Macroeconomia e mercado

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Canaviais sofrem com clima no Noroeste de SP

Cidades canavieiras da região paulista registram chuvas abaixo da média histórica, segundo a UNESP.

A região Noroeste do estado de São Paulo sofre em janeiro com os fenômenos climáticos adversos: chuvas abaixo da média histórica, temperaturas acima dos 40ºC e taxas de evapotranspiração acima dos 6,0 mm/dia, o que também afeta os canaviais espalhados pela região.

As informações são da Área de Hidráulica e Irrigação da Unesp de Ilha Solteira.

Na quarta-feira (20), a temperatura máxima na região foi registrada em Sud Mennucci (Estação Santa Adélia Pioneiros) que registrou 40ºC, informa o Canal CLIMA da Unesp Ilha Solteira. (Jornal Cana 21/01/2014)

 

Usinas agora esperam elevação da mistura e redução do ICMS

As usinas de açúcar e etanol do País receberam bem o anúncio feito pelo governo federal, na noite de segunda-feira, da elevação das alíquotas PIS/Cofins e a reintrodução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina. “A notícia é boa para o setor. O impacto será positivo, se a Petrobrás fizer o repasse dos impostos na gasolina, como já sinalizou”, afirmou ao Estado, Roberto Rodrigues, presidente do conselho da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única).

“A indústria fica mais competitiva, mas ainda é preciso a adoção de outras medidas, como a elevação da mistura do álcool anidro à gasolina e redução do ICMS sobre o etanol”, disse.

De acordo com o anúncio feito pelo governo, a Cide voltará efetivamente em três meses, com incidência de R$ 0,22 por litro de gasolina. Em fevereiro, retornará em R$ 0,10 por litro, enquanto as alíquotas PIS/Cofins, em R$ 0,12 por litro.

“A Cide dá vantagem competitiva ao etanol hidratado (concorrente direto da gasolina) e a elevação da mistura na gasolina (de 25% para 27,5%) dará vantagem ao anidro (usado na mistura)”, disse o ex-ministro, que desde o ano passado está à frente da Unica para traçar estratégias para o setor. “As usinas que estão bem, vão continuar bem; as que estão em situação mais delicada, terão um alívio.” A elevação da mistura ainda está em discussão e deverá ser aprovada nas próximas semanas, segundo fontes de mercado.

A Unica informou nesta terça-feira que as usinas do Centro-Sul têm estoques suficientes para atender à demanda por etanol; tanto hidratado quanto anidro “até o fim de abril”. A nova safra, a 2015/16, que se inicia em abril, “deverá ser ainda mais alcooleira” do que a atual.

A presidente da entidade, Elizabeth Farina, destacou que “está na agenda da entidade” lutar pela reintrodução integral da Cide no preço da gasolina.

ICMS

Está prevista ainda para este mês uma reunião entre os governadores dos nove Estados produtores de cana - São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco e Alagoas e Paraná - para discutir a redução do ICMS sobre o etanol, o que daria maior competitividade ao combustível renovável. Minas deverá aprovar a redução dos atuais 19% para 14% e aumento do imposto sobre a gasolina de 27% para 29%.

De acordo com Roberto Rodrigues, o retorno da Cide e a elevação da mistura, quando aprovada, ajudará o setor como um todo, mas ressalta que o governo federal precisa discutir qual o papel do etanol na matriz energética do País. “O governo atual deu um grande passo ao retomar a conversa com o setor.”. (O Estado de São Paulo 21/01/2015)

 

Comissão é criada para acompanhar soluções à agroindústria canavieira

Enquanto as entidades envolvidas na organização do Movimento pela Retomada do Setor Sucroenergético trabalham com afinco para o sucesso da manifestação, que será realizada no próximo dia 27, a Câmara Municipal de Sertãozinho-SP acaba de implementar seu apoio à ação, anunciando a criação de uma Comissão Parlamentar para acompanhamento e fiscalização de soluções que contribuam com o setor.

De acordo com o presidente da Casa de Leis, o vereador Sílvio Blancacco, é de extrema importância que o município possa contar com uma Comissão local.

“No dia 26, às 18h, na Câmara Municipal de Sertãozinho, vamos realizar uma sessão, em que será instaurada uma Comissão Parlamentar para acompanhar e cobrar das autoridades competentes uma solução que possa contribuir com esse setor, que emprega diretamente 2,5 milhões de trabalhadores e gera mais de US$ 43 bilhões por ano, com a produção de etanol, bioeletricidade e açúcar, entre outros"; comenta. (Comunicação Revista Canavieiros 20/01/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) China: No mês de dezembro, a China atraiu US$ 13,32 bilhões em Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), registrando alta de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Com esse resultado, em 2014, o IED na China totalizou US$ 119,6 bilhões, marcando uma alta de 1,7% na comparação com 2013.

2) Japão: O Banco do Japão (BoJ) decidiu, por oito votos a um, manter inalterada a sua política monetária de compra anual de 80 trilhões de ienes, como era esperado pelos economistas. A autoridade monetária também revisou para baixo a sua previsão para a inflação no ano fiscal de 2015, de 1,7% para 1,0%, argumentando que a queda do preço do petróleo deve ter impacto negativo sobre o índice de preços do país. Por outro lado, o BoJ elevou suas previsões para o crescimento da economia japonesa. Para 2015, a expectativa é que o PIB registre alta de 2,1%, acima da previsão anterior de avanço de 1,5%.

3) Japão: Após a decisão de politica monetária, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, afirmou que poderá adotar novas medidas de estímulos à economia, caso a meta de inflação se mostre difícil de atingir. Kuroda ainda esclareceu que não está em discussão a redução ou extinção das taxas de juros para excessos de reserva dos bancos comerciais, assunto que foi alvo de especulação do mercado antes da reunião. No momento, o BoJ acredita que é viável atingir a meta de inflação no ano fiscal de 2015.

4) Inglaterra: A ata da ultima reunião de politica monetária do Banco da Inglaterra (BoE) revelou que seus representante foram unânimes em manter a taxa básica de juros em 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, diferentemente do que vinha acontecendo nas reuniões passadas, quando dois dirigentes defendiam a elevação dos juros. Martin Wealen e Ian McCafferty, que se mostraram favoráveis a normalização da política monetária nas reuniões que ocorreram entre agosto e dezembro, se juntaram aos demais membros, argumentando que um alta prematura dos juros poderia levar o país para um período prolongado de baixa inflação.

5) Europa: Há uma grande expectativa no mercado para que o Banco Centra Europeu (BCE) adote novas medidas de estimulo à economia na reunião desta quinta-feira. No entanto, um dos membros do conselho do BCE, Ewald Nowotny, declarou que não se deve ficar muito animado com esta reunião, o que pode ser um sinal de que existe algum exagero nas expectativas do mercado com relação a esse evento.

Brasil

1) Petrobrás: De acordo com o Valor, a política de reajuste de preços de combustíveis da Petrobrás será pautada mais nos interesses da companhia do que nos objetivos políticos do governo. Apesar de não utilizar mais o congelamento de preços dos derivados como ferramenta do controle de inflação, o governo também não deve permitir uma fórmula de reajuste automático, como sugeriu a empresa no ano passado.

2) Setor Elétrico: O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, negou que o país terá de enfrentar um racionamento de energia, garantiu que o sistema elétrico é robusto, mas admitiu a necessidade de ajustes. Um dia após o apagão que atingiu 10 Estados e o Distrito Federal, o ministro anunciou um plano de emergência para reforçar o sistema elétrico brasileiro com um volume adicional de energia de 1,5 mil megawatts, priorizando o abastecimento na região Sudeste.

3) Fiscal: Segundo o Valor, a presidente Dilma Rousseff, aconselhada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, vetou 23 artigos incluídos pelo Congresso na Lei 13.097, que ampliava a renúncia fiscal da União. Entre os vetos está o reajuste de 6,5% nos valores na tabela progressiva do Imposto de Renda da Pessoa Física em 2015. Por outro lado, a presidente preservou o artigo que eleva a tributação sobre bebidas, o que gerará um ganho estimado de receita de R$ 1,5 bilhão este ano.

4) Fiscal: Segundo o Estado, o superávit primário do mês de dezembro foi insuficiente para reverter o saldo negativo de R$ 19,6 bilhões nas contas públicas, fazendo com que 2014 encerrasse com déficit primário. Caso o resultado seja confirmado, este será o primeiro saldo negativo do primário desde 1997. A reportagem do jornal ainda afirmou que o governo deixou para pagar este ano R$ 8 bilhões em despesas.

5) Mercado: O presidente do Bradesco, Carlos Trabuco, afirmou que já se percebe reflexos do choque de credibilidade da nova equipe econômica no mercado, com um aumento da confiança, que pode ser sentido, por exemplo, através da queda dos juros dos títulos públicos atrelados à inflação (NTN-Bs). No entanto, Trabuco advertiu que 2015 não será um ano de comemoração do crescimento do PIB, mas sim de preparação para 2016, com o estabelecimento de uma plataforma com dois pilares bem ajustados, o fiscal e o de política monetária, que possibilitará um crescimento sustentável nos próximos anos.