Macroeconomia e mercado

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É ruim a expectativa do setor sucroenergético em relação a 2015

Pesquisa desenvolvida em parceria do BrasilAgro com a SucroTrends, plataforma digital de pesquisas da RGB Comunicação, revela que 84% dos executivos do setor acreditam que 2015 será um ano ruim ou até mesmo pior como do que 2014.

Nada menos do que 67% dos entrevistados afirmaram que não pretendem fazer investimentos em seus negócios.A pesquisa também revela que há unanimidade (100%) dos entrevistados que não acreditam em mudanças por parte da presidente Dilma Rousseff, a quem creditam a culpa maior pela crise.

Em relação às “Frentes Parlamentares em Defesa do Etanol”, a expressiva maioria dos entrevistados (87%) entende que elas não cumpriram seu papel enquanto que 73% acreditam que ações de protesto reunindo trabalhadores e fornecedores de cana servirão de pressão contra a inação governamental.

A mesma pesquisa revela que está mantida a preferência e tendência de fontes de mídia dos executivos que coloca os sites em 1º lugar (67%), seguida dos jornais (23%), revistas (7%) e TV (3%). Pesquisa feita pela Junior FEA-RP/USP já havia revelado esta preferência pelos sites apontando para o BrasilAgro (www.brasilagro.com.br) como líder absoluto com mais de 90% da preferência dos entrevistados. (Brasil Agro 02/12/2014)

 

Indústria de açúcar na África do Sul prevê bons números nos próximos anos

Indústria planeja redirecionar suas exportações da Europa para mercado africano.

A segunda maior indústria de açúcar da África do Sul em valor de mercado prevê crescimento para os próximos anos. Protegida contra a influência da flutuação de preços do mercado externo e visando redirecionamento de suas importações, indústria planeja crescimento para os próximos anos.

Com a reforma da cadeia açucareira na União Europeia em 2017, a produção da commodity no bloco econômico será suficiente para abastecer a demanda doméstica, assim a Illovo Sugar já planeja destinar o açúcar para o mercado africano.

A indústria, que anunciou produção recorde em suas unidades na Zâmbia e Moçambique, está otimista com a intervenção do Estado na comercialização da commodity. A aplicação de taxa para importação de açúcar protege o setor nacional dos baixos preços internacionais do produto.

Mesmo com otimismo para os próximos anos, o clima também tem sido entrave para o crescimento industrial no país. A baixa pluviosidade afetou os canaviais sul-africanos e o lucro da empresa, na safra 2014/15 houve redução de 8,5% na colheita, resultando em 4,3 milhões de toneladas. (Jornal Cana 02/12/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) China: O estatal Banco da China, quarta maior instituição financeira do país, afirmou que o governo deveria reduzir sua meta de crescimento para 7% em 2015, abaixo da meta de 7,5% deste ano. O banco prevê alta do PIB de 7,4% em 2014 e de 7,2% no ano que vem. Além disso, a instituição financeira estatal acredita que a autoridade monetária do país deve seguir cortando os juros no ano que vem e adotando medidas de estímulos monetários e fiscal.

2) Austrália: O Banco de Reserva da Austrália (RBA) decidiu, pela décima quarta vez consecutiva, manter a taxa básica de juros do país em 2,5%, indicando que dada as condições financeiras globais mais acomodatícias, o mais prudente é dar continuidade à política de estabilidade da economia. O RBA voltou a mostrar sua preocupação com o dólar australiano, afirmando que é necessário que o país tenha uma moeda mais fraca para reequilibrar o crescimento. Por fim, o banco citou o impacto positivo que as medidas de estímulo do banco central chinês podem trazer para a expansão da atividade econômica australiana.

3) FMI: A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a queda nos preços do petróleo no mercado internacional deve estimular a economia global, em especial, a dos Estados Unidos. Segundo Lagarde, com os preços mais baixos, deve haver uma alta no consumo de combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina. Apesar do tom mais otimista, a diretora-gerente também alertou que países produtores de petróleo, como Venezuela e Rússia, que dependem muito da receita da commodity para equilibrar suas contas públicas, deverão sofrer impactos negativos.

4) Europa: O Índice de Preços ao Produtor (PPI) da zona do euro caiu 0,4% em outubro ante setembro, abaixo da expectativa dos economistas, de queda de 0,3%. Já na comparação anual, o indicador recuou 1,3% em outubro, em linha com as expectativas. Os preços de energia tiveram a queda mais acentuada no mês (-1,6%), seguidos pelo setor de bens duráveis (-0,5%). O núcleo do PPI teve queda de 0,2% tanto na comparação mensal, quanto no confronto anual.

Brasil

1) Fiscal: Para reequilibrar as contas públicas no próximo ano, o governo considera como alternativa o fim da dedução da despesa com juros sobre capital próprio (JCP) do Imposto de Renda. Segundo o Valor, esta medida geraria cerca de R$ 15 bilhões em arrecadação, contribuindo com aproximadamente 0,3% do PIB no superávit primário de 2015. Entretanto, para a lei entrar em vigor no ano que vem, ela deve ser aprovado até o fim deste ano.

2) Mercado: Em meio à queda nos preços das commodities, possibilidade de implementação de novos tributos, fracos números da economia global, saída de investidores estrangeiros e recomendação de venda de ações de empresas brasileiras pelo Credit Suisse, o Ibovespa iniciou o mês de dezembro em forte queda de 4,47%, aos 52.276 pontos. As ações da Vale PNA caíram 4% e as da Petrobras PN recuaram 3,75%.

3) Setor Externo: A balança comercial teve déficit de US$ 2,35 bilhões em novembro, registrando o pior resultado para o mês da série histórica. Nos acumulado de janeiro a novembro, o déficit somou US$ 4,22 bilhões, maior saldo negativo desde 1998. Com isso, o governo, que até outubro previa um pequeno superávit para 2014, passou a admitir a possibilidade de déficit na balança comercial deste ano.

4) Atividade: Em novembro, foram vendidos 294,6 mil veículos, registrando uma queda mensal de quase 4%, depois dois meses consecutivos de alta. O resultado negativo é creditado ao menor número de dias úteis em novembro, três a menos do que no mês anterior. Entretanto, na comparação anual, também teve queda de 2,7% nas vendas. No acumulado do ano, os negócios somaram 3,128 milhões de veículos, resultado 8,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2013. A expectativa é que as vendas melhorem em dezembro com a chegada do 13º salário, no entanto, o resultado não reverterá a forte queda da vendas deste ano.

5) Atividade: O resultado abaixo do esperado nas vendas do Black Friday reforçam a expectativa de um Natal fraco para o varejo. De acordo com dados da Serasa Experian, na semana do Black Friday as vendas das lojas físicas recuaram 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as receitas das lojas online cresceram 51%, atingindo R$ 1,16 bilhão. Especialistas afirmam que houve apenas um descolamento de vendas das lojas físicas para o varejo online, resultando em uma queda entre 3,5% e 4% no total das vendas no Black Friday.

6) Combustíveis: Segundo a Folha, o preço da gasolina está entre 20% e 24% mais caro no Brasil do que no exterior, enquanto para o diesel está diferença é de 15%. Esta defasagem ajuda a Petrobras, que de 2010 até outubro de 2014 vendeu gasolina no mercado interno mais barata do que no exterior. O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) calcula que a estatal acumulou perdas de R$ 51,4 bilhões neste período. Entretanto, com a atual diferença de preços, o ganho mensal da companhia é de cerca de R$ 607 milhões na gasolina e de R$ 1,059 bilhão no diesel.

7) Atividade: Segundo o IBGE, a produção industrial no mês de outubro ficou estável ante setembro, abaixo da mediana das expectativas, de alta de 0,2%. Na comparação anual, a produção recuou 3,6%, também abaixo da previsão dos analistas, de queda de 2,9%.