Macroeconomia e mercado

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Associados vão substituir ex-ministro na Unica

Ex-ministro deixa cargo na instituição, nega crise com dirigentes.

Empresários associados e integrantes do Conselho da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) irão assumir, em esquema de revezamento, a presidência do Conselho da instituição. A definição, apurada pelo JornalCana, deverá ser anunciada nesta semana, com a saída do presidente do Conselho, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

Segundo fontes próximas ao ex-ministro, ele nega que sua saída seja por divergências com a presidenta da Unica, Elizabeth Farina. Mas as relações entre os dois vinha em ritmo conturbado há algum tempo. Rodrigues, por exemplo, critica o fato de as montadoras de veículos não terem assumido projetos de desenvolvimento de motores a etanol mais eficientes.

A Anfavea, representante das montadoras, levou a frente, junto com entidades representativas do setor sucroenergético, a bandeira de ampliar de 25% para 27% a presença de etanol anidro na gasolina. (Jornal Cana 03/02/2015)

 

Unica se diz surpreendida com decisão de Rodrigues de deixar entidade

A União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) divulgou nota na noite desta segunda-feira, 2, na qual afirma ter sido "surpreendida" com a decisão "pessoal" do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues de deixar o cargo de presidente do conselho deliberativo da entidade.

"Rodrigues cumpriu parte importante de sua missão de aumentar a competitividade do setor sucroenergético, com a volta da Cide e o aumento do PIS/Cofins na gasolina e no diesel, além do aumento da mistura de etanol na gasolina", afirma na nota. A entidade acrescenta que aguardará decisão do conselho deliberativo sobre quem assumirá o cargo. (Agência Estado 03/02/2015)

 

Preço do açúcar recua mais de 2% no início de 2015

Os preços do açúcar cristal recuaram em janeiro no mercado spot paulista, de acordo com dados do Cepea. Na sexta-feira, 30, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal (mercado paulista), cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 51,00/saca de 50 kg, com queda de 2,13% no acumulado do mês.

As negociações envolveram volumes pouco expressivos nos últimos dias, devido ao período de entressafra. Porém, a liquidez se manteve constante em praticamente todo o mês de janeiro. A

consultoria Datagro indica que, apesar da falta de chuvas no Brasil, o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar é regular, de forma que a moagem para a próxima safra (2015/16) pode ter aumento de 2,5%, totalizando 584 milhões de toneladas na região Centro-Sul.

Dados da consultoria mostram também que a produção brasileira de açúcar deve se manter estável, em torno de 32 milhões de toneladas. (Cepea / ESALQ 03/02/2015)

 

Preço do etanol na usina continua subindo no mercado spot paulista

Os preços dos etanóis seguem em alta no mercado spot em São Paulo, de acordo com informações do Cepea.

Além do período de entressafra, a demanda elevada, devido à maior tributação sobre a gasolina, impulsionou as cotações dos etanóis anidro e hidratado na semana passada.

Entre 26 e 30 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado (estado de São Paulo) fechou a R$ 1,3872/litro (sem impostos), alta de 1,9% em relação à semana anterior.

Quanto ao anidro, a média do Indicador Cepea/Esalq (estado de SP), de R$ 1,4859/l, subiu 1,5% sobre o período anterior. (Cepea / ESALQ 03/02/2015)

 

Se adição fosse de 27,5%, seriam vendidos 1,250 bilhão de litros

Usinas deixarão de disponibilizar 250 milhões de litros por ano por conta da adição menor que o projetado.

Se a nova mistura de etanol anidro à gasolina fosse de 27,5%, e não de 27%, como ficou acertado entre Governo federal e representantes de montadoras e do próprio setor sucroenergético, seria necessário um volume anual de 1,250 bilhão de litros para atender à nova adição.

Como a nova mistura, a ser anunciada nesta terça-feira (3) pela presidenta da República, Dilma Rousseff, ficou em 27%, o consumo extra será de 1 bilhão de litros por ano. A estimativa de volume foi divulgada na segunda-feira (2) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Conforme relato da Anfavea (representante das montadoras), a redução para 27% foi por uma ação de defesa ao consumidor, uma vez que as provetas de verificação de qualidade instaladas nas bombas de combustível não permitem leitura de números fracionados. (Jornal Cana 03/02/2015)

 

Nova mistura de etanol permite conter novas altas da gasolina

Isso porque o derivado da cana-de-açúcar custa menos do que o combustível feito do petróleo, diz Renato Cunha.

A nova mistura de etanol anidro na gasolina, que passará de atuais 25% para 27% ainda neste mês, ajudará a reduzir o preço do derivado de petróleo.

“[A nova adição] vai impedir uma maior intensidade de aumentos na gasolina, já que a elevação da mistura ocorrerá com o anidro, que tem preços melhores do que a gasolina”, diz Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE).

Desde o último domingo (1), o litro da gasolina já é comercializado na média por R$ 3,20 em várias regiões do país.

Conforme Cunha, o aumento da mistura “vai melhorar a qualidade da gasolina, que se torna menos poluente.”

A previsão é de que a presidenta Dilma Rousseff anuncie oficialmente nesta terça-feira (03) sobre a nova mistura de anidro. (Jornal Cana 02/02/2015)

 

FMC Corporation adquire direitos globais de novo herbicida

A FMC Corporation (NYSE:FMC) anunciou hoje que adquiriu todos os direitos globais de um novo e patenteado herbicida da Kumiai Chemical Industry Co., Ltd., e Ihara Chemical Industry Co., Ltd.

O novo herbicida é altamente eficaz no controle de plantas daninhas de folhas largas e será desenvolvido inicialmente para uso em milho, cereais, soja e cana-de-açúcar em países-chave em todo o mundo.

"Estamos muito satisfeitos com as perspectivas desta nova molécula dado o seu potencial em muitas culturas, flexibilidade de aplicações e oportunidades de combinações", disse Mark Douglas, presidente de FMC Agricultural Solutions. "Esta aquisição dá continuidade à nossa parceria estratégica com Kumiai e Ihara, duas importantes empresas de pesquisa que desenvolveram um rico pipeline para novos defensivos agrícolas fundamentais para aumento da produção de alimentos”.

"A organização global da FMC irá desenvolver todo o potencial desta nova molécula, parte de uma robusta linha de seis novos ingredientes ativos que inclui outros herbicidas, inseticidas e fungicidas", disse Douglas. "Este núcleo de canais de novos ingredientes ativos é complementado pelo nosso desenvolvimento de defensivos agrícolas biológicos, tecnologias de tratamento de sementes e novas formulações com fortes perfis de sustentabilidade".

Kumiai e Ihara descobriram a molécula em seus laboratórios de pesquisa e se associaram com a FMC durante os últimos dois anos para avaliar e desenvolver o potencial comercial para este novo ingrediente ativo. A FMC detém todos os direitos intelectuais de patente sobre a nova molécula. Os termos do acordo não foram divulgados. (Assessoria de Imprensa 02/02/2015)

 

Mercados Hoje

Grécia mostra discurso mais ameno, e bolsas sobem: Na Europa, um início de sessão positivo: os mercados acionários operam em alta, após roadshow do ministro das Finanças grego por capitais europeias. Yanis Varoufakis foi a Londres ontem, e estará em Roma hoje, participando de reuniões com autoridades e investidores institucionais. Ainda que não tenha conquistado apoio dos alemães, mostra um discurso mais ameno, e o chamado “Grexit” – termo utilizado para fazer referência à possível saída do país da zona do euro – parece, ao menos por enquanto, uma opção menos provável. Os juros dos títulos gregos recuam forte.

No exterior, commodities se recuperam: O petróleo, por exemplo, segue mostrando recuperação desde a última sexta-feira, dia 30. O WTI e o Brent, respectivamente, chegaram a superar a marca de US$50/barril e US$55/barril. Como um todo, o quadro é mais favorável para ativos de risco no exterior.

No Brasil: A produção industrial de dezembro registrou queda pouco acima da esperada, corroborando projeções de contração da atividade. Dados da Fenabrave também apontam para cenário de desaceleração: as vendas de autoveículos recuaram em janeiro. Do lado positivo, e mais importante para os movimentos dos mercados no dia de hoje, jornais trazem notícias envolvendo a possível troca da presidente da Petrobras, e da divulgação de balanço auditado em breve.

Diante de um cenário externo que se mostra favorável para ativos de risco, commodities em alta, e rumores de estímulos na economia chinesa, o Ibovespa deve continuar recuperação, após quedas expressivas em janeiro. Vale lembrar: Itaú divulgou números acima do esperado, após fechamento de mercado de ontem. A menor percepção de risco no exterior também deve contribuir para pressões de baixa no dólar e juros futuros, após altas de ontem. Vale ressaltar: desde a última sexta, dia 30, o real é destaque de queda dentre as moedas de emergentes.

Carta do dia

Brasil: Os dados “macro” seguem apontando para a desaceleração econômica à frente. Já está na conta, e só um racionamento mais claro é que colocará pressão adicional sobre as projeções de atividade. Do lado da inflação, proposta do governo veiculada nos jornais de hoje deve trazer nova pressão adicional sobre a inflação. No campo das especulações, possíveis mudanças na Petrobras devem contribuir, junto com o cenário externo mais favorável, para um dia mais positivo em bolsa, e redução da percepção de risco.

Produção industrial recua em dezembro

De acordo com o IBGE, a produção industrial recuou 2,7%, na comparação com dezembro de 2013, contra expectativa de queda de 2,6%. Esta foi a décima taxa negativa consecutiva. Na comparação com novembro, a produção recuou 2,8%, pouco acima dos esperados 2,5%, e acelerando deterioração. Em novembro, vale lembrar, a produção havia recuado 1,1%. No acumulado de 2014, a atividade industrial recuou 3,2% frente a 2013. Em 2012, a produção recuou 2,3% e, em 2013, registrou alta de 2,1%.

A conta de luz ficará (ainda) mais cara

O governo prepara mais um aumento da energia, visando solucionar o problema de caixa das distribuidoras ao longo do ano. Segundo o Valor, o decreto que determina aumento de aproximadamente 50% no caso de bandeira vermelha – nível tarifário utilizado quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos e exigem o uso intensivo das usinas térmicas – está na mesa da presidente Dilma. O MWh passaria de R$30 para R$45, e a mudança poderia começar a valer a partir de março. O impacto sobre o IPCA seria entre 0,1 e 0,12 pontos percentuais.

Governo planeja diluir pagamento de abono salarial

Segundo matéria da Folha, o governo decidiu diluir o pagamento do abono salarial do PIS em 12 meses (atualmente, é concedido em quatro, ao longo do 2º semestre). Se a medida passar a vigorar neste ano, o governo pode economizar R$5 bilhões. Registre-se: a medida não está nas MPs que alteram os benefícios trabalhistas.

Em mensagem ao Congresso, Dilma fala dos próximos passos e afirma: “não promoveremos recessão e retrocessos”

Dilma reafirmou o compromisso com o superávit primário de 1,2% do PIB neste ano, mas também garantiu a continuidade dos programas sociais. Sobre o rombo das contas públicas em 2014: segundo ela, foi para combater os efeitos adversos da redução expressiva do crescimento mundial e o choque dos alimentos, devido ao regime de chuvas. À frente: seu governo deve focar no aumento da pauta e dos destinos das exportações; vai fazer a concessão de 2.625 quilômetros de rodovias; e lançará neste ano a terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, com mais de três milhões de moradias nos próximos quatro anos. Sobre a recessão: é cada vez mais provável, e nas próximas semanas o mercado pode continuar revisando para baixo o crescimento do PIB neste ano.

No Valor de hoje, matéria comenta o discurso de Dilma.

Ainda nesta semana: Lula deve pedir à Dilma que tire Graças da Petrobras

Segundo matéria da Folha, Lula deve ter conversa particular com Dilma nesta sexta-feira, em Belo Horizonte. Os dois estarão na festa de comemoração do aniversário de 35 anos do PT. De acordo com interlocutores do ex-presidente, deve ser feito pedido para afastar Graça Foster da presidência da estatal.

Balança comercial: 2015 começa com déficit

Segundo dados do MDIC (divulgados ontem à tarde), janeiro registrou déficit de US$3,2 bi. Em janeiro de 2014, o déficit havia sido de US$4,1 bi. Considerando a média diária entre os períodos, as importações recuaram 12%, enquanto as exportações recuaram 10,4%. A queda da quantidade de petróleo importada, somada à queda dos preços, contribuiu para o déficit menor, e surpreendeu: a média diária das importações se reduziu em 81,7%, na comparação com janeiro de 2014, e 84,2%, contra dezembro. Sobre as exportações: manufaturados recuaram 14,3%, na comparação com janeiro do ano passado, enquanto os produtos básicos contraíram 11,1%, com destaque para a queda de 49,5% nas exportações de minério de ferro, impactadas pela queda dos preços.

PMI industrial avança em janeiro, e empresas reportam custos mais elevados

O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial passou de 50,2 em dezembro para 50,7 em janeiro. Portanto, segue sinalizando expansão muito moderada à frente. Alguns pontos relevantes: pela primeira vez em cinco meses foi reportado um aumento da produção; mas os empregos seguem estagnados. Além disso, as empresas reportaram aumento dos custos, muito por conta da depreciação cambial recente. Sobre a pressão inflacionária: acelerou, e atingiu a máxima dos últimos dez meses. Lembramos: na sexta-feira, sairá o IPCA de janeiro, com expectativas de forte alta (+1,25% M/M e +7,14% A/A).

Fenabrave: venda de autoveículos recua em janeiro

As vendas de autoveículos recuaram 3,7% na comparação com dezembro. Ainda assim, vale pontuar: o desempenho das vendas foi muito diferente entre as categorias. Recuou 27,8% a venda de caminhões, 6,7% a de automóveis e 2,5% a de comerciais leves. Do lado positivo: avançou 29% a venda de ônibus.

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

O dólar fechou em alta pela 4ª sessão consecutiva, puxado pelas declarações da última sexta-feira de Joaquim Levy, dos dados da balança comercial de janeiro e da percepção de piora dos fundamentos locais. O mercado revisou a projeção de crescimento de 2015 para algo próximo de zero, e a da inflação superou a marca dos 7% pela primeira vez. Na BM&F, os juros futuros também foram pressionados para cima. Em bolsa, ações da Petrobras e siderúrgicas contribuíram para a alta, diante da recuperação do petróleo e da perspectiva de estímulos na economia chinesa.

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa segunda-feira tivemos um bom dia de alta depois do teste do suporte em 47.000. O fechamento foi um pouco acima do nível de 47.500, mas ainda não podemos dizer que esse nível foi rompido, já que agora funciona como resistência. A perda do nível de 47.000 deixará a situação bem negativa. [texto retirado do relatório Panorama Técnico.

Cenário Externo: em dia de poucos dados de relevância na Europa, os mercados se concentram nos desdobramentos envolvendo a Grécia e credores internacionais. Por enquanto, tudo indica que o desfecho será positivo, e uma saída do país da zona do euro é um cenário mais improvável. O dia deve manter tom mais favorável para ativos de risco. Nos EUA, devemos ter dados da indústria hoje: as encomendas de dezembro devem registrar novo recuo, mas por enquanto não altera a percepção de crescimento acima do seu potencial nos próximos trimestres.

Grécia: à espera de um acordo

Os mercados têm reagido de forma positiva, desde ontem, às novidades em torno do possível acordo com credores internacionais. O novo governo, liderado não só por Alexis Tsipras, o novo-ministro, mas também pelo ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, propôs trocar sua dívida por novos títulos atrelados ao crescimento do país, segundo matéria do jornal britânico Financial Times, ontem à noite. 

EUA: renda pessoal avança, gastos recuam

Enquanto a renda pessoal avançou 0,3% em dezembro, na comparação com novembro, os gastos pessoais recuaram 0,3% no mesmo tipo de comparação. Vale ressaltar: o mercado esperava avanço menor para o primeiro (0,2%) e recuo menor para o segundo (-0,2%). Em suma, vemos que o consumo desacelerou marginalmente no final de 2014, mas o poder de compra das famílias continuará aumentando, também por conta da queda dos preços do petróleo. Repetimos comentário de ontem: parte dos americanos ainda se mostra reticente em gastar mais, e tem optado por poupar ou pagar dívidas anteriores. Ainda assim, espera-se que os salários comecem a subir à frente.

EUA: indústria parece ser afetada pelo fortalecimento do dólar, e desaceleração global

O índice ISM da indústria desacelerou. O índice de dezembro foi revisado para baixo (passou de 55,5 pontos para 55,1), e atingiu 53,5 em janeiro, contra os esperados 54,4. Em suma, reflete não só o fortalecimento do dólar, mas também a demanda externa mais fraca. O ISM inclui na sua pesquisa muitas empresas grandes que geralmente também são exportadoras. No atual cenário, começamos a ver algo que há alguns meses antecipamos: empresas menores, voltadas para o consumo interno, devem começar a ter desempenho melhor que os grandes. O índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria também foi divulgado hoje: o dado final de janeiro ficou em 53,9 pontos, e também mostra desaceleração no final de 2014.

Austrália: banco central corta juros

O banco central australiano anunciou nesta terça-feira a redução da taxa básica de juros, de 2,50% para 2,25% ao ano. O corte é feito após 18 meses sem alterações e surpreendeu o mercado. Em dezembro do ano passado, vale ressaltar, o BC havia dito que o país passava por “um período de estabilidade nas taxas de juros”. Com isso, espera-se conter a queda dos preços e impulsionar a economia.

Empresas

Itaú: O Itaú divulgou o resultado do terceiro trimestre de 2014 (4T14). Em linhas gerais, o resultado foi muito forte, com robusto crescimento e manutenção de rentabilidade. A qualidade da carteira de crédito manteve-se saudável. O ponto de atenção fica para os próximos resultados que já apontam para uma piora, em função da rápida deterioração econômica. O banco manteve-se cauteloso na concessão de crédito: diminuiu a meta de crescimento de 2015 (em relação à 2014) e aumentou o nível de provisões.

O lucro líquido no 4T14 ficou em R$ 5,52 bilhões (+18,8% A/A), 3% acima das projeções do mercado de R$ 5,37 bilhões. Em 2014, o lucro líquido ficou em R$ 20,24 bilhões (+29% A/A). Em 12 meses, o crescimento da carteira de credito foi mais modesto de 9,8% e sem levar em consideração a variação cambial ficou em 8%.

O destaque positivo ficou para o ROE de 24% no 4T14 (+3 bps T/T). Em 2014 o ROE ficou em 23,5% (+28 bps). A manutenção da margem do spread líquido (NIM) do banco também foi interessante ficando em 7,9%.

Já o destaque negativo ficou para a provisão complementar de R$ 668 milhões no trimestre. Em 2015, as despesas com provisões devem somar entre R$ 13 e R$ 15 bilhões. E projeta-se uma alta de 6,5% a 8,5% nas despesas não decorrentes de juros.

A qualidade da carteira de credito seguiu trajetória de melhora: a inadimplência de 15 a 90 dias ficou em 2,5% (-0,1% T/T) e acima de 90 dias ficou em 3,1% (0,1% T/T).