Macroeconomia e mercado

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EXCLUSIVO: Acordo entre Ruette e credores devem sair nesta 4ª

Estimativa é do advogado da empresa feita ontem à noite para o Jornal Cana.

O acordo com credores, que irá suspender o pedido de recuperação judicial feito na última semana pelo grupo Ruette, deverá ser assinado nesta quarta-feira (11). A informação foi prestada ontem à noite, ao Jornal Cana, pelo advogado contratado pela empresa, Joel Thomaz Bastos, do escritório Dias Carneiro Advogados.

O acordo prevê a suspensão por 90 dias de qualquer contestação de dívida por parte dos credores. A assinatura era esperada nesta terça-feira (10). “Mas [a assinatura do acordo] está agendada para esta quarta-feira”, informou Bastos.

Dentro do prazo de 90 dias, prorrogável por mais 90 dias, as duas usinas de cana da companhia, localizadas em São Paulo, serão colocadas à venda para pagamento dos credores. As terras do grpo não estão incluídas no acordo.

Com capacidade de moagem de 3,6 milhões de toneladas por safra, o grupo, conforme estimativas, pode colocar as duas unidades à venda por cerca de R$ 600 milhões. Esse é o montante avaliado pela dívida bancária. Já outros R$ 120 milhões são estimados pelos mais de mais 2 mil hectares cultivados com cana-de-açúcar.

A Ruette entrou com o pedido de recuperação no Fórum de Monte Azul Paulista. (Jornal Cana 11/03/2015)

 

Antaq avalia prorrogação da Rumo em Santos

Companhia do grupo Cosan se compromete a investir R$ 442 mi para ampliar arrendamento.

Está na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para aprovação, plano de investimentos para prorrogação antecipada de contrato de arrendamento no Porto de Santos.

Trata-se da primeira aprovação de plano de investimentos para prorrogação de contrato de arrendamento, que atende a Rumo Logística Operadora Multimodal S/A, do grupo Cosan Operadora Portuária, no terminal de granéis sólidos vegetais.

A aprovação do plano foi publicada no Diário Oficial da União de 06 de março último. A Antaq precisa avalizar o plano. Em seguida,  deverá ser assinado o termo aditivo de prorrogação, ainda sem data prevista.

O plano prevê a antecipação da prorrogação do contrato de arrendamento para o grupo até o ano de 2036. Em contrapartida, o Terminal Rumo vai investir R$ 442 milhões. O plano aprovado prevê aumento de capacidade do terminal de 10 milhões para 14 milhões de toneladas/ano. (Jornal Cana 11/03/2105)

 

Jalles Machado reduz falhas no plantio em 97% da área

Trabalho holístico do grupo na parte agrícola tem garantido um solo com melhores condições para receber os futuros canaviais.

O Grupo Jalles Machado venceu um importante entrave no setor agrícola nos últimos anos, a redução de falhas durante o processo de plantio.

Com encerramento do ano agrícola,  o grupo obteve 97% da área de plantio com nível excelente, em classificação adotada pelo grupo. Nesta categoria, falhas durante o processo devem ficar abaixo de 10%.

Para alcançar estes resultados, o grupo tem trabalhado de forma ampla no manejo do solo, através do implantação de rotação de culturas, preparo profundo do solo e georreferenciamento.

Para sucesso de plantio, o adota espaçamento de 1,5 metro, com aplicação média de 25 a 30 gemas viáveis por metro.

Nos canaviais da Unidade Otávio Lage, a presença de pedras no solo exige a formação de um equipe para retirada destas, trabalho que tem somado às boas práticas agrícolas do grupo para alcançar produtividades acima três dígitos. (Jornal Cana 11/03/2015)

 

Denusa pretende investir mais no campo

Recuperação Judicial dificultou algumas práticas agrícolas, que podem ser retomadas ainda este ano.

Em recuperação judicial desde 2011, a Destilaria Denusa passou por reajustes financeiros para cumprir seu plano de pagamento.

Uma etapa prejudicada,  a adubação de soqueiras, interrompida desde o início do processo,  pode voltar este ano ao calendário agrícola da destilaria.

Em busca de otimização do plantio,  a Denusa implantou com sucesso  o uso de mudas pré-brotadas (MPB) e já possui um viveiro de 10 a 15 hectares, com obtenção da muda em até 18 meses de preparo. Com o sistema a destilaria reduz custos nesta área com incrementos produtivos, filosofia adotada para reestruturar a empresa.

“Para nós é  muito importante a redução de custos, trabalhamos em constante diálogo para produzir uma matéria-prima de qualidade e com baixos custo de manutenção”, explicou o gestor de planejamento agrícola da Denusa, Antônio Carlos de Oliveira Jr. (Jornal Cana 11/03/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados hoje

China desacelera, commodities acentuam quedas no mês e pressionam as bolsas de emergentes para baixo.

Todos os números que saíram por lá decepcionaram. Com isso, mercados de emergentes reagem de forma negativa. Não têm sido dias fáceis para estes países: não só a iminente alta de juros nos EUA, mas também a desaceleração chinesa os impactam. As commodities metálicas ampliam quedas acumuladas no ano.

Na Europa, as bolsas se recuperam

O índice DAX, da Alemanha, já se aproxima de ganhos de 20% em 2015. Seguem as reações ao “QE” europeu: o euro se deprecia, enquanto os juros dos títulos são pressionados para baixo. Registre-se: às 8h, de Brasília, o euro operava em US$1,06, e os juros dos títulos alemães de 10 anos, em 0,23%, acumulando queda de quase 60% no ano.

Outro tema: preocupações com Grécia ficam de lado, mas oficiais da Troica se reúnem hoje em Bruxelas, e questões técnicas serão discutidas a partir de amanhã. Ministro das Finanças da Alemanha se perguntou ontem: “Não aconteceu muita coisa ainda, portanto a questão que surge é: quão sérios eles são?” – em referência às autoridades gregas.

No Brasil

Governo e Congresso fecham acordo para corrigir tabela de IR de forma escalonada

O impacto nas contas será de R$6 bi, montante “suportável”, segundo Levy. De qualquer forma, noticiário ainda é negativo. Hoje, votações na Câmara devem manter o quadro político no radar dos investidores. Governo pode sofrer nova derrota. Em suma, após correções de ontem no mercado de câmbio e juros, acreditamos que as pressões altistas devem continuar. Em bolsa: quadro externo contribui para manter pressões de baixa.

Brasil

Noticiário segue negativo e investidores ainda de olho no noticiário político. Votações no Congresso seguem intensas; Governo cede e, junto ao Congresso, fechou acordo para a correção escalonada da tabela de IR para Pessoa Física. Com relação a câmbio e juros, continuamos vendo como mais provável a manutenção das pressões altistas, após correções de ontem.

Levy fecha acordo sobre correção na tabela do IR: governo cede à correção escalonada

O ministro Joaquim Levy foi ontem duas vezes ao Congresso, e conseguiu fechar acordo com relação ao reajuste da tabela de IR para PF. Ontem, comentamos o assunto, e havíamos dito que o Planalto, em situação complicada, estaria disposto a rever veto presidencial ao reajuste de 6,5%. Dilma queria uma correção de 4,5%. No final das contas, a correção acordada será de 6,5% para faixa de renda até R$2.840,06; de 6% para rendimento até R$ 3.751,06; de 5% até R$ 4.664,68; e de 4,5% para ganhos mensais acima de R$ 4.664,68. Vale a partir do dia 2 de abril. Segundo Levy, a mudança custará ao Tesouro ao redor de R$6 bi – montante “suportável”; e a correção deve beneficiar cerca de

Votações de hoje na Câmara podem dar nova derrota ao Governo

A Câmara dos Deputados pode concluir votação que começou ontem sobre um projeto de lei que mantém a política de valorização do salário mínimo até 2019. O Governo, tentando diminuir o impacto sobre as contas da Previdência, tenta conter a aprovação. Ainda assim, se isso acontecer, terá que passar ainda pela aprovação do Senado.

BC: mercado monitora próximos passos da instituição diante da depreciação cambial

O banco central segue calado e indiferente à depreciação do real. Chama a atenção, e permanece a dúvida sobre o prosseguimento, ou não, de suas intervenções no mercado cambial a partir de abril. Por enquanto, apesar de ter mostrado intenções de reduzir suas intervenções, acreditamos que a probabilidade dele continuar, e estender o atual programa; aumentou.

Lembramos: a partir de abril o BC, em tese, não ofertará mais a chamada ração diária de US$100 milhões – intervenções que foram possibilitando que as empresas, por exemplo, se protegessem contra as oscilações cambiais. Tombini, no final do ano passado, se mostrava confortável com as menores intervenções e chegou a dizer que o volume deste instrumento já atendia à demanda do mercado. Hoje, o Valor comenta o tema.

BC: Awazu deixará a instituição em breve

Surpreendeu o mercado a informação de que o diretor de Política Econômica do BC, Luiz Awazu Pereira da Silva, deixará a instituição no dia 1º de outubro. Awazu assumirá o segundo posto mais alto dentro do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). Registre-se: ele tinha acabado de deixar a diretoria de Assuntos Internacionais para assumir a diretoria deixada por Carlos Hamilton. Quem assumirá a diretoria deixada agora por Awazu? Ninguém sabe.

Preparação para o rebaixamento, de Moody’s e Fitch

O mercado financeiro está se preparando para um rebaixamento da classificação de risco soberano do Brasil no curto prazo por uma das agências de rating, mas não espera que o país perca o status de grau de investimento este ano. A agência Standard & Poor’s (S&P) atribui a nota mais baixa ao rating soberano do Brasil: BBB- com perspectiva estável. A Fitch Ratings tem nota BBB , também com perspectiva estável. Já a Moody’s tem uma avaliação do crédito brasileiro em um patamar semelhante ao da Fitch, Baa2, mas com perspectiva negativa. Nas duas últimas agências, mesmo com a queda de um degrau da nota, o país ainda permanecerá como grau de investimento.

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

Um dia de volatilidade no mercado de câmbio e juros. O dólar, em forte alta na abertura da sessão, reverteu o movimento, chegou a operar em baixa ao redor das 10h30, horário de Brasília, e fechou em queda de 0,81%, cotado a R$3,1022. Em bolsa: Ibovespa fechou em queda de 1,80% (quinto pregão seguido de baixa), aos 48,293 mil pontos, e com volume negociado de R$7,870 bi. No mês, após acumular ganhos expressivos em fevereiro, já perde 6,4%. Contribuiu para isso o cenário negativo no exterior para ativos de risco e o noticiário interno ainda bastante negativo. Diante das altas recentes no mercado de juros, investimentos em renda fixa se tornam ainda mais atrativos.

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Hoje tivemos mais um dia de queda com abertura na máxima e fechamento na mínima, o que mostra convicção. O dia se encerrou com o teste do nível de 48.200 onde temos suporte, mas não muito forte. Se ele for perdido teremos outro suporte, esse bem forte, em 47.000. A tendência virou para baixa , mas ainda não mostra muita força, se voltarmos a subir teremos resistência em 51.900.

Cenário externo

Bolsas operam em alta na Europa, e estão de volta as reações à política monetária mais expansionista na Europa. Euro se enfraquece, juros dos títulos soberanos, de modo geral, recuam hoje. Grécia é destaque e, na contramão, os juros dos seus títulos sobem. Ainda está presente certa aversão a risco por lá, ainda que não contamine demais mercados da região. Nos EUA, agenda macro vazia, sem grandes destaques, mas o dólar segue em alta. Se para Europa e EUA o dia tende a ser mais positivo, para os emergentes o mesmo não acontece. Seus ativos reagem aos dados que indicam desaceleração adicional da economia chinesa.

China: sinais de desaceleração em fevereiro

Os três números que foram divulgados na madrugada de hoje do Brasil ficaram abaixo do esperado, segundo pesquisa da Bloomberg. De forma resumida: as vendas no varejo avançaram 10,7%, contra os 11,6% esperados; a produção industrial cresceu 6,8%, contra os 7,7% esperados; e os investimentos em ativos fixos urbanos subiram 13,9%, contra os 15,0% esperados. As comparações sempre em termos anuais. Com isso, investidores atualizaram a projeção de crescimento para este ano. Há pouco estava acima de 7%. Agora está ao redor de 6,3%, segundo monitoramento da Bloomberg. Mais: continuamos esperando algumas medidas de estímulo do BC chinês, e cortes de juros nos próximos meses devem acontecer.

Europa: Draghi segue animado e confiante

A fala de hoje do presidente do BC europeu, desde Frankfurt, na Alemanha, também contribui para os movimentos positivos nos mercados acionários da região. Voltou a ressaltar que o “QE” lançado em janeiro deve ajudar na recuperação econômica da zona do euro, e recuperar as expectativas de inflação do bloco. Para ele, o pacote de estímulos também contribui para evitar que os países da região sejam contaminados pelas questões envolvendo a Grécia. De fato, isto acontece hoje: apesar das incertezas com relação à negociação da dívida grega, as bolsas, em geral, voltam a retomar tendência de alta.

Tailândia: corte de juros surpreende investidores

Mais um banco central se torna mais expansionista. O BC do país surpreendeu investidores, decidiu cortar a taxa básica de juros em 0,25 pontos percentuais, em decisão de 4 votos a 3. A taxa agora está em 1,75%, contra os 2,0% que prevaleciam desde março do ano passado. Segundo o BC, justificaram o corte: as pressões deflacionárias recentes; recuperação econômica mais fraca do que a prevista; e lentos efeitos dos estímulos fiscais do governo.

Suécia: corte de juros começa a fazer efeito

As taxas de juros negativas que foram adotadas no último mês começaram a surtir seus efeitos. Após seis meses de preços em queda, o último dado mostrou uma elevação de 0,1% em fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado.