Macroeconomia e mercado

Notícias

 

ATR deve cair 1% na safra 15/16 do Centro-Sul

Previsão é de importante consultoria em commodities internacional.

A safra 2015/16 na região Centro-Sul do Brasil deverá ser menos afetada pela falta de chuvas, como foi registrado no ciclo anterior, mas os vários anos de renovação e investimento nos canaviais, muito abaixo do ideal, devem cobrar caro em termos de produtividade global.

Segundo consultoria em commodities internacional, com unidade no Brasil, a safra 15/16 no C-Sul deverá registrar ATR total 1% menor que a safra anterior. E a série de políticas públicas recentes em favor do etanol também deve ajudar a reduzir novamente o mix açucareiro, contribuindo para a menor produção do adoçante.

No total da safra-mundo 2014/15, conforme a consultoria, a produção da região Centro-Sul do Brasil deve cair 4% em relação à temporada anterior.

A safra 2014/15 foi uma temporada que sofreu com stress climático intenso em várias regiões, o que reduziu fortemente a disponibilidade de cana. Além disso, o mix açucareiro foi reduzido em mais de dois pontos percentuais, sendo determinante para a redução em 6,75% na produção de açúcar, para 31,96 milhões de toneladas. (Jornal Cana 06/03/2015)

 

Fitch rebaixa rating do Grupo Virgolino de Oliveira

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR, na sigla em inglês) da Virgolino de Oliveira S.A. Açúcar e Álcool (GVO) de 'C' para 'RD'. A Fitch também rebaixou de 'C' para 'RD' e retirou o rating da Virgolino de Oliveira Finance S.A., subsidiária integral da GVO responsável pela emissão dos títulos da companhia.

O rebaixamento se deve ao não pagamento de juros referentes a US$ 135 milhões em bônus com vencimento em 2020 e US$ 300 milhões em títulos com vencimento em 2018. A GVO ainda tem no mercado US$ 300 milhões em bônus com vencimento em 2022. O prazo para pagamento de juros desses títulos vence em 9 de março. A companhia vem sofrendo com alto endividamento e juros, que afetaram o fluxo de caixa em meio aos baixos preços internacionais do açúcar e problemas causados pela seca em regiões produtoras do Brasil. (Agência Estado 06/03/2015)

 

Usina de SP testa cana irrigada por gotejamento

Santa Fé, de Nova Europa, inicia em julho a primeira colheita de 100 hectares.

A Usina Santa Fé S.A., de Nova Europa (SP), vive a expectativa de fazer a primeira colheita de 100 hectares cultivados com irrigação por gotejamento. A colheita está prevista entre junho e julho próximos.

O plantio foi feito em fevereiro de 2014 com duas variedades: a RB 92 579, já utilizada em canaviais irrigados na região Nordeste do país, e a CTC 4, empregada pela primeira vez nesse tipo de cultivo.

O projeto de implementação é da Netafim, de Ribeirão Preto, que nesta quinta-feira (05) realizou Dia de Campo para mostrar a tecnologia.

A previsão é de ganhos de produtividade entre 30% e 40% na comparação com o cultivo convencional. Na safra 2014/15, a Santa Fé colheu em média 82 toneladas de cana por hectare (tch).

A expectativa é de que haja mais ganho em oferta de biomassa, por conta do maior porte das plantas, em relação rendimento de açúcar, uma vez que a presença de água durante todo o período de vegetação, sem estresse hídrico, interfere nesse ganho.

Outro ganho previsto é a longevidade dos canaviais, que deverão permitir até 12 cortes.

Segundo Matheus Uzololotto Lopes, coordenador de Plantio e Preparo do Solo da Santa Fé, os investimentos na implantação do sistema de irrigação por gotejamento somaram médios R$ 6 mil por hectare. Já o plantio de cada hectare de cana somou outros R$ 5 mil a R$ 7 mil por hectare.

Conforme Lopes, o emprego de água na cana irrigada por gotejamento obedece limite de 3 mililitros por dia até a saturação (no caso, 25 quilopascal, ou kPa). A água é captada diretamente de reserva devidamente outorgada pela usina.

Fernando Mattos, Diretor Industrial da Santa Fé, diz que caso o sistema por gotejamento seja aprovado, há o objetivo de estender o plantio irrigado em outros 200 hectares. (Jornal Cana 06/03/2015)

 

Programa de muda pré-botada será lançado em Guariba

Tecnologia permite economia de 18 toneladas por hectare plantado.

Guariba (SP) sedia na sexta-feira (13/03) a implantação do programa de Polos Regionais de Mudas Pré-Brotadas (MPB). Ação focada no ganho de produtividade, e que era comum em regiões canavieiras e se perdeu ao longo dos anos, volta a ser retomada pelo Instituo de Agricultura (IAC), da Secretaria de Agricultura do estado de São Paulo.

O sistema de MPB foi desenvolvido pelo IAC com o objetivo de multiplicar mudas, com alto padrão de fitossanidade, vigor e uniformidade de plantio.

O MPB é direcionado ao aumento da eficiência e dos ganhos econômicos na implantação de viveiros, renovação e expansão de áreas de cana.

Segundo o IAC, outro grande benefício dessa tecnologia está na redução da quantidade de mudas que vai a campo. Para o plantio de um hectare de cana, o consumo de mudas cai de 18 a 20 toneladas, no plantio convencional, para 2 toneladas no MPB.

“Isso significa que 18 toneladas que seriam enterradas como ‘mudas’ irão para a indústria produzir etanol e açúcar, gerando ganhos”, explica o pesquisador do IAC, Mauro Alexandre Xavier, em relato à imprensa.

Para dinamizar a adoção do sistema, o Programa Cana IAC criou também o kit de pré-brotação IAC. Este kit será entregue a alguns produtores a fim de contribuir para a qualificação do processo de produção de mudas, fase essencial para os resultados da canavicultura moderna.

Os polos regionais de MPB são uma das iniciativas do +cana, que engloba ainda projetos de manejo do Sphenophorus levis e broca, espaçamento do canavial, uso de maturador, ensaios de nutrição e adubação, agricultura de precisão, entre outros, tudo com foco no aumento da produtividade e longevidade do canavial. (Jornal Cana 06/03/2015)

 

Boas perspectivas para açúcar e etanol mantêm indefinido mix da nova safra, diz Job

A demanda por etanol na próxima safra do centro-sul, que começa em poucas semanas, deverá crescer expressivamente com a mistura maior do biocombustível na gasolina e uma mudança tributária em Minas Gerais, mas ainda não é possível dizer que a moagem será mais "alcooleira", uma vez que os preços do açúcar estão tendo recuperação em real por conta do dólar mais forte.

A avaliação é do consultor Júlio Maria Borges, da Job Economia, para quem o "mix" de cana na temporada 2015/16 (de abril a março) ainda não está definido.

"O mercado de açúcar está mudando a favor de uma remuneração melhor para o produtor em reais... Não estou falando em preço (no mercado internacional), não adianta falar em preço de açúcar sem falar em taxa de câmbio", disse.

O dólar operava em alta de 0,8 por cento, acima de 3 reais, na tarde desta quinta-feira, após ter fechado na véspera no maior patamar desde agosto de 2004, o que estimula vendas do açúcar do Brasil para a exportação, pressionando os mercados globais. O bruto de Nova York, por sua vez, atingiu o menor valor desde 2010 na quarta-feira.

"O viés alcooleiro que vimos nas últimas duas safras --pela melhor remuneração do etanol ante o açúcar-- não está garantido. Ele pode existir, dependendo dos preços do açúcar, mas ele pode deixar de existir", afirmou.

De acordo com cálculo da Job Economia, o contrato março na bolsa de Nova York, que venceu recentemente, ficou praticamente estável em 0,40 real por libra-peso nos últimos meses, em preços muito melhores do que os vistos no ano passado para o vencimento anterior, e alguns contratos futuros, até 2016, chegam a pagar 20 por cento acima dos daqueles 0,40 real.

"Com esse sinal de mudança no preço do açúcar, a vantagem do etanol diminui", afirmou o consultor.

MAIOR DEMANDA X SAFRA

A quantidade de cana destinada a um ou outro produto ganha importância porque a maior parte o mercado, com raras exceções, não prevê um aumento substancial na próxima safra do centro-sul, região que responde por cerca de 90 por cento da produção da matéria-prima de açúcar e etanol.

A Job Economia prevê uma safra 15/16 de 585 milhões de toneladas, com uma margem de erro de 2,5 por cento, para mais ou para menos --a consultoria ainda não divulgou projeções de produção de açúcar e etanol.

Uma safra maior dependerá das chuvas em março e abril, após precipitações acima da média em fevereiro e um janeiro muito seco, disse Borges.

Em previsão divulgada nesta quinta-feira, outra consultoria, a Agroconsult, uma das exceções ao falar em uma safra robusta, previu um recorde de moagem de 620 milhões de toneladas no centro-sul, por conta de chuvas acima da média histórica em fevereiro em São Paulo, que colhe mais da metade da cana do país.

A Agroconsult estimou um crescimento de 9,5 por cento na produção de etanol 2015/16 ante 2014/15, ou cerca de 2,5 bilhões de litros, atingindo 28,7 bilhões de litros.

Esse eventual crescimento na oferta seria quase todo absorvido pelo aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 25 para 27 por cento, o que vai gerar uma demanda adicional de 1 bilhão de litros, segundo anúncio do governo federal na véspera, e pela redução do ICMS para o etanol em Minas Gerais, concomitantemente a uma alta do tributo estadual para a gasolina.

A mudança tributária em Minas, segundo maior consumidor de combustíveis no Brasil, começa a valer ainda em março.

Para Borges, nesse primeiro ano, a demanda adicional por etanol hidratado em Minas vai aumentar em 1 bilhão de litros, com um potencial de 3 bilhões de litros nos próximos anos. O incremento no consumo deverá ocorrer, segundo o analista, a partir do momento que os mineiros mudarem sua cultura no abastecimentos dos veículos, usando um combustível financeiramente mais vantajoso. (Reuters 05/03/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados hoje

Dólar segue em alta no exterior. Em dia de Relatório de Empregos dos Estados Unidos, a moeda tende a continuar em alta lá fora. Espera-se, pelo 11º mês consecutivo, uma criação de empregos acima de 200 mil em fevereiro. O consenso é de 235 mil, contra os 257 mil de janeiro. A taxa de desemprego deve ir para 5,6%, de 5,7%. Não se espera aceleração nos salários-hora.

Na Europa, as bolsas tentam firmar ganhos no início da sessão. Às 7h55, horário de Brasília, a maioria das bolsas já operava em alta, mas com ganhos modestos. Enquanto isso, após coletiva de imprensa de ontem de Mario Draghi, presidente do BC europeu, o euro segue se enfraquecendo frente ao dólar, operando ainda abaixo de US$1,10. Mais: os juros dos títulos soberanos são pressionados para baixo.

Sobre commodities

Após revisão de metas na China, commodities seguem operando com viés de baixa. O minério segue em queda, abaixo de US$60/ton.. O petróleo, por outro lado, ainda mostra alguma sustentação, com o WTI em ligeira alta hoje, ao redor de US$50/barril.

No Brasil

Segue prevalecendo o quadro de incertezas. Mas vale notar: a Fazenda classificou como “profícuas e produtivas” as reuniões da agência de classificação de risco S&P com autoridades brasileiras; e fontes acreditam que não haverá rebaixamento do rating soberano neste ano. Isto pode contribuir para alguma realização no mercado cambial, mas ainda vemos difícil a reversão da tendência altista sobre o dólar dos últimos dias. Os juros longos, na BM&F, não devem ter alívios no atual contexto.

Na agenda macro: IPCA de fevereiro registrou alta de 1,22% na comparação com janeiro, levando o 12-meses a expressivos 7,70%. Os números ficaram, portanto, acima do consenso de mercado, que era de 1,08% e 7,565, respectivamente. Na agenda micro: Cetip divulgou números em linha com o esperado. Em bolsa, o momento é importante para definir se continuaremos numa tendência altista daqui em diante.

Brasil

Segue o clima de incertezas. Depois da visita da S&P, o Brasil já espera a Fitch, nos próximos dias. Fazenda, Planejamento e BC não terão alívio: é preciso mostrar, e convencer, às agências de classificação de risco que mudanças estão a caminho.

S&P não deve rebaixar nota de crédito este ano, acreditam fontes

Segundo matéria de Claudia Safatle, no Valor, fontes que tiveram conversas com a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) saíram com a impressão de que não haverá rebaixamento este ano. Seria dado o benefício da dúvida a Joaquim Levy. Lembramos: um corte da S&P bastaria para entrarmos no chamado “grau especulativo”. Acreditamos que o mais provável é que outras agências, como a Moody’s, revisem a sua nota nos próximos meses, mas ainda assim permaneceríamos com o grau de investimento. Algo que já está, em grande parte, nos preços atuais.

Em nota, a Fazenda diz que reuniões com a S&P foram “bastante profícuas e produtivas”

Não era um momento muito oportuno para visitar o Brasil, sejamos francos. Não só a recusa de levar adiante a Medida Provisória por parte do líder do Senado, mas também em meio às investigações da Operação Lava-Jato, integrantes da Fazenda, Planejamento e BC precisavam convencer que está tudo sendo encaminhado. De qualquer forma, a S&P veio ao Brasil para “permitir à agência avaliar as perspectivas econômicas do país e a consistência de sua política econômica”, diz em nota a Fazenda. Após uma série de reuniões, ontem foi o dia de reunir-se com Joaquim Levy. Como dissemos acima, a Fazenda considerou a reunião do ministro como “profícuas e produtivas”.

Em entrevista à Folha, Levy defende rapidez nas aprovações do Congresso

Levy, em entrevista, defende mais rapidez na definição das medidas do Congresso, diante da gravidade da situação do país. Segundo ele, o ajuste fiscal não é necessário para que o país volte a crescer. Segundo Levy, "A rapidez é essencial para a economia voltar a crescer. Em particular, os agentes saberem a data em que, por exemplo, MPs terão seus efeitos, é um fator importante para o resultado dessas medidas sobre as expectativas e na arrecadação dentro do ano". Mais: para aqueles que há pouco afirmavam que a meta de superávit primário seria reduzida, Levy afirmou: "Não há espaço nem intenção de reduzir a meta de 1,2% do PIB".

Anfavea: produção de veículos registra queda em fevereiro

Tanto nas comparações mensais quanto nas anuais, houve contração da produção de veículos. Em relação a janeiro, a produção total recuou 3,5%. Na comparação com fevereiro do ano passado, contraiu quase 30%. Em suma, A queda na produção de autoveículos em fevereiro está em linha com o nosso cenário negativo este ano para o setor, reflexo da redução do crédito, elevação dos juros e recomposição do IPI. Além disso, esse resultado corrobora nossa expectativa de queda da produção industrial em fevereiro.

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa quinta-feira tivemos um dia de leve queda, praticamente testando o suporte de 50.000 e fechando em cima da média de 21 dias. Estamos em um ponto de definição, se voltarmos a subir respeitando o suporte de 50.000 a tendência seguirá altista, se perdermos o suporte a situação ficará menos positiva. [texto retirado do relatório Panorama Técnico]

Cenário externo

Após coletiva de imprensa de Mario Draghi, bolsas da Europa têm viés positivo, juros dos títulos soberanos são pressionados para baixo e o euro continua em baixa frente ao dólar. Lá fora, segue sendo destaque a valorização da moeda americana. Os dados de hoje, caso venham fortes como se espera (ou nos surpreendam para cima), devem continuar mantendo essa tendência ao longo do dia. Um ponto importante para a próxima semana: muda o horário dos EUA neste final de semana e, com isso, o mercado começará a abrir mais cedo com relação ao Brasil. A partir de segunda, bolsas americanas abrem às 10h30, horário de Brasília.

Europa: 2ª leitura do PIB do 4º tri de 2014 mostra sinais positivos

Números de hoje confirmaram aquilo que já era esperado: a zona do euro cresceu 0,3% no último tri de 2014 na comparação com o 3º, e 0,9% na comparação com o mesmo período de 2013. Ao abrir as contas, percebemos que o crescimento vai se tornando mais equilibrado.

Em suma: o consumo segue registrando taxas ainda moderadas (+0,45 T/T, após +0,5% T/T no 3º tri), enquanto os investimentos vão mostrando melhoras expressivas (+0,4%, após 0% no 3º tri). O saldo líquido do comércio também é favorável: exportações cresceram +0,8% T/T, conta +0,4% T/T das importações. Espera-se que com o euro ainda depreciado, as exportações continuem melhorando.

Europa: Draghi, do Chipre, fala do recente pacote de estímulos e mantém o euro enfraquecido

Ontem foi dia de reunião de política monetária na Europa, desta vez realizada no Chipre, e os investidores estiveram atentos à fala do presidente do banco central europeu (BCE), Mario Draghi.

Podemos resumir da seguinte forma: há muito tempo o Draghi não falava de um jeito tão positivo sobre o cenário da Zona do Euro. Otimista com crescimento, com um acerto com a Grécia, sem preocupações geopolíticas, sem medo de deflação. E o consenso de crescimento subiu um pouco.

A seguir, alguns pontos relevantes que chamam a atenção

(1) As compras de ativos (públicos e privados) incluídas na chamada “expansão quantitativa” começarão na próxima semana, dia 9 de março (segunda-feira). Draghi voltou a enfatizar que, por mês, serão injetados 60 bilhões de euros até, no mínimo, setembro do próximo ano. Parar ou continuar as compras dependerá da avaliação do BCE sobre a trajetória de inflação. Pretende-se atingir a meta próxima, porém abaixo, de 2% ao ano;

(2) O BCE revisou para cima as projeções de atividade para este e o próximo ano, de 1,0% para 1,5% e de 1,5% para 1,9%, respectivamente. Para 2017, projeta-se crescimento de 2,1%. Destacaram-se os efeitos positivos da queda dos preços do petróleo sobre o consumo das famílias;

(3) O BCE revisou para baixo a inflação deste ano, de 0,7% para zero, mas elevou a projeção para 2016, de 1,3% para 1,5%, por conta da melhora do ritmo de atividade. Para este ano, no entanto, pesou a queda do petróleo. Para 2017, projeta alta de 1,8%;

(4) Na coletiva de imprensa, os jornalistas focaram muito nas questões envolvendo a Grécia. O BCE aumentou suas restrições com relação à dívida do país, ao restringir o financiamento aos seus bancos.  A autoridade monetária afirmou que não aceitará mais títulos do governo grego como garantia para emprestar dinheiro aos seus bancos comerciais. Como é que os bancos gregos podem obter mais recursos? Podem recorrer ao Banco da Grécia, ainda que a taxas menos atrativas, e ao Emergency Liquidity Assistence (ELA). E destacou que ninguém pode acusar o BCE de não colaborar com a Grécia: nos últimos dois meses, os empréstimos para os bancos do país passaram de 50 para 100 bilhões de euros – montante equivalente a 68% do PIB grego, e o mais alto percentual dentre todos os países da região.

EUA: hoje sai o Relatório de Empregos de fevereiro, mas Williams diminui importância

John Williams, presidente da unidade de São Francisco do Federal Reserve, disse ontem após discurso no Havaí que o Fed está de olho no mercado de trabalho como um todo, e não está preso a este ou aquele dado em particular, retirando certa importância do Relatório que será divulgado às 10h30, horário de Brasília. Atenção: segundo Williams, membro votante neste ano, o crescimento deste ano deve ficar pouco abaixo de 3%; acredita no recuo do desemprego para algo inferior a 5% neste ou no próximo ano; e a inflação caminhará para a meta de 2% ao ano. Em suma, um membro que é visto como “duro”, e que deve defender o início do aperto de juros já a partir de meados do ano.