Macroeconomia e mercado

Notícias

Evento aponta para onde o agronegócio deve crescer

Para Caio Carvalho, da Abag, setor poderá atender até 40% das necessidades do planeta.

Os temas e debates da 14ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, a ser realizado entre 3 e 4 de agosto próximo, na capital paulista, deverão contribuir para que o agronegócio mantenha e até cresça sua participação de  ¼ do volume do PIB brasileiro e que, nas próximas três ou quatro décadas, possa atender, em até 40%, as necessidades de suprimento de alimentos no Planeta, conforme estimado pela FAO/ONU.

A avaliação é do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio), para quem o Brasil, particularmente, precisa de uma mentalidade coletiva e integradora, para substituir velho modelo desenvolvimentista, por outro mais moderno e sustentável que abranja toda cadeia do agronegócio.”

A próxima edição do Congresso será organizada, neste ano, por meio de parceria entre a Abag e a Reed Exhibition Alcantara Machado. (Jornal Cana 31/03/2015)

 

Usina sucroenergética faz crédito avançar para o agronegócio

Operações avançaram 21,6% em 2014 apenas em Ribeirão Preto.

Enquanto no geral as operações de crédito cresceram 2,3% em 2014, em um volume de 2,4 milhões de contratações, para o agronegócio essas operações avançaram 5,2% e alcançaram um montante de 222,5 mil.

O avanço das usinas sucroenergéticas e de outros segmentos do agronegócio é ainda maior em cidades cujo PIB é baseado no setor, como Ribeirão Preto. Nesse município, a taxa de crescimento das operações de crédito em 2014 foi de 21,6%, chegando a 4,7 mil operações focadas no agronegócio.

Em comparação, no geral o crédito avançou 8% em Ribeirão Preto, com 15,5 mil operações ao longo do ano passado.

As informações são de levantamento do Ceper / Fundace. (Jornal Cana 31/03/2015)

 

Ex-Bunge assume diretoria comercial da Clealco

Novo diretor possui mais de 10 anos no setor sucroenergético.

Gabriel Carvalho acaba de assumir a diretoria comercial do Grupo Clealco, informa a assessoria da companhia. Até março deste ano, ele ocupava o posto de diretor comercial da divisão açúcar e bioenergia da Bunge. Antes, teve passagem pela Cargill.

Com experiência de mais de 10 anos no setor sucroenergético, Carvalho é formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, e especialista em agronegócios pelo Insper.

Fábio Luciano Cordeiro, que ocupava o cargo de diretor comercial e financeiro da Companhia, ficará exclusivamente como diretor financeiro.

Atualmente, o Grupo Clealco é comandado por José Antônio Bassetto Júnior, diretor superintendente, e por mais quatro diretores, Cássio Manin Paggiaro, diretor agrícola, Fábio Luciano Cordeiro, diretor financeiro, João Roberto Silva do Amaral, diretor industrial, e Gabriel Carvalho, diretor comercial. (Jornal Cana 31/03/2015)

 

Preço do açúcar reagem no final da entressafra

Os preços do açúcar cristal subiram um pouco neste final de março, que marca o término da temporada 2014/15. Na segunda-feira, 30, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (mercado paulista), cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 51,19/saca, com pequena alta de 0,25% em sete dias.

Segundo pesquisadores do Cepea, como o Brasil é o maior exportador desta commodity, a valorização do câmbio dá importante suporte aos preços domésticos.

Na parcial de março, o dólar equivale a R$ 3,14, ante a R$ 2,82 em fevereiro e a R$ 2,64 em janeiro.

Nesse contexto, usinas mantêm firmes os valores de suas ofertas para as negociações do açúcar Icumsa até 180. A demanda, por outro lado, está fraca, já que compradores contam com produto em estoque e/ou recebido por meio de contratos realizados anteriormente. (CEPEA / ESALQ 31/03/2015)

 

Após seis semanas em queda, etanol hidratado se valoriza em SP

Os valores do etanol hidratado subiram no mercado spot paulista na última semana, depois de recuar por seis semanas seguidas.

Pesquisadores do Cepea comentam que, apesar do menor volume demandado, usinas paulistas se apoiaram na diminuição das vendas de etanol de outros estados para São Paulo e também nas chuvas, que interromperam a colheita das unidades que já iniciaram as atividades, para se manterem firmes nos valores pedidos.

Entre 23 e 27 de março, o Indicador semanal CEPEA/ESALQ do hidratado (estado de São Paulo) foi de R$ 1,2683/litro (sem impostos), alta de 4% em relação à semana anterior.

O Indicador diário do hidratado posto Paulínia ESALQ/BM&FBovespa fechou a R$ 1.204,50/m3 na segunda-feira, valorização de 1,82% sobre a segunda anterior. (CEPEA / ESALQ 31/03/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados hoje

O mês de abril se aproxima e com ele a esperança de um mês robusto no mercado de ações.

Investidores ao redor do mundo traçam estatísticas que mostram que, geralmente, abril traz boas performances antes do famoso “sell in May and go away.” (rima que inglês que diz: venda e maio e vá embora).

Levy defende o ajuste fiscal no senado. Hoje, a partir das 10h, o ministro Joaquim Levy defende, no senado, o ajuste fiscal. Após os seus comentários sobre uma possível “ineficácia” da presidente, Dilma e o ministro da fazenda se esforçaram, publicamente, para minimizar as declarações, rotuladas, pela presidente como um “mal entendido”. Segundo Levy, o plano de ajustes fiscais possui motivos claros e, caso as medidas não sejam aprovadas, o Brasil sofre o risco perder o voto de confiança das agências internacionais de ratinge, com ele, o grau de investimento. Ainda, segundo o ministro, o sucesso dos ajustes evitaria riscos do país não retomar o crescimento inclusivo, de forma que consiga passar por uma fase de ajustes e rapidamente entrar em um período de crescimento significativo. Boa parte do ajuste planejado pelo governo ainda depende de aprovação no Congresso. Por lá ainda circulam propostas de aumento de gasto  público, que o governo está buscando evitar. “Não inventem despesa” deve ser a mensagem de Levy, como indica essa matéria no Valor.

No exterior: dia agitado para os dirigentes do Fed, nos EUA

Teremos discursos e apresentações distintas de alguns dirigentes - eventos que podem mexer não só com o mercado americano. Também na agenda, espera-se a divulgação do índice de preços das residências.

Já saiu a inflação e a taxa de desemprego na zona do euro. A inflação da região veio em linha com consenso: -0,1% em março, contra -0,3% em fevereiro. A alta é função do aumento do preço de alimentos e do custo de energia. A desvalorização do euro também contribuiu para a melhora da inflação em  março. No entanto, se considerarmos a inflação “core”  (que exclui alimentos e energia),  houve desaceleração, de +0,7% (fevereiro) para os atuais +0,6%. Alguns economistas apontam para um possível risco de deflação na região. 

Brasil

Governo quer antecipar a volta do crescimento

O governo brasileiro acredita que os sinais de crescimento devem começar a vir já no terceiro trimestre deste ano. Desta forma, viriam antes daquilo que é esperado pelo mercado. Claro, para isso, é preciso que o ajuste fiscal seja feito. No Valor, uma matéria de hoje fala do tema.

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

Ontem, o dólar encerrou o dia em queda de -0,26% em relação ao real, cotado a R$3,2302.

O Ibovespa fechou em alta de 2,29%, aos 51.243 pontos, com volume de R$ 5,276 bilhões, impactado positivamente  pelo otimismo nos mercados exteriores em função das declarações do FED referentes ao aumento gradual da taxa de juros nos EUA.

As principais ações que puxaram o índice foram: Petrobras, Itaú, Ambev, Bradesco e Vale .

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa segunda-feira, depois de dois dias de forte queda, tivemos um bom dia de alta respeitando a LTB rompida para cima como suporte e voltando a trabalhar acima da mm21 dias. Seguimos dentro de uma grande congestão com resistência em 52.000 e suporte em 48.200.

Se tivermos o rompimento da resistência teremos espaço aberto para mais altas.

Cenário externo

O dólar segue se fortalecendo perante o euro nessa terça-feira na espera de dados econômicos  que podem dar suporte à uma decisão de elevação de juros da economia americana.

Mais dados de hoje

Na zona do euro, a taxa de desemprego registrou queda, atingindo o patamar de 11,3% em fevereiro.

China: Expectativa de mais estímulos à frente

O mercado chinês de ações vem subindo consistentemente desde o início do ano, enquanto o renminbi recupera parte da perda contra o dólar em março.

Olhando para frente, a consultoria Capital Economics acredita que o banco central chinês deve atuar de forma mais incisiva nos próximos meses, incluindo redução de depósitos compulsórios, diante de um cenário de menor inflação e queda na atividade.