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China desacelera e cresce expectativa por novos estímulos

Alguns investidores esperam que o BC chinês volte a cortar juros neste início de maio. Segundo o índice PMI da indústria, medido pelo HSBC, o setor segue sinalizando desaceleração à frente. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta.

O dólar volta a ganhar forças no exterior, em semana importante nos EUA

Por lá, especial atenção ao discurso de Janet Yellen, presidente do Fed, na quarta-feira (6), e Relatório de Empregos referente ao mês de abril que sairá na sexta (8). Os números de atividade devem começar a melhorar a partir deste 2º trimestre, dando novo impulso de alta à moeda americana.

Para hoje: bolsas tendem a ter bom desempenho no cenário internacional.

a Europa, um ponto importante: números da indústria que saíram hoje apontam recuperação por lá. O tema “Grexit” segue no radar, mas parece ser deixado de lado, ao menos por enquanto, pelos investidores. O governo grego afirmou hoje que acordo mais amplo pode ser atingido em junho. No curtíssimo prazo, difícil esperar algo. Nos EUA, ressaltamos: tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 fecharam na sexta-feira (1º de maio) com ganhos pouco acima de 1%. 

Aqui no Brasil, o dólar deve voltar a subir, após o banco central ter sinalizado rolagem parcial dos swap cambiais na semana passada

Claro que o cenário externo também contribui para isso. As moedas de emergentes, em geral, se depreciam frente ao dólar. A crise política está longe do fim: Cunha, segundo a Folha, afirmou que não rejeitará de imediato pedido de impeachment. Em bolsa: quadro internacional, e expectativa de estímulos na China, podem favorecer a bolsa neste início da semana.

Na semana, atenção especial à ata da reunião do Copom, na quinta-feira, e ao IPCA de abril, na sexta. Para hoje: Focus, do BC, mostrou que a Selic pode terminar em 13,50% neste ano, após Copom ter deixado em aberto o próximo movimento em junho. Este, de fato, é o nosso cenário base. Na agenda micro: Multiplus e Valid divulgam números após o mercado.

 

Brasil

Boletim Focus

Para 2015: IPCA e PIB projetados voltam a ser revisados. O primeiro voltou a subir: espera-se agora inflação em 8,26%, contra 8,20% há 4 semanas e 8,25% há uma semana. O segundo voltou a cair: espera-se agora uma contração de 1,18%, contra -1,01% há 4 semanas e -1,10% há uma semana. Para 2016, tudo segue igual: inflação deve ficar em 5,60% e PIB deve crescer 1,0%. Uma mudança importante para 2015 foi a elevação da Selic projetada: após reunião do Copom na semana, o mercado projeta um BC mais “duro”. A Selic esperada está em 13,50%, contra os 13,25% anteriores.

Rolagem parcial do BC, após valorização do real

Após valorização do real frente ao dólar no último mês, o BC soltou comunicado na última quinta-feira, dia 30, afirmando que ofertará US$405 milhões nos leilões de swap cambial ao longo do mês de maio. Se for mantido até o final do mês, o BC terá rolado 80% do vencimento de US$9,66 bilhões.

Preços: IPC-S sobe 0,61% em abril

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,61% em abril, ante 1,41% em março, acima da mediana das expectativas, de alta de 0,59%. Com esse resultado, o  indicador acumula altas de 4,79 % no ano e de 8,41% em 12 meses. Das oito classes de despesas analisadas, três apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (1,21% para 0,57%), seguido de Educação, Leitura e Recreação (0,28% para 0,14%) e Alimentação (0,94% para 0,86%).

Resultado fiscal de março: déficit acumulado em 12 meses avança

Em março, o setor público consolidado atingiu um superávit de R$239 milhões (Governo Central apresentou superávit de R$ 1,5 bilhão, e os governos regionais e as empresas estatais, déficits de R$ 1,1 bilhão e R$ 97 milhões, respectivamente). Com esse resultado, no ano, o superávit primário acumulado é de R$ 19 bilhões, abaixo dos R$ 25,6 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Já no acumulado em doze meses, o setor público registrou déficit primário de R$ 39,2 bilhões (0,7% do PIB), contra saldo negativo de R$35,8 bilhões (0,64% do PIB) em fevereiro.

Cunha diz a PSDB que não recusará de imediato pedido de impeachment

Segue o tema no radar, e a crise política, que ao menos não parece ter piora no último mês, pode voltar a ter papel nos mercados por aqui. Na Folha de ontem, afirma-se que “A bancada do PSDB na Câmara procurou o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para tratar de pedido de impeachment que estuda apresentar contra Dilma Rousseff. Ouviu do peemedebista que o requerimento não será descartado de imediato e que o Legislativo contratará pareceres jurídicos independentes, equivalentes aos fornecidos pelos tucanos. Como as peças da Câmara não ficariam prontas da noite para o dia, Dilma ficaria sob pressão extra até o resultado”.

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

O dólar fechou a semana em forte alta (+1,77%, a R$3,0097), após dados ruins do fiscal para o setor público consolidado em março.  Os juros futuros acompanharam o movimento, e também terminaram em alta, em semana que contou com a reunião do Copom. O BC não sinalizou o fim do aperto nos juros, e deixou a porta aberta para mais uma elevação de 0,50 pontos percentuais na Selic em junho. Em bolsa: Ibovespa subiu 1,63%, fechando aos 56.229 pontos. Segue forte a entrada de recursos de investidores estrangeiros por aqui, impulsionado as blue chips. Entre as principais ações, destaque para Vale ON (7,30%), Petrobrás (+3,79), Embraer (+4,35%) e Renner (+9,79%). Esta última divulgou números que surpreenderam positivamente o mercado.

Sobre a agenda macro da semana: ata do Copom e IPCA de abril são os destaques

Na agenda macro doméstica, a ata do Copom (sairá na quinta) e o IPCA de abril (sairá na sexta) são os principais destaques. Também teremos a produção industrial de março na quarta e a PNAD Contínua do IBGE na quinta, mostrando o mercado de trabalho neste 1º trimestre de 2015. Diante dos destaques da semana, tendem a ser dias importantes para o mercado de juros na BM&F.

Sobre os movimentos técnicos do Ibovespa

Nessa quinta-feira tivemos um dia de boa alta respeitando o suporte em 54.900 e a LTA, se tivermos o rompimento da resistência de 56.600 abriremos espaço para novas altas. [texto retirado do relatório Panorama Técnico]

 

Cenário Externo

China: PMI da indústria desacelera em abril

A leitura final do índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) decepcionou: foi para 48,9, abaixo dos 49,6 de março e dos 49,4 pontos esperados, segundo a Bloomberg. A prévia do índice, considerando 85-90% do total de entrevistas, era de 49,2. Ou seja, abaixo de 50 pontos, o índice calculado pelo HSBC sinaliza contração da atividade à frente. O número de abril foi o menor desde abril de 2014, corroborando a visão de desaceleração do setor industrial chinês. Tanto a produção quanto os novos pedidos recuaram, apontando para uma fraca demanda doméstica. Analistas, neste contexto, acreditam que o banco central do país pode cortar juros neste começo de maio.

China: FMI deve reduzir críticas em relação ao yuan

O Fundo Monetário Internacional (FMI) deve reduzir as críticas em relação ao yuan, e declarar que seu valor é justo pela primeira vez em mais de uma década. A nova avaliação do FMI, que nos últimos anos criticou a manipulação cambial por parte das autoridades chinesas, deve constar nos próximos relatórios sobre a economia da China. Esse movimento pode ser considerado uma vitória para o Partido Comunista, que nos últimos tempos tem adotado medidas para internacionalizar sua moeda. Se confirmada, a nova posição do FMI em relação ao yuan prejudica a pressão feita por autoridades americanas sobre a forma como o governo chinês conduz sua política cambial.

Zona do euro: indústria avança em abril

A leitura final do índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial ficou acima do esperado, segundo pesquisa da Bloomberg. Foi para 52,0 pontos em abril, acima dos 51,9 do mês anterior e dos 51,9 esperados. Em suma, números melhores mostram o aumento da confiança na região, e que a injeção de liquidez nos mercados por parte do BC europeu vai fazendo efeito. O risco da deflação prolongada diminui. Um dos destaques da pesquisa divulgada hoje é que as indústrias subiram os preços cobrados pela 1ª vez em oito meses.

Grécia & credores: algum avanço no final de semana

Autoridades europeias afirmaram que as negociações entre a Grécia e os credores internacionais sobre a ajuda financeira ao país tiveram um progresso visível neste final de semana e vão prosseguir com o objetivo de chegar a um acordo até o final de maio. Segundo representantes do governo grego, as conversas continuam em andamento, mas já foram dados muitos passos importantes, que tornam o acordo mais próximo. Já uma autoridade da Uni]ao Europeia disse que houve convergência em alguns assuntos, enquanto outros ainda exigirão mais trabalho.

Sobre a agenda macro da semana: Yellen na quarta e Relatório de Empregos na sexta são os destaques

Na agenda macro internacional, os números sobre EUA merecem atenção especial. A semana será recheada de discurso de dirigentes do Fed. Evans, Tarullo e Williams falam hoje e Kocherlakota amanhã. A mais aguardada será a fala de Janet Yellen, na quarta-feira, em conferência de imprensa em Washington, após reunião do FMI. George, do Fed de Kansas, e Lockhart, do Fed de Atlanta, falam também na quarta-feira. Além disso, na sexta, sairá o Relatório de Empregos referente a abril. Se vierem fortes os números, teremos mais sinais de que a desaceleração deste início de ano é, de fato, “transitória”, como o Fed tem argumentado