Macroeconomia e mercado

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Cada hectare paulista recebe 13 milhões de litros de chuva por ano

Milhões de litros de água produzidos por hectare vão para outros usos.

Entre 12 a 13 milhões de litros de chuvas são registrados por hectare paulista ao ano. Umas mais, outras menos, as diversas culturas agrícolas paulistas ‘produzem’ por hectare e por ano os milhões de litros de água que vão para outros usos.

As informações são de texto do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Conforme o estudo, dos totais de águas enviados pela agricultura paulista cerca de 10% vão diretamente para os cursos d’água e o restante é liberado paulatinamente para alimentação dos lençóis freáticos, e depois para os usos correntes.

Grosso modo, emenda o texto, o escorrimento superficial no Estado de São Paulo é de cerca de 3 bilhões de metros cúbicos por ano, suficientes para abastecer uma população de 45 milhões de pessoas com um consumo médio de 200 litros por dia (a ONU propõe um consumo diário de 110 litros por pessoa).

‘Note-se que esses 3 bilhões de litros são apenas 10% da água que é infiltrada (oferta de água) e que será disponibilizada para consumo ao longo do ano’, acrescenta.

E finaliza: “verifica-se, portanto, que, longe de ser a vilã na questão da água, a agropecuária é perfeitamente sustentável do ponto de vista hídrico, e é a grande produtora de água para outros usos sociais, não sendo, de modo algum, fator de escassez de água.” (Jornal Cana 28/01/2015)

 

Fiji Sugar Corporation investe em logística da cana-de-açúcar

Companhia visa redução de perdas pós-colheita da cana-de-açúcar.

Para facilitar o transporte de cana de açúcar em Fiji, a companhia Fiji Sugar Corporation (FSC) comprou sete novas locomotivas para transportar a matéria-prima de seus fornecedores até a indústria.

A implantação destas máquinas pretende reduzir as perdas pós-colheita da cana, que chegava à usina com menor qualidade, devido ao longo tempo de espera até ser processada. (Jornal Cana 28/01/2015)

 

Açúcar volta a cair e reverte ganhos de segunda-feira 

Os preços do açúcar voltaram a cair ontem (27) após a alta desta segunda-feira (26) no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, a commodity teve retração de 19 pontos no vencimento março/15, cotada a 15,16 centavos de dólar por libra-peso. Na tela maio/15, o açúcar também caiu 19 pontos e foi negociado a 15,49 centavos de dólar por libra-peso.

Em Londres, o açúcar também teve recuo ontem. No lote março/15, ele foi comercializado a US$ 394,00 e caiu 3,80 dólares. No vencimento maio/15, a desvalorização foi de 3,10 dólares.

Os especialistas consultados pelo Jornal Valor Econômico disseram que a baixa é resultado de uma tentativa de realização de lucros por parte dos fundos. Do lado dos fundamentos, há um certo alívio diante das recentes chuvas no Centro-Sul do Brasil, mas ainda se considera que os volumes de precipitações são insuficientes para garantir uma boa safra. Porém, ainda há muito açúcar armazenado nos estoques globais, especialmente na Tailândia, segundo maior exportador mundial.

Mercado interno

Segundo índices do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), da USP, a saca de 50 quilos do tipo cristal foi cotada a R$ 50,91, baixa de 0,51%. Depois de recuar por 15 dias consecutivos, nos últimos sete dias, os preços do açúcar cristal no mercado spot paulista voltaram a subir, de acordo com os pesquisadores do Cepea/Esalq.

No início da semana passada, as usinas ainda estiveram flexíveis para baixar os valores mas, nos dias seguintes, adotaram postura mais firme, passando a aumentar os preços pedidos. A demanda tem seguido estável desde o início do mês, e mantendo constante a liquidez no mercado à vista de açúcar neste período de entressafra. Segundo dados do Cepea, os volumes negociados não representam quantidades expressivas.

Etanol

Os preços do etanol hidratado tiveram mais um dia de alta. De acordo com os índices da Esalq/BVMF, o biocombustível foi comercializado a R$ 1.333,50 o metro cúbico e alta de 0,26% no comparativo com a véspera.

Após ficarem praticamente estáveis desde o início de janeiro, os preços do etanol hidratado saltaram na última semana no mercado paulista.

O impulso veio com o anúncio de mudanças na tributação da gasolina C, que elevará o preço do litro do combustível em 22 centavos a partir de 1º de fevereiro. Dessa forma, espera-se aumento na demanda por etanol, que ficaria mais competitivo. De acordo com pesquisadores do Cepea, na última semana, distribuidoras já começaram a reforçar seus estoques. (UDOP 28/01/2015)

 

Governo do DF anuncia redução do ICMS para o etanol

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou nesta terça-feira (27) um pacote de medidas para tentar reduzir despesas e minimizar a crise financeira do Distrito Federal. As ações incluem aumento de impostos e o fim de isenções.

A proposta, se aprovada, reduzirá o ICMS sobre etanol de 25% para 19%. Já a alíquota da gasolina deve ter aumento, de 25% para 28%, assim como o diesel, que passa de 12% para 15%.

Na última semana a gasolina no Distrito Federal foi vendida por R$ 3,173, já o etanol alcançou uma média de R$ 2,48, paridade de 78,2%. A região utiliza 2,19% de todo o etanol e gasolina consumida no Brasil.

Outras propostas

Outra proposta do governador é o fim da isenção do IPVA para carros zero-quilômetro no momento da compra e aumento no número de parcelas para pagar o imposto –de três para quatro. A mudança passa a valer já neste ano.

Dentre 21 medidas anunciadas, 13 devem entrar em vigor ainda neste ano, segundo o governo. As demais ainda dependem de aprovação da Câmara Legislativa –neste caso, passam a valer em 2016.

As propostas incluem mudanças na cobrança da taxa de limpeza urbana, que passa a ser proporcional à área, aumento do IPTU de até 20% e reajuste no ICMS de combustíveis e telefonia. Também estão previstas a redução do ICMS de medicamentos genéricos e alimentos.

Segundo o governo, a expectativa é que as primeiras medidas tragam um impacto de R$ 400 milhões nas contas públicas ainda neste ano. A administração também estima um aumento de R$ 800 milhões na receita em 2016. (Agência Estado 28/01/2015)

 

Governo pode usar Desenvolve SP para estimular produção de energia de biomassa

O secretário de Energia de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, revelou nesta segunda-feira, 26, que o governo paulista pode utilizar recursos do Desenvolve SP para estimular a produção de energia a partir da biomassa.

A Desenvolve SP financiaria projetos de interligação de usinas sucroalcooleiras a centros coletores e de distribuição de energia. O investimento seria feito pela iniciativa privada.

"Estamos tentando, em parceria com uma distribuidora, estabelecer uma correlação entre ela e todas as usinas que estão relativamente próximas a ela. Para que, então, possamos construir um modelo de interligação entre a energia de biomassa que será gerada e uma estação capaz de fazer a transformação dessa energia para a alta tensão", revelou o secretário. A região Nordeste de São Paulo é candidata natural a receber um projeto dessa natureza, em função da grande concentração de usinas. O valor de um projeto dessa natureza não foi estimado pelo secretário.

Meirelles defendeu o modelo e o consequente estímulo adicional à geração de energia a partir da biomassa. "A safra vai de abril a novembro, justamente no período de pico da seca, que vai de junho a agosto. A biomassa é um complemento muito importante (ao sistema elétrico brasileiro)", salientou o secretário. Estimativas do governo estadual, coletadas junto à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), indicam que a capacidade de energia gerada pela indústria sucroalcooleira poderia ser adicionada em mais 2.000 MW.

"Muitas usinas que estão em São Paulo, assim como em outros Estados como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás, nem sempre estão próximas às linhas de alta tensão. Por isso temos um problema. As usinas podem fazer projetos de retrofit, de forma que obtenham máxima produtividade, mas ainda precisam dessa conexão", explicou Meirelles. A indústria de biomassa respondeu por 4% da energia gerada no Brasil em 2014, de acordo com estimativas da Única.

Meirelles participou do lançamento do Selo Energia Verde, desenvolvido pela Unica em acordo de cooperação com Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O Selo será entregue a empresas que utilizam pelo menos 20% de energia elétrica produzida de forma sustentável, como por cogeração em usinas de cana. O evento ocorre em São Paulo.

Por Estadão Conteúdo (26/01/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mundo

1) Austrália: O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da Austrália registrou alta de 1,7% no quarto trimestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado, levemente abaixo da expectativa dos analistas, de 1,8%. Já na comparação trimestral, o indicador avançou 0,2%, também ligeiramente abaixo da projeção do mercado, de 0,3%.

2) Europa: O índice de confiança do consumidor da Alemanha, calculado pelo Instituto Gfk, subiu para 9,3 em fevereiro, de 9 em janeiro, acima da previsão dos economistas, de alta para 9,1. Vale destacar que este é o maior nível do índice desde novembro de 2001.

3) Europa: O índice de confiança do consumidor da França ficou estável em 90 em janeiro ante dezembro, mantendo o nível mais alto do indicador desde junho de 2012.

4) Europa: O primeiro ministro recém eleito da Grécia, Alexis Tsipras, afirmou que está pronto para negociar com seus credores e encontrar uma solução justa e viável. Tsipras ainda disse que o objetivo não é confrontar os credores, mas sim restaurar a economia grega através do corte de gastos desnecessários, combate a corrupção, fim do clientelismo e redução do desemprego.

5) Rússia: O ministro das Finanças da Rússia, Santon Siluanov, afirmou que a forte queda do preço do petróleo pode ter um impacto negativo de US$ 200 bilhões na conta corrente do país. Além disso, as sanções impostas por alguns países a Moscou, somadas ao recuo do preço do petróleo, devem levar a economia russa à uma contração de mais de 4% este ano. Nesse cenário, o ministro propôs um corte de 10% no orçamento para 2015, com o objetivo de chegar a um resultado equilibrado em 2017.

Brasil

1) Governo: Na primeira reunião ministerial de seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff defendeu as medidas fiscais anunciadas pela nova equipe econômica, destacando que o ajuste é necessário para dar sequência ao projeto iniciado em 2003. Ainda segundo a presidente, as medidas de restrição ao acesso a benefícios previdenciários e trabalhistas não tiveram cunho fiscal, mas sim caráter corretivo.

2) São Paulo: Segundo o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, se não houver chuva suficiente e as obras programadas pela Sabesp não ficarem prontas antes do esgotamento dos reservatórios, a Grande SP pode ter cinco dias com rodízio por semana.

3) Fiscal: Segundo o Estado, o governo superestimou em quase 40% a redução nos gastos públicos com as mudanças nas regras de concessão de benefícios previdenciários e trabalhistas este ano. Com as novas regras, a nova equipe econômica tinha anunciado uma economia de R$ 18 bilhões, no entanto, R$ 7 bilhões que viriam com as restrições ao pagamento do abono salarial devem ficar de fora da conta neste ano. O Ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que as novas regras para o acesso aos benefícios do abono salarial só entrarão em vigor em 2016.

4) Petrobras: Sem um consenso do Conselho de Administração da Petrobrás com relação ao valor das baixas contábeis, a estatal divulgou nesta madrugada o balanço do terceiro trimestre do ano passado sem ser auditado e sem baixas contáveis. Entre julho e setembro, o lucro líquido consolidado somou R$ 3,087 bilhões, queda de 38% ante o segundo trimestre. O Ebtida ajustado totalizou R$ 11,735 bilhões no terceiro trimestre de 2014, registrando recuo de 28%. Segundo a estatal, a divulgação das demonstrações contábeis tem o objetivo de atender as obrigações da companhia em contratos de divida e facultar o acesso às informações ao público de interesse.

5) Crédito: O estoque total de crédito cresceu 11,3% em 2014, menor percentual desde 2003, segundo dados do Banco Central. Esta desaceleração no crédito, provocada principalmente pelo enfraquecimento do desempenho econômico, só não foi maior devido ao desempenho dos banco públicos, que lideraram a liberação de recursos pelo sétimo ano consecutivo. Instituições públicas encerraram 2014 com 53% da participação de mercado, maior percentual desde 1998. Além disso, apesar da elevação das taxas de juros no ano passado, a taxa de inadimplência média do mercado recuou para 2,9%, ante 3,0% em 2013.