Macroeconomia e mercado

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Usina Bom Retiro, em Capivari, demite 250 funcionários e suspende atividade industrial

A usina Bom Retiro, de Capivari, anunciou a demissão de 250 funcionários que atuam na parte industrial da empresa, que pertence ao grupo Raízen.

A empresa alega ociosidade da produção nessa e em outras plantas em função da crise do setor sucroenergético e a escassez de matéria-prima.

O período de suspensão das atividades será de dois anos, segundo a assessoria de imprensa da Raízen.

Outras 506 pessoas vão seguir atuando no setor administrativo e na tratativa com os fornecedores de matéria prima e manutenção.

Os cortes principais acontecem na área industrial, mas também acontecem 

A cana-de-açúcar que era trazida para a usina passará a ser redistribuída para outras plantas do grupo. Ainda há a possibilidade de alguns dos 250 cortados serem remanejados para outros locais, mas não há dados concretos.

Apesar de estar sediada em Capivari, a empresa tem empregados de cidades próximas, como Santa Bárbara d' Oeste.

José Adilson Silva Gomes, 57, trabalha nos laboratórios e está na usina desde 1971, antes de pertencer à Raízen. Como está de férias, Gomes disse que não foi demitido, mas superiores já informaram da série de cortes e não informaram a respeito de sua situação.

O funcionário disse que já sabia da situação ruim do setor, mas não imaginava que aconteceriam tantas demissões.

O eletricista Valdir Antônio Alves, 47, mora e trabalha na usina e relatou que uma série de pessoas deixou o lugar chorando, que algumas falam em se aposentar. Também de férias, Alves teme pela demissão. "Posso perder até o lugar onde moro se for demitido", disse.

A quebra na safra de cana em todo o estado foi apontada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) como a principal causa do tombo de 9,9% na produção industrial paulista em 2014 com relação a 2013. O recuo foi o maior desde julho de 2009.

Pesquisadores apontaram que, não fossem os problemas no setor da cana, o recuo existiria, mas seria de 3,4%. (Portal Todo Dia UOL).

 

Primeira fase do Museu da Cana-de-Açúcar de Piracicaba está concluída

O Museu da Cana-de-Açúcar de Piracicaba, pertence ao Engenho Central de Piracicaba, construção de 1881, concluiu a reforma e restauração do galpão 5B, que abrigará eventos e exposições temporárias. O prédio se transformará em museu moderno, o primeiro para resgatar um dos mais importantes ciclos econômicos do país.

“Tivemos a preocupação de manter as características históricas do galpão. Estamos contentes de entregar a primeira parte de uma obra que se tornará um espaço pleno de atividades culturais e de negócios”, explicou William Nacked, presidente do Instituto Brasil Leitor.

“O setor é uma das principais bases da economia brasileira e faz parte da história nacional. Por isso, o Museu da Cana-de-Açúcar não será apenas um patrimônio de Piracicaba e região, mas um patrimônio do Brasil e de todos os brasileiros”, afirma a secretária municipal da Ação Cultural, Rosângela Camolese.

Empresas como Cosan e Raízen, com cota Master, Scania, Syngenta, Usina Alta-Mogiana, Usina Colorado e CNH-Fiat, destacam-se entre as patrocinadoras do grandioso Museu que revitalizará o Engenho Central de Piracicaba.

Juliano Prado, Diretor Executivo de Bioenergia e Administração da Raízen comemora a conclusão desta primeira etapa. “Ficamos satisfeitos com a finalização do restauro deste primeiro prédio, que demonstra o grandioso valor cultural do projeto.”

Sobre o Museu da Cana de Açúcar

As instalações do Museu ocuparão três dos edifícios do Engenho Central de Piracicaba. No local, o público terá acesso a conteúdo de cultura e educação. Os visitantes poderão conferir salas de exposições temporárias, espaços dinâmicos de informação visual, além de equipamentos que permitem atividades interativas, promovendo a aproximação das pessoas com a história do açúcar e do etanol, elementos importantes no desenvolvimento econômico do país. Devido ao processo de captação de recursos para cumprimento das diferentes etapas de entrega (estruturação, restauro e instalação), a previsão de inauguração completa da obra será o segundo semestre de 2016.

Alguns dos Patrocinadores atuais

Raízen, Cosan, Scania, Syngenta, Usina Alta-Mogiana, Usina Colorado, CNH-Fiat, Banco Itaú-BBA, Banco Safra, Caixa Econômica Federal, Caterpillar, Comgás, Copersucar, Dedini Indústrias de Base, KPMG, Radar, Rumo, Usina Colorado e Usina Santa Lúcia. (Assessoria do Museu 15/01/2015)

 

MS: Usinas cometem irregularidades e governo suspende benefícios fiscais

Três usinas de açúcar e álcool cometeram irregularidades e tiveram benefícios fiscais suspensos em Mato Grosso do Sul. As usinas Alcoolvale S/A, CBAA (Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool) e Usina Naviraí S/A terão que quitar pendências para que o regime especial seja reativado, segundo a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda).

A suspensão dos benefícios foi publicada pela secretaria nesta segunda-feira (12) no DOE (Diário Oficial do Estado). Por telefone, o Campo Grande News entrou em contato com a Alcoolvale, instalada na Fazenda Santa Inês, em Aparecida do Taboado, a 481 quilômetros de Campo Grande, mas a assessoria jurídica do grupo Unialco, cuja a usina pertence, não estava a disposição no momento.

Já as usinas CBAA em Brasilândia, com unidade a 355 quilômetros de Campo Grande e a Naviraí S/A, instalada no município de mesmo nome, a 366 da Capital não atenderam as ligações realizadas nesta manhã.

Procurada para comentar as irregularidades, a Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul) informou que não dá declaração sobre as unidades, apenas sobre o setor como um todo. (Aquidauana News 13/01/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Japão: O presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, afirmou que a economia japonesa está se recuperando moderadamente, com a redução do impacto negativo do aumento nos impostos sobre as vendas realizado em abril. Ainda segundo Kuroda, as medidas de afrouxamento monetário lançadas em abril de 2013 pelo BoJ e intensificadas em outubro do ano passado têm produzido os efeitos desejados. Nesse cenário, o presidente do banco central reafirmou o compromisso de continuar o programa de estímulos o tempo que for necessário para atingir a meta de inflação de 2%.

2) China: Os bancos da China emprestaram 697,3 bilhões de yuans em dezembro, ante 852,7 bilhões de yuans em novembro, abaixo da expectativa dos economistas, de um volume de 800 bilhões de yuans em novos empréstimos. Já o financiamento social total, subiu para 1,69 trilhão de yuans em dezembro, de 1,15 trilhão de yuans em novembro. Por fim, a base monetária (M2) cresceu 12,2% em dezembro, na comparação anual, desacelerando ante alta de 12,3% registrada em novembro, e também abaixo da previsão dos analistas, de avanço de 12,4%.

3) Europa: O PIB da Alemanha cresceu 1,5% em 2014, ante expansão de apenas 0,1% em 2013, em linha com a expectativa dos economistas. No ano, o consumo das famílias alemãs expandiu 1,1%, enquanto os gastos do governo subiram 1,0%. As exportações tiveram alta de 3,7% e as importações mostraram acréscimo de 3,3%. Já os investimentos em máquinas e equipamentos avançaram 3,7% e os investimentos em construção subiram 3,4%.

4) Índia: O Banco da Reserva da Índia (RBI) surpreendeu o mercado e anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, para 7,75% ao ano. A última vez que o banco central do país cortou os juros foi em março de 2013. Segundo o presidente do RBI, Raghuram Rajan, os preços mais baixos de alimentos e a queda internacional da cotação do petróleo têm proporcionado espaço para uma mudança na orientação de política monetária.

5) Suíça: O Banco Central da Suíça retirou a taxa de câmbio mínima, introduzida no meio da crise da zona do euro, com o objetivo de impedir a entrada maciça de capitais no país.  O Banco Central da Suíça também reduziu a taxa de depósito para -0,75%.

6) Europa: A balança comercial da zona do euro registrou superávit de 20 bilhões de euros em novembro, ante saldo positivo de 23,6 bilhões de euros em outubro, em linha com as expectativas. Considerando os ajustes sazonais, as exportações cresceram 0,2% em novembro ante outubro, enquanto as importações ficaram estáveis.

Brasil

1) Fiscal:  Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), os atrasos nos repasses do Tesouro Nacional para que a Caixa Econômica Federal efetuasse os pagamentos de benefícios do Bolsa Família entre 2013 e 2014 configuram operações de crédito e, por isso, ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal. No documento, o tribunal ainda recomenda que, por conta de diversas irregularidades, o superávit primário de 2014 seja revisado. Além disso, o TCU aponta uma lista de 14 autoridades que devem ser convocadas para responder sobre estas operações, entre elas, Guido Mantega e Arno Augustin.

2) Preços: O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 0,42% em janeiro, ante 0,98% me dezembro, ligeiramente abaixo da previsão dos economistas, de alta de 0,43%. Até janeiro, o IGP-10 acumula alta de 3,72% em 12 meses.

3) Fiscal: Segundo o Estado, o governo está pronto para anunciar medidas que podem aumentar a arrecadação deste ano em cerca de R$ 9 bilhões. Entre as medidas, está a volta da Cide, que deve gerar um aumento de receita extra de R$ 3,7 bilhões em 2014, considerando que a contribuição começaria a vigorar em abril. Além disso, o governo deve anunciar a criação do PIS/Cofins para os cosméticos e a elevação dos tributos para produtos importados. Além das medidas para aumentar a receita, o governo avalia novas propostas para reduzir os gastos. Entre elas, está mais uma alta da TJLP.

4) Setor Elétrico: O Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, recomendou redução do consumo de energia elétrica, mas negou a necessidade de um racionamento. Segundo o ministro, neste momento, poupar energia é importante, já que o regime de chuvas está alterado e o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas está mais baixo agora do que em 2014.

5) Rating: A agência de classificação de risco Standard & Poor’s afirmou que a execução das medidas anunciadas pela nova equipe econômica será crucial para definir o próximo passo da agência em relação à divida soberana do país, que está em BBB-. Ainda segundo a diretora da agência, a situação do país está pior hoje do que em março, o que agrava os desafios que a presidente terá de enfrentar neste segundo mandato.

6) Atividade: O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,04% em novembro ante outubro, acima da projeção dos analistas, de queda de 0,2%. Na comparação anual, o indicador teve queda de 1,30%, também acima da mediana das expectativas, de recuo de 1,60%.