Macroeconomia e mercado

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Alkol mira usinas do Brasil para etanol celulósico

Companhia inglesa acaba de colher cana produzida na Espanha para cliente da Dinamarca.

A companhia inglesa Alkol Biotech foca o setor sucroenergético brasileiro para expandir sua tecnologia de produção de etanol celulósico. “Há mais de 380 plantas de etanol no Brasil, todas utilizam bagaço como matéria-prima, mas também podem obter etanol celulósico”, diz Al Costa, CEO da Alkol.

As usinas brasileiras, assim, formam um nicho de mercado para trabalhar com a tecnologia da Alkol, baseada em enzimas e no híbrido de cana EUnergyCane, como é oficialmente denominada a tecnologia.

A Alkol começou a colher a primeira remessa de híbridos crescidos e prontos de cana-de-açúcar pela tecnologia EUnrgy cultivados na Espanha. O produto é o primeiro cliente da inglesa, especializado em tecnologia de etanol celulósico e com sede na Dinamarca.. (Jornal Cana 26/01/2015)

 

“Do jeito que está não dá para ficar”, diz produtor

“Do jeito que está, não dá para ficar”, desabafa o produtor Marcelo Baccega, fornecedor de cana associado da Canaoeste. “Estamos pagando para plantar cana-de-açúcar”.

Baccega participará do Movimento pela Retomada do Setor Sucronergético, programado para a partir das 7h30 desta terça-feira (27) em Sertãozinho.

Segundo ele, o Movimento é muito importante para tentar mobilizar as autoridades para encontrar saídas contra a crise do setor sucroenergético. (Jornal Cana 26/01/2015)

 

EUA importa menos e produz mais açúcar

A produção de açúcar nos Estados Unidos deverá chegar a 7,8 milhões de toneladas no ano fiscal 2014/2015, o que está acima do alimento fabricado no ano fiscal anterior (7,7 milhões de toneladas) e bem abaixo do alcançado em 2012/2013 (8,2 milhões de toneladas).

Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), o Ministério da Agricultura do governo americano, e integram a tabela em anexo a este post.

A produção local, no entanto, não é suficiente para atender ao mercado interno e os EUA seguem na importação de açúcar. No atual ano fiscal, a previsão é de importar 3,2 milhões de toneladas, abaixo dos 3,4 milhões de toneladas em 2013/2014 e acima das 2,9 milhões de toneladas em 2012/2013. (Jornal Cana 23/01/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Europa: O partido de extrema esquerda da Grécia, Syriza, venceu neste domingo as eleições legislativas do país. O Syriza conquistou 149 das 300 cadeiras do Parlamento, o bastante para tornar Alexis Tsipras primeiro-ministro, mas não o suficiente para governar sozinho. No entanto, o partido de extrema esquerda já está bem próximo de fechar uma aliança com um partido de direita, o Independent Greeks. Vale destacar que o Syriza é o primeiro partido anti austeridade a assumir o poder na zona do euro. Com a promessa de reestabelecer o benefícios sociais aos gregos, o partido assusta os mercados ao ameaçar romper compromissos financeiros formados dentro do bloco.

2) Europa: O líder do partido de esquerda Syriza e próximo primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, afirmou que não vai romper com os credores do país, mas reiterou que o povo grego votou pelo fim das medidas de austeridade e abolição da Troika. Segundo Tsipras, o governo vai apresentar aos credores o seu plano de ajuste fiscal de quatro anos, que irá substituir o elaborado pelo governo anterior.

3) Japão: Segundo ata da última reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ), todos os membros concordaram que a queda do preço do petróleo, embora reforce a tendência deflacionária no curto prazo, será um impulso adicional para a economia japonesa e para os preços no longo prazo.

4) Japão: Em dezembro, o Japão registrou déficit comercial de 660,7 bilhões de ienes, ante 891,9 bilhões de ienes em novembro, abaixo da previsão dos economistas, de saldo negativo de 735,1 bilhões de ienes. As exportações avançaram 13% em dezembro, na comparação anual, como consequência da forte desvalorização do iene frente ao dólar no período. Já as importações subiram 1,9%, na mesma base de comparação.

5) Europa: O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu para 106,7 em janeiro, de 105,5 em dezembro, ligeiramente acima da expectativa dos economistas, de 106,5. O subíndice sobre a expectativa das empresas para os próximos seis meses avançou para 102 em janeiro, de 101,4 em dezembro, enquanto o de condições atuais aumentou para 111,7, de 109,8.

Brasil

1) Atividade: As montadoras de veículos e indústria de autopeças registraram fortes prejuízos em 2014. As remessas de lucros do setor; um bom termômetro para a saúde financeira dessas companhias, caíram 73,1%, passando de US$ 3,29 bilhões em 2013, para US$ 884 milhões no ano passado. Além disso, um levantamento realizado pela Roland Berger apontou para um prejuízo de pelo menos US$ 2 bilhões nas montadoras em 2014.

2) Sistema Elétrico: Com a falta de chuva e as térmicas operando em plena capacidade, especialistas alertam que é cada vez maior a chance de racionamento. Segundo o consultor Mario Veiga, presidente da PSR Energy, o risco de ter um racionamento este ano já superou os 50%. Veiga ainda afirmou que o blecaute da semana passada evidencia erros na condução da politica energética no país , que levaram o sistema a um estado de grande fragilidade.

3) Focus: As perspectivas para inflação e crescimento econômico  para este ano pioraram.  Segundo o Boletim Focus, a mediana das previsões para o IPCA 2014 subiu de 6,67% na semana passada, para 6,99%. Já a mediana das projeções para o crescimento do PIB este ano recuou de 0,38%, para 0,13%.

4) Atividade: Segundo a FGV, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 6,7% em janeiro ante dezembro, para 89,8 pontos, frente 96,2 pontos no mês passado, atingindo o menor nível da serie histórica, iniciada em 2005. A deterioração do ICC dá sequencia à tendência observada ao longo do ano passado, e indica um aumento da preocupação dos consumidores com o mercado de trabalho e com a taxa de inflação.

5) Mercado de Crédito: Depois de liderar o movimento de redução nas taxas de juros, os bancos públicos têm elevado as taxas cobradas de seus clientes em um ritmo superior ao das instituições privadas, reduzindo a diferença entre as taxas cobradas. Segundo o Estado, com os sucessivos aumentos da taxa Selic e sem sinal de novas capitalizações do Tesouro Nacional, o governo não tem como pressionar os bancos públicos a seguir com a politica de juros baixos. No entanto, segue o entendimento por parte do governo de que as taxas cobradas na Caixa e Banco do Brasil não devem superar os juros praticados na concorrência.