Macroeconomia e mercado

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Raízen acredita que produzirá mais açúcar em 2015/16

A Raízen Energia, braço sucroalcooleiro do grupo Cosan, indicou que pode aumentar a moagem na safra 2015/16 e aumentar as vendas de açúcar, mantendo a mesma saída de etanol.

A projeção é para uma moagem entre 57 e 60 milhões de toneladas em 2015/16, volume superior aos 57,1 milhões de toneladas de cana esmagadas em 2014/15.

Na estimativa desta quarta-feira (18) as vendas de açúcar na safra 2015/16 deverão ficar entre 4,2 e 4,4 milhões de toneladas, volume levemente superior aos 4,1-4,3 milhões de toneladas vendidas em 2014/15.

Já as as vendas de etanol serão praticamente as mesmas de 2014/15, com volumes entre 1,9 e 2,1 bilhões de litros.

A projeção de mix mais açucareiro na Raízen contrasta com a expectativa do mercado de uma safra mais alcooleira em razão do retorno da Cide na gasolina e do aumento da mistura de etanol na gasolina para 27%..

Projeções

Analistas divergem quanto ao tamanho da próxima safra. A maioria estima um volume similar ao último ciclo, enquanto que alguns afirmam que as chuvas têm sido melhores do que o esperado e prevêem uma safra recorde.

A Job Economia e Planejamento, por exemplo, estima um crescimento de 2,5% na moagem, que deve chegar a 585 milhões de toneladas, número semelhante aos 584 milhões projetados pela Datagro. FCStone e Czarnikow, por sua vez, esperam uma moagem de 571 e 570 a 590 milhões de toneladas, respectivamente.

A Raízen disse, ainda, que as vendas de etanol em 2015/16 serão praticamente as mesmas de 2014/15, com volumes entre 1,9 e 2,1 bilhões de litros.

A Cosan reportou no quarto trimestre de 2014 um prejuízo líquido de R$ 83,5 milhões, revertendo um lucro de R$ 229,8 milhões no mesmo período do ano anterior. (Reuters 19/03/2015)

 

Raízen inaugura base de distribuição em Rondonópolis

Base integra programa de investimentos de longo prazo no Centro-Oeste.

A Raízen foca seu planejamento estratégico logístico de longo prazo. Com investimentos de R$ 60 milhões, acaba de inaugurar uma base de distribuição de combustíveis em Rondonópolis (MT).

A partir dessa estrutura, localizada no Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR) e que, segundo a companhia, deve gerar 200 empregos diretos e indiretos, a proposta é movimentar um bilhão de litros de combustíveis.

A base integra plano de investimentos estratégicos da companhia na região, abrangendo R$ 120 milhões na expansão de infraestrutura no Centro-Oeste.

“Apostamos na região e, portanto, a expansão das nossas atividades precisa estar acompanhada de eficiência logística. É importante não apenas crescer, mas também contar com um nível de serviço diferenciado aos nossos clientes do MT”, afirma Leonardo Gadotti Filho, vice-presidente executivo de Logística, Distribuição e Trading da companhia.

Os investimentos irão elevar a eficiência logística do suprimento de combustíveis para a região, através do transporte de diesel e gasolina procedentes da Refinaria de Paulínia (SP) e retorno para o mercado de São Paulo com biodiesel e etanol.

A base

O projeto em Rondonópolis teve início em 2011, quando a Raízen adquiriu o local para a construção da unidade. Os trabalhos iniciaram em junho de 2013 e foram aproximadamente dois anos de obras, sem a ocorrência de qualquer acidente.

Com capacidade para armazenar 24 milhões de litros em 7 tanques, a base tem como diferencial a tecnologia e a alta performance no carregamento de produtos. (Jornal Cana 19/03/2015)

 

Ministério Público pede suspensão da mistura de 27% de etanol na gasolina

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG) encaminhou uma recomendação à Secretaria Executiva do Ministério de Minas e Energia para que o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina (de 25% para 27%) seja suspenso em casos onde já esteja sendo aplicado.

O órgão sugere que a medida poderia ser interrompida até que os testes que estão sendo realizados a pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sejam encerrados e provem, "de forma cabal", que o novo porcentual na mistura não causará danos aos automóveis movidos à gasolina, sem ônus aos seus proprietários.

A recomendação, feita pelo procurador Fernando de Almeida Martins e datada do último dia 16, cita declarações da Anfavea de que mais etanol na gasolina poderia afetar veículos, principalmente os modelos mais antigos, e não traria grandes benefícios ambientais.

Também inclui afirmações da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) de que seria necessário realizar testes para detectar eventual desgaste de peças e componentes das motos.

"É evidente que estamos falando de possibilidades. Mas a legislação brasileira também é clara no sentido de que o consumidor tem direito a informações claras e completas sobre o produto que irá adquirir. Ou seja, sem o resultado dos testes para detectar possíveis efeitos sobre os componentes dos veículos, resultantes do aumento da quantidade de álcool na gasolina, não se poderia colocar tal mistura à venda", afirmou o procurador.

Martins ainda cita regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC) que defendem o acesso à informação "adequada e correta" e de publicidade enganosa.

Para o procurador, além dos direitos dos consumidores, a recomendação visa a defender o próprio patrimônio público.

"Imagine se, após a colocação do produto no mercado, os testes venham a concluir que a mistura tem potencial para causar danos aos veículos. A União ficaria sujeita a inúmeras ações de ressarcimento, o que pode ser definitivamente evitado se o Ministério das Minas e Energia aguardar a conclusão dos testes", declarou.

Segundo o MPF, a recomendação pode implicar a adoção de providências administrativas e judiciais cabíveis e a secretaria executiva do MME terá prazo de 10 dias para informar o acatamento da recomendação. (Agência Estado 18/03/2015)

 

Redução de ICMS passa a valer em MG e etanol deve ficar competitivo

O consumidor mineiro poderá contar com uma redução no preço do litro doetanolhidratado de R$ 0,12 em função da redução da alíquota do ICMS de 19% para 14%  que entrou ontem (18) em vigor no estado - ganhando competitividade com a gasolina.

Com a medida, a expectativa é de que o consumo de etanol hidratado no estado possa dobrar de 750 milhões de litros para 1,5 bilhão de litros.

O presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais - Siamig, Mário Campos, ressaltou também que a previsão é do aumento da produção de etanol no estado na safra 15/16, passando dos atuais 1,582 bilhões de litros (safra 14/15) para cerca de 1,8 bilhões de litros. "Esperamos um consumo de etanol hidratado muito grande este ano no estado, já que Minas Gerais possui a segunda maior frota de veículos leves do país e poderá contar com o combustível mais barato em relação a gasolina", afirmou.

A relação de preço do etanol frente à gasolina pode alcançar 66%, muito favorável ao combustível limpo e renovável, já que, atualmente, está em 71,5%. Segundo dados do Siamig, o etanol custa em média R$ 2,27 nos postos do estado e com as reduções, o valor pode chegar a R$ 2,01.

"Além da redução do ICMS, que permite uma diminuição de 0,12 centavos no preço do etanol hidratado, há ainda o desconto de 0,14 centavos referente ao preço da queda paga aos produtores, que estão recebendo menos, devido ao estoque elevado."

Caso ocorra também o repasse para as bombas da queda de R$ 0,14 do preço do etanol hidratado na produção ocorrido nas últimas semanas, o consumidor mineiro poderia contar com uma diminuição do preço do etanol em até R$ 0,26.

O presidente da Siamig frisou que é preciso que as distribuidoras e postos repassem a redução do ICMS para o preço do etanol e acredita que isso ocorrerá em função da forte concorrência no mercado de combustíveis.

Sancionada pelo ex-governador Alberto Pinto Coelho em 16 de dezembro, a lei 21.527 reduz o ICMS do etanol e aumenta o da gasolina de 27% para 29%. A mudança pesará no bolso de quem depende apenas da gasolina para se locomover. Com a nova tributação do ICMS, que entra em vigência hoje, a perspectiva é de que o litro médio da gasolina fique R$ 0,07 mais caro, em média, na refinaria – mesmo com o acréscimo de 2% de etanol na mistura (de 25% para 27%) nos carros flex.

Tributos

Esta é a terceira vez que Minas Gerais reduz o ICMS do etanol hidratado, mas somente agora com a recomposição tributária também do preço da gasolina é que o combustível renovável ganhará competitividade na bomba. Em 2010, o ICMS do etanol hidratado saiu de 25% para 22%; em 2012 de 22% para 19% e este ano caiu para 14%. 

Com a atual tributação do etanol, Minas Gerais passa a contar com a segunda menor alíquota do país, além de que hoje esse combustível tem embutido somente o ICMS, diferente da gasolina onde os impostos chegam a 40% do seu valor. "Se não quiser pagar imposto alto, o consumidor deve optar pelo etanol", afirma Mário Campos.

Minas Gerais é o terceiro estado produtor de etanol do país, possui 37 usinas em funcionamento e emprega 80 mil trabalhadores diretos. (Siamig 19/03/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados hoje

Bolsas internacionais operam em alta, ainda influenciadas pelo Fed.

Na Ásia, com a exceção da bolsa japonesa, as demais terminaram em alta. Hoje cedo, na Europa, os principais índices operavam em terreno positivo. Ativos de risco foram impulsionados desde ontem, após Fed não mostrar pressa para começar a normalização dos juros nos EUA. Ontem, bolsas americanas, Dow Jones e S&P 500, fecharam com ganhos ao redor de 1,2%.

No mercado de moedas: dólar retoma força no exterior. Também vemos uma recuperação dos juros das Treasuries hoje, após início de semana em queda. Em suma: voltamos a ver pressões de alta sobre o dólar e juros nos EUA, em linha com aquilo que se espera para os próximos meses. Na agenda macro americana: pedidos de auxílio desemprego; Sondagem Industrial da Filadélfia (março) e Indicadores Antecedentes (fevereiro) merecem atenção.

No Brasil: Saída de Cid Gomes da Educação abre espaço para reforma ministerial.

PMDB tende a ganhar ainda mais representatividade no governo, e Dilma deve mexer em alguns nomes que podem melhorar a articulação com a base aliada. A crise política segue no radar dos investidores. Aumentando ainda mais a percepção de risco, a agência de classificação de riscos, Moody’s, alertou para o efeito negativo das manifestações: consolidação fiscal se torna mais difícil.

Mercado de trabalho & Inflação: Tombini, do BC, continua mostrando confiança no declínio da inflação. Para 2016, ainda prevê o retorno à meta, e a moderação no mercado de trabalho contribuiria para isso. A política monetária seguirá “vigilante”, sinalizando que Selic deve subir mais 0,50 p.p. na reunião de abril. Para hoje: favorecida pelo cenário externo, a bolsa deve seguir em alta; enquanto o dólar tende a retomar movimento de alta que deixou de lado nos últimos dias. O quadro político, como comentamos, não mostra melhoras.

Brasil

O quadro político segue bastante complicado. A saída de Cid Gomes mostra fragilidade do governo; e Moody’s ressalta potencial efeito negativo das manifestações populares sobre a consolidação fiscal. Em suma, ainda vemos como provável corte da nota soberana, e pressões altistas adicionais sobre dólar e juros no curto prazo. Uma esperança à frente: reforma ministerial pode melhorar articulação do governo com base aliada.

“Demissão de Cid precipita a reforma do ministério”, diz Valor

A matéria de capa do Valor de hoje comenta a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes. Convidado pela Câmara para dar explicações sobre recentes declarações (segundo ele, na Câmara há “uns 300, 400 achacadores”), Cid fez duras declarações, e chegou a acusar o PMDB de querer dificultar as coisas para o Planalto. Luís Cláudio Costa, secretário-executivo da Educação assume a pasta, mas já há pressões para colocar Mercadante no cargo, e deixar a Casa Civil livre para Jaques Wagner. Em suma: foi um dia nada favorável para o governo, e fica cara a sua fragilidade política. Pela manhã, lembramos: Datafolha mostrou pífia aprovação de Dilma pelos brasileiros.

Moody’s: protestos dificultam consolidação fiscal. Preparação para o corte da nota?

Segundo Mauro Leos, analista de crédito soberano da agência de classificação de riscos, as manifestações recentes são negativas para o crédito do país. Em relatório, disse que podem dificultar consolidação fiscal, ressaltando que a baixíssima aprovação da presidente também pode colocar em risco as aprovações de algumas medidas no Congresso. Lembramos: a Moody’s colocou o rating Baa2 do país em perspectiva negativa em setembro do ano passado. No Estadão, mais sobre o tema.

Para Armínio, meta de superávit é insuficiente

Em interessante entrevista de hoje no Valor, Armínio fala que para colocar a dívida bruta em trajetória declinante seria necessário um superávit superior a 3% do PIB. São contas feitas alguns meses atrás. Para Armínio, “A continuar nesse passo, a dívida chegará a 100% do PIB rapidamente, em quatro a cinco anos”. Registre-se: Levy tem colocado ênfase na dívida bruta, e lembramos que paper do ministro, pouco antes de ser nomeado para a Fazenda, falava no objetivo de levar a dívida a um patamar abaixo de 50% do PIB – algo que ajudaria a melhorar o rating soberano. Ao longo da entrevista, a sua visão parece ser ainda de bastante desconfiança e, ao contrário do que previa na corrida eleitoral, já não vê a retomada do crescimento no final deste ano, e tem dúvidas sérias sobre o desempenho de 2016.

Mas atingir superávit ao redor de 1% do PIB já seria OK, na opinião de alguns economistas...

Em debate promovido pela Liga de Mercado Financeiro da FEA-USP, economistas como Ilan Goldfajn e Eduardo Loyo afirmaram que o mais provável é o governo atingir um superávit neste ano ao redor de 0,9-1,0% do PIB. Abaixo da meta de 1,2% do PIB. Seria suficiente para não perder o grau de investimento. Ainda assim, alertamos: não nos surpreenderia em nada se as agências de classificação de risco, Moody’s e Fitch – que ainda consideram o rating brasileiro em dois níveis acima do grau de investimento –, cortassem em um “degrau” a nota nos próximos meses. Num primeiro momento, haveria sim uma reação negativa nos mercados de câmbio e juros, mas parte destes movimentos já foi sendo precificados aos poucos.

Política Monetária: Tombini segue acreditando em inflação em 4,5% em 2016, e sinaliza manutenção do ritmo de ajuste na Selic

Ontem, o presidente do BC, Alexandre Tombini, em evento promovido por banco estrangeiro em SP, reiterou que a inflação estará no centro da meta de 4,5% ao ano em 2016. Para isso, Tombini destacou cinco fatores que ajudarão no declínio: (i) alinhamento das políticas macroeconômicas; (ii) o reajuste de preços administrados no primeiro tri de 2015; (iii) um mercado de trabalho “menos tendencioso”; e (iv) o comportamento dos preços das commodities e o enfraquecimento de moedas como o euro, que ajudam a mitigar os efeitos da alta do dólar. Além disso, o presidente afirmou que a economia está crescendo abaixo do seu potencial, que 2015 será um ano de transição e passa por ajustes necessários, para retomar o crescimento.

Vale destacar: Tombini utilizou por diversas vezes a palavra “vigilante” quando se referia à política monetária. Segundo ele, “Nada obstante o avanço mencionado, manter a política monetária vigilante neste momento é necessário para conter os efeitos de segunda ordem resultantes dos dois importantes processos em curso de ajustes de preços relativos na economia”, sugerindo que na próxima reunião do Copom o ajuste de 0,50 pontos percentuais será mantido.

Caged: em fevereiro, foram eliminados 2,4 mil vagas, considerando a série com ajustes sazonais

No mesmo período do ano passado, o país havia criado 260,823 mil vagas. O resultado do último mês acabou sendo o pior desde 1999. A piora do mercado de trabalho, ainda que possa ajudar de alguma forma no declínio da inflação, tende a intensificar as manifestações populares. Em suma, o resultado de fevereiro foi fraco, embora tenha ficado dentro da expectativa do mercado (entre um fechamento de 23,5 mil e uma abertura de 118,5 mil vagas).

Preços I: IPC-Fipe fica pouco acima da expectativa dos analistas

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) registrou alta de 0,96% na segunda quadrissemana de março, ante 1,03% na primeira leitura do mês, acima da expectativa dos economistas, de alta de 0,90%. Vale destacar que na segunda leitura de março apenas o grupo Saúde ganhou força, saindo de 0,11% na primeira medição, para 0,35%.

Preços II: IGP-M acelera na prévia de março

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,84% na segunda prévia de março, ante alta de 0,16% na mesma leitura de fevereiro, levemente abaixo da expectativa dos economistas, de 0,86%. O IPA-M subiu 0,75% neste mês, em comparação com a queda de 0,22% em fevereiro, o IPC-M avançou 1,36%, após subir 1,02% no mês passado, e o INCC-M, teve alta de 0,22%, após aumento de 0,61% na mesma base de comparação. Até a segunda prévia de março, o índice acumula aumentos de 1,88% no ano e de 3,02% em 12 meses.

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

Ibovespa terminou em alta de 2,47%, aos 51,526 mil pontos, com volume negociado de R$8,3 bi. O evento do dia, a reunião do Fed, acabou dando ânimo às bolsas, não só aqui como lá fora. A final, o Fed não parece ter tanta pressa em subir juros e a trajetória da normalização parece ser mais suave, de acordo com projeções dos próprios dirigentes. O dólar e os juros também tiveram alívio ontem, fechando a sessão em queda.

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa quarta-feira tivemos mais um dia de forte alta, com isso rompemos a média de 21 dias e também a LTB que vem desde setembro. Com a virada dessa média para cima a tendência volta ser altista, se acontecer o rompimento da resistência em 51.900, onde fica a máxima do ano, a situação fica ainda mais positiva, se voltarmos a cair teremos suporte apenas em 48.200. [texto retirado do relatório Panorama Técnico]

Cenário externo: bolsas internacionais em alta; e recuperação das tendências de médio prazo nas moedas e juros de Estados Unidos e Europa. Na agenda macro de hoje, melhora na Sondagem Industrial da Filadélfia será o destaque e, confirmando a melhora esperada, pode manter o dólar forte no dia de hoje.

EUA: Fed retira o termo “paciente”, mas não está “impaciente”, diz Yellen

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Em linha com o esperado, o Fed alterou o tom do comunicado na reunião de política monetária de ontem: agora, o Fed já não fala em seguir “paciente”, em referência ao início da normalização de juros. No entanto, Janet Yellen, presidente da instituição, ressaltou que isso não quer dizer que eles estão “impacientes”.  Ou seja, em tese, o Fed eliminou a possibilidade de alta de juros em abril, mas deixou a porta aberta para começar a normalizar os juros a partir de junho. Atenção: a Fed agora fica ainda mais dependente dos dados, e precisa ver ainda melhoras no mercado de trabalho e estar razoavelmente confiante que a inflação se moverá na direção de 2% ao ano no médio prazo  para começar a subir os juros.

Suécia: novo corte de juros

Em reunião extraordinária, o BC sueco cortou a taxa de juros, de -0,10% para -0,25%; e ampliou de 10 bilhões para 40 bilhões de coroas suecas o programa de compras de títulos do governo. Na última reunião de política monetária, o BC já havia alertado para a possibilidade de novo corte de juros, ainda em reação à queda da inflação e pressão de valorização da moeda frente ao euro.

BC europeu: clima tenso na inauguração da nova cede, em Frankfurt

Mario Draghi, presidente do BC europeu, continuou a cerimônia e destacou que a nova sede é "um símbolo do que a Europa pode realizar unida", apesar das manifestações antiausteridade, pouco antes do início do evento. Segundo a polícia, 350 pessoas foram detidas. Também se juntaram aos manifestantes representantes de partidos de esquerda, como o grego Syriza, o espanhol Podemos e o alemão Die Linke, alegando que o BC europeu tem contribuído para o empobrecimento de algumas regiões dentro da Europa.