Macroeconomia e mercado

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Brasil questionará na OMC subsídio da Tailândia a produtores de açúcar

A Tailândia aumentou suas exportações em 50% nos últimos anos.

O governo brasileiro questionará, na Organização Mundial do Comércio (OMC), os programas de subsídios ao açúcar feitos pela Tailândia. A consulta informal, no jargão técnico, está prevista para os dias 4 e 5 de março, quando ocorrerá a próxima reunião do Comitê de Agricultura da OMC, em Genebra, na Suíça. Esse é o desfecho de uma série de discussões entre os produtores brasileiros, via União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), e representantes dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura.

Em um dos últimos encontros, a Unica apresentou um relatório preliminar, elaborado com a ajuda do Agroicone, consultoria especializada em disputas internacionais. À Agência Estado, a pesquisadora sênior da Agroicone e uma das responsáveis pelo relatório, Luciane Chiodi, comentou que a Tailândia aumentou suas exportações em 50% nos últimos anos, mesmo com os preços da commodity em baixa, o que chamou a atenção de produtores brasileiros.

Conforme ela, esse incremento nos embarques deve-se, em grande parte, ao preço mínimo pago ao produtor pelo governo tailandês com o objetivo de garantir a cota de abastecimento interno. No fim do ano passado, esse valor beirava os 30 centavos de dólar por libra-peso, enquanto as cotações internacionais da commodity giravam em torno dos 15 centavos de dólar na Bolsa de Nova York (ICE Futures US).

Com o preço interno remunerando duas vezes mais, o produtor tailandês garantia seu lucro apenas preenchendo a cota doméstica. “De certa forma, esse preço interno elevado permite que o produtor exporte. É um subsídio cruzado”, resumiu Luciane.

Outro ponto questionado pelo Brasil diz respeito aos custos de produção na Tailândia. Segundo a pesquisadora da Agroicone, o país asiático recolhe uma taxa de 5 bahts (cerca de US$ 0,15, já que US$ 1 corresponde a 32,55 bahts) por quilo de açúcar produzido e repassa esse valor, na forma de incentivo, para os produtores de cana. Ao ajudar o produtor, o governo tailandês impede que os custos de produção sejam repassados por toda a cadeia, segundo a consultora. “Já no Brasil, esses custos variam”, comentou Luciane.

A consultora do Agroicone ressalta, no entanto, que os dois fatores a serem questionados são ainda apenas indícios de quebra das regras da OMC pela Tailândia. “Será necessário um estudo mais aprofundado”, justifica Luciane. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar e a Tailândia é o segundo maior exportador da commodity.

Enquanto o Brasil deve reduzir as exportações do açúcar na safra em cerca de 1 milhão de toneladas, para 17 milhões de toneladas de açúcar demerara, a Tailândia deve comercializar mais de 9 milhões de toneladas no período, aumento de 17%. “Como pode aumentar a exportação do açúcar em um momento de preço baixo, que não reage nem mesmo com o Brasil reduzindo as vendas e a produção?”, indagou um conselheiro da Unica. “Só com suportes pesados para o açúcar”, completou.

A entidade que representa os usineiros, no entanto, não se manifestou até a conclusão deste texto. A Unica foi procurada pelo Broadcast desde a última quinta-feira.

Índia. Além da Tailândia, a pesquisadora do Agroicone não afastou a possibilidade de o governo brasileiro também questionar o subsídio à exportação de açúcar aprovado na semana passada na Índia. Para ajudar as usinas locais, o governo indiano pagará 4.000 rupias (cerca de US$ 64) por tonelada de açúcar exportado, para um total de 1,4 milhão de toneladas. “Mas é outro caso, é outro estudo”, concluiu Luciane. (O Estado de São Paulo 23/02/2015)

 

Ceará retoma produção de álcool em duas usinas

Cariri II, em Ubajara, começa geração de etanol ainda neste ano. Cariri I, em Barbalha, inicia moagem em 2016.

O setor canavieiro no Estado do Ceará será reativado nos próximos dias, com o início da moagem para fabricação de álcool na Usina Cariri II, em Ubajara, a segunda unidade da Usina Cariri do Ceará. Adquirida por um grupo de empresários de vários Estados do Brasil, por cerca de R$ 24 milhões, a agroindústria é a segunda adquirida pelos empresários no Estado. A primeira foi a antiga Usina Manoel Costa Filho. A meta é produzir, neste ano, cerca de 6 milhões de litros de álcool e aumentar o consumo no Ceará, reduzindo o preço na bomba em até R$ 1,00.

Atualmente, grande parte do etanol consumido no Ceará é adquirida no Estado de São Paulo. Para o diretor comercial da agroindústria, Henrique Paulo Santana, este será o grande passo no qual os empresários apostam, por ter havido uma estagnação na produção do álcool e também do açúcar no Estado. Já no Município de Barbalha, onde se encontra a Usina Cariri, os empresários pretendem ocupar uma faixa de terra de 3 mil hectares, com o plantio de novos cultivares de cana clonadas. Os experimentos das mudas adaptadas ao clima e solo da região estão sendo feitos por meio da empresa BioClone, que atua na área da biotecnologia no Ceará.

Negociação

No Cariri, a usina foi formalizada com a nova denominação há cerca dois meses, em solenidade realizada na própria Agroindústria. Com o fim do contrato de comodato de quatro meses com a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), ela passará a ser uma sociedade anônima de capital fechado. Foi adquirida por meio de leilão pelo órgão estadual por R$ 15,4 milhões, na tentativa de reativar o setor, no fim do primeiro semestre de 2013. Por mais de um ano se tentou negociar a usina desativada no Cariri há mais de dez anos.

Uma solenidade chegou a ser realizada, em novembro do ano passado, para formalizar a nova empresa. No local, até o momento, foi realizada apenas limpeza e uma avaliação inicial do maquinário. Conforme o diretor, muito do que existe no local, em termos de equipamentos, será aproveitado e haverá grandes investimentos para o retorno do processamento da cana. Ele afirma que serão adquiridos materiais de ponta para que a usina volte a funcionar.

Ainda não foi realizado um levantamento para o montante que será gasto no funcionamento da agroindústria. Inicialmente, o próprio governo falava num investimento de até R$ 170 milhões. Até o momento, o que se pretende é dinamizar a cultura da cana, com plantio em áreas da região. Há a perspectiva de mobilização, por meio de empregos diretos e indiretos, de cerca de 3 mil pequenos produtores. A ideia é também ocupar, por meio de arrendamentos de pequenas áreas, 2,5 mil ha, além dos 3 mil adquiridos pela própria usina.

Tecnologia

Serão mais um ano e dois meses pela frente de cultivo da cana até que haja o produto para a moagem. Para isso, segundo Henrique, haverá um trabalho conjunto de profissionais experientes da região com o uso da tecnologia de ponta para a produtividade avançar. Ele disse que há muito que ser feito pela frente. Os antigos funcionários da usina estão sendo consultados, no sentido de propiciar um andamento mais eficaz das atividades.

A meta é finalizar, ainda neste semestre, a fase burocrática para o fechamento das negociações da usina junto ao governo do Estado. A Cariri II, antiga Usina São Francisco, será liquidada num período de 25 meses, mas já começa a funcionar, com emprego de mão-de-obra local.

De acordo com Henrique, os novos investidores do setor canavieiro são usineiros e empresários de outros setores, de São Paulo e Estados do Brasil. Segundo ele, se detectou uma deficiência de álcool no Nordeste e, principalmente, a desativação do setor no Ceará. "Houve um momento de paralisação, mas agora entra com 10 anos na frente", aposta o empresário.

Mesmo com o quadro de seca enfrentado no Ceará e no Nordeste brasileiro e a perspectiva de funcionamento do Cinturão das Águas, com a Transposição do Rio São Francisco, previsto para o fim deste ano, o diretor comercial admite que o planejamento, neste momento, está focado na mecanização agrícola e na irrigação. Seriam os meios mais seguros para garantir as primeiras safras. O início da nova fase de produção de álcool no Estado será com lançamento oficial nos próximos dias. A produção deverá entrar no mercado já reduzindo o preço do álcool. (Diário do Nordeste 23/02/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados Hoje

O tom de otimismo prevalece na Europa: Mercado continua atento à Grécia. O acordo de extensão entre a Grécia e credores está derrubando a taxa de rendimento dos títulos e impulsionando o movimento de alta no mercado acionário. Lembramos: o atual programa de ajuda da Grécia vence no final deste mês, e ainda, na sexta-feira dia 20, a Grécia e o Eurogrupo chegaram a um acordo para estender o programa de ajuda em quatro meses, na condição de que o governo grego apresentasse até hoje uma lista de reformas. Nesta manhã noticiários internacionais ventilaram que a Grécia enviou uma lista provisória de reformas aos credores, à frente do prazo estabelecido, permitindo eventuais mudanças durante a segunda-feira e respeitando o prazo.  

Na Ásia

Mercado fechando em leve alta diante de sinalização de avanço nas negociações na Grécia. O índice Nikkei, do Japão, renovou seu nível máximo nos últimos 15 anos, ultrapassando os 18.500 pontos. Os mercados na China e Taiwan seguem fechados em função do feriado de ano novo por lá.

Nos EUA

A semana estará concentrada na apresentação de Janet Yellen (presidente do Federal Reserve). Nesta semana, investidores de todo o mundo estarão de olho na fala de Yellen, esperado para amanhã e quarta-feira. O discurso pode trazer indicações mais claras sobre o momento da elevação da taxa de juros nos EUA. Registre-se: analistas estão concentrando as apostas em uma primeira alta da taxa de juros em setembro. Na agenda, Fed de Chicago e de Dallas divulgam indicadores de atividade. Os números de vendas de casas existentes também são esperados.

No Brasil:

O ano começa  após o Carnaval: PT tenta fortalecer os laços da situação com o PMDB para assim conseguir aprovar as medidas de Joaquim Levy. Focus continua a sinalizar o cenário econômico desafiador e deve impactar negativamente o mercado acionário nesse inicio de sessão. Dólar segue forte ao redor do mundo e deve ser a tendência por aqui.

O Brasil: terá uma semana intensa de negociações políticas. O governo tenta levar as medidas de ajuste fiscal adiante.

Boletim Focus: mais inflação, menos PIB

Segundo o Focus desta semana, a mediana das projeções de mercado para a inflação neste ano subiu, de 7,27% na semana passada, para 7,33%. É a oitava revisão para cima consecutiva. Os preços administrados também seguem em alta em 2015: espera-se agora avanço de 10,40%, contra 10,00% há uma semana. Para o PIB, também pela oitava semana seguida, espera-se menos: agora é prevista uma contração de 0,50%, contra -0,42% há uma semana. Por último: a Selic projetada para o final deste ano segue em 12,75% ao ano.

Começam as negociações em torno das medidas fiscais: cada um faz a sua parte

Segundo matéria de hoje do Estadão, a presidente, nesta semana, tentará articulações para ter medidas de ajuste fiscal aprovadas no Congresso. Dilma deve se encontrar nos próximos dias com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ. De forma bastante didática, o Estadão destaca as recentes derrotas políticas do governo, desde a eleição de Cunha, no início do mês. 

Todos fazem a sua parte. Por um lado, Joaquim Levy, hoje à noite, se reunirá com a cúpula do PMDB, incluindo não só Michel Temer, vice-presidente, mas também Cunha e Renan Calheiros. Por outro, para amanhã também estão marcados café da manhã e almoço entre ministros envolvidos na votação dos ajustes dos benefícios trabalhistas e líderes da base aliada do governo no Senado e na Câmara. Hoje logo pela manhã, Levy também participa de evento “O Desafio da Construção de Uma Nova Plataforma para o Crescimento Futuro”, promovido pela Câmara de Comércio Brasil França em São Paulo, 8h30.

Registre-se: amanhã começa a votação da proposta de reajuste da tabela de IR, em 6,5%.

Também começarão as discussões do fator previdenciário

O governo, liderado pelo ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, começará as discussões em torno do fator previdenciário. Não serão dias fáceis para Gabas: também estará na linha de frente nas negociações envolvendo os ajustes nos benefícios trabalhistas que recentemente propôs Joaquim Levy.

Enquanto isso, Levy se mostra confiante na aprovação das medidas, e afirma que o Brasil "não vai parar"

Em entrevista ao Estadão, neste domingo, o ministro se mostra seguro, e defende o cumprimento da meta de superávit primário para este ano. A segurança do ministro chega a causar espanto em alguns economistas, diante de tempos difíceis de negociações.

Assim como o fez em turnê recente, passando não só pelo Brasil, mas também pelos EUA, Levy tenta diminuir as incertezas em torno da economia brasileira. Não tem sido nada fácil: o noticiário segue negativo; com o dólar e os juros futuros sendo pressionados para cima desde o final de janeiro.

Sobre a entrevista

A resposta à pergunta "O sr. vai entregar a meta prometida?" foi clara: "Não tenho dúvidas sobre isso. A presidente Dilma vem mostrando total comprometimento [...]", disse Levy. Se aproximam tempos de negociações no Congresso, para defender as recentes propostas de ajuste, mas ainda não está claro se o ministro estará na linha de frente de tal batalha. Neste contexto, Levy se mostra otimista, e argumenta que "Até agora não criamos impostos novos ou algo inusitado [...]".

Numa analogia para descrever o atual momento do país, quando políticas anticíclicas vão chegando a um fim, Levy fala: "Ficar na cama, debaixo do cobertor, pode ser bom. Mas, quando o despertador toca, a gente salta para ir trabalhar e ganhar a vida. É assim com as pessoas e os países que são vencedores".

A Petrobras e seus efeitos sobre a economia: mais incertezas

Como dissemos acima, o noticiário político e econômico tem sido negativo. No Estadão de domingo, os economistas Gustavo Franco e José Roberto Mendonça de Barros falam, em artigos separados, das recentes novidades envolvendo a estatal. Negativas, claro.

Registre-se: ambos, coincidentemente, comentam um artigo recente de Aswath Damodaran, professor renomado de NY, que trata sobre a Petrobras. Damodaran definiu como "a calamidade" o que tem acontecido com a empresa. E Franco resume o entendimento que é (praticamente) consenso entre os investidores: "A separação dos assuntos econômicos dos políticos ia funcionando muito bem, até que a Presidente nomeou um homem do partido para o comando da Petrobras, [...], péssima providência".

Agenda macro da semana: uma rápida perspectiva do mais importante

A semana começa e termina com índices de confiança da indústria referentes a fevereiro. Na terça, sai o IPCA-15 deste mês, e devemos ver uma forte aceleração da inflação, tanto na comparação mensal quanto na anual. Na quarta e na quinta, dados referentes a janeiro: dados das operações de crédito (provavelmente veremos uma leve alta da inadimplência) e do mercado de trabalho (provavelmente veremos uma alta da taxa de desemprego). Por último, na sexta, sairá o resultado primário de janeiro. Dados do fiscal, portanto, estarão no radar dos investidores. Vale prestar atenção: reunião entre Levy e líderes do PMDB, devem trazer novidades. Irá melhorar a expectativa com relação às aprovações dos reajustes no Congresso? No Estadão de domingo, como falamos acima, Levy se mostra bem confiante, ainda.

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa sexta-feira tivemos mais um dia de indecisão, com isso pouca coisa mudou em relação ao dia anterior, a tendência segue sendo altista com suporte muito importante em 50.000, para que a tendência siga altista é importante que esse nível não seja perdido em um próximo recuo. [texto retirado do relatório Panorama Técnico]

Cenário externo: após extensão de socorro financeiro à Grécia, as bolsas reagem de forma positiva. No Japão, o Nikkei registra nova máxima de quinze anos; e as bolsas europeias também seguem firmes.

Grécia: apesar do acordo, continuarão as negociações

O mercado abre a semana esperando que a Grécia prorrogue seu acordo com o Eurogroupo, evitando assim que a crise por lá se agrave. Após a reunião entre ministros das Finanças da região, na última sexta-feira, e acordo sobre a extensão por quatro meses da ajuda financeira à Grécia, as negociações devem continuar. Os prazos foram dilatados, mas ainda não está claro como o novo governo eleito por lá conseguirá satisfazer ambos lados: o seu eleitorado e os seus credores. Por enquanto, a sinalização favorável do Eurogroupo ajudou os mercados a começarem a semana em clima positivo. Ainda há incerteza sobre se a prorrogação virá, e qual o seu desenho final. Se tudo correr bem, a Grécia pode deixar de ser um tema central a mover mercados.

Confiança da Alemanha continua a avançar, mas Grécia pesa

O índice alemão IFO de fevereiro (indicador de clima e/ou sentimento de empresas) da Alemanha veio marginalmente abaixo das projeções, o que pode indicar preocupação com o impacto da crise grega. O índice registrou 106,8 (abaixo dos 107,7 esperados e 0,1 acima do mês anterior), ficando em linha com a média de longo prazo. Essa foi a quarta alta consecutiva. A melhora se deu principalmente no indicador de expectativas (de 102 em janeiro para 102,5 em fevereiro). O enfraquecimento do euro, o fortalecimento da economia alemã e o crescimento mais forte de importantes parceiros comerciais explicam esse maior otimismo dos empresários. Já na opinião da Capital Economics, os números sugerem que o euro mais fraco ainda trará efeitos negativos para as empresas alemãs, enquanto os esperados efeitos positivos do QE do Banco Central Europeu serão ofuscados pela turbulência na Grécia. Quanto mais a questão grega se alongar, maior será a pressão negativa sobre a confiança na zona do euro.

Rússia perde grau de investimento após ser rebaixada pela Moody’s

No final da sexta-feira a Moody’s rebaixou o rating da Rússia. O indicador de crédito soberano de longo prazo do país caiu para Ba1 (antes Baa3). Já o rating da dívida de curto prazo foi rebaixado para Not Prime (antes,  Prime-3). A perspectiva dos ratings é negativa e devem levar à novas revisões. A agência indica que o rebaixamento tem como razões principais: i) a contínua crise com a Ucrânia: além de impactar a economia no médio prazo, pode também resultar em problemas no pagamento da dívida externa dentro do prazo; ii) petróleo fraco: impacto imediato na economia e empresas do setor; iii) pressão fiscal com a erosão do rublo russo, assim como redução das reservas cambiais do país.  Por fim a Moody’s cita haver potencial de uma crise política e econômica mais severa por vir: “potencial para emergirem choques políticos ou econômicos mais severos, relacionados ou ao conflito militar na Ucrânia ou a um declínio renovado dos preços do petróleo, que prejudicariam ainda mais as finanças públicas e externas da Rússia”.

O clima na região segue tenso, noticiário internacional cita autoridades em Kiev declarando que rebeldes pro-Rússia, no leste da Ucrânia, continuam com ataques.

Empresas

TIM: A TIM deverá receber cerca de R$ 14 bilhões em investimentos da Telecom Italia de 2015 a 2017. Os recursos virão da venda de torres da operadora e também da redução do pagamento de dividendos ao menor nível exigido por lei aos acionistas da empresa brasileira. A maioria dos recursos será investido em internet móvel, que é a principal força de crescimento da TIM, podendo se tornar seu principal mercado até o fim da década. Segundo Marcos Patuano, presidente do grupo italiano, a empresa tem muitas prioridades e investimentos para fazer em todo o mundo, e por isso não terá tempo para trabalhar em uma possível aliança com a Oi. O executivo disse que a empresa analisou por alguns meses, mas percebeu que seria um negócio muito complexo e não adicionaria valor suficiente, por isso o plano de fusão foi descartado no momento. Dessa forma, esta descartada a possível  aliança entre TIM e Oi no momento, descartando as recentes especulações em torno do assunto.

Usiminas: Após um aprofundamento da retração da demanda de aço no Brasil, as apostas da Usiminas para o ano de 2015 são de ganhar fatia no mercado doméstico visto a queda nas importações e aumento nas exportações devido ao câmbio mais competitivo. As vendas totais de aço caíram cerca de 11%  em relação ao terceiro trimestre e as de ferro 6%, o desempenho da Usiminas é comparável ao de 2009, no qual a empresa viveu o impacto da crise global. A queda das vendas no mercado brasileiro foi de 5,5% no quarto trimestre de 2014. Segundo Souza, presidente da companhia, em 2015 a companhia continua com esforços de redução de custos, aumento da eficiência operacional e busca de venda no mercado interno, no qual , ele acredita que exista espaço para aumentar as exportações, com o cambio acima de R$ 2,80. O investimento total da empresa do ano será em torno de 1 bilhão. Este deve ser um ano difícil para as siderúrgicas, com o mercado retraído na maioria dos setores consumidores de aço, como o automotivo, máquinas agrícolas e eletrodomésticos, vislumbrando aumento apenas nas torres para energia eólica.  

Fleury: Segundo comunicado ao mercado, o acionista controlador da Fleury, a Core Participações, informou que não objetiva mais a venda do controle indireto do laboratório. A empresa tentou sem sucesso a venda do bloco para a Gávea. A Core também informou que, diante do interesse expressado por determinados investidores, está analisando oportunidades estratégicas que podem resultar em sua associação com sócio minoritário da Core. A empresa contratou a Inspire Capital Partners e o JPMorgan para auxiliá-la na análise das potenciais oportunidades. Ainda não existe uma decisão a esse respeito.

Souza Cruz: A British American Tobacco International, controladora da Souza Cruz, estuda a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) de 100% das ações da empresa. Atualmente o free float de CRUZ3 é de cerca de 24,7%. Se a OPA for efetivamente realizada, o preço da operação seria de R$ 26,75, na sexta feira as ações fecharam a R$ 23,65.