Macroeconomia e mercado

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Embrapa e ABAG avaliam emissão de gases pela cana

Levantamento junto a unidades checará impacto do uso de combustíveis fósseis na produção agrícola.

Qual a contribuição das emissões de gases de efeito estufa associados à produção agrícola do setor sucroenergético? A resposta estará em trabalho da Embrapa Monitoramento por Satélite, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (ABAG-RP).

A ABAG-RP já realizou levantamento sobre a dinâmica do carbono no setor sucroenergético, que é utilizado no trabalho da Embrapa.

“Para que o etanol seja considerado um combustível renovável, é essencial determinar qual a contribuição das emissões de gases de efeito estufa associadas diretamente a produção agrícola”, diz o pesquisador da Embrapa, Carlos Roquim.

No plantio, nos tratos culturais e na colheita da cana-de-açúcar são consumidos combustíveis fósseis pelo maquinário agrícola que geram emissões de gases de efeito estuda (GEE).

“É preciso, portanto, fazer um balanço dos GEE para se avaliar quais os resultados líquidos no ciclo agrícola de produção da cana-de-açúcar”, emenda ele.

O próximo passo do trabalho será formatar questões a serem respondidas por gestores das unidades produtoras de cana-de-açúcar. (Jornal Cana 04/02/2015)

 

Encontro de governadores para discutir setor sucroenergético é adiado

O encontro entre governadores de alguns Estados produtores de etanol, marcado inicialmente para esta quarta-feira, 4, foi adiado para depois do carnaval, ainda sem data definida. A informação foi repassada ao Broadcast pelo presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha.

A reunião tinha como propósito discutir a criação da Frente dos Governadores dos Estados Produtores de Cana-de-Açúcar e teria a participação de representantes de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, de Alagoas e do Paraná.

A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo, denominado "Governança Corporativa da Cadeia Produtiva Sucroenergética", que envolve as principais entidades representativas do setor. O objetivo é chamar a atenção das autoridades estaduais e do governo federal para as dificuldades enfrentadas pela cadeia produtiva de açúcar e álcool. (Agência Estado 04/02/2015)

 

Produtor de cana da Bolívia recorre ao governo para plantar

Dinheiro é para renovar plantios; em 2014, 30 mil hectares deixaram de ser renovados.

US$ 60 milhões é o valor da linha de crédito reivindicada ao Governo federal por produtores de cana da Bolívia. O montante financeiro seria investido na renovação de 20% da área cultivada com cana-de-açúcar no país.

Morales: reivindicação dos produtores para ampliar a oferta de cana

Conforme levantamento da União de Canavieiros da Bolívia, 30 mil hectares de canaviais deixaram de ser renovados em 2014 por falta de condições financeiras dos produtores, em decorrência do baixo rendimento recebido pela matéria-prima.

Diante a situação, é de se prever que a oferta de cana-de-açúcar em 2015 ficará abaixo da safra do ano passado. (Jornal Cana 04/02/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados Hoje

A Grécia e a Graça: Enquanto lá fora se espera que a Grécia permaneça na zona do euro e que as negociações avancem, aqui, no Brasil, os mercados se animam com a saída de Graça Foster da Petrobras.

No exterior: após sessão de ganhos da Ásia, bolsas na Europa operam em baixa. Nos EUA, índices futuros sinalizam abertura fraca dos mercados, após dois dias de alta que aproximaram o índice S&P 500 à sua máxima histórica. A cotação do petróleo, após quatro sessões de alta forte, volta a recuar, mas sugere que demanda global não terá desaceleração adicional.

Os mercados globais, após dias de maior euforia, vão mostrando uma correção no dia de hoje. As bolsas européias operam majoritariamente em baixa, mas toda e qualquer novidade com relação às negociações entre Grécia e zona do euro podem mudar o rumo dos ativos por lá. Varoufakis, ministro das Finanças da Grécia, disse que teve negociações “frutíferas” com o BC europeu. Ainda hoje terá reuniões com autoridades da Alemanha.

Dados dos EUA serão destaque hoje: Será divulgada ainda pela manhã a criação de empregos no setor privado em janeiro: esperam-se 220 mil novas vagas, após 241 mil de dezembro. São números que antecedem o Relatório de Empregos que sai na sexta-feira – um retrato ainda mais fiel do mercado de trabalho americano. Além disso, saem dados do setor de serviços.

Atenção: Há pouco, o banco central da China anunciou corte no compulsório dos bancos, algo que pode começar a influenciar os mercados acionários, e contribuir para uma reversão das quedas em bolsa. Após dados piores, esperava-se alguma medida nesta direção.

No Brasil: Jornais destacam as perspectivas de mudanças na Petrobras: Ainda assim, o quadro para ativos de risco já não é tão favorável como o de ontem, e podemos ver algum tipo de movimento de correção no dia de hoje. Especulações em torno do novo nome para assumir a presidência da estatal devem continuar. Perspectivas de novas altas nas tarifas de energia devem pressionar para cima as taxas de juros, e dólar deve voltar a registrar alta frente ao real, em linha com o fortalecimento da moeda americana no exterior.

Carta do Dia

Brasil: O tema central envolve a Petrobras. Joaquim Levy deve se envolver mais com o tema, a pedido de Dilma, mas não parece descuidar da “questão fiscal”. Jornais trazem a possibilidade de reajustes de energia mais fortes neste ano, e estudos sobre novos impostos. Do lado da atividade, nada muito novo, mas concluímos que a deterioração de 2014 foi maior do que a esperada – uma herança nada positiva para este ano.

Levy precisará ajudar no caso-Petrobras

Segundo matéria de hoje do Valor, Dilma escalou Levy para ajudar no caso-Petrobras, e “acertar essa novela do balanço”, segundo parlamentar da base aliada. Mais: depois de reunião de mais de duas horas entre a presidente Dilma e Graça Foster, teria sido acordada uma saída até o final deste mês. O conselho, dotado de tal atribuição, se reunirá nesta sexta, dia 6. Quem sucederá Graça? Claudia Safatle, do Valor, fala em Nildemar Secches, Murilo Ferreira, Henrique Meirelles, Rodolfo Landim, Roger Agnelli e Eduarda La Roque como algumas possibilidades. Na Folha de hoje, matéria comenta que Lula defenderá o nome de Henrique Meirelles. Como havíamos comentado ontem, Lula se reunirá com Dilma na sexta, em Belo Horizonte, para a comemoração dos 35 anos do PT.

Mudanças nos benefícios trabalhistas: governo enviará proposta, até março, para mudar calendário do abono salarial

Segundo o Valor, o governo irá propor alongar o prazo dos pagamentos do abono salarial. A proposta será enviada até março, disse ontem Nelson Barbosa, do Planejamento. Desta forma, ao invés de pagar tudo no segundo semestre do ano, como vinha sendo o hábito, o pagamento seria feito ao longo de 12 meses. Se for adiante, o Tesouro não precisará desembolsar R$10,1 bi em 2015, e ao redor de R$5 bi seriam “economizados”. Sobre o seguro-desemprego: a equipe econômica irá negociar a redução no período de carência que inicialmente havia sido proposto, mas a intenção é deixar a discussão para quando a MP seja analisada no Congresso.

Equipe econômica: à procura de maior eficiência nos gastos, e mais impostos

Alguns programas dos ministérios poderão sofrer cortes, após “check-up” da equipe econômica, em busca de maior eficiência. Até mesmo os programas sociais serão avaliados, segundo matéria do Estadão, e a tarefa será levada adiante por grupo de trabalho de gastos públicos, formado pela Fazenda, Planejamento, e CGU. Mas atenção: ainda que todos os programas venham a ser avaliados, isso não implica que haverá corte em todos eles, afirmo o secretário executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira. Mais: do lado da receita, técnicos teriam “carta branca” de Levy para buscar reequilíbrio fiscal, e estariam em estudo reajustes no IOF sobre a entrada de capital estrangeiro em renda fixa e alterações no PIS/Cofins.

Proposta da Aneel pode aumentar “tarifaço” em 2015

A Aneel apresentou proposta ontem para o orçamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Das despesas de R$25,96 bi, apenas R$2,75 bi são receitas próprias, e demais R$23,21 bi devem ser repassados aos consumidores. Ontem, vale lembrar, havíamos falado no reajuste das tarifas da bandeira vermelha. Com isso, reajustes de energia acima de 40% neste ano não é um cenário que deva ser descartado, e pode ficar acima disso.

Produção industrial recua em dezembro, e em 2014, claro

A produção recuou 2,8% frente a novembro, um pouco mais do que os -2,5% esperados. Em 2014, a produção acumulou queda de 3,2%, após + 2,1% em 2013. A piora no setor foi disseminada, atingindo todas as grandes categorias, e 20 dos 26 ramos pesquisados. Entre os setores: o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, seguidos por setores de metalurgia, produtos de metal e máquinas e equipamentos. A forte queda em 2014 reforça o cenário difícil que o setor enfrentou no ano passado. Para 2015, as perspectivas não são diferentes. Registre-se: segundo o último Focus, o mercado espera crescimento de 0,50% neste ano – número que parece otimista, e pode ser revisado para baixo à frente.

Utilização da capacidade instalada tem leve avanço em dezembro

Segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) passou de 80,9% em novembro, para 81,0% em dezembro, considerando ajustes sazonais. A média histórica, desde janeiro de 2003, é de 81,99%. Em resumo: 2014 foi um ano de queda da NUCI, passando de 82,2% em janeiro, maior nível do ano –, para 81% em dezembro, tendo atingido o menor nível em junho, com 80,6%. 

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

Ações da Petrobras subiram forte, e puxaram o Ibovespa para cima. Alguns diriam até que entraram em “Estado de Graça”. Nem mesmo a decisão da Fitch de rebaixar a nota de crédito da empresa, de BBB para BBB-, ofuscou a perspectiva de mudança de gestão, menos política e mais técnica. O mercado recebeu bem a notícia de troca de presidência, e também de diretoria. Nos demais mercados: diante de um cenário positivo para ativos de risco no exterior, com Grécia mais próxima de acordo com a zona do euro, o dólar e a curva de juros na BM&F foram pressionados para baixo.

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa terça-feira tivemos um dia de forte alta, com isso rompemos o nível de 47.500 que era uma resistência importante, agora a situação voltou a ficar mais indefinida. O suporte de 46.900 ganhou força e se for perdido deixa a situação bem negativa, Resistência forte em 49.900, que se rompida abre espaço para mais altas. [texto retirado do relatório Panorama Técnico]

Cenário Externo: os mercados acionários passam por correção, após sessões de ganhos recentes. A Grécia segue no radar, e pode mudar rumo dos mercados a qualquer momento, especialmente na Europa. Nos EUA, olharemos com atenção os dados no mercado de trabalho.

Grécia & Europa: Reuniões, reuniões

Segundo o novo ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, o país já começou as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para tentar obter uma extensão dos empréstimos.  Varoufakis afirmou que não vê motivos para o FMI não aceitar um prazo mais longo, pelo menos até o fim do ano. Além disso, o ministro das Finanças grego se mostrou otimista, destacando que com a comunidade financeira britânica o feedback foi positivo, já que eles entenderam os principais problemas da economia da Grécia. Varoufakis se reuniu hoje com o banco central europeu, mas não há muitas informações a respeito, e ainda deve ter reuniões com autoridades da Alemanha.

Espanha: desdobramentos na Grécia são vistos com cautela

O país e, em especial, suas autoridades, olham para a Grécia com cautela. Em ano de eleições, e partido radical, chamado “Podemos”, ganhando espaço, é preocupante ver que a zona do euro como um todo pode ceder às pressões gregas. Matéria do britânico Financial Times, afirma: “Do ponto de vista de Madri, a linha demarcatória da zona do euro não passa entre um norte próspero e um sul em crise, e sim entre países que fizeram a lição de casa econômica e os que não fizeram”. Registre-se: as políticas de austeridade têm permitido seis trimestres seguidos de crescimento, desemprego caindo mais rapidamente do que o esperado e a confiança e os investimentos voltando.

Europa: ritmo de atividade melhor do que o esperado em janeiro

O PMI de serviços da zona do euro subiu para 52,7 em janeiro, de 51,6 em dezembro, acima da expectativa dos economistas, de 52,3. Com este resultado, o PMI composto da região avançou para 52,6 no mês passado, ante 51,4 em dezembro, também acima da previsão dos analistas, de 52,2. Destaque para a alta do PMI de serviços da Alemanha, que impulsionou o indicador composto do país para 53,5 em janeiro, de 52 em dezembro, alcançando o maior patamar em três meses. Já o PMI de serviços da França recuou para 49,4 em janeiro, de 50,6 em dezembro, puxando o indicador composto para 49,3, de 49,7, na mesma base de comparação.

China: setor de serviços desacelera no início de 2015

O índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços, medido pelo banco HSBC, recuou para 51,8 em janeiro, de 53,4 em dezembro. Segue acima de 50 pontos, sugerindo expansão à frente, mas em menor ritmo. Segundo o economista-chefe do HSBC para a China, Hongbin Qu, “acreditamos que mais medidas de flexibilização são necessárias para apoiar o crescimento nos próximos meses”. Agora há pouco, o BC chinês anunciou que corte de compulsórios bancários em 0,5 ponto percentual, para 19,5%. Alguma medida neste sentido vinha sendo antecipada.

EUA: encomendas à indústria recuam forte

Em relação ao mês anterior, as encomendas contraíram 3,4%, contra a esperada queda de 2,4%. O número de novembro também foi revisado para baixo, de 0,7% para -1,7%. A desaceleração da indústria no final do ano passado é nítida, e os dados corroboram essa percepção. Ainda assim, é importante lembrar que o PIB cresceu muito forte no 3º tri (5% T/T), e outros fatores, com a desaceleração mundial e o dólar mais forte também contribuem para isso.

EUA: Tesouro americano se junta ao Fed, e fala do cenário externo

Em documento escrito ao Congresso, o secretário do Tesouro americano, Jack Lew, defendeu políticas de estímulo à demanda em outras grandes economias – reforçando os temores daqueles que enxergam o exterior como um risco à retomada americana. O próprio Fed, na semana passada, adicionou os chamados “desdobramentos internacionais” à lista de fatores que devem determinar a política de juros daqui em diante.

Segundo Lew, “Ainda que a recuperação da economia dos Estados Unidos tenha contribuído para impulsionar o crescimento global, o resto do mundo não pode depender dos Estados Unidos como única engrenagem de crescimento”. Vale lembrar: segundo as recentes revisões do FMI, a economia americana foi uma das exceções, e teve sua projeção de crescimento revisada para cima, de 3,1% em outubro/14, para 3,6% em janeiro/15.

Os comentários de Lew foram feitos um dia após a proposta do presidente Obama para reduzir as políticas de contenção de gastos, visando beneficiar a classe média. O tema sobre o orçamento fiscal volta ao radar dos investidores. Discussão semelhante à da Europa: alguns querem políticas mais austeras, outros nem tanto. Nesta segunda, dia 02, artigo de Paul Krugman, na Folha, mostrou um ponto de vista: “No ambiente econômico e político atual, pensar no longo prazo é uma desculpa esfarrapada, uma maneira de evitar assumir uma posição. E é refrescante ver sinais de que Obama está disposto a romper com a turma do longo prazo e encarar o aqui e agora”.

Empresas

Setor de Educação: Ontem as empresas do setor de educação sofreram com a nova resolução do MEC, que limitou  em 10% as vagas do Pronatec em relação ao total de vagas criadas para as instituições privadas. Também houve mudanças em relação ao total de alunos por turma e por curso. Agora as turmas serão limitadas a 50 alunos e poderão ser criadas 200 vagas por curso. A Ser Educacional é a empresa mais aderente ao programa, 11% de sua receita vem do Pronatec, porém todo o setor é afetado. O Ministro Cid Gomes sinaliza que pretende apertar ainda mais o setor, depois de impor uma nota de corte ao Enem para aderir ao Fies e de aumentar em 50% o tempo de repasse de recursos do programa para as faculdades. Fundamentalmente, ainda gostamos das empresas de educação, mas elas terão que se adaptar a um novo cenário de controle mais rígido do Mec, que deve continuar a fazer mudanças. Por enquanto, as empresas que possuem maior proporção de ensino a distância (EAD), como a Kroton, devem sofrer menos que as outras empresas do setor, já que esse segmento ainda não teve alterações por parte do governo. Será que teremos mudanças inesperadas em EAD?

Petrobras: De acordo com fontes do Planalto, a queda de Graça Foster e o anúncio de novos nomes para o conselho de administração da Petrobrás não é para agora, e sim para março. Mas após o rumor de mudança imediata as ações da Petrobrás subiram forte ontem. O Valor afirma que Levy foi escalado para achar uma solução para o balanço não auditado da Petrobras, e o destino de Graça Foster está selado: ela deixa o cargo até o final do mês. Segundo o Valor e a Folha, toda a diretoria pode sair no fim do mês. Como é atribuição do conselho de administração formalizar a troca, a próxima reunião será nessa sexta e poderá marcar a saída de Graça. Ontem, Dilma Rousseff e a presidente da Petrobras se reuniram e especula-se que culminou na demissão de Graça. Já para o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação a continuidade de Graça na companhia não foi discutida. Será?

A preocupação mais imediata é que a empresa sofra rebaixamento e perca o grau de investimento pelas agências de rating. Ontem, a Fitch rebaixou em um nível o grau de investimento da Petrobrás de BBB para BBB- , se alinhando ao recente downgrade feito pela Moody’s e ficando em linha com o rating da S&P. A agência de classificação de risco citou que outros downgrades podem ocorrer e a empresa poderá ser classificada como “junk”.

A estratégia agora é esperar que a companhia tenha seu balanço auditado, e só depois serão substituídos diretores e o conselho, os quais deverão ser compostos por profissionais com mais credenciais de mercado. Entre os citados para compor a presidência os nomes citados são: Nildemar Secches, Murilo Ferreira e Eduardo La Rocque. O mercado reagiu com euforia às possíveis troca de comando, as ações da estatal subiram ontem 15,47% (PN) e 14,23% (ON) e impulsionou o desempenho do índice Bovespa. Notícias vindas do exterior também ajudaram para a alta, a cotação do petróleo subiu pelo quarto dia seguido, e acumula alta de 19%.

Para nós, a maior dificuldade será encontrar um executivo com forte respaldo e que assumiria uma empresa que enfrenta muitas dificuldades no curto prazo. A empresa não tem o último balanço auditado, deve passar por um forte ajuste contábil, além de precisar recuperar a credibilidade no mercado externo. O anúncio de um substituto pode demorar mais que o mercado espera e levar novamente à uma rodada de pressão de venda nos ativos da companhia. Ainda mantemos cautela e estamos aguardando os números auditados da empresa para rever a perspectiva sobre a Petro.

Acreditamos que a reestruturação da Petrobras passará pela mudança construtiva do pessoal. A sinalização de uma mudança na política de preços da Petro já foi bem recebida pelo mercado, agora os outros passos precisarão ser dados para restaurar uma perspectiva positiva da companhia. Esperamos com a entrada do novo presidente da Petrobras, também o ingresso de novos integrantes no conselho, o que poderá acelerar o processo de recuperação da credibilidade.

Em suma, notícias positivas começam a surgir, mas ainda é muito cedo para enxergar como uma mudança estrutural.

Bebidas Frias: Segundo o jornal Valor Econômico, a crise hídrica é uma novidade para a indústria de bebidas, que tem na água seu principal insumo. Pelo menos duas fábricas: uma localizada em SP outra em MG, já pensaram em se mudar. “Há uma grande preocupação e engajamento da indústria em projetos para suprir o problema de captação de água”. São 30 bilhões de litros usados diariamente na fabricação das bebidas. O setor está em alerta, a escassez de água, os racionamentos e as tarifas repercute sobre os projetos de expansão e desenvolvimento do setor. A restrição na oferta de agua poderá ter impacto marginalmente negativo para as empresas do setor.

Vale: A companhia divulgou as datas referentes ao relatório de produção e o balanço financeiro do quarto trimestre de 2014. O relatório de produção sairá no dia 19 de fevereiro, antes do mercado. Já o segundo será divulgado no dia 26 de fevereiro às 6h00 (horário local).