Macroeconomia e mercado

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Cuba estima maior produção de açúcar nesta safra

Expectativa é que produção aumente até 20%; expansão da área cultivada e condições climáticas ideais favorecem a indústria local.

A indústria de açúcar cubana já computa os bons resultados que o clima no país forneceu para o desenvolvimento da cana-de-açúcar. Segundo dados locais, a produção de açúcar deve apresentar crescimento na faixa de 15 a 20%.

Nestes dois primeiros meses de safra em Cuba, o país já soma 290 mil toneladas, com acréscimo de 24 mil toneladas em relação à safra passada.

A área cultivada também cresceu, são aproximadamente 147 mil hectares, 25 mil a mais em relação à média dos últimos três anos.

Para especialista, o bom momento do país está ligado às boas práticas em campo e às condições climáticas favoráveis para a cultura. (Jornal Cana 13/01/2015)

 

Alckmin tem até esta terça para sancionar o PRA

Programa é nova etapa de regularização de propriedades com problemas ambientais.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tem até esta terça-feira (13/01) para sancionar o projeto de lei 219, que cria o Programa de Regularização Ambiental (PRA). Aprovado em 13 de dezembro de 2014 pela Assembléia Legislativa, o projeto precisa ser sancionado pelo chefe do Executivo em até 30 dias para vigorar já neste mês de janeiro.

O PRA representa a segunda etapa da regularização das propriedades rurais que suprimiram vegetação sem autorização antes de 22 de julho de 2008.

A primeira etapa da regularização é o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é a identificação dos problemas ambientais da propriedade.

“O PRA é a identificação dos procedimentos necessários para adequar a  propriedade à legislação”, diz a advogada especializada em direito socioambiental Samanta Pineda.

“O produtor [de cana] que tiver alguma Área de Preservação Permanente (APP) a regenerar, ou falta de Reserva Legal, pode aderir ao PRA por meio de um termo de compromisso onde estarão descritas as formas e os prazos de regularização”. (Jornal Cana 13/01/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) China: Em dezembro, a China registrou superávit comercial de US$ 49,61 bilhões, ligeiramente acima da previsão dos analistas, de saldo positivo de US$ 49,4 bilhões. Destaque positivo para as exportações, que avançaram 9,7% ante dezembro de 2013, resultado acima do esperado pelos economistas, de alta de 6,6%. Já as importações recuaram 2,4%, na mesma base de comparação, queda menos acentuada do que o mercado previa, de 7,0%. Em 2014, o país registrou superávit comercial de US$ 382,5 bilhões, uma alta de 47,3% em relação ao saldo do ano anterior.

2) China: Segundo o jornal Economic Information Daily, o governo chinês deve lançar um programa experimental que permitirá aos bancos solicitarem empréstimos ao Banco do Povo da China (PBoC) usando ativos de crédito como garantia. O objetivo da nova medida é estimular o crédito para o setor rural no país.

3) Reino Unido: O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do Reino Unido ficou estável em dezembro ante novembro, levemente abaixo da projeção dos economistas, de alta de 0,1%. No confronto anual, o CPI subiu 0,5% em dezembro, também abaixo da expectativa dos analistas, de avanço de 0,6%. Já o núcleo do indicador teve alta de 0,2% em dezembro ante novembro e de 1,3% na comparação anual. Vale destacar que como a inflação do Reino Unido está mais de um ponto percentual distante da meta de 2%, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Mark Carney, terá de enviar uma carta ao ministro de Finanças do país, George Osborne.

4) Commodities: O mercado futuro de petróleo opera em queda nesta manhã, após novos sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não cortará a produção. Segundo o ministro do petróleo dos Emirados Árabes Unidos, a Opep não reduzirá a sua meta de produção diária, que atualmente é de 30 milhões de barris por dia. Para o ministro, são os demais participantes do mercado que devem se ajustar à demanda menor. Às 8h19, o petróleo para fevereiro recuava 3,04%, a US$ 44,67 por barril na Nymex, enquanto na ICE, o Brent caía 2,95%, a US$ 46,03 o barril.

Brasil

1) Mercado de Trabalho: A nova regra de acesso ao seguro-desemprego, que aumenta de seis para dezoito meses o prazo de carência para a concessão do benefício para quem o requisita pela primeira vez, pode deixar até 63,4% dos 10,8 milhões de demitidos sem acesso ao seguro. Pela legislação antiga, que considerava o prazo mínimo de seis meses, apenas 21,5% dos dispensados sem justa causa não podiam ter o benefício. Segundo especialistas, esta mudança deve afetar principalmente os mais jovens, que mudam com maior frequência de emprego, até se estabelecerem no mercado de trabalho.

2) Setor Elétrico: O Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que a presidente Dilma Rousseff deu aval à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que sejam iniciadas ações estruturantes no setor de distribuição, sendo que alguma medidas poderão ser implementadas com data retroativa a janeiro. Além disso, Braga reiterou que o empréstimo de R$ 2,5 bilhões via bancos públicos será negociado. Já Aneel admitiu que um aumento nas contas de luz é inevitável. Segundo o diretor geral da agência, Romeu Rufino, a previsão orçamentária do governo era de um aporte de R$ 9 bilhões para a CDE, no entanto, como o Tesouro já sinalizou que não fará nenhum aporte este ano, os gastos serão repassados à tarifa paga pelos consumidores.

3) Fiscal: A nova equipe econômica do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff pode enfrentar um novo impacto fiscal que não estava previsto. Um relatório de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta para a existência de “pedaladas fiscais”, o que poderá levar o governo a ter de devolver os recursos devidos ao bancos públicos. Segundo o Estado, caso o relatório do TCU seja aprovado, o impacto fiscal seria equivalente a R$ 12,2 bilhões, a valores de junho 2014.

4) Preços: Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) registrou alta de 0,49% na primeira quadrissemana de janeiro, ante avanço de 0,30% na mesma leitura de dezembro, acima da mediana das previsões, de alta de 0,43%. Na primeira leitura do mês, destaque para a aceleração dos preços de Alimentação, Transportes, Despesas Pessoais e Educação.

5) Petrobrás: Para compensar o adiamento do pagamento de Participação de Lucros e Resultados (PRL), a Petrobrás decidiu antecipar o pagamento do 13º salário deste ano aos seus funcionários. Em nota, a companhia informou que realizará os pagamentos até o dia 19 de janeiro.