Macroeconomia e mercado

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Mercado espera pelas novas regras do PSI

Bancos e clientes potenciais esperam por definições práticas em relação às linhas de crédito para compra de máquinas.

As medidas referentes ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI) foram anunciadas no fim de dezembro último pelo Governo federal, mas até a tarde desta segunda-feira (26) clientes potenciais (empresas e produtores) e mercado (instituições de crédito) ainda esperam por regras que coloquem em práticas as novas medidas.

No portal do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), administrador do PSI, está a informação de que as compras isoladas de máquinas e equipamentos só poderão ser aceitas pelas instituições autorizadas após essas receberem emissão de aviso do próprio BNDES.

Já em sites como o da Caixa Federal, que atua como agente liberador de créditos do PSI, as informações disponíveis são de antes das medidas anunciadas em dezembro. A taxa de juros, por exemplo, segue entre 4 a 8 por cento ao ano, quando, desde dezembro, ela variou para entre 6,5 a 11 por cento ao ano. (Jornal Cana 27/01/2015)

 

Clealco tem vagas para 86 profissionais

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A Clealco Açúcar e Álcool, com sede em Clementina (SP) e unidades em Queiroz e em Penápolis, também no interior paulista, contrata profissionais.

Segundo o portal da companhia na internet, são procurados profissionais de várias áreas, de analista de laboratório e de agricultura de precisão a fiscal de campo, entre outros.

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Fonte: (Jornal Cana 27/01/2015)

 

Canaviais da Tereos receberam 50% menos chuva em janeiro

O diretor da divisão de cana-de-açúcar do Grupo Tereos, Jacyr Costa Filho, afirmou nesta segunda-feira ao Broadacast que os canaviais da Guarani receberam apenas 50% da chuva prevista para o mês de janeiro. De acordo com o executivo, voltou a preocupação quanto ao desenvolvimento das plantas - em 2014 a estiagem afetou a produção no Centro-Sul.

Sobre o atual momento, Jacyr Costa diz que é cedo para um prognóstico para a safra 2015/16, que se inicia oficialmente em abril.

Sobre a reintrodução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na gasolina, Costa diz que a decisão do governo é "bem-vinda", por "reconhecer a importância do combustível renovável (etanol)". "Ainda é inferior, mas é uma sinalização (por parte do governo", destacou. A Cide voltará a incidir sobre a gasolina em R$ 0,22, menos que o R$ 0,28 por litro de quando foi criada, em 2001.

O executivo da Tereos disse também que a nova ministra da Agricultura, Kátia Abreu, é um nome importante para o setor sucroenergético. "É excelente. Conhece o agronegócio e manifestou preocupação com o etanol em seu discurso de posse."

Costa participa do lançamento, hoje em São Paulo, do Selo Energia Verde, desenvolvido pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) em acordo de cooperação com Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O Selo será entregue a empresas que utilizam pelo menos 20% de energia elétrica produzida de forma sustentável, como por cogeração em usinas de cana. (Agência Estado 26/01/2015)

 

Itaú capta R$ 1 bi para investir em água e energia renovável

O Itaú Unibanco fechou uma captação de cerca de R$ 1,05 bilhão para financiar projetos de energia renovável, eficiência energética, captação e tratamento de água e empreendimentos que contribuam para a redução dos impactos climáticos no Brasil. A operação conta com recursos da International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial para o desenvolvimento do setor privado, e outras três instituições internacionais: Mizuho, Bank of America Merrill Lynch e Commerzbank.

O dinheiro já está no caixa do Itaú Unibanco, que iniciou a análise dos primeiros pedidos de financiamento. A captação foi feita em duas tranches. A da IFC, de R$ 262 milhões, terá prazo máximo de pagamento de cinco anos. Os outros R$ 787 milhões dos bancos privados (sendo R$ 262 milhões cada) terão prazo para quitação de três anos. "Essa operação foi feita com um volume específico e direcionada a bancos comerciais que sabíamos que seriam nosso parceiros", afirmou a responsável pela área de Captações Externas do Itaú Unibanco, Carolina Amaral Camargo.

Segundo ela, na captação com prazo de três anos para pagamento, a taxa de juros que será paga pelo banco será de Libor (taxa de juros interbancária do mercado de Londres, equivalente ao CDI do Brasil) mais 1,2% ao ano e de Libor mais 1,4% ao ano, para o prazo de cinco anos. A taxa que será cobrada dos clientes do Itaú dependerá da análise do projeto e de risco credito.

A executiva destacou que, apesar de não poder informar os valores, haverá limite máximo para os financiamentos. O objetivo será pulverizar os recursos em um número maior de projetos.
Além disso, os empreendimentos que quiserem os recursos do banco terão de cumprir algumas regras da IFC na área socioambiental. Segundo a executiva responsável por Instituições Financeiras da IFC no Brasil, Ariane Di Iorio, num momento de crise energética como a que o Brasil enfrenta hoje, uma linha de crédito dessa natureza sempre é bem-vinda. "Nessas ocasiões, as pessoas sempre lembram do tema diversificação da matriz elétrica."

Segundo ela, a demanda por ativos que envolvem sustentabilidade, redução dos impactos climáticos e diversificação da matriz elétrica vem crescendo ano após ano. Ela destaca que em 2012, por exemplo, a emissão dos chamados "green bonds" (títulos verdes), para financiar iniciativas voltadas ao meio ambiente, estava na casa de US$ 2 bilhões; em 2013 já haviam subido para US$ 10 bilhões; e no ano passado, saltou para US$ 35 bilhões.

"A demanda para ativos em investimentos em projetos ligados ao meio ambiente tem aumentado muito. Hoje há fundos de pensão que fazem alocações vislumbrando esse tipo de métrica."

No Brasil, diz Ariane, a IFC já financiou US$ 1,7 bilhão para projetos ligados a melhorias de impactos climáticos. No mundo, são cerca de US$ 11 bilhões desde 2005. O banco brasileiro tem seguido essa mesma linha. Nos últimos três anos, o Itaú BBA, banco de atacado e investimento da holding Itaú Unibanco, estruturou e financiou mais de 42 projetos relacionados à geração de energia renováveis.

Um dos projetos financiados pelo banco é a Parceria Público-Privada (PPP) do Sistema Produtor São Lourenço, que tem o objetivo de ampliar a capacidade de produção de água tratada para a Região Metropolitana de São Paulo - que vive uma das piores crises de abastecimento da história. (O Estado de São Paulo 27/01/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) China: O lucro do setor industrial da China em dezembro atingiu 850,7 bilhões de yuans, queda de 8,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior, em mais uma indicação de que a economia chinesa está perdendo dinamismo. No acumulado de 2014, o lucro industrial subiu 3,3%, para 6,47 trilhões de yuans, crescimento mais fraco do que o registrado em 2013, de 12,2%.

2) Japão: O ministro da Economia do Japão, Akira Amari, afirmou que com a intensa queda do preço do petróleo, deve demorar mais de dois anos para que o Banco do Japão (BoJ) atinja a sua meta de inflação de 2%. O ministro ainda defendeu o BoJ argumentando que nem a autoridade monetária nem o governo japonês fizeram um compromisso rígido com um prazo para atingir a meta de inflação.

3) Reino Unido: O PIB do Reino Unido do quarto trimestre cresceu 0,5% ante o trimestre anterior, e 2,7% no comparativo com o mesmo período de 2013, ligeiramente abaixo das previsões dos analistas, de alta trimestral de 0,6%, e de expansão anual de 2,5%. Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (ONS), a desaceleração do crescimento econômico foi resultado da retração nos setores de produção industrial e construção civil.

4) Rússia: A agência de rating Standard & Poor’s (S&P) rebaixou a nota de crédito de longo prazo em moeda estrangeira da Rússia para BB+, de BBB-, com perspectiva negativa. Com isso, o rating do país passou de grau de investimento para o grau especulativo. Segundo nota, o rebaixamento reflete a visão da agência de que a flexibilidade da política monetária no país tornou-se mais limitada e que suas perspectivas de crescimento econômico enfraqueceram.

Brasil

1) Educação: Os grandes grupos de ensino superior do país querem um compromisso formal do governo de que os repasses do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) de agosto a dezembro, que não serão pagos este ano, voltem a ser pagos em 2016, corrigidos pelo IGP-M. Segundo o Valor, o mecanismo de financiamento do ensino superior do país mudou. Até agora, o Ministério da Educação (MEC) fazia mensalmente os repasses para as instituições de ensino. No entanto, este ano, o Fies só honrará as mensalidades até julho. O restante será pago em 2016, sendo que as regras desses repasses ainda não foram definidas.

2) BNDES: De acordo com o Valor, o BNDES está mais rigoroso na concessão de empréstimos para empresas investigadas na operação Lava-Jato. A reportagem destacou que uma empresa de infraestrutura reportou dificuldades para obter um empréstimo, já que o BNDES estaria pedindo garantias não usuais.

3) Fiscal: O governo deve ceder às centrais sindicais e rever parte das mudanças nas regras do seguro-desemprego. Segundo a Folha, a percepção da equipe de Dilma Rousseff é de que, sem alterações, a medida provisória que restringe os benefícios não será aprovada no Congresso Nacional. Ainda de acordo com a reportagem, o governo estuda revisar o período de carência para a concessão do beneficio na primeira solicitação feita ao trabalhador. As centrais sindicais consideram que as novas regras de carência prejudicam principalmente os jovens, em um período de elevação da taxa de desemprego.

4) Preços: O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) registrou alta de 1,27% na terceira quadrissemana de janeiro, ante 0,87% no segunda leitura do mês, acima da mediana das projeções, de avanço de 1,14%. Na terceira leitura deste mês, destaque para a aceleração dos preços de Alimentação, Transportes, Saúde e Educação.  

5) Atividade: O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 6,1% em janeiro na comparação com dezembro, para 90,8 pontos, pior nível da série histórica, iniciada em julho de 2010. Em janeiro, o recuo do índice decorreu tanto da piora da percepção em relação à situação atual, quanto da expectativa para os próximos meses, indicando uma continuidade do movimento de redução da atividade e do emprego no setor.

6) Atividade: Com a crise nas montadoras e 68% da produção voltada ás fabricantes de veículos, as autopeças fecharam 19 mil postos de trabalho no ano passado. Agora, o setor emprega 201 mil trabalhadores, o menor contingente desde 2009. As montadoras, também demitiram 12,4 mil empregados em 2014, registrando o maior número de dispensas em 16 anos. Sem perspectiva de recuperação, a expectativa dos setores ligados à indústria automobilística é de que as demissões continuem este ano, como uma forma de adequar a produção às vendas.