Macroeconomia e mercado

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Grupo São Martinho aumenta em 20,5% a moagem em 2014/15

Confira o infográfico com os dados da empresa, que obteve, por exemplo, moagem efetiva de 18,8 milhões de toneladas até novembro deste ano.

Em reunião pública realizada na última semana de novembro, dia 28, o Grupo São Martinho abriu seus dados produtivos e financeiros relativos a 12 meses de atividade (LTM), encerrados semana passada.

O grupo, composto por quatro usinas e detentor de 300 mil hectares de área para colheita moeu 18,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2013, quanto o montante resultou em 15,6 milhões.

A receita líquida está menor, houve decréscimo de 3,6% em relação à 2013/14, quando o grupo acumulou 1,971 milhões de reais. A atual receita do grupo é de R$ 1,900 milhões. O Ebitda e a margem Ebitda continuam a crescer, em 2013/14 o aumento foi de 17,6% resultando em R$ 767 milhões. Para este ano o crescimento foi menor, de 4,3%, fechando em 800 milhões de reais. O Lucro líquido e a Margem líquida também em ascensão, após crescimento de 84,9% em 2013/14 (R$ 135 milhões), o grupo fecha o ano com lucro de R$ 215 milhões, aumento de 59,9%.

Na primeira metade de 2014/15 o grupo produziu 521,3 mil toneladas de açúcar e espera aumento de 8,64% para a próxima metade da safra, com produção estimada de 831,6 milhões de toneladas. A estimativa para safra 2015/16 é de aumento 8,9% em relação ao último período desta safra, com produção total de 1,353 milhões de toneladas.

Segundo o Anuário da Cana 2014, em setembro deste ano o grupo obteve a quinta posição na categoria moagem, com processamento acumulado de 17,59 milhões de toneladas. Era até o momento o quarto maior em produção de etanol, com 812,1 mil metros cúbicos produzidos e o sexto maior em produção de açúcar, com 986 mil toneladas na época. (São Martinho 04/12/2014)

 

MS aumenta volume de exportação, mas receita cai, aponta Mdic

Entre janeiro e novembro deste ano, o estado exportou seus produtos para 150 destinos diferentes.

No acumulado de janeiro a novembro de 2014 frente ao mesmo período de 2013, Mato Grosso do Sul ampliou o volume de produtos exportados em 11,17%, passando de 12,962 milhões de toneladas para 14,410 milhões de toneladas. Em contrapartida, a receita, na mesma comparação, caiu 0,95%, de US$ 4,946 bilhões para US$ 4,900 bilhões. Os dados são do Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior via Web (Aliceweb), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Conforme o Aliceweb, na parcial de 11 meses de 2014, quatro produtos produzidos pelo agronegócio ou que utilizam matérias-primas do segmento se mantém entre os cinco principais itens no quesito de receita na pauta de exportações de Mato Grosso do Sul. Pela ordem, soja em grãos, em primeiro, com US$ 1,229 bilhão, a celulose em segundo, com US$ 963,006 milhões, a carne desossada e congelada de bovinos, em terceiro, com US$ 541,249 milhões e o açúcar, em quinto, com US$ 322,948 milhões. Juntos, os quatro itens responderam por 62,36% do faturamento total do estado com o comércio exterior neste ano.

Entre janeiro e novembro deste ano, o estado exportou seus produtos para 150 destinos diferentes. Entretanto, um grupo de cinco nações foi responsável, de acordo com os dados do Mdic, por 58,29% de toda a receita do estado com essas operações. A China é o principal comprador de Mato Grosso do Sul. Para o país asiático o estado vendeu US$ 1,422 bilhão em produtos em 2014, o que representa 29,03% do total do faturamento. Depois vem a Argentina, com US$ 504,851 milhões (10,30% do total), a Rússia, com US$ 370,050 milhões (7,55%), a Holanda, com US$ 287,210 milhões (5,86%) e a Itália, com US$ 272,428 milhões (5,55%).

Para a China, segundo o Aliceweb, foram exportados nestes 11 meses, 19 produtos “made in Mato Grosso do Sul”, sendo o principal item comercializado a soja em grãos, que representou 77,56% do volume total adquirido pelo país no estado, com 1,885 milhão de toneladas e 66,77% da receita, com US$ 949,946 milhões. Além da oleaginosa, foram vendidos pelo estado para a nação asiática também: celulose, pedaços e miudezas de galos e galinhas congelados, açúcar, algodão debulhado, couros bovinos em diferentes estágios de acabamento, farinha e “pelletes” da extração de óleo de soja, milho em grãos, carne desossada e congelada de bovinos, meios de cultura para micro-organismos, glicerol, madeiras em bruto e pedras calcárias. (Agrodebate 05/12/2014)

 

Usina Da Mata investe para aumentar rentabilidade

Empresa utiliza sistemas de gestão inteligente em todas as áreas da empresa.

Localizada em Valparaíso (SP), a Usina da Mata aposta na tecnologia para se manter competitiva no mercado. Desde 2006, utiliza soluções de gestão de negócios que integram todas as áreas da indústria, tanto para o controle produtivo agrícola e industrial quanto para as áreas administrativa, financeira e de RH. “A Usina Da Mata preza firmemente pelo desenvolvimento das pessoas, investindo em equipamentos e tecnologia de ponta, buscando a constante melhoria do processo produtivo. Para isso, é fundamental contar com ferramentas inteligentes, que reduzem os custos operacionais e aumenta a produtividade”, pontua Aliana da Silva, da Usina da Mata.

A usina conta com uma empresa que desenvolve soluções inteligentes que permitem a integração entre todas as áreas das empresas, proporcionando velocidade na extração dos dados e confiabilidade na informação. “A rentabilidade é muito importante para a Da Mata. Para que este pilar seja atingido, é imprescindível obter informações rápidas e confiáveis. E isso começa pelos apontamentos de campo, depois pela velocidade no processamento dos dados, emissão dos relatórios e ações práticas, tomadas a partir das informações geradas, buscando a melhoria dos processos para aumento da produtividade e redução dos custos”, reforça Aliana.

Além destes sistemas, é necessário o envolvimento e a compreensão de todos os colaboradores. “Eles precisam saber qual o seu papel, o que se espera deles e o que cada um pode fazer melhor para, juntos, fazerem a diferença. Somos uma empresa nova, que trabalha arduamente para implantar em todos os níveis a cultura voltada para resultados com a valorização das pessoas”, finaliza. (Jornal Cana 05/12/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Europa: O Banco Central da Alemanha, Bundesbank, reduziu substancialmente suas projeções de crescimento para a economia alemã em seu relatório semestral. O crescimento do PIB deste ano foi revisado de 1,9% para 1,4%, o de 2015 de 2,0% para 1,0% e o de 2016 de 1,8% para 1,6%. Segundo o banco central, depois de um início de ano acelerado, por causa de um inverno mais suave, a economia da Alemanha perdeu dinamismo em um ritmo surpreendente.  Já para o próximo ano, o avanço da economia alemã vai depender do ambiente internacional.

2) Europa: O PIB da zona do euro cresceu 0,2% no terceiro trimestre ante o segundo, e expandiu 0,8% na comparação anual, em linha com as expectativas. O recuo nos investimentos impediu uma recuperação mais forte da economia da região. Por outro lado, a baixa taxa de inflação parece ter estimulado o consumo das famílias. Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua projeção para o PIB em 2015 para 1%, de 1,6% anteriormente.

3) Argentina: O ministro da economia da Argentina, Axel Kicillof, anunciou ontem que o governo vai fazer o pagamento antecipado e voluntário dos títulos Boden 2015 da divida pública, com o objetivo de evitar as especulações sobre um novo calote do país.

4) Europa: O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as principais taxas de juros inalteradas, mas anunciou que está preparado para implementar novas medidas de estímulos no próximo ano, se for necessário. Segundo o presidente do BCE, Mario Drgahi, os preparativos técnicos para estas medidas já foram intensificados. Além disso, a autoridade monetária também revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico e inflação na região, destacando o efeito negativo da queda do preço do petróleo.

5) Rússia: O Banco Central da Rússia  fez esta semana a maior intervenção no mercado de câmbio em mais de um mês, em uma tentativa de conter a forte depreciação do rublo. O BC russo utilizou US$ 1,9 bilhão das suas reservas na última quarta-feira, depois de vender US$ 700 milhões na segunda –feira. Pressionado pela queda do preço do petróleo e pela desaceleração econômica, o rublo já se desvalorizou em cerca de 40% desde o início do ano, chegando a atingir a mínima de 55 por dólar no começo da semana.

6) Europa: As encomendas à indústria da Alemanha avançaram 2,5% em outubro ante setembro, acima da previsão dos analistas, que estimavam alta de 0,6%. Na comparação anual, o índice registrou avanço de 2,4% em outubro.

7) China: A confiança do investidor no mercado de ações da China subiu a um nível recorde em novembro. Segundo a Comissão Reguladora de Ativos Mobiliários da China, 
o índice de confiança do investidor saltou para 70,5 em novembro, de 64,3 em outubro, o nível mais alto desde o início da série histórica em abril de 2008.

Brasil

1) FMI: A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que o Brasil precisa de mais disciplina fiscal para reduzir o nível de endividamento. Christine ainda disse que se sentiu animada com os comentários do futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que se comprometeu com a sustentabilidade fiscal e com políticas macroeconômicas equilibradas.

2) Fiscal: Segundo  o Valor, o Banco do Brasil será responsável por quase metade do superávit primário previsto para 2014. O Tesouro espera, até o fim deste mês, o pagamento de R$ 4,5 bilhões de Imposto de Renda na operação entre o banco e a Cielo, que se associaram para formar uma empresa de cartões. Com a meta estabelecida no ultimo relatório, de R$ 10 bilhões de superávit para 2014, este valor corresponde a 45% do resultado anual.

3) Atividade: O governo fez uma ampla revisão das previsões dos indicadores da economia para os próximos três anos. Pelos novos dados, que servirão de base para o Orçamento da União de 2015, o PIB vai crescer 0,8% no próximo ano, 2% em 2016, chegando em 2,3% em 2017. O cenário anunciado ontem traz uma perspectiva bem mais realista do que a proposta enviada em agosto ao Congresso, que apontava crescimento de 3% para 2015.

4) Eletrobrás: A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou ontem a nota de crédito individual da Eletrobrás de bb para bb-, por considerar que a geração de caixa da empresa foi afetada pela interferência do governo em sua administração. Já a nota global da Eletrobrás permanece em BBB- em moeda estrangeira, e BBB+ em moeda local, sem perspectiva de rebaixamento, já que, segundo a S&P, em situação de fragilidade financeira, a Eletrobrás contaria com o apoio do Tesouro Nacional.

5) Preços: O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,51% em novembro, ante 0,42% em outubro, abaixo da mediana das expectativas, de alta de 0,54%. Com esse resultado o indicador acumula altas de 5,58% no ano e de 6,56% em 12 meses.

6) Preços: O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 1,14% em novembro, após subir 0,59% em outubro, acima da projeção dos economistas, de alta de 1,05%. Com o resultado, o indicador acumula altas de 3,39% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses.