Macroeconomia e mercado

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Vendas de etanol hidratado para mercado interno atingem 1,31 bilhão de litros em outubro

São Paulo, 11 de novembro de 2014 – As vendas de etanol hidratado destinado ao mercado interno pelas unidades produtoras localizadas no Centro-Sul atingiram 1,31 bilhão de litros em outubro, superando em 3,51% o volume registrado no mesmo período da safra passada (1,26 bilhão de litros).
Segundo o diretor Técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “essa foi a primeira vez nessa safra que as vendas de etanol hidratado ao mercado doméstico superaram o volume comercializado no mesmo mês de 2013”. A viabilidade econômica do etanol na maior parte do mercado consumidor tem estimulado o consumo do produto, completou Rodrigues.
No total, as unidades produtoras do Centro-sul comercializaram 2,21 bilhões de litros em outubro deste ano, sendo 83,03 milhões para o mercado externo e 2,13 bilhões para o consumo doméstico.
No mercado interno, além do aumento das vendas de etanol hidratado, também houve crescimento nas vendas de etanol anidro, que atingiram 821,47 milhões de litros (crescimento de 1,79% sobre os 807,03 milhões registrados em 2013).
“Os patamares atuais de preços extremamente favoráveis ao etanol devem continuar estimulando o consumo em novembro. Na última semana, observamos no Estado de São Paulo municípios com paridade de bomba etanol hidratado/gasolina abaixo de 60% e com preço médio do etanol hidratado chegando a R$ 1,64/litro”, concluiu o diretor da UNICA.
Moagem de cana-de-açúcar
O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul totalizou 34,41 milhões de toneladas na segunda metade de outubro. Esse resultado é 11,62% inferior às 38,94 milhões de toneladas moídas no mesmo período de 2013.
No acumulado desde o início da safra até 01 de novembro, a moagem alcançou 515,26 milhões de toneladas, contra 512,84 milhões de toneladas verificadas em igual data de 2013.
O número de unidades com safra encerrada até o final de outubro chegou a 48 usinas e destilarias, que, juntas, foram responsáveis por 12,29% da moagem na safra 2013/2014 (no mesmo período de 2013, apenas 15 empresas haviam finalizado a moagem). As empresas que já encerraram a safra este ano apresentaram uma retração média de 15,81% na quantidade de cana-de-açúcar processada em relação ao montante moído em 2013/2014.
Para o executivo da UNICA, “a queda de produtividade observada no mês de outubro deve ficar próxima do valor registrado em setembro”. Os números preliminares levantados ainda não indicam uma redução mais intensa do rendimento agrícola, acrescentou Rodrigues.
Produção de açúcar e de etanol
Os valores apurados continuam indicando uma tendência de produção mais alcooleira. A quantidade de açúcar produzida na segunda quinzena de outubro atingiu 2,05 milhões de toneladas, ante 2,46 milhões apuradas em igual período da safra 2013/2014 (expressiva queda de 16,75%).
A produção de etanol, por sua vez, alcançou 1,69 bilhão de litros na segunda metade de outubro, com alta de 3,08% sobre o volume observado na mesma data de 2013 (1,64 bilhão de litros). Do total produzido, 694,45 milhões de litros referem-se ao etanol anidro e 994,08 milhões de litros ao etanol hidratado. (UNICA, 11/11/2014)

 

Com menor oferta, valores do açúcar no spot mantêm recuperação

O movimento de alta dos preços do açúcar iniciado no final de setembro tem ganhado ritmo como resultado da redução da oferta, segundo pesquisadores do Cepea. Em outubro, o volume negociado no spot paulista foi menos da metade do registrado em setembro, caracterizando-se também como o menor desta safra.

Neste início de novembro, ainda que os negócios estejam envolvendo quantidades relativamente pequenas, vendedores mantêm-se firmes nos preços ofertados para negócios no spot. Somente nas negociações envolvendo o açúcar Icumsa 180, mostram-se mais flexíveis quanto aos valores.

Na segunda-feira, 10, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal negociado no mercado paulista, cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 50,64/saca de 50 kg, alta de 2,38% em relação à segunda anterior. Desde o final de setembro, a alta acumulada está por volta de 13%. (CEPEA/ESALQ 11/11/2014)

 

Tony defende projeto que reduz ICMS do etanol

O deputado estadual Tony Carlos reuniu-se nesta segunda-feira (10) com representantes da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig) para defender o projeto 5.494/2014, que reduz a alíquota de 19% para 14% na comercialização de etanol no estado. O encontro foi realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) em Uberaba e contou com a presença de diversos diretores de usinas do estado.

A principal reivindicação dos representantes do setor foi a agilidade na viabilização do projeto para que seja votado ainda este ano. "O setor não trabalha com a hipótese do projeto não ser aprovado este ano. Como se trata de uma matéria financeira, ela só terá validade no ano seguinte. Caso votarmos em 2015, ela só vale em 2016. Ainda temos diversos vetos em pauta para serem votados. Precisamos nos esforçar para que haja consenso entre nós parlamentares. Não podemos deixar que mais usinas fechem as portas em nosso estado", afirmou Tony Carlos.

De acordo com o parlamentar, o atual valor da alíquota tem gerado prejuízos ao setor sucroalcooleiro do estado já que, por exemplo, São Paulo cobra 12% de ICMS. "Tal situação tem desfavorecido os 38 proprietários de usinas em Minas Gerais. O setor é obrigado a comercializar com outros estados a um preço menor, o que caracteriza uma concorrência desleal", explicou.

Tony ainda ressaltou a importância do projeto diante do atual cenário de comercialização do setor em Minas. Ao todo, são produzidos 2,5 bilhões de litros de etanol por ano. Deste total, 1 bilhão é de etanol anidro, que é inserido na gasolina. Os outros 1,5 bilhões são deetanol hidratado, encontrados em postos de combustíveis. Metade dessa quantidade, ou seja, 750 milhões de litros são consumidos em outros estados.

"Hoje, para cada 100 litros de gasolina vendidos no estado, são comercializados 15 litros de álcool hidratado. Em 2009, a proporção era de quase o triplo. De cada 100 litros de gasolina, 40 litros de álcool eram vendidos. Mesmo assim, nosso estado ainda é o terceiro maior produtor de etanol do Brasil", lembrou o deputado.

Na tentativa de estimular a comercialização de etanol no estado, o projeto ainda prevê a alteração da alíquota tributária cobrada na venda da gasolina, passando de 26% para 29%. "Hoje, no setor produtivo canavieiro, 60% da renda direta é dos produtores, que empregam mais 80 mil trabalhadores diretos em Minas Gerais. Estimulando a comercialização do etanol, aumentamos emprego, renda e arrecadação, além de tirar esse `nó na garganta´ das usinas", afirmou. (UDOP 11/11/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Japão: Em setembro, o Japão registrou superávit em conta corrente de 963 bilhões de ienes, bem acima da expectativa dos economistas, de saldo positivo de 532,2 bilhões de ienes. No mês de agosto, o superávit havia sido de 287,1 bilhões de ienes.

2) Japão: O índice de confiança dos consumidores japoneses caiu para 38,9 em outubro, de 39,9 em setembro, registrando a terceira queda consecutiva do indicador. Vale lembrar que uma pontuação acima de 50 indica que os consumidores estão esperando melhores condições de negócios nos próximos seis meses. Entretanto, o índice não atinge mais de 50 pontos no Japão desde fevereiro de 2006.

3) Japão: Circularam na mídia japonesa notícias de que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, poderá adiar o aumento do imposto sobre o consumo, dos atuais 8% para 10%, planejado para acontecer em outubro de 2015. Também circulam rumores de que Abe poderá convocar eleições antecipadas na câmara baixa do Parlamento, em uma tentativa de desestabilizar a oposição e melhorar a sua popularidade.

4) Estados Unidos: Os Estados Unidos e a China assinaram um acordo de cerca de US$ 1 trilhão para reduzir as tarifas de produtos de tecnologia. O objetivo dos dois países é expandir o Acordo de Tecnologia de Informação (ATI), um pacto global de tecnologia que cobre semicondutores, aparelhos médicos, aparelhos GPS e outros produtos.

Brasil

1) Setor Externo: Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), na primeira semana de novembro, a balança comercial registrou déficit de US$ 747 milhões, resultado de US$ 4,219 bilhões em exportações e US$ 4,966 bilhões em importações. Vale destacar que, neste período, a média diária das exportações caiu 19,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, resultado da queda das vendas de produtos básicos e manufaturados, enquanto as importações subiram 3,9%, impulsionadas pelas compras de combustíveis. No acumulado do ano, o resultado é deficitário em US$ 2,618 bilhões.

2) Atividade: A desaceleração do ritmo de crescimento dos salários pode ser um sinal de perda de dinamismo no mercado de trabalho. De acordo com dados do Caged, a geração de emprego tem se concentrado nos últimos meses em vagas de baixo salário. Entre janeiro e setembro, a proporção de vagas abertas com remuneração de até um salário mínimo atingiu os 35,5%, ante 28% no mesmo período do ano passado. Já o estrato entre 1,5 e 2 salários mínimos, que chegou a representar 15% do total de geração de empregos em 2007 e 2008, conta agora com apenas 2,5% do saldo total.

3) Preços: O Índice de Preços ao Consumidor  (IPC-Fipe) registrou alta de 0,40% na primeira quadrissemana de novembro, ante 0,37% na mesma leitura do mês de outubro, em linha com a previsão dos economistas.

4) Atividade: A FGV estimou que o PIB do terceiro trimestre cresceu 0,32% em relação ao segundo trimestre, impulsionado pelo melhor desempenho dos setores industrial e de serviços. Já a agropecuária, que vinha apresentado resultados positivos ao longo do ano, recuou entre os meses de julho a setembro. Os resultados oficiais das Contas Nacionais Trimestrais serão divulgados pelo IBGE no dia 28 de novembro.

5) Atividade: O nível de inadimplência do brasileiro voltou a crescer em outubro. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) os calotes no mês aumentaram 3,95% na comparação anual, ante alta de 3,84% em setembro. Este resultado sinaliza que os consumidores já estão encontrando alguma dificuldade para honrar suas dívidas. Entretanto, a expectativa é de que os calotes desacelerem até o final do ano por causa do recebimento das parcelas do 13º salário.

6) Atividade: Das 63 distribuidoras de energia elétrica do país, 33 têm contratos de concessão com vencimento a partir de março de 2015. Entretanto, o Ministério de Minas e Energia travou as discussões sobre as renovações das concessões, fazendo mistério sobre as condições para as empresas. Segundo o Estado, é consenso entre as distribuidoras de que, apesar da urgência no assunto, a demora do governo decorre da indefinição sobre o nome que assumirá o Ministério.