Macroeconomia e mercado

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Empresa promete extrair melhores resultados da lavoura canavieira

É uma necessidade do setor de bioenergia, onde os custos de produção agrícola superam 70% dos custos totais, extrair os melhores resultados.Essa é uma das propostas da Organize, empresa de assessoria e de gestão compartilhada ligada ao agronegócio, que atuará do “campo ao banco”, com o objetivo de atender o agronegócio canavieiro e outros segmentos de mercado.

A empresa Organize surge com quatro sócios, sendo eles, Marcos Antonio Françóia, diretor da MBF Agribusiness; a Consult Agro (Weber Geraldo Valério, José Francisco Rodrigues de Moraes e José Antonio Zanatta Júnior) e os executivos de grandes grupos, os engenheiros agrônomos, Rodolfo Norivaldo Geraldi e Lourival Carmo Monaco Junior. “Detemos o conhecimento e podemos unir profissionais com comprovada e larga experiência em gestão, seja no campo, na indústria ou na administração.Nos unimos para atender a demanda pela retomada do setor bioenergético”, diz Weber Geraldo Valério, um dos sócios da Organize. Segundo ele, o dia a dia da Consult Agro apresenta grandes desafios para preparar, conduzir e extrair da lavoura o melhor resultado (maiores rendimentos com custos compatíveis).

“A Consult Agro é parte de um organismo empresarial que pesquisa, analisa e trata do campo com uma verdadeira visão de dono, ou seja, rendimento e retorno com sustentabilidade. Nosso corpo técnico e estrutura operacional (Laboratório, máquinas, veículos, caminhões, implementos e pessoas), fazem parte da Organize, afinal é na qualidade da lavoura que se possibilita grande parte do retorno do investimento na cadeia produtiva”, revela. Com 33 anos de experiência na cultura da cana, o sócio fundador da Consult Agro, Weber Geraldo Valério é graduado em Tecnologia de Produção de Açúcar e Álcool pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e foi produtor de cana na região de Piracicaba nos anos 90. Também sócio fundador de empresas de consultoria agronômica, vivenciou durante todo esse período outras crises, que embora menos impactantes foram superadas. Sobre o momento atual, para Weber, é necessário buscar alternativas baseadas em tecnologias disponíveis, algumas dependem de adaptações e outras, estão aptas para implementação. Segundo o Consultor, o grande desafio é transformar a informação em conhecimento. “De posse desse conhecimento a ordem é praticá-lo”, ressalta. (Andréia Moreno MBF 19/02/2015)

 

Com baixa liquidez, açúcar recua 2% em fevereiro

Ainda que a segunda-feira desta semana tenha sido dia útil para muitos setores, no de açúcar, praticamente não houve novos negócios. Assim, a liquidez segue baixa no mercado spot paulista.

De maneira geral, a oferta de açúcar tem sido suficiente para atender à demanda no mercado spot. Na quarta-feira, 18, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (mercado paulista), cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 49,99/saca de 50 kg , recuo de 2% na parcial deste mês.

Na região Nordeste, o ritmo das negociações continua lento e os preços se mantêm, de maneira geral, estáveis em patamares baixos. Na semana anterior ao carnaval, algumas usinas estiveram fora do mercado spot doméstico por priorizarem as exportações. Outras limitam suas ofertas à espera de que os preços reajam. (Cepea / ESALQ 19/02/2015)

 

Menor demanda pressiona cotações do etanol hidratado

O mercado paulista de etanol registrou baixo volume de negociações na semana que antecedeu o carnaval, conforme indicam pesquisadores do Cepea. Muitos agentes de distribuidoras se mostravam estar abastecidos para atender ao maior consumo, esperado para o recesso prolongado no Brasil.

Quanto às usinas, alguns players estiveram flexíveis em relação aos preços. Neste cenário, as cotações semanais do etanol hidratado voltaram a recuar na semana passada. Entre 9 e 13 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado para o estado de São Paulo foi de R$ 1,3925/litro (sem impostos), queda de 1,6% em relação à semana anterior.

Vale lembrar que os preços deste etanol estavam em alta desde o início de janeiro. Quanto ao anidro, a média do Indicador CEPEA/ESALQ para o estado de SP, de R$ 1,5067/l, permaneceu praticamente estável no período, com leve alta de 0,3% em relação à semana anterior. (Cepea / ESALQ 19/02/2015)

 

Contra alta da conta de luz, usina deve fazer estudo de eficiência

Sugestão é de Humberto Russi, do Departamento de Engenharia da Aliança Engenheiros Associados.

Diante os altos preços da conta de luz, que também afetam as usinas principalmente no período da entressafra, Humberto Vaz Russi, da Aliança Engenheiros Associados, explica que as usinas podem e devem fazer estudo em eficiência energética, dos equipamentos utilizados na safra e entressafra.

“Esse estudo também deve abranger as iluminações existentes e utilizadas, que precisam serem muito otimizadas ainda, passando a serem alimentadas por um sistema de geração foto voltaico ou híbrido, combinando geração foto voltaica com pequenas centrais eólicas ou PCHs inclusive, ou seja, com a inserção de novas fontes de geração de energia renováveis na matriz energética da usina”, comenta.

Estas, emenda, seriam as responsáveis por gerarem toda a energia elétrica necessária para o consumo interno na safra, ou mesmo parte dele e o de entressafra das usinas, aumentando assim inclusive seu potencial de exportação de energia elétrica na safra e reduzindo ainda o seu custo ano com energia elétrica consumida da concessionária local.

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados Hoje

Uma luz no fim do túnel: Grécia diz ter enviado proposta de extensão do socorro financeiro aos credores da zona do euro. Após as notícias de hoje cedo, as bolsas reverteram perdas do início da sessão. Se houver espaço para negociações, ministros das Finanças do bloco se reunirão amanhã. Na agenda macro, a inflação da França ficou levemente abaixo do esperado em janeiro. Às 13h, deve ser divulgada uma melhora na confiança dos consumidores da zona do euro. Na agenda micro: Nestlé divulgou lucro acima do esperado no 4º tri de 2014.

Nos EUA, os índices futuros sinalizam abertura em baixa das bolsas para hoje. Ontem, Dow Jones fechou em queda de 0,1%, Nasdaq em alta de 0,1% e S&P 500 terminou estável. Destaque de ontem: a ata do FOMC foi considerada “branda” pelo mercado e a aposta para o início de alta de juros em junho perdeu forças. Na agenda de hoje: pedidos de auxílio desemprego; Sondagem Industrial do Fed da Filadélfia e Indicadores Antecedentes. Na agenda micro, um dia recheado de divulgações, incluindo Wal-Mart, Noble e DIRECTV.

Na Ásia, bolsa de Tóquio fechou na máxima em 15 anos. Vale lembrar: o iene tem se enfraquecido forte desde o final de 2012. No resto da Ásia: feriado do Ano Novo Lunar chinês mantêm mercados fechados não só na China, mas também em Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura, Taiwan, Malásia, Vietnã e Indonésia.

Brasil: Levy tenta melhorar credibilidade no ajuste fiscal. A sua turnê passa hoje por São Paulo. O otimismo nos mercados já não é o mesmo. Para hoje, ativos brasileiros devem reagir à ata de política monetária do BC americano (divulgada ontem à tarde), e dólar e juros futuros podem reverter altas recentes. O alívio, no entanto, não deve durar muito. Seguem as dúvidas com relação ao ajuste fiscal (apesar dos esforços de Levy); e o dólar e os juros americanos não darão trégua.

Boletim Focus: a mesma história das últimas semanas...

Em resumo: mais uma vez, o mercado projeta mais inflação e menos PIB para 2015. Segundo a mediana das projeções de mercado, o IPCA deste ano será de 7,27%, contra os previstos 7,15% há uma semana e 6,67% há um mês. Os preços administrados, claro, foram revisados para cima, de 9,48% há uma semana para os 10% atuais. Para 2016, nada novo: IPCA projetado segue em 5,60%, e os preços administrados devem subir 5,50%. Sobre crescimento: o PIB deve contrair 0,42% em 2015, contra projeção de zero há uma semana e +0,38% há um mês. Apesar do ritmo mais fraco da economia, as pressões inflacionárias devem levar o banco central a continuar com o aperto de juros e a mediana das projeções para o final do ano passou de 12,50% para 12,75%.

Levy, de NY, defende meta de superávit primário. Nos bastidores, por outro lado, admite-se que “ninguém vai morrer abraçado à meta

A meta de superávit primário de 1,2% do PIB para este ano começou a ser colocada à prova, principalmente após números do fiscal de 2014 (déficit de 0,6% do PIB). Já falamos antes: o rombo foi maior do que se esperava. A meta de 2015, com isso, poderia ser revista, como falamos na semana passada. Ainda assim, jornais de hoje (veja no Estadão) destacam a defesa de Joaquim Levy à promessa já feita, em evento com empresários em NY, ontem, nos EUA. A maratona de pronunciamentos de Levy (que hoje estará em SP) tenta melhorar a credibilidade nos ajustes fiscais – uma tarefa nada fácil, e que alguns investidores receberam coo simples repetição do discurso de Dilma. Extraoficialmente, vale destacar, o governo admite que “ninguém vai morrer abraçado à meta”. Quando poderá ser revisada? A princípio, entre abril e maio, após o governo editar o decreto de Orçamento de 2015. Um último ponto: Levy disse que “Não é preciso fazer cortes draconianos ou algo do gênero”, mas nos reajustes devem vir por aí...

Possíveis saídas para melhorar o fiscal

Para 2015, o mais provável é que venham reajustes no IPI. As reversões das desonerações feitas pela antiga equipe econômica, claro, estão na mira. Em 2014, deixou-se de arrecadar R$10,8 bi – número que poderia ter sido somado aos R$52,2 bi arrecadados com o IPI ao longo do ano. E para 2016 em diante? O governo deve revisar as regras do Pronatec e do Minha Casa, Minha Vida. Registre-se: hoje, matéria da Folha destaca que o governo tem atrasado o pagamento do Pronatec, desde outubro do ano passado.

Devem ser revisadas também as desonerações sobre a folha de pagamentos, discutindo setores beneficiados e nível de tributação. Mais: a TJLP deve ser reajustada para cima na reunião do Conselho Monetário Nacional em março, e as taxas de juros do BNDES devem seguir o mesmo comportamento.

Cadê a Dilma? Após carnaval, presidente deve voltar à cena

Após rodada de conversas com ministros e ex-presidente Lula, Dilma foi convencida de que precisa se comunicar melhor, ser mais “política” e, assim, tentar reconquistar os brasileiros. Lembramos: pesquisa Datafolha recente mostrou queda da sua aprovação, de 42% de ótimo/bom no final de 2014 para meros 23% no início deste mês. Matéria do Valor lembrou-se do “efeito mensalão”. Em meio às denúncias de corrupção, a aprovação de Lula passou de 45% no final de 2004 para 28% no final de 2005. Conseguirá Dilma se recuperar?

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

Ibovespa terminou a quarta-feira de cinzas em alta, mantendo-se acima de 51 mil pontos, e impulsionada pelo cenário externo. Lá fora, o banco central europeu aprovou extensão de duas semanas no pacote aos bancos gregos – algo que contribuiu para a melhora das bolsas na Europa e EUA. O dólar, depois de ser impulsionado no início do pregão, terminou próximo à estabilidade. Os curva de juros na BM&F registrou um aumento da inclinação, com a parte curta cedendo e a longa sendo pressionada para cima.  

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa quarta-feira de cinzas tivemos mais um dia de alta com rompimento da resistência em 50.900 e de uma LTB que vem desde setembro, porém a longa sombra superior indica entrada de pressão vendedora. É importante para a continuação da tendência de alta que a zona de 50.000 não seja perdida em um futuro recuo. [texto retirado do relatório Panorama Técnico]

Cenário externo: todos de olho nas negociações da Grécia com seus credores internacionais. Alguns dados na agenda macro foram divulgados na Europa, mas importa mesmo a recepção da proposta dos gregos pelos demais líderes europeus. Espera-se que amanhã um acordo seja firmado. O mercado apostava nisso e, diante das novidades, as bolsas seguem em tom positivo. Nos EUA, apesar do mercado de trabalho aquecido, o Fed parece disposto a errar “postergando”, ao invés de errar “antecipando” a alta dos juros. O dólar opera estável hoje.

EUA: Fed “poderá ser paciente”, mas confunde o mercado

A ata da última reunião de política monetária foi divulgada ontem à tarde e, em linhas gerais, foi considerada “branda” pelo mercado. Mas vale ressaltar: a comunicação não foi muito clara, e pode gerar confusão – consequentemente maior dispersão das apostas – entre os investidores.

Do lado mais “brando” (pró-manutenção dos juros), a seguinte frase nos chamou a atenção: “Muitos participantes indicaram que suas avaliações sobre o balanço dos riscos associado ao timing do início da normalização da política os deixaram propensos a manter a taxa dos fed funds em seu limite inferior efetivo por um período mais longo”. Aqui, algumas dúvidas: levará um “período mais longo” na comparação com a atual precificação do mercado ou na comparação com aquilo que historicamente tem sido adotado como regra pelo Fed?

Outro ponto importante: os dirigentes do Fed estão preocupados com a reação dos mercados na eventual retirada do termo “paciente” do documento. Na próxima reunião, isso pode acontecer, mas continuamos acreditando que o cenário mais provável é de início da elevação dos juros a partir de setembro deste ano. Até lá, o Fed irá esperar desdobramentos das tensões geopolíticas (envolvendo Grécia; Ucrânia e Rússia) e os efeitos da valorização do dólar sobre a economia.

Grécia: mais perto de um acordo com seus credores

Os mercados acionários vão caminhando de forma positiva, após terem sido veiculadas notícias nesta manhã de que o governo grego propôs extensão do programa atual. Ministros das Finanças da zona do euro, caso considerem que há espaço para negociações, devem se reunir amanhã para definir os temos do acordo. O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, falou em progressos das negociações, e já prevê aprovação formal para amanhã.

Petróleo: oferta da commodity nos EUA sobe, e preços caem

De acordo com os dados da American Petroleum Institute, a oferta de petróleo na semana que terminou no dia 13 (última sexta-feira) subiu 14,3 milhões de barris na comparação com uma semana anterior, muito acima da expectativa dos analistas (3,1 milhões). Dados dos estoques americanos reportados pela Energy Information Administration, hoje às 14h, horário de Brasília, devem confirmar significativo aumento da commodity. Às 9h, o WTI operava ao redor de US$53/barril, em queda acima de 3%, reduzindo alta do mês. Ainda assim, a commodity ainda acumula alta pouco acima de 10% em fevereiro.

Empresas 

A Vale divulga relatório de produção de 2014 hoje antes da abertura do mercado. Mercado começa a desenhar as possibilidades de capitalização da Petrobras.

Petrobras: A empresa tem se beneficiado no curto prazo da entrada de Aldemir Bendine e a afirmação que a companhia não fará um aumento de capital por meio de emissão de ações. As sinalizações do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy e Bendine de estarem próximos de uma metodologia para o ajuste contábil também levam os investidores a ter uma percepção mais positiva.

Agora o mercado começa a desenhar quais as alternativas de captação as quais a Petrobras deverá recorrer. A venda de fatias em campos de petróleo não é uma alternativa interessante para o presidente da estatal. Dessa forma, a venda de participações minoritárias pode ser a saída. Segundo matéria do jornal Valor Econômico, a BR Distribuidora deve ser a candidata. Levando em consideração uma avaliação por múltiplos, a BR (líder de mercado) poderia valer algo entorno de R$ 32 bilhões. Se a Petrobras quiser manter o controle poderia se desfazer de 49% da BR Distribuidora e levantar R$ 16 bilhões para tentar reduzir seu alto nível de endividamento. O impacto seria marginal no endividamento (6%). Embora ajude, não parece ser suficiente para  solucionar todas as dúvidas. Ainda não descartamos a possibilidade de uma capitalização indesejada via emissão de ações.

Por fim, matéria do “Estadão” comenta que a estatal deve renegociar alguns importantes contratos de aluguel de plataformas. Os fornecedores, analisando o cenário, estão se antecipando. A norueguesa Seadrill surpreendeu o mercado ao anunciar aos acionistas que os contratos para aluguel de duas plataformas marítimas assinados com a estatal brasileira devem ter prazos ou condições comerciais alteradas. Além dos escândalos de corrupção e da nova diretoria o preço em queda do petróleo faz com que uma ampla negociação com diversos fornecedores seja questão de tempo. Além da empresa norueguesa a europeia Ocean Rig e a americana Transocean devem ter seus contratos renegociados. Vale lembrar que todos esses grupos contam com a participação majoritária da Petrobrás.

Sabesp: De acordo com matéria da Folha, a Sabesp pode evitar o rodízio de fornecimento de água, se o nível do Sistema Cantareira subir para um patamar entre 13% e 14%. Também será necessário um cumprimento das obras emergenciais previstas. O Sistema está atualmente com 9,5% da capacidade. Resta continuar a chover acima da média histórica nas próximas semanas.

Qualicorp: De acordo com o Valor de ontem (18), os planos de saúde vão propor um reajuste médio de 18% este ano para os convênios médicos corporativos.

 

Educação: O Ministério da Educação ainda não divulgou as novas regras para os programas de financiamento estudantil. De acordo com o Valor, o ministro Cid Gomes adiou o retorno do carnaval após o falecimento de sua mãe. A ausência do ministro deve adiar os anúncios sobre as mudanças do FIES. Mesmo sem novidades e no aguardo dos anúncios, as ações educacionais tiveram forte performance ontem. A expectativa que seja autorizado o reajuste de tarifas escolares acima da inflação (com teto em 6,5%) impulsiona as ações do setor.

Hoje uma matéria na Folha comenta que os repasses do Governo para as instituições participantes do PRONATEC estão atrasados desde outubro do ano passado. A reportagem afirma que as escolas receberam o último repasse em novembro, referente a aulas de setembro. Os valores de outubro/2014 a janeiro/2015 estariam atrasados. O atraso levou 500 instituições privadas de ensino a adiar o pagamento de professores. O ministério da Educação afirmou que o repasse de janeiro não ocorreu devido ao atraso na aprovação do Orçamento de 2015, mas não justificou o problema referente aos últimos messes do ano passado.