificuldades para encontrar um emprego estavam relacionadas a um mercado de trabalho ainda fraco, ou à falta de qualificação, que não os habilitava às vagas disponíveis. Segundo a própria Yellen, os participantes do grupo reportam que enfrentam os dois tipos de problema conjuntamente.

2) Japão: O ministro das Finanças do Japão, Taro Aso,  afirmou que o governo deve olhar com mais atenção o impacto da desvalorização do iene na recuperação da economia japonesa, uma vez que uma moeda mais fraca eleva os custos de importação de energia e commodities. Aso também comentou sobre os planos de aumentar novamente o imposto sobre as vendas de 8% para 10%. Segundo o ministro, o governo deve tomar uma decisão final sobre o assunto em dezembro, após analisar o PIB do terceiro trimestre e outros indicadores econômicos.

3) Japão: Haruhiko Kuroda, presidente do Banco do Japão (BoJ), reiterou que ainda é muito cedo para discutir detalhes de uma estratégia de saída do programa de relaxamento quantitativo, garantido que o BoJ vai continuar com os estímulos monetários até que a inflação esteja bem ancorada em 2%.

4) Europa: As encomendas à indústria da Espanha recuaram 3,8% em agosto ante o mesmo mês do ano passado. Já na variação mensal ajustada, as encomendas de agosto tiveram alta de 0,6%, após queda de 1,3% em julho.

5) Europa: Um membro do comitê executivo do Banco Central Europeu (BCE), Beinoît Coeuré, afirmou que os governos que compõe a zona do euro devem implementar reformas estruturais em seus países de modo a tirar o máximo de proveito das políticas de estímulos monetários, que estão sendo implementadas pelo BCE nestes últimos tempos.

Brasil

1) Atividade: De acordo com um levantamento realizado pela Boa Vista SCPC, para 93% dos consumidores entrevistados, a situação financeira vai melhorar nos próximos meses. A pesquisa também mostrou que, no segundo trimestre, aqueles que têm mais de 50% da renda comprometida com dívidas recuou de 26% entre abril e junho, para 19%. Ainda, entre as formas que lideram a inadimplência seguem o cartão de crédito e o boleto bancário, somando 60% das respostas.

2) Reservatórios: Com o calor e a falta de chuva, a situação das represas voltou a preocupar. Segundo o ONS, os reservatórios da Região Sudeste e Centro-Oeste estão operando com 22% da capacidade total, frente a uma capacidade de 48% no mesmo período do ano passado. Especialistas já estimam uma probabilidade entre 30% e 40% de racionamento a partir de maio de 2015, caso seja mantida a média de chuvas registrada até agosto.

3) OMC: Roberto Azevedo, diretor-geral da OMC, alertou para a paralisia da instituição, que encontra grandes dificuldades não só para chegar em um acordo, como também para implementá-los. Parte da insatisfação de Azevêdo vem da impossibilidade de retirar o veto da Índia ao pacote aprovado no fim do ano passado, que tem como objetivo reduzir a burocracia do comércio. A Índia só aceita  a medida se for mantido indefinidemante os subsídios aos seus produtos agrícolas, clara violação as regras da instituição. Se a OMC já encontra entrave na aplicação de um acordo já acertado, parece impraticável avançar nos temas da Rodada de Doha.

4) Preços: O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) registou alta de 0,34% na segunda quadrissemana de outubro, ante 0,32% na primeira leitura do mês, abaixo da mediana das previsões, de 0,40%. Os preços no grupo Alimentação tiveram a maior inflação da segunda quadrissemana deste mês, de 1,03%.

5) Atividade: As vendas de automóveis e comercias leves registraram, na primeira quinzena de outubro, queda de 4,81% ante igual período do ano passado, de acordo com levantamento de fontes do setor junto ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).