Macroeconomia e mercado

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Evento destaca a importância de boa gestão para recuperar setor sucroenergético

A gestão das usinas foi o destaque do 13º Seminário Produtividade e Redução de Custos da Agroindústria Canavieira, realizado em 3 e 4 de dezembro, para mais de 400 pessoas, no Centro Cana - IAC em Ribeirão Preto (SP).

Executivos da velha guarda do setor canavieiro e gestores de bancos e trading cobram mais atitude e foco nas decisões.

"Os gestores das usinas deveriam se preocupar mais em investir em pessoas que realmente conheçam o setor e sistemas de gestão que se comprovem efetivos", afirmou o diretor de uma grande trading.

A avaliação geral é de que novos entrantes no setor estão perdendo o foco, esquecendo que o investimento começa na lavoura e só ela pode produzir resultados finais para qualquer projeto que agregue valor, como energia, etanol de milho, biodigestão e outros.

Controlar e organizar as empresas é emergência e o primeiro passo para uma boa gestão é extinguir as saídas de recursos sem planejamento e os custos elevados para atender desejos pessoais dos gestores.

Nesse sentido, o setor está unindo cabeças de destaque, com comprovada experiência, através de anos de atuação no mercado, para serem os analistas do "joio e do trigo".

Atendendo a demanda de bancos, tradings e fundos de investimento, esses profissionais atuarão dando segurança no uso dos recursos, focando primeiramente na retomada dos resultados produzindo açúcar e etanol, para depois partir para novas tecnologias.

O slogan defendido por esse grupo de especialistas é “ORGANIZE e RECUPERE!”. (Fonte Consult Agro 18/12/2014)

 

BNDES pretende impulsionar setor sucroenergético nos próximos anos

O diretor da Área Industrial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Julio Cesar Maciel Ramundo, destacou hoje (17), em seminário no Rio de Janeiro, a importância da cana-de-açúcar para a produção de combustíveis renováveis e também para a área química. Apesar disso, ele disse que o setor tem pouca expressividade no mundo, sendo um fenômeno tipicamente brasileiro. "Não havia, por parte das grandes multinacionais, visibilidade para a cultura da cana. Se o Brasil não desenvolvesse essa alternativa por si só, ela não viria a ter liderança, de forma alguma. Como país agrícola, a gente pretende dar impulso enorme nos próximos anos".

Presente ao seminário, a presidenta da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, ressaltou a interlocução permanente do setor sucroenergético com o Ministério de Minas e Energia e o BNDES, em especial. Observou que para virar o jogo da crise é essencial que haja inovação tecnológica que "produza ganhos de produtividade e competitividade". Na avaliação de Elizabeth, o Paiss Agrícola vai dar "mais vigor ao setor", e contribuirá para que este saia mais forte da crise. "Ganhar competitividade demanda ganhos de produtividade, de eficiência, previsibilidade institucional e ações de política pública que atuem sobre situações particulares em que custos sociais são maiores do que os privados e levem a subinvestimentos em atividades que têm valor social".

Para o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, o desafio colocado pela sociedade é obter ganhos de produtividade, e isso será alcançado a partir da utilização de alternativas com maior tecnologia e inovação. "O que a gente precisa é criar políticas públicas que façam que esse setor [sucroenergético] consiga fazer chegar ao campo as tecnologias inovadoras que estão sendo construídas". Em segundo lugar, apontou que é preciso criar mecanismos para que as melhorias de produtividade e rendimento cheguem também ao campo. "Com isso, o Brasil voltará a ter produto de boa qualidade, bom preço e aceitação para a sociedade brasileira". (Agência Brasil 18/12/2014)

 

Apoio ao setor sucroenergético tem 35 projetos no valor de quase R$ 2 bilhões

O Plano de Apoio Conjunto à Inovação Tecnológica Agrícola no Setor Sucroenergético (Paiss Agrícola), lançado em fevereiro passado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), chega ao final do ano com 35 projetos enquadrados de 29 empresas, totalizando quase R$ 2 bilhões. O valor supera a dotação prevista inicialmente pelo programa, de R$ 1,48 bilhão - anunciou hoje (17), em seminário no Rio de Janeiro, o diretor da Área Industrial do banco, Julio Cesar Maciel Ramundo.

"É uma resposta grande do setor privado", disse Ramundo à Agência Brasil, e salientou que o balanço é "extremamente positivo. "Acreditamos que o desenvolvimento tecnológico que virá na parte agrícola é fundamental para todo o modelo de etanol de segunda geração, que será disseminado no Brasil nas próximas décadas."

Segundo Ramundo, 2014 termina com quatro plantas de etanol de segunda geração aprovadas pelo BNDES e Finep, dentro do programa. "Este talvez seja o símbolo dessa política." Ramundo lembrou que há três anos o Brasil, apesar de ser o detentor da melhor produtividade na área de combustíveis renováveis líquidos no mundo, não tinha iniciativas de destaque na tecnologia para o etanol de segunda geração. "Desenhamos uma agenda e conseguimos ter, em prazo curtíssimo, planos de negócios de centenas de milhões de reais por parte do setor empresarial - e aí estamos falando de empreendedores brasileiros e multinacionais -, e ao final deste ano já temos duas plantas de segunda geração operando, e ontem (16) aprovamos a terceira em escala comercial."

Trata-se da fábrica da Abengoa Bioenergia Agroindústria, que será integrada ao processo tradicional que a empresa tem no município de Pirassununga, em São Paulo. Com financiamento de R$ 309,6 milhões, a planta terá capacidade nominal de produção de 64 milhões de litros de etanol por safra.

Outra planta em escala piloto foi implantada no Centro de Tecnologia Canavieira. Julio Ramundo informou que esses projetos foram apoiados na fase do desenvolvimento tecnológico, porque as rotas são alternativas e compõem um portfólio de tecnologias. "Neste momento do desenvolvimento tecnológico, é muito importante ter alternativas que vão desde plantas totalmente dedicadas à nova tecnologia a plantas que se acoplam à base produtiva do etanol de primeira geração, porque, no futuro, poderemos ter, na fase de difusão tecnológica, diferentes alternativas para a introdução da tecnologia."

Ramundo comemorou o fato de o Brasil ter saído de uma fase de inexpressividade no quadro do desenvolvimento tecnológico do etanol de segunda geração para uma posição de vanguarda. "No Hemisfério Sul, não existe nenhuma planta de etanol de segunda geração". Em Alagoas, foi inaugurada há poucos meses uma das plantas de implantação mais rápida do país, do grupo GranBio.

Os projetos do Paiss Agrícola têm cinco linhas, que vão da adaptação de máquinas até a transgenia, que é o desenvolvimento de novas variedades de cana, passando por sistemas integrados de manejo, planejamento e controle da produção - técnicas mais ágeis e eficientes de propagação de mudas e adaptação de sistemas industriais para culturas energéticas compatíveis ou complementares com o sistema agroindustrial do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. (Agência Brasil 18/12/2014)

 

Deputado recebe empresários para discutir crise do setor sucroenergético

O deputado estadual Welson Gasparini (PSDB) recebeu na tarde desta última quarta-feira (17) em seu gabinete na Assembléia Legislativa, o jornalista e presidente do BrasilAgro, Ronaldo Knack e os empresários Evandro Ávila, diretor da Taxweb e Renato Winogradow Vieira, presidente da DBW Databases.

No encontro, o parlamentar que coordena a Frente Parlamentar em Defesa do Etanol, conheceu o relatório dos ‘road shows’ promovidos pelo BrasilAgro, Taxweb e DBW Databases em Sertãozinho e Piracicaba que apontam o agravamento da crise na cadeia produtiva sucroenergética.

Foram também discutidas alternativas para a solução da crise, dentre elas, a criação de várias ações que possam criar novamente um ambiente favorável para o setor canavieiro.

“A Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, através da nossa “Frente Parlamentar”, está atenta aos desdobramentos da crise e estamos discutindo alternativas para uma solução que contemple os interesses de toda a cadeia produtiva sucroenergética”, afirmou o deputado Gasparini. (Brasil Agro 18/12/2014)

 

Celulose de cana: GranBio e Rhodia anunciam a SGBio Renováveis

A GranBio, holding da família Gradin, e a Rhodia, pertencente ao grupo Solvay, constituíram oficialmente uma nova empresa, batizada de SGBio Renováveis, com participação de 50% para cada uma. O negócio, anunciado até então como uma parceria, tem foco na pesquisa e na produção de químicos a partir da celulose contida na biomassa da cana-de-açúcar.

As duas companhias atuam em parceria desde agosto de 2013 no desenvolvimento de tecnologias para produção de bioquímicos, em especial o bio n-butanol, a partir de biomassa da cana-de-açúcar e da variedade de cana energia (com maior teor de celulose). Previam também colocar em operação já em 2015 a primeira fábrica de bio n-butanol.

Os planos, no entanto, mudaram. A decisão dos sócios foi investir mais em pesquisa de pré-tratamento e fermentação da biomassa da cana em 2014, e, em 2015, construir uma planta piloto para testar essas tecnologias. A data de construção de uma fábrica de escala comercial vai ser definida com base nos resultados da planta piloto.

A SGBio Renováveis foi constituída oficialmente em 30 de outubro deste ano, e a informação foi publicada somente hoje pela empresa no Diário Empresarial de São Paulo. (Brasil Agro 17/12/2014)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) EUA: Os Estados Unidos (EUA) decidiram revogar as “restrições desnecessárias” contra Cuba nos setores econômicos, sociais e políticos. O presidente do EUA, Barack Obama, surpreendeu o país ao anunciar que começará a normalizar as relações diplomáticas com Cuba. A nova política provocou fortes críticas de legisladores e o presidente da Câmara, John Boehner, afirmou que as relações com Cuba não deveriam ser normalizadas até que o povo cubano desfrutasse de liberdade.

2) EUA: O comitê de política monetária do Federal Reserve (FED, o banco central americano), divulgou ontem comunicado informando que será paciente sobre o calendário de aumento do juros nos Estados Unidos. Boa parte dos economistas e analistas entenderam que a elevação, quando ocorrer, será em um ritmo mais ameno do que o esperado. A presidente Janet Yellen informou que a queda nos preços do petróleo é positiva para os Estados Unidos, eliminando um temor existente no mercado.

3) Suíça: O Banco Central da Suíça disse nesta quinta-feira que vai aplicar taxa de juros negativa, um movimento destinado a conter a demanda por franco suíço. A partir de 22 de janeiro de 2015, Swiss National Bank (SNB) cobrará 0,25% dos bancos para que depositem fundos overnight na instituição, disse o banco central em comunicado. O SNB informou que o intervalo para a Libor de três meses, uma taxa de referência, será ampliado para -0,75% a 0,25%, do atual intervalo entre 0,0% e 0,25%.

4) Rússia: O Ministro das Finanças e o Banco Central da Rússia voltaram a intervir ontem, vendendo dólares das reservas para conter a queda do rublo, e anunciando a disposição de recapitalizar o sistema financeiro. A decisão impulsionou a moeda, que recuperou 12% de seu valor ontem.

5) Alemanha: O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 105,5 em dezembro, de 104,7 em novembro, segundo dados divulgados pelo instituto alemão IFO. O resultado ficou em linha com a expectativa dos analistas. O subíndice do IFO sobre as expectativas das empresas para os próximos seis meses avançou para 101,1, acima da expectativa dos analistas de 100,5 e acima do mês anterior de 99,7.

Brasil

1) Lei de Diretrizes Orçamentárias: O Congresso aprovou na quarta-feira a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015 em uma votação relâmpago que durou menos de 1 minuto. A lei determina que a meta a ser perseguida pelo governo central em 2015 será de R$ 55,3 bilhões, o que representa 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Considerando o resultado dos Estados e Municípios, a meta do setor publico consolidado passa a ser R$ 66,3 bilhões (1,2% do PIB), conforme anunciado pelo futuro ministro da fazenda Joaquim Levy.

2) Tabela do Imposto de Renda: O senado aprovou na quarta-feira o reajuste do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) com base no teto da meta de inflação, corrigindo em 6,5% a tabela para o próximo ano. A medida seguirá para aprovação presidencial.

3) Agencias de Rating: A agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou os ratings de empresas ligadas a Petrobras. Queiroz Galvao e Sete Brasil foram rebaixadas em escala global para BB e BB+.

4) Férias coletivas: O setor industrial brasileiro decidiu conceder férias coletivas igual ou mais longas as férias coletivas de 2013. De acordo com o jornal Valor Econômico, as férias coletivas devem abranger os setores automobilísticos, têxtil, calçadista, produtores de tratores agrícolas e fábricas de louças e metais.