Macroeconomia e mercado

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Medidas tendem a dar alento ao setor sucroalcooleiro, afirma Ministro da Fazenda

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou que não atenderá de forma específica o setor sucroalcooleiro. A Fazenda, de acordo com ele, atuará de modo geral, oferecendo medidas microeconômicas. Ele também conta com a evolução do realinhamento de preços. Com isso e com as condições climáticas, de acordo com o ministro, o setor sucroalcooleiro terá condições de retomar a competitividade "com bastante vigor". "Acredito que várias coisas que a gente está fazendo, realinhamento de preços, tendem a dar um alento a esse setor", considerou.

Levy disse saber de algumas áreas em que há investimento em novas tecnologias, que também já estão criando oportunidades. "Certamente, a filosofia vai ser reorganizar, dar sinalização de preço adequado", disse, acrescentando ser saudável para qualquer setor ter quem entra e quem sai - os que compram e os que são vendidos.

Políticas de gastos

Sem Orçamento para 2015 aprovado, o governo deverá anunciar, nas próximas semanas, a política de gastos públicos para este ano, de acordo com Joaquim Levy. Segundo ele, o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal norteará as despesas e a concessão de incentivos federais. (O Estado de São Paulo 06/01/2015)

 

Espanhola Abengoa cria joint venture com EIG para projetos de energia

A Abengoa disse nesta terça-feira que sua divisão Abengoa Greenfield chegou a um acordo com a EIG Global Energy Partners (EIG) para investimento conjunto em uma nova empresa para o desenvolvimento de uma carteira, já contratada, de projetos do grupo espanhol, incluindo ativos de geração, energia renovável e linhas de transmissão.

Em fato relevante, a Abengoa afirmou que a EIG terá uma participação majoritária na nova empresa e, portanto, consolidará esses projetos, que estão nos Estados Unidos, México, Brasil e Chile, com um investimento total de mais de 9,5 bilhões de dólares, incluindo capital e dívida sem recurso.

"A operação está em análise (due diligence) e o objetivo é que cheguemos a um acordo vinculante até o final de janeiro", disse a Abengoa. (Reuters 06/01/2015)

 

Exportação de açúcar bruto e refinado cai 4% em dezembro

O Brasil exportou em dezembro 2,249 milhões de toneladas de açúcar bruto e refinado, volume 10,6% maior que as 2,033 milhões de toneladas embarcadas em novembro, mas 4% inferior ante as 2,343 milhões de toneladas registradas em igual mês de 2013.

Dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) divulgados nesta segunda-feira mostram que do total embarcado no mês passado, 1,798 milhão de toneladas foram de açúcar demerara e 451,1 mil toneladas, de refinado.

A receita obtida com a exportação total de açúcar em dezembro último foi de US$ 820,8 milhões, 6,7% maior que a registrada em novembro (US$ 768,9 bilhão), mas 15,3% abaixo dos US$ 969,3 milhões computados em dezembro de 2013.

No ano fechado de 2014, o Brasil exportou 24,126 milhões de toneladas de açúcar bruto e refinado (-9,9%). A receita com os embarques atingiu US$ 9,459 bilhões (-20,1%). (Agência Estado 06/01/2015)

 

Exportação de etanol cresce 38% em dezembro, diz MDIC

O Brasil exportou em dezembro de 2014 132,9 milhões de litros de etanol, o que corresponde a um aumento de 37,9% na comparação com os 96,4 milhões de litros embarcados em dezembro de 2013. Em relação a novembro último, quando foram embarcados 92 milhões de litros, o volume é 44,5% maior.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A receita cambial com a venda do biocombustível alcançou US$ 75,6 milhões em dezembro, avanço de 29,2% ante os US$ 58,5 milhões registrados em dezembro de 2013. Em relação aos US$ 54,1 milhões de novembro passado, houve avanço de 39,7%. No ano fechado de 2014, foram exportados 1,394 bilhão de litros de etanol (-52%), com receita de US$ 898,1 milhões (-51,9%). (Agência Estado 06/01/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) China: O PMI de serviços da China, medido pelo HSBC, subiu para 53,4 em dezembro, de 53,0 em novembro. Com esse resultado, o PMI composto, que agrega o setor de serviços e o manufatureiro, atingiu 51,4 em dezembro, de 51,1 em novembro.

2) China: Segundo matéria divulgada pela Bloomberg, as autoridades chinesas estão acelerando 300 obras de infraestrutura, avaliadas em aproximadamente 7 trilhões de yuans (US$ 1,1 trilhão), para este ano, com o objetivo de estimular a economia do país.

3) Japão: O PMI de serviços do Japão aumentou para 51,7 em dezembro, de 50,6 em novembro. Vale destacar que o emprego no setor avançou para um nível recorde no mês, indicando um cenário mais positivo para a economia japonesa em 2015. O indicador composto alcançou a marca de 51,9 em dezembro, de 51,2 em novembro.

4) Austrália: O déficit comercial da Austrália subiu de 880 milhões de dólares australianos em outubro, para 930 milhões de dólares australianos em novembro, abaixo da mediana das estimativas, de saldo negativo de 1,6 bilhão de dólares australianos. A elevação do déficit comercial do país é reflexo da queda do preço do minério de ferro, principal item de exportação da Austrália, e da cotação da moeda local, que tem operado acima de US$ 0,81, patamar considerado alto demais para os exportadores.

5) Europa: O PMI de serviços da zona do euro atingiu 51,6 em dezembro, de 51,1 em novembro, abaixo da previsão dos analistas, de 51,9. Com isso, o PMI composto subiu para 51,4 em dezembro, de 51,1 em novembro, mas também abaixo da estimativa preliminar, de 51,7. Vale destacar que no quarto trimestre de 2014, a média do indicador composto ficou em 51,5, menor patamar desde o terceiro trimestre de 2013.

6) Argentina: O ministro da Economia, Axel Kicillof, afirmou que o governo argentino vai oferecer US$ 6,5 bilhões ao “holdouts”, em uma tentativa de encerrar o calote de títulos argentinos do ano 2001. Segundo o Estado, os valores exigidos pelos credores são mais elevados do que o governo da Argentina estaria disposto a pagar. Os 5 principais grupos de “holdouts” pleiteiam US$ 7,339 bilhões, relativos ao pagamento de 100% de seus títulos em estado de calote.

Brasil

1) Fazenda: Em seu discurso de posse, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez uma crítica velada às desonerações tributárias, se opondo ao patrimonialismo e defendendo a eliminação dos tratamentos idiossincráticos entre os setores. Levy também afirmou que os ajustes fiscais já começaram, mas ressaltou que possíveis mudanças em alguns tributos também serão consideradas, principalmente aquelas que tendem a aumentar a poupança doméstica e reduzir desbalanceamentos setoriais da carga tributária.

2) Fazenda: O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, definiu ontem a sua nova equipe econômica. Marcelo Saintive Barbosa foi escolhido para substituir Arno Augustin na Secretaria do Tesouro Nacional. Tarcísio Godoy será o secretário executivo da Fazenda. Jorge Rachid volta como secretário da Receita e Afonso Arinos de Melo Franco Neto assumirá o cargo de secretário de Política Econômica.

3) Setor Externo: No mês de dezembro, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 293 milhões. Apesar disso, a balança comercial encerrou 2014 com um déficit de US$ 3,93 bilhões, pior resultado desde 1998. Vale destacar que desde 2000 a balança não terminava o ano com saldo negativo. A queda do preço das commodities e o cenário internacional menos favorável influenciaram o resultado negativo do setor externo. No entanto, com a valorização do dólar e a queda do preço do petróleo, a expectativa dos economistas é de que a balança comercial encerre 2015 em terreno positivo.

4) Energia Elétrica: A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um reajuste extra de 3,53% nas contas de luz da Eletropaulo, distribuidora que atende São Paulo e a Região Metropolitana. O aumento terá efeito a partir da publicação da decisão no Diário Oficial da União, o que pode ocorrer ainda esta semana. No entanto, a Aneel já recorreu à Justiça para derrubar a liminar. Caso a agência consiga derrubá-la, as tarifas cairão novamente.

5) Mercado: As ações da Petrobrás tiveram forte queda na bolsa ontem, com os papéis ON perdendo 8,11% e atingindo R$ 8,27, menor patamar desde setembro de 2004, e as ações PN recuando 8,01% e chegando a R$ 8,61, menor patamar desde junho de 2005. Nesse cenário, o Ibovespa caiu 2,05%, registrando 47.516,82 pontos. A queda das ações da Petrobrás é resultado das denúncias de corrupção que atingem a economia e do recuo do preço do petróleo. Ontem, os contratos de petróleo bruto para fevereiro fecharam a US$ 50,04 por barril, cotação mais baixa desde abril de 2009.