Macroeconomia e mercado

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CNH faz parceria com TMA e DRIA

Tratores Case e New Holland agora podem vir com transbordos e plantadoras das duas empresas.

A CNH Industrial, formada pela Case IH e New Holland, fechou parceria comercial com a TMA e a DRIA, fabricantes de implementos para máquinas agrícolas do Grupo Tracan, de Ribeirão Preto (SP).

Com a parceria, os tratores da Case IH e da New Holland Agriculture poderão ser equipados com variados modelos de transbordos, plantadoras, cultivadores, adubadores, carretas, trituradores, aleiradores e distribuidores de toletes e de torta-de-filtro.

O lançamento oficial da parceira será na Agrishow 2015, que acontece entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). (Jornal Cana 23/04/2015)

 

Juro do Moderfrota será conhecido em maio

Linha de financiamento ajuda o setor sucroenergético a comprar máquinas.

O Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016 será lançado pela presidente Dilma Rousseff no dia 19 de maio. A informação é da ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e é mais do que aguardada também pelo setor sucroenergético.

Isso porque o Plano Agrícola prevê também o volume financeiro que o governo federal investirá na agricultura, o que inclui programas de financiamento como o Moderfrota, muito utilizado pelo setor sucroenergético para renovar e investir em bens e equipamentos.

Segundo a ministra da Agricultura, as taxas de juros da próxima safra acompanharão a previsão de inflação deste ano.

No último dia 20 de abril, o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, prevê que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deverá fechar o ano em 8,23%.

 

Kátia, da Agricultura: “juros acompanharão a previsão de inflação”

“Aumento de juros é importante e é natural, porque se nós avaliarmos o ano passado, a inflação fez 6,5% e a taxa de juros mais alta também foi de 6,5%. As taxas de juros variam de acordo com a inflação, no histórico dos anos. O Plano Safra seguirá o mesmo curso, o mesmo rumo, e as taxas serão praticamente neutras, como foram no ano passado”, disse.

“O ajuste fiscal não pode ser sinônimo de imobilismo, não está sendo enquadrado em todos os programas de governo. Existem programas de governo que estão funcionando. O Plano Safra é um dos pontos que o governo exclui do ajuste”, concluiu. (Jornal Cana 23/04/2015)

 

Mercados Hoje

Petrobras divulgou balanço auditado: perda com corrupção de R$6,19 bi, “impairment” de R$44,6 bi, com prejuízo de R$21,5 bi no exercício de 2014. O balanço foi aprovado sem ressalvas. Investidores aguardam a teleconferência de hoje da empresa, com início marcado para as 11h, horário de Brasília.

Na agenda macro, devem sair hoje os números do CAGED de março, com expectativa de desaceleração adicional no mercado de trabalho (espera-se destruição de vagas formais ainda mais acentuada do que em fevereiro).

No exterior: dados fracos de atividade na zona do euro e China pressionam commodities para baixo. Dólar relativamente mais forte, ganhando espaço frente a moedas de emergentes.

Na Ásia, a maioria das bolsas terminou em alta, esperando novos estímulos da China. Na Europa, os principais índices operam em queda e índices futuros nos EUA sinalizam novo dia de abertura fraca das bolsas. A Grécia segue no radar: o primeiro-ministro grego se reúne em Bruxelas com a chancelar alemã.

Nos EUA: agenda de divulgações de balanços intensa. Pela manhã, Procter & Gamble já divulgou lucro ligeiramente aquém do esperado; enquanto a Caterpillar surpreendeu positivamente. A Microsoft divulgará após o mercado. Na agenda macro: venda de moradias novas e PMI da indústria não devem animar muito.

Em suma, nos mercados locais: a bolsa pode realizar lucros por aqui, em linha com a queda das bolsas internacionais no dia de hoje. Com dados fracos de atividade (Caged), os juros longos na BM&F devem manter a pressão de baixa recente. Na parte mais curta, vemos menos espaço de queda. O dólar tende a ter pressões de alta, seguindo outras moedas de emergentes lá fora.

Contas externas: déficit de US$5,7 bi em março supera as expectativas, mas financiamento parece mais favorável

Já considerando a nova metodologia do BC, o déficit em conta corrente foi para US$5,7 bi em março. O mercado esperava algo entre US$4,2 – 5,7 bi. Em proporção ao PIB, o déficit acumulado em 12 meses (déficit de US$101,641 bi) foi de 4,2% para 4,4%. Para Tulio Maciel, do BC, a nova metodologia pouco altera a trajetória recente, lembrando que apesar da elevação do déficit, o IBGE recentemente revisou seus números de PIB, em geral elevando-os. Para 2015, Maciel mantém a perspectiva de redução do déficit em conta corrente, mas o BC elevou o déficit esperado para o final do ano (de US$ 80,5 bilhões para US$ 84 bilhões, equivalente a 4,42% do PIB).

Quem cobre o déficit? Os Investimentos Diretos no País (IDP) – antes da nova metodologia eram chamados de Investimento Estrangeiro Direto (IED) – não foram suficientes para cobrir o rombo externo, mas agora financiam parte maior do déficit em conta corrente. O IDP somou US$ 4,263 bi em março. Em 12 meses, subiu para US$ 96,9 bilhões (4,1% do PIB), de US$ 62,5 bilhões (2,3% do PIB), cobrindo agora 93% do déficit em conta corrente e não mais 69%.

Fluxo cambial semanal elevado na 3ª semana de abril

O BC registrou forte ingresso de dólares no país na 3ª semana de abril. Entre os dias 13 e 17 deste mês, o fluxo cambial foi positivo em US$ 3,441 bilhões, resultado do ingresso liquido de US$ 2,313 bilhões em operações financeiras, e do saldo comercial positivo em US$ 1,127 bilhão. Registre-se: o chefe de departamento econômico do BC, Tulio Maciel, não conseguiu explicar o fluxo expressivo da semana passada. No entanto, vale lembrar que na quarta e, principalmente, na quinta-feira, o Tesouro fez leilões grandes, com alta demanda pelos títulos – algo que pode ter contribuído para o ingresso maior de dólares nestes dias. Com esse resultado, no acumulado do mês de abril, até o dia 17, o fluxo está positivo em US$ 4,410 bilhões, com comercial superavitário em US$ 989 milhões, e o financeiro positivo em US$ 3,421 bilhões. Este resultado já o maior para qualquer mês deste ano.

Terceirização é aprovada na Câmara

Os deputados aprovaram ontem, por 230 votos a favor e 203 contra, o projeto de lei de regulamenta a terceirização do mercado de trabalho brasileiro. O projeto que já foi enviado ao Senado Federal, prevê que praticamente todos os trabalhadores com carteira assinada poderão ser terceirizados, com exceção da guarda portuária. Mesmo tendo escalado três ministros para negociar até o ultimo momento, com a aprovação, o governo sofreu uma importante derrota comandada pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha. Após impasses e reviravoltas nas posições partidárias, deputados aprovaram um conjunto de emedas que estende a terceirização a todas as atividades de uma empresa e reduz a arrecadação federal. Na Folha, matéria de ontem comenta o tema.

Inflação: IPC-S registrou alta de 0,71% na terceira quadrissemana de abril

Após avanço de 0,93% na leitura imediatamente anterior, o IPC-S desacelerou na 3ª quadri no mês. Das oito classes de despesas analisadas, quatro apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Habitação (2,08% para 1,21%), Transportes (0,19% para 0,03%), Alimentação (0,97% para 0,94%) e Despesas Diversas (0,57% para 0,52%).

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

Ontem, o dólar caiu pela 3º sessão seguida (-0,53%), cotado a R$ 3,0082, e influenciado em grande medida pela expectativa de anúncio do balanço da Petrobras e a diminuição da tensão no cenário político por aqui. Seguindo a mesma linha, os juros futuros longos recuaram. Os curtos, não tanto: a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2016 (parte da curva considerada curta) subiu, cotado a 13,54%. O Ibovespa fechou em expressiva alta  de 1,59% a 54.617 pontos , com bom volume de R$ 6,936 bilhões. As maiores altas foram: Vale (9,80%), Bradesco (8,05%), Eletrobrás (5,94%) e Banco do Brasil (4,05%).

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa quarta-feira, depois de três dias de queda, tivemos um dia de boa alta, a tendência segue sendo altista com resistência em 54.900, se ela for rompida abriremos espaço para mais altas com nova resistência em 56.000. Se voltarmos a cair teremos suporte em 52.000. [texto retirado do relatórioPanorama Técnico]

Cenário externo

Zona do euro: início de 2º tri mais moderado

Foram divulgados agora há pouco os índices gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da região. Como um todo, os números decepcionaram, ficando aquém daquilo que havia sido observado em março e, também, das expectativas do mercado. O PMI composto passou de 54,0 para 53,5 em abril, contra os 54,4 pontos esperados, segundo a Bloomberg. O setor de manufaturas é o que tem registrado mais dificuldade (PMI da indústria foi para 51,9, de 52,2; enquanto o PMI do setor de serviços foi para 53,7, de 54,2). Apesar da queda dos preços do petróleo e da injeção de liquidez do BC europeu, começamos a ver algum impacto das preocupações com o chamado “Grexit” – referência à possível saída da Grécia da zona do euro. Alemanha e França mostraram alguma desaceleração, quando olhamos seus números de forma separada.

Alemanha: confiança segue em alta

O índice de confiança do consumidor da Alemanha, medido pelo instituto GfK, subiu para 10,1 em maio, de 10,0 em abril, ligeiramente abaixo da expectativa dos analistas, de alta para 10,2. No entanto, este é o maior nível do índice desde outubro de 2001, quando o resultado ficou em 11,0.

Espanha: desemprego tem leve alta

A taxa de desemprego da Espanha subiu levemente a 23,8% no primeiro trimestre deste ano, ante o patamar de 23,7% registrado no quarto trimestre do ano passado, segundo o escritório oficial de estatística do governo espanhol, o INE. Apesar disso, o levantamento mostra que o número de pessoas sem emprego caiu para 5,44 milhões, uma queda de 13 mil, a mais acentuada desde o primeiro trimestre de 2005. Vale destacar que a taxa de desemprego da Espanha continua sendo a segunda maior da zona do euro, atrás apenas da Grécia, onde 26% da força de trabalho está desempregada.

China: fragilidade da indústria segue em abril

O índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) referente ao setor industrial – divulgado ontem à noite – recuou para 49,2 pontos em abril, de 49,6 pontos em março. Foi o nível mais baixo dos últimos 12 meses e lembramos que abaixo de 50 pontos sinaliza contração à frente. Na Bloomberg, o consenso de mercado era de 49,6 – estável na comparação mensal. Estes são números preliminares, calculados pelo HSBC.

Em suma: é verdade que os números de atividade de março haviam sido bem fracos, mas o feriado de Ano Novo por lá era colocado como uma das razões para isso. Agora, vemos que a fraqueza não pode ser atribuída pura e simplesmente à sazonalidade. Registre-se: a fragilidade está concentrada na demanda doméstica, com encomendas de exportações ainda em recuperação. Motivo para preocupação? Acreditamos que não. O governo tem colocado em prática algumas medidas de estímulo (como o recente corte de compulsório dos bancos) que devem dar alguma sustentação à economia nos próximos meses.

Japão: economia passa a sinalizar contração em abril

Antes acima de 50 pontos (50,3 em março), o PMI da indústria passou a sinalizar contração da atividade nos próximos meses. Segundo números preliminares de abril, o índice foi para 49,7 pontos. A bolsa por lá terminou em alta, ainda diante da perspectiva de medidas de estímulo do governo e banco central.

EUA: venda de imóveis usados tem forte alta

Divulgadas ontem, as vendas fortes por lá (e acima do esperado) serviram para dar algum fôlego ao dólar, após início mais fraco frente a seus principais pares. Na série anualizada, as vendas foram de 5,19 milhões de unidades em março, com aumento de 6,1% em relação ao mês anterior e atingindo o mais elevado patamar de vendas desde setembro de 2013. O mercado esperava apenas 5,03 milhões.