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SP: Usinas atrasam salários e caos se amplia em dezenas de municípios

Prefeitos e vereadores de dezenas de municípios do interior paulista preveem o recrudescimento da crise do setor canavieiro em razão da inadimplência das usinas que estão deixando de pagar os salários de seus trabalhadores.

As regiões de Catanduva, Itapira, José Bonifácio e Monções sofrem os efeitos pela inadimplência do Grupo Virgolino Oliveira, enquanto que os municípios no entorno de Pontal e Sertãozinho são afetados pela inadimplência da Usina Carolo, que já se encontra em processo de recuperação judicial e, mesmo assim, está com salários atrasados.

Já em Santa Rita do Passa Quatro, a crise é provocada pela Usina Santa Rita, do empresário Nelson Cury, que demitiu todos os seus funcionários sem pagar os salários atrasados e os encargos sociais. Ainda em Sertãozinho, a crise é agravada pela inadimplência provocada pelas usinas junto às indústrias locais o que têm provocado o fechamento de indústrias e pedidos de recuperação judicial.

O secretário Carlos Roberto Liboni, da Indústria, Comércio, Agricultura, Abastecimento e Relações do Trabalho de Sertãozinho declarou em entrevista ao TV BrasilAgro que o não pagamento de salários vai provocar forte impacto junto aos setores do comércio e dos prestadores de serviços. (Brasil Agro 28/11/2014)

 

John Deere: Lucro líquido recuou 19,53% no quarto trimestre

O lucro líquido atribuído à Deere & Company foi de US$ 649,2 milhões (US$ 1,83 por ação) no quarto trimestre fiscal encerrado em 31 de outubro, queda de 19,53% sobre o resultado líquido positivo de US$ 806,8 milhões (US$ 2,11 por ação) apurado em igual intervalo de 2013, informou hoje a companhia americana fabricante de máquinas agrícolas, de construção e florestais. A companhia também tem operações em serviços financeiros.

Em todo o ano fiscal de 2014, o lucro líquido totalizou US$ 3,162 bilhões (US$ 8,63 por ação), na comparação com os US$ 3,537 bilhões (US$ 9,09 por ação) do ano anterior, recuo de 10,6%.

As vendas líquidas globais e as receitas caíram 5%, para US$ 8,965 bilhões no quarto trimestre fiscal. E recuaram 5% também no ano fiscal 2014, para US$ 36,067 bilhões, ante os mesmos períodos de 2013.

Na mesma comparação, as vendas líquidas das operações de equipamentos recuaram 6,73% no trimestre, a US$ 8,043 bilhões. E tiveram redução de 5,82% na base anual, para US$ 32,961 bilhões.

No segmento de máquinas agrícolas, a empresa registrou queda de 13% nas vendas no quarto trimestre fiscal encerrado em 31 de outubro. Na comparação anual, a comercialização recuou 9%, diante, principalmente, de menores volumes de produtos embarcados, da já anunciada venda de negócios das operações da empresa voltadas para água e paisagismo, e efeitos desfavoráveis de conversão de câmbio, informou a companhia em comunicado.

O lucro operacional do setor de máquinas agrícolas recuou 31,5% na comparação trimestral, para US$ 682 milhões. Enquanto que no ano fiscal de 2014, foi de US$ 3,649 bilhões, recuo de 22% sobre 2013.

“John Deere completou outro ano com sólida performance, apesar das fracas condições no mercado global agrícola, o que causou declínio nas vendas e nos ganhos frente aos recordes totais de 2013”, disse em comunicado Samuel R. Allen, CEO e presidente do conselho da companhia.

Allen ainda acrescentou que a desaceleração foi mais pronunciada na venda de máquinas agrícolas maiores, incluindo muitos dos modelos mais rentáveis comercializados pela companhia.

No entanto, a gestão de custos e ativos permitiu a entrega de resultados “fortes” e permanecem em uma condição financeira sólida, diz Allen.

O CEO da John Deere também afirmou que a companhia produziu níveis saudáveis de fluxo de caixa para o ano. Os dividendos de recompra de ações em 2014 totalizaram um recorde de US$ 3,5 bilhões (Assessoria de Comunicação, 27/11/14)

 

A rendição de Dilma e do PT ao liberal banqueiro Joaquim Levy

 “Dilma Rousseff: O erro é dela, a conta é nossa. O ajuste para consertar os erros na política econômica vai sair caro e pode chegar a 283 bilhões de reais em aumento de impostos, de juros e reajuste de preços. E, se não for feito, pode ser ainda pior para nós” – Revista Exame edição nº 1078.

Por Ronaldo Knack

Impressiona e envergonha, na mesma medida e proporção, a estratégia dos petistas adotada para reeleger a presidente Dilma Rousseff. Ao mesmo tempo em que partidários e afilhados políticos dos partidos de sustentação roubavam e se lambusavam com os recursos que deveriam ser investidos na Petrobras, a mentira serviu para que “Madame” tivesse direito ao seu segundo mandato.

E, pelo menos até agora, todos os argumentos de política econômica criticados nos adversários, pela ordem Marina Silva e Aécio Neves, passam a ser adotados para salvar a crise provocada pela incompetência e inépcia desta gente que aí está. Falta de criatividade, com certeza. Mas, pior, a um custo que terá que ser pago pelas futuras gerações.
Dilma criticou a proximidade de Marina Silva com a herdeira do Banco Itaú, Neca Setúbal. Mas não hesitou em convidar executivos do Bradesco para tocar a economia que foi muito mal na malfadada gestão do falastrão Guido Mantega, que chegou ao final do seu mandato com a credibilidade igual a de “Madame”.

No quesito agricultura, podem haver mudanças (boas) pela frente. Neri Geller, o 4º ministro da cota do PMDB nos 4 anos do primeiro mandato de “Madame”, sai e o Brasil todo assiste o envolvimento de seus dois irmãos em falcatruas que estão sendo investigadas pela Polícia Federal.

Em seu lugar, deve ser anunciado nas próximas horas, o nome da senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, Kátia Abreu. Diferentemente dos seus antecessores, a senadora do Estado do Tocantins tem tudo para tornar o ministério da Agricultura forte novamente.

Sua história e sua forte personalidade ajudarão para que o agronegócio se imponha e o ministério recupere sua importância e prestígio que foram usados como moeda de troca para satisfazer interesses políticos-partidários do PMDB, partido também altamente envolvido nos escândalos da Petrobras.

Com efeito, vale a pena assistir o depoimento prestado pelo grande líder do setor sucroenergético do Nordeste, Alexandre Andrade Lima, ao TV BrasilAgro que vai ao ar neste domingo pela STZTV e que a partir da tarde desta próxima 2ª feira poderá ser assistido através da WEB TV do BrasilAgro.

Como presidente da Unida – União Nordestina dos Produtores de Cana, Alexandre Lima conta, em detalhes, como é que conseguiu transformar o subsídio do governo federal por cada tonelada de cana produzido pelos produtores do Nordeste de R$ 10,00 para R$ 13,00 e, mais, dar de lambuja algo como R$ 150 milhões de subsídios aos produtores de etanol do Nordeste.

Para tanto, Alexandre Lima usou uma estratégia simples e eficiente ao anunciar uma grande vaia à presidente Dilma que estava prestes a inaugurar a Arena Recife no ano passado. Intimidada e acuada, “Madame” acabou atendendo o pleito dos produtores nordestinos e, caridosa, aumentou o subsídio em mais 30%.

Menos mal que o Brasil não tenha etanol para exportar pois do contrário, o subsídio dos R$ 150 milhões aos usineiros nordestinos certamente seria motivo de um painel especial na Organização Mundial do Comércio. Que a liderança e a competência de Alexandre Lima sirvam de lição aos produtores do Centro Sul.

A propósito, o presidente da Unida também articulou a eleição de Ismael Perina Junior à presidência da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério da Agricultura. Esta foi a primeira vez que um fornecedor de cana ocupa o cargo que era almejado pelos usineiros que mais uma vez foram derrotados, dando mostras o quanto são incompetentes politicamente (Ronaldo Knack é Jornalista e bacharel em Direito e Administração de Empresas. É também fundador e editor do BrasilAgro; ronaldo@brasilagro.com.br)