Macroeconomia e mercado

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CTC prestigia a cidade e se torna patrocinador oficial do XV de Piracicaba

Contrato foi assinado nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa na sede da empresa.

Piracicaba, SP, 20 (AFI) - O CTC – Centro de Tecnologia Canavieira e o Esporte Clube XV de Piracicaba oficializam, nesta segunda-feira, uma parceria inédita. O CTC passa a ser patrocinador oficial do tradicional time de futebol piracicabano. A empresa terá sua marca exposta nos calções dos jogadores e nos muros do estádio.

Gustavo Leite, Presidente do CTC, e Rodrigo Boaventura, Presidente do XV:

“Piracicaba é um dos maiores polos canavieiros e berço de soluções inovadoras que desenvolvemos aqui no CTC. Nada mais natural que prestigiar essa história com a cidade por meio do Nhô Quim.”, comenta Luis Gustavo Dollevedo, diretor comercial do CTC.

A relação do CTC com Piracicaba não é de hoje. Nascido aqui em 1969, foi na cidade que a empresa firmou sua excelência em tecnologias inovadoras para cana de açúcar, que alavancaram o setor sucroenergético nas últimas décadas, e hoje são de relevância mundial.Ao longo de seus 45 anos já foi responsável por cerca de 3.000 empregos diretos e indiretos, a maioria gerados na própria cidade.

“Celebraremos a paixão que os milhares de torcedores do XV têm pelo seu time e a nossa paixão pelo que fazemos e por Piracicaba em um ano de muitas vitórias!”, finaliza VirgÍlio Vicino, gerente de Marketing do CTC. (Fonte: Futebol Interior 22/01/2015)

 

Usinas de etanol agora se beneficiam de diferencial no preço da gasolina no Brasil

Nos últimos anos, as usinas de açúcar e álcool se acostumaram a esbravejar contra a política do governo Dilma Rousseff de não repassar para os consumidores a alta da gasolina no mercado internacional, uma vez que o controle as obrigou a vender etanol a preços defasados para competir com o combustível fóssil.

Agora que os preços do petróleo caíram pela metade no exterior, os usineiros não podem mais prescindir da política do governo e da Petrobras de não mexer no preço da gasolina.

A Petrobras informou na terça-feira que vai continuar vendendo gasolina a um preço cerca de 60 por cento mais alto do que no exterior, repassando para as refinarias o aumento do custo com a volta da cobrança da Cide e a elevação do PIS/Cofins, anunciada no início da semana. A decisão que foi saudada pela indústria do etanol, em que passa por dificuldades.

O corte nos preços da gasolina atingiria "em cheio" os produtores do etanol, afirma Artur Losnak, analista do Banco Fator SA. "As usinas de etanol agora estão sob a proteção da Petrobras".

Desde 2011, o governo Dilma Rousseff vinha segurando os preços da gasolina em uma tentativa de controlar a inflação, o que logo se transformou em um problema para os produtores de etanol, que perderam boa parte do mercado. Desde então, 47 usinas de etanol fecharam as portas e outras 70 estão em recuperação judicial, segundo um relatório publicado em dezembro pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

A manutenção dos preços da gasolina acima dos níveis internacionais abre espaço para que o setor sucroalcooleiro se recupere das perdas acumuladas nos últimos anos, afirma Jacyr Costa, diretor da unidade brasileira da Tereos Internacional SA, a terceira maior produtora de etanol do país. O preço da gasolina deverá ser mantido acima dos níveis internacionais "por algum tempo" para ajudar a compensar prejuízos passados, disse ele.

Imposto sobre combustíveis fósseis

O governo anunciou na segunda-feira o retorno da Cide sobre a gasolina. O imposto, criado em 2001 para financiar investimentos em infraestrutura, foi reduzido a zero em 2012. Como resultado, o preço médio da gasolina na bomba poderá subir dos atuais R$ 3,03 para R$ 3,16, segundo a empresa de pesquisas RC Consultores. Como a Cide não incide sobre o etanol, as usinas podem aproveitar-se da gasolina mais cara para elevar os preços do biocombustível e recompor ao menos parte das margens de lucro. O preço médio do etanol deverá subir de R$ 2,05 para R$ 2,14 o litro, segundo a RC.

"A medida traz um alívio para o setor do açúcar e do etanol", disse Plínio Nastari, presidente da Datagro Ltda., consultoria especializada no setor sucroalcooleiro.

Como a gasolina ficou mais barata que o etanol em boa parte do Brasil, apenas 36 por cento dos carros flex no país foram abastecidos com etanol no ano passado. Trata-se de uma fatia modesta se comparada aos 82 por cento registrados em 2009, quando o etanol era mais ventajoso para a maioria dos consumidores. O etanol possui cerca de 70 por cento do valor energético da gasolina. Logo, os motoristas tendem a optar pela gasolina quando o preço do etanol supera essa proporção em relação ao da gasolina.

As exportações de etanol do Brasil, que caíram 50 por cento no ano passado, para cerca de 1,4 bilhão de litros, devem se manter em níveis reduzidos neste ano devido aos baixos preços nos Estados Unidos e à diminuição dos incentivos aos biocombustíveis na Europa, disse Nastari.

Mais competitivo

O aumento dos impostos sobre a gasolina "aumentam a competitividade do etanol", disse Elizabeth Farina, presidente da Unica, em coletiva de imprensa na terça-feira em São Paulo.

"O apoio do governo aos produtores de biocombustíveis como Cosan, São Martinho e Tereos está crescendo", disse James Evans, analista de energias limpas da Bloomberg Intelligence, hoje em um relatório.

"A medida foi muito positiva e está alinhada às demandas do setor", disse Rui Chammas, CEO da Biosev SA, segunda maior fornecedora de etanol do país. "Isso corrige uma distorção".

Procuradas, Cosan e São Martinho não comentaram a medida. (Bloomberg 21/01/2015)

 

Volta da Cide não alivia o problema do etanol

Quedas constantes dos preços do barril do petróleo devem segurar a alta na gasolina, diz o produtor José Jacomini.

A volta da Cide e o aumento do PIS/Cofins sobre a gasolina tornará o etanol mais competitivo, mas não reduzirá a crise registrada pelo setor sucroenergético desde 2008.

A opinião é do produtor de cana-de-açúcar José Jacomini, sócio da Canagril, dona de 37% da usina Cevasa, em Patrocínio Paulista (SP).

“A gasolina deve sofrer reajuste de preço, com as medidas fiscais, mas as constantes quedas dos preços do barril de petróleo devem segurar as altas, o que prejudicará o etanol”, diz ele. (Jornal Cana 22/01/2015)

 

Setor sucroenergético liderou as exportações no Estado de São Paulo

Exportações dos produtos sucroenergéticos em 2014 movimentaram US$ 6,76 bilhões no Estado de São Paulo; etanol representou 11,6% deste montante.

Os produtos sucroenergéticos lideraram as exportações no Estado de São Paulo em 2014. O setor movimentou US$ 6,76 bilhões, valor correspondente a 37,18% do total exportado no período.  O etanol representou 11,6% (U$ 784 milhões) das exportações do setor.

As exportações no Estado de São Paulo somaram US$ 51,46 bilhões (22,9% do total nacional), com queda de  8,4% em relação a 2013. O setor acompanhou este movimento e fechou o ano com redução de 26,68% em comparação ao ano anterior, quando movimentou U$ 9,22 bilhões. (Jornal Cana 22/01/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Europa:: A taxa de desemprego da Espanha permaneceu inalterada no quarto trimestre, em 23,7%, na comparação com os três meses anteriores. De acordo com os dados divulgados pelo governo espanhol, neste período a criação significativa de postos de trabalho foi contrabalanceada por um aumento no número de pessoas à procura de emprego.

2) Europa: As últimas quatro pesquisas de intenção de votos realizadas na Grécia deram ao partido de esquerda Syriza a vitória sobre o partido do governo, Nova Democracia. De acordo com os últimos levantamentos, apesar da vitória do partido de esquerda, não parece que o Syriza vai alcançar a maioria no parlamento grego. A eleição será realizada no próximo domingo, dia 25.

3) Europa: O Banco Central Europeu (BCE) pode anunciar hoje o programa de afrouxamento quantitativo (QE), com compra mensal no mercado de 50 bilhões de euros em títulos públicos emitidos por governos da união monetária. O programa pode ter duração de um a dois anos, o que significa uma injeção de 600 bilhões de euros a 1,2 trilhão de euros na região. Se confirmado, esta será a primeira vez que o BCE  recorre ao  QE, instrumento utilizados pelos EUA na recente crise financeira mundial.

4) Estados Unidos: O indicador de novas construções residenciais iniciadas em dezembro totalizou 1,089 milhões de unidade, alta de 4,4% na comparação com novembro, e acima da expectativa dos economistas, de crescimento de 1,0%.

Brasil

1) Sistema Elétrico: Na terça-feira, um dia depois do apagão que atingiu 10 Estados e o Distrito Federal, o Operando Nacional do Sistema Elétrico (ONS) solicitou o intercâmbio de até 1 mil megawatts de energia da Argentina para o Brasil, para atender o sistema nacional em horário de pico da demanda. Segundo especialistas, essa medida expõe a escassez de oferta de energia para atender o pico de consumo do sistema brasileiro.

2) Política Monetária: Em sua primeira reunião do ano, o Banco Central do Brasil (BCB) decidiu elevar em 0,50 ponto percentual a taxa Selic, para 12,25% ao ano, maior patamar desde julho de 2011. Esta é a terceira elevação consecutiva dos juros e a segunda com este ritmo de alta. No comunicado após a decisão, o BCB não deu sinais em relação aos próximos passos da política monetária.

3) Fiscal: O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou ontem no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a prioridade do país hoje é o fiscal, já que quando o país está fiscalmente estável, as coisas funcionam muito melhor, e o custo baixa. Com relação à atividade, Levy disse que pode haver um trimestre de contração, mas o importante é olhar o crescimento da economia no longo prazo.

4) Atividade: Segundo o Estado, economistas já projetam contração do PIB para 2015, reflexo da queda dos investimentos e da forte desaceleração no consumo. O pacote de ajustes da economia, os desdobramentos da Operação Lava-Jato e os riscos de racionamento de energia têm impacto direto no investimento em infraestrutura e no consumo das famílias. Nesse cenário, alguns bancos e consultorias já projetam um queda de até 0,5% no PIB, enquanto os mais otimistas estão com o crescimento próximo de 0,5% para este ano.

5) Petrobras: A Petrobras indicou ontem que pode incluir no seu balanço perdas com os contratos superfaturados e fraudulentos decorrentes do esquema de corrupção investigado pela operação Lava-Jato. A divulgação dos resultados financeiros da companhia está prevista para dia 27 de janeiro, após dois adiamentos.