Macroeconomia e mercado

Notícias

Gotejamento faz Santa Fé chegar a 180 toneladas por hectare

Mas a meta é alcançar 190 toneladas por hectare, segundo a Netafim, responsável pelo projeto.

Uma área de ensaio da Usina Santa Fé, em Nova Europa (SP), revela os ganhos com a irrigação por gotejamento. A cargo da Netafim, a técnica subterrânea lançou entre 15 e 20 gemas por metro quadrado com média de 30 a 35 perfilhos em apenas 90 dias pós-plantio.

Resultado: produtividade entre 150 a 180 toneladas por hectare. O objetivo da Netafim é chegar a 190 toneladas por hectare.

Outro ganho é a economia de água. “Para irrigar uma área convencional, precisamos de cerca de 200 mil litros por hectare por irrigação. Na área de gotejo, esse número cai para 30 mil litros”, diz Daniel Pedroso, engenheiro agronômico da Netafim, em relato à imprensa. (Jornal Cana 11/02/2015)

 

Dalmia Bharat Sugar, na Índia, compra mais uma usina

Com aquisição, usina pretende estar entre os três maiores produtores de açúcar na Índia.

A Usina Dalmia Bharat Sugar, localiza em Deli, segunda maior cidade na Índia, confirmou a aquisição da cooperativa Ninaidevi, localizada em Sangli, distrito de Maharashtra.

Com a aquisição, a usina pretende se tornar a 3ª maior produtora de açúcar no país. O grupo já detém três usinas no estado de Uttar Pradesh e uma em Maharashtra, comprada há dois anos atrás, com nome de  Datta

A cooperativa enfrentava problemas judiciais e estava desativada desde o final de 2006. Segundo estimativa do grupo, a unidade possui capacidade para processar 1,25 mil toneladas de cana diariamente. (Jornal Cana 11/02/2015)

 

Pacote trabalhista será anunciado às vésperas do começo da safra

Governo vai ampliar fiscalização eletrônica junto às empresas em operação no país.

Assim como outros setores da economia, o setor sucroenergético também deve se preparar porque o Governo federal deverá anunciar em março um pacote para ampliar a arrecadação de impostos. O anúncio ocorrerá praticamente um mês antes do início da safra 15/16 de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país.

A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (9) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.

Em princípio, o pacote tem viés trabalhista: coibir a inadimplência e fraude no pagamento de contribuições como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Daí, o Governo pretende incrementar a fiscalização eletrônica e, assim, obter R$ 2,7 bilhões.

A fiscalização eletrônica foi lançada em abril do ano passado. Na ocasião, o ministério informou que ela se restringiria ao pagamento do FGTS. Depois, seria expandida para o cumprimento de cota de aprendizes, dimensionamento de serviços especializados em segurança, prevenção de acidentes de trabalho, etc.

O governo estima que só no FGTS a sonegação seja de 7% a 8% dos valores pagos, que somaram R$ 94 bilhões em 2013, no dado mais recente disponível.

Segundo Dias, a fiscalização eletrônica também deve ajudar a elevar a cobrança de multas das empresas que desrespeitam as regras trabalhistas. (Jornal Cana 10/02/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados Hoje

No exterior, investidores aguardam reunião entre ministros das Finanças da Europa.

As negociações entre Grécia e credores internacionais podem tomar novos rumos hoje. Vale lembrar: ontem, após mídia ter veiculado a possibilidade de extensão do programa de resgate financeiro ao país por seis meses, as bolsas começaram a subir forte. Horas mais tardes, no entanto, comentários de autoridades da Alemanha e da Grécia nos lembraram de que ainda há muito a negociar. Um acordo ainda é cenário difícil.

Após sessão mista na Ásia, as bolsas na Europa, às 8h, horário de Brasília, operavam em terreno negativo. Ainda que o foco dos mercados esteja nas negociações em Bruxelas, vale comentar: segundo leitura preliminar, o PIB espanhol cresceu 2,7% A/A no 4º tri de 2014, acima dos esperados 2%. Nos EUA, será um dia de agenda vazia, com destaque para o relatório de estoques de petróleo, às 13h30.

No Brasil

Percepção de risco segue alta, diante de um governo fragilizado. Enquanto o ajuste fiscal deve encontrar opositores no caminho, a política monetária, por outro lado, deve seguir “especialmente vigilante”, e pode continuar ajustando a Selic no mesmo ritmo das últimas reuniões. Luiz Awazu, do BC, tentou passar ontem uma imagem de combate mais duro à inflação.

No noticiário macro, nada muito diferente de ontem, e ainda vemos tendência de alta em dólar e curva de juros. Na agenda macro: as vendas no varejo recuaram mais do que o esperado em dezembro. Ainda para hoje: Ministério do Trabalho anuncia, às 10h, pacote de medidas contra a informalidade. Continuamos monitorando de perto as negociações sobre propostas de ajustes fiscais, e as dificuldades que vão surgindo.

Em bolsa: ainda vemos tendência de baixa. Setor de educação deve ter corte de verbas para o Fies; e Petrobras segue no radar, com Bendine tentando melhorar credibilidade da empresa, em entrevista ao Jornal Nacional, ontem à noite. Destaque para a divulgação do balanço do Banco do Brasil: números acima do esperado.

Brasil:

Segue o noticiário em torno das dificuldades do governo em levar adiante o ajuste fiscal. Com um governo fragilizado, o ajuste fiscal se torna mais difícil, e Joaquim Levy, neste contexto, de mãos atadas. A percepção de risco deve continuar em alta, sem dados e/ou notícias positivas por aqui, continuamos vendo tendência de alta em juros futuros e dólar. Será preciso um noticiário diferente para reverter, ainda que de forma momentânea, estas pressões. 

Governo & ajuste fiscal: seguem as dificuldades

Ontem, em matéria da Folha, ficou claro que parlamentares dos partidos que apoiam o governo no Congresso, inclusive do PT, começaram a se mobilizar para atenuar o impacto das medidas de ajuste propostas por Levy. A economia de aproximados R$18 bi será negociada. Segundo o líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), “Não tem como. Com mais de 600 emendas, é claro que não vai ser aprovado na sua origem, então, algumas mudanças vão ter”. Marta Suplicy, do PT, protocolou 9 emendas. Renan Calheiros (PMDB-AL) também mandou seu recado ao Planalto. Segundo a Folha, teria dito que “Não podemos transferir a conta do ajuste para o trabalhador”, “Porque isso significa, do ponto de vista econômico e social, um retrocesso”.

Bola nas costas: Câmara dos Deputados aprova Orçamento Impositivo

Ainda fosse esperada a aprovação na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda Constitucional que estabelece o percentual de 1,2% da receita corrente líquida a ser gasta com emendas dos parlamentares deve engessar ainda mais o orçamento, e dificulta as políticas fiscais. Já vale para este ano, e cada congressista terá R$16,3 mi a serem gastos com suas emendas, totalizando R$9,7 bi. Metade disto, por lei, deverá ser aplicada ao setor de saúde.

Comunicação do BC tem sido dúbia

Matéria do Valor comenta os recentes comunicados do banco central (BC). Em “zigue-zague”, “Desde meados de 2010, a instituição não consegue coordenar bem as expectativas. Quando estas ficam fora do lugar, a política monetária se torna menos eficaz”. Recentemente, com comunicado da última reunião de política monetária sendo neutro, e sem enfatizar desde o último Relatório Trimestral de Inflação que “irá fazer o que for necessário para que no próximo ano a inflação entre em longo período de declínio, que a levará à meta de 4,5% em 2016”, muitos analistas no mercado começaram a acreditar que o ritmo do ajuste seria reduzido, para 0,25 pontos percentuais, e não mais 0,50. Isso começou a mudar...

Awazu, de Istambul, fala em política “especialmente vigilante” e que “não terá nenhum complacência”

Luiz Awazu Pereira, diretor do BC, tenta mudar sua imagem e, com isso, acabou contribuindo para amenizar a alta das taxas de juros futuras mais longas no dia de ontem, na BM&F. Visto como um dos diretores mais brandos com a inflação, as palavras de Awazu ganham importância dado que ele passará a ser responsável pelos modelos econômicos do BC, no lugar de Carlos Hamilton, que deixa a instituição, e quem sempre foi considerado mais “duro”. O tom de Awazu ontem foi diferente, como comenta hoje o Valor, e o mercado precifica, agora, uma possibilidade maior do ajuste de março na Selic ser de 0,50 p.p., e não mais de 0,25 p.p.. Assim, a Selic iria a 12,75%, dos atuais 12,25% ao ano.

Segundo Awazu, o BC não pode ser “complacente”, e que os “Os ajustes de preços relativos têm de ser reais e efetivos. Para isso, a política monetária tem de trabalhar focada no objetivo de trazer a inflação à meta de 4,5% em dezembro de 2016”. Dado que a inflação no 1º semestre será forte, “é fundamental que a política monetária trabalhe e mantenha-se especialmente vigilante para garantir que as pressões de curto prazo não se propaguem para os horizontes mais longos”.

Vendas no varejo recuam forte em dezembro, e queda maior do que a esperada

Considerando o varejo restrito, e na comparação com novembro de 2014, as vendas recuaram 2,6%. Contra dezembro de 2013, as vendas cresceram 0,3%. Desta forma, no acumulado de 2014, as vendas registraram crescimento de 2,2%. Vale ressaltar: o mercado esperava um desempenho melhor. De acordo com pesquisa do Valor, esperava-se queda de 0,8% na comparação mensal, e alta de 2,1% contra dezembro de 2013. O varejo no conceito ampliado tem quadro bem distinto: acumula queda de 1,7% no ano, com queda ainda mais expressiva no último mês do ano. Contra novembro, recuou 3,7%, contra dezembro de 2013, recuou 2,2%.

Produção industrial de janeiro: deve crescer na margem, e não mais recuar

Foram divulgados dois indicadores antecedentes da indústria ontem, e ambos avançaram em janeiro, na comparação com dezembro. De acordo com os dados da ABPO, a expedição de caixas, acessórios e chapas de papel ondulado cresceu 1,1%. Já os dados da ABCR mostraram que o fluxo de veículos pesados nas estradas pedagiadas avançou 0,2%. Diante deste cenário, e considerando a leve alta na produção de autoveículos (de acordo com a Anfavea), acreditamos que a produção industrial deve registrar alta mensal ao redor de 1%, e não mais uma queda.

PIMES: emprego na indústria fecha 2014 com queda de 3,2%

De acordo com a PIMES (Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário), o emprego registrou alta em dezembro de 0,4%, na comparação com novembro. Assim, interrompe sequência de oito quedas mensais. Na comparação anual, o quadro está um pouco menos desfavorável: contração de 4%, contra queda de 4,7% no mês anterior. Em suma: 2014 foi um ano difícil para a indústria, com queda dos empregos de 3,2% – maior do que a queda de 1,4% e 1,1% de 2012 e 2013, respectivamente.

Desemprego sobe no 4º tri de 2014, segundo dados da PNAD Contínua

A pesquisa divulgada ontem pelo IBGE mostrou que a taxa de desocupação do 4º tri de 2014 atingiu 6,5%, contra 6,2% no 4º tri de 2013, mas abaixo dos 6,8% do 3º tri de 2014. A média da taxa de 2014, de 6,8%, ficou abaixo da média de 2013, de 7,1%, e de 2012, de 7,4%.

Em suma, apesar da queda da taxa de desocupação na margem, é possível observar uma desaceleração do mercado de trabalho nos últimos meses do ano. No 4º tri de 2014, a taxa de ocupação cresceu em um ritmo anual inferior à força de trabalho, fazendo com que a taxa de desemprego crescesse na comparação com o 4º tri de 2013. Além disso, na comparação anual, destaca-se o crescimento do número de pessoas em idade para trabalhar que estão fora da força de trabalho. Assim, os dados da PNAD Contínua indicam um desaquecimento do mercado de trabalho nos próximos meses através da desaceleração da população ocupada, e da volta da população para a força de trabalho – cenário que traçávamos alguns meses atrás e começa a ficar cada vez mais evidente.

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

Nos mercados de juros e câmbio, tivemos fortes pressões de alta ontem. O noticiário segue nada positivo, e repleto de dúvidas com relação à capacidade do governo Dilma em levar as propostas de ajuste da nova equipe econômica adiante. Voltam temores de rebaixamento da nota de crédito soberana. E o exterior também corrobora: dados dos EUA indicam uma economia mais forte por lá, e o dólar também se fortalece frente a outras moedas. Contribuindo para amenizar a alta dos juros mais longos na BM&F, destacamos as palavras de Awazu, como já falamos acima. Em bolsa: Ibovespa chegou a subir pela manhã, mas fechou em queda, reduzindo ganhos de fevereiro. O volume negociado foi de R$6,16 bi. 

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa terça-feira depois de mais uma vez chegarmos perto da resistência em 49.900 o mercado pesou e acabamos fechando  na mínima. Com isso a resistência em 49.900 ficou ainda mais forte, seu rompimento deixará a situação bem positiva. Se voltarmos a cair teremos suporte forte em 46.900. A tendência segue indefinida. [texto retirado do relatório Panorama Técnico]

Cenário externo: todos de olho em Bruxelas, e comentários de autoridades e/ou fontes podem trazer volatilidade nos mercados lá fora. Na agenda macro, pouca coisa que mude rumos dos ativos hoje. Nos EUA, agenda suave, com destaque para o relatório de estoques de petróleo. Nos chama a atenção: previsões de mercado em torno do preço do petróleo para os próximos meses/anos têm sido bem divergentes. Às 9h, horário de Brasília, a commodity operava em leve queda, com o WTI pouco abaixo de US$50/barril.  

EUA: confiança do pequeno empresário recua em janeiro, mas segue forte

A confiança das pequenas empresas recuou em janeiro, com o índice em 97,9, de 100,4 em dezembro, e esperados 101. Ainda assim, diversos indicadores por trás deste número seguem em níveis altos, e apontam para um mercado de trabalho cada vez mais aquecido. A intenção de novas contratações segue alta, condizente com uma criação de empregos ao redor de 350 mil por mês; e o índice que avalia o quão difícil é conseguir empregos voltou a subir, mostrando que a taxa de desemprego tende a continuar caindo à frente, e atingir o nível considerado de “longo prazo” pelo Fed ainda neste ano.

EUA: John Williams, do Fed de São Francisco, fala que Fed está mais perto de começar normalização dos juros

Em entrevista ao britânico Financial Times, Williams argumentou que o BC americano está cada vez mais próximo de começar a subir os juros por lá. Não se comprometeu a votar a favor já na reunião de junho, mas ressaltou que as pressões de baixa sobre a inflação são transitórias – em linha com o discurso oficial –, provocadas pela queda dos preços das commodities.

Segundo Williams: “Acho que não podemos assumir que vamos navegar por mares tranquilos e que não haverá algum tipo de reação do mercado e preocupação – principalmente porque estamos nesse período extraordinário em que grande parte do globo se move em uma direção e nós nos movemos em outra”; mas “Eu não veria isso como um grande risco ou um perigo, um argumento contra a realização daquilo que é apropriado”.

De qualquer forma, segue em aberto se não próxima reunião do Fomc, nos dias 17 e 18 de março, a linguagem do BC já irá mudar. A pergunta crucial é: será mantido no comunicado o termo “paciente”, em referência à postura do Fed? De acordo com Yellen, presidente da instituição, isso significaria que nas próximas duas reuniões não haveria elevação dos juros, implicando que em abril e junho nada seria feito. O mais provável é que a linguagem comece a mudar, seja reiterada a dependência aos dados, mas que somente na reunião de setembro os juros comecem a subir.

EUA: Larry Summers, por outro lado, tem argumentado a favor da paciência do Fed

Para Summers, ainda que questões cíclicas estejam se normalizando, o Fed deve seguir “dependente aos dados”, e permitir que a inflação – e não mais o ritmo de atividade – seja o determinante para o início da alta de juros. Para Summers, o Fed não deve subir juros até que a inflação, e as expectativas de inflação, sigam em risco de não atingirem a meta, de 2% ao ano. Na comparação com Williams, uma visão bem diferente, defendendo uma postura mais paciente do BC americano. 

Minério de ferro: devido ao Ano Novo na China, preços podem cair nas próximas duas semanas

O feriado chinês será do dia 18 ao 24 de fevereiro, com mercados financeiros fechados, e sem divulgação dos preços do minério pela Metal Bulletin nos dias 19 e 20, de volta somente no dia 23. Segundo matéria da Bloomberg, “O minério de ferro corre o risco de cair para menos de US$ 60 por tonelada nas próximas duas semanas, piorando a depressão causada pelo mercado baixista, já que as usinas na China reduzirão a produção de aço antes e durante um feriado nacional, o que diminuirá a demanda enquanto a oferta continua aumentando”.

Empresas

Banco do Brasil: Lucro do BB supera estimativas e reação deve ser positiva. O lucro líquido ajustado foi de R$ 3,02 bi (+24,6% A/A) no 4T14. As estimativas apontavam para R$ 2,88 bi. O ROAE atingiu 16,6% no tri, acima das projeções de 15,4%. A carteira de credito cresceu próximo de 10%, abaixo doguidance de 12% a 16%. Mas a qualidade da carteira de credito não apresentou deterioração: inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,03% no 4T14, em linha com o patamar de 2013. Em 2014, a empresa obteve êxito em seus indicadores de rentabilidade, mas a expansão da carteira de crédito acabou ficando aquém das projeções. Para 2015, o guidance ficou próximo da evolução de 2014. O crescimento da carteira de crédito deve ficar entre 7% e 11%; e o ROE entre 14% e 17%. Adicionalmente, o banco pagará dividendos no montante de R$ 251 milhões, o que gera R$0,091 por ação. Os dividendos serão pagos com base na composição acionária de 19 de fevereiro, tornando-se ex-dividendos no dia 20 de fevereiro.

BM&FBovespa: A BM&FBovespa também divulgou resultado agora pela manhã. A primeira leitura sinaliza um resultado fraco. A receita líquida da Bolsa foi de R$ 533,4 milhões no quarto trimestre de 2014 (+12,4% A/A e -2% T/T). O lucro líquido foi de R$ 232,4 milhões no 4T14. Os lucro acabou ficando aquém das estimativas conservadoras do mercado de R$ 248,2 milhões. O lucro liquido ajustado no 4T14 foi de R$ 373,2 milhões (+4,5% T/T e +9,2% A/A), também ficando abaixo das projeções de R$ 391,1 milhões. Mesmo mostrando crescimento nos volumes de negócios nos segmentos da BM&F e da Bovespa, a queda nas margens (principalmente na Bovespa) acabou compensando um efeito positivo. O ponto positivo do resultado ficou para o controle de custos. Adicionalmente, a BM&FBovespa vai propor o pagamento de dividendos equivalentes a R$ 0,10 por ação. A ação fica “com” em 15 de abril e “ex” em 16 de abril. O pagamento será no dia 28 de abril.

Caixa: De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (SECOM), a presidente Dilma Rousseff convidou Miriam Belchior para a presidência da Caixa. Será que agora sairá a oferta pública (IPO) da instituição? Já circulou na mídia que a empresa tem a intenção de abrir o capital no fim de 2015 ou início de 2016. A intenção do governo é conseguir levantar até R$ 20 bilhões por uma fatia do banco.

Vale: De acordo com o periódico chinês South China Morning Post, a China retirou o embargo aos supercargueiros (Valemax) da Vale. Os supernavios que conseguem transportam 400 mil toneladas de minério não tinham permissão para entrar em portos chineses. Em entrevista a Reuters, o presidente da Vale comentou que espera o minério de ferro volte para o patamar de 70 dólares por tonelada no segundo trimestre e se mantenha.

ALL e Cosan: De acordo com a Agência Broadcast a decisão do CADE em relação a fusão da ALL e da Cosan Logística deve ser rápida. A reunião de avaliação da operação esta prevista para ser realizada hoje às 10h. Estivemos com representantes da Cosan no final do ano passado e a impressão dos dirigentes era de que a questão seria resolvida, sem maiores impasses, ainda no primeiro semestre deste ano. O mercado parece acreditar na ideia de uma resolução rápida, tanto que as ações da ALL (ALLL3) sobem 16,36% no mês e as da Cosan Logística se valorizam (23,29%).

Educação: De acordo com matéria da Claudia Safatle do Valor, o governo quer impor limites de orçamento para os programas de financiamento estudantil. O FIES e o PRONATEC devem ter um orçamento definido e não mais atender a toda a demanda existente. As negociações entre o Ministério da Fazenda e da Educação estão em curso e o ministro Cid Gomes, da Educação, estaria "muito receptivo" às ideias da Fazenda, de impor limites aos recursos disponíveis. Até o momento as conversas não foram conclusivas, mas as ações das empresas do setor devem continuar voláteis. Preferimos a exposição em Estácio que encontra-se atrativa levando em consideração o universo global de empresas de educação.

No mesmo setor, outra matéria do Estadão comenta que a restrição de pontuação ao FIES deve manter-se. Apesar de estar negociando com as empresas as novas regras para acesso ao Fies, o Ministério da Educação não abrirá mão dos 450 pontos como pontuação mínima para o aluno ter acesso ao financiamento. Segundo o secretário-executivo do Ministério, Luiz Cláudio Costa, “precisamos apontar também que precisa de um esforço dele para ter (ingresso) em instituições de qualidade".

Petrobras: De novidade quase nada. Ontem Bendine deu explanações no Jornal Nacional e O Globo divulgou que a Petrobras pretende divulgar o balanço auditado de 2014 até o final de março. Uma dúvida ainda persiste: Levy substituirá Mantega no conselho?