Macroeconomia e mercado

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Petrobras: Mercado de etanol deve crescer mais que o da gasolina em 2015

Projeção é da diretoria de Abastecimento da companhia.

O mercado de etanol hidratado crescerá mais que o da gasolina C neste ano, apesar da projeção de vendas menores de veículos novos.

Nos doze meses desse 2015, o consumo do biocombustível deverá alcançar 28,5 bilhões de litros, volume 1,1% acima do registrado em 2014. Já o mercado para a gasolina C deve ficar em 44,5 bilhões de litros em 2015, em alta de 0,4% ante 2014.

Os números integram projeções da diretoria de Abastecimento da Petrobras apresentadas na 1a. Reunião Canaplan 2015, realizada em Ribeirão Preto.

Produzido por Rodrigo Cao Pires, analista de comércio da diretoria de Abastecimento da estatal, o estudo leva em conta que neste ano deverão ser licenciados no país 2.552 milhões de veículos flex, queda de 13% ante o total licenciado em 2014. (Jornal Cana 12/05/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercados hoje

No exterior: investidores vendem papéis da dívida soberana; ações européias e o dólar recuam.

Lá fora, a onda de venda de títulos soberanos impulsiona os juros para cima destes papéis, com especial destaque para a alta dos alemães. Nesta manhã, os títulos de 10 anos por lá operavam ao redor de 0,70%, já tendo chegado a operar muito próximo a zero em meados de abril.

Na agenda internacional: Grécia honrou compromisso com o FMI que vencia hoje, mas segue o problema de liquidez por lá. Além disso, dados de atividade do Reino Unido surpreendem positivamente e o BC do país pode começar a subir juros em breve.

Nos EUA, um dia de agenda fraca, com índices futuros apontando abertura fraca das ações.

Sobre emergentes

As moedas destes países operam sem direção muito clara frente ao dólar, mas prevalece certo viés de valorização frente à moeda americana. O rublo da Rússia é destaque de alta, com o petróleo em alta. O WTI opera ao redor de US$59,4/barril.

Aqui no Brasil: agenda macro fraca com foco no exterior

Os investidores devem continuar muito atentos às oscilações dos mercados internacionais. Para hoje: Tombini, do BC, e Levy, da Fazenda, cumprem agenda em Zurique e Londres, respectivamente. Falas podem mexer com os mercados por aqui.

Nos jornais, destaca-se a oposição da Fazenda à liberação de compulsório para financiamento imobiliário

Condizente com a atual política monetária mais restritiva. Empresas do setor podem responder à tal oposição, ainda que outras fontes estejam sendo procuradas.

Na agenda micro: Fibria anunciou aumento de preço da celulose.

Em suma: Os juros futuros, em especial os mais longos, devem ser pressionados para cima, em linha com o exterior. Tanto a moeda quanto a bolsa brasileira, devem continuar em baixa hoje. Sobre as votações no Congresso: Medida Provisória 664, sobre alterações nos benefícios previdenciários, deve ser votada amanhã, mas Planalto já cogita ficar para a próxima semana.

Brasil

Equipe econômica rejeita liberar compulsório para crédito imobiliário

Segundo matéria de hoje do Valor, Banco Central e Fazenda não estariam de acordo com as propostas de entidades da construção civil que visam aumentar o crédito imobiliário através da liberação de compulsório da poupança, atualmente em 20%. Em suma: iria contra a proposta de aperto monetário. Neste contexto, são estudadas outras medidas, como a utilização dos recursos do FGTS para financiar imóveis com valor de até R$300 mil. Hoje, o limite é de R$190 mil para imóveis nas regiões metropolitanas de SP, Rio e Distrito Federal. Mais sobre o tema no Valor e no Estadão de hoje.

Dilma adia para junho anúncio de novas concessões

Marcado para esta quinta-feira, dia 14, a apresentação sobre o anúncio de novas concessões em infraestrutura deve ser feita apenas no início de junho. Atenção: segundo matéria de hoje do Valor, pelo menos dez trechos de rodovias devem ser contemplados, número acima do esperado.

 

Preços: IPC-Fipe sobe 1,04% na 1ª quadri de maio

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) registrou alta de 1,04% na primeira quadrissemana de maio, contra avançou de 1,10% na mesma leitura de abril, ligeiramente acima da previsão dos analistas, de 1,02%.

Na primeira leitura de maio, três grupos de produtos aceleraram seus ganhos em comparação com abril. Saúde foi o que teve maior aumento, de 1,48% para 1,95%. Transporte subiu de 0,23% para 0,30%; e Despesas Pessoais acelerou de 0,05% para 0,15%.

Balança comercial: maio começa com superávit

Dados divulgados ontem mostraram que na 1ª semana de maio o saldo comercial com o resto do mundo foi superavitário, em US$976 milhões, resultado das exportações de US$ 4,41 bilhões e importações de US$ 3,43 bilhões. No ano, o déficit se reduziu para US$4,09 bi. Destacamos: na comparação com maio do ano passado, a média diária das exportações recuou 10,8%, impactada pela menor venda de itens básicos e manufaturados.

Indústria: expedição de papel ondulado em queda, segundo ABPO

Segundo dados da ABPO, a expedição de papel ondulado recuou 1,3% em abril, na comparação com março (série com ajuste sazonal), e 2,2%, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em suma, temos mais um indicador antecedente que sinaliza fraqueza na indústria em abril. Na comparação mensal, entre outros, lembramos que a produção de veículos recuou 3,3%; e o fluxo de veículos caiu 4,6%.

Como chegamos até aqui? Sobre os movimentos recentes nos mercados locais

Ontem, o dólar fechou o pregão em forte alta, e retomou o patamar acima dos R$ 3, (+2,33%, a R$3,0519), acompanhando o movimento do exterior, em meio a preocupações em relação à negociação da Grécia e à desaceleração da economia chinesa.

No mercado de juros, pressões altistas, seguindo o câmbio. A taxa dos contratos de depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro 2016 foi cotada em 13,79%.

Em bolsa: Ibovespa fechou em leve alta de 0,08%, fechando aos 57.197 pontos, com volume negociado de R$6,626 bilhões. Destaques de alta para Vale, e Petrobrás. Dentre os destaques de baixa para os bancos: Itaú e Bradesco e Ambev. 

Sobre os movimentos técnicos recentes do Ibovespa

Nessa segunda-feira tivemos mais um dia de indecisão com fechamento levemente positivo, com isso pouca coisa mudou em relação aos dias anteriores, seguimos em tendência de alta com resistência forte em 58.000, se ela for rompida abriremos espaço para mais altas, suporte fica em 56.000, para a continuação da tendência de alta é importante que esse nível não seja perdido

Cenário externo

China: Investimentos na América Latina mais diversificados

Segundo o britânico Financial Times, a China está começando a ficar preocupada com seus empréstimos na região, dada a exposição a países com governos de esquerda e muito dependentes de commodities, como é o caso venezuelano. Lembramos: o premiê Li Keqiang deve confirmar investimentos chineses em ferrovias durante visita a Colômbia, Peru, Chile e Brasil na próxima semana. A intenção é construir ferrovia que passe por Brasil e Peru, evitando o Canal do Panamá, mas outros projetos podem vir à frente. Segundo matéria de ontem do Valor, os investimentos em infraestrutura no Brasil podem consumir US$53 bilhões, com ênfase no setor de energia.

Grécia: Pagamento foi feito, mas situação é “terrivelmente urgente”

Apesar do pagamento de 750 milhões de euros ter sido feito, e com a antecedência de um dia, dado que o vencimento era hoje, a situação ainda não é nada tranquila. Segundo o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, a situação de liquidez do país é “terrivelmente urgente” e disse ser necessário um acordo para liberar novos fundos nas próximas duas semanas. Ontem, em encontro em Bruxelas entre ministros da Europa, a Alemanha sugeriu que a Grécia fizesse um referendo para que as reformas econômicas fossem aprovadas, facilitando a tarefa do premiê Alexis Tsipras, dado que permitiria a ele recuar de suas promessas de campanha.

El Niño em 2016

Agência de meteorologia da Austrália alertou para a emergência do El Niño – pela 1ª vez desde março de 2010. Em suma, investidores e especialistas se preparam para temperaturas extremas neste ano. Segundo Andrew Watkins, da agência australiana, “No momento, estamos prevendo um moderada/forte El Niño”. Lembramos: o evento é capaz de impulsionar secas e chuvas fortes em lugares ao redor do mundo, decorrente do aquecimento das temperaturas do oceano Pacífico.

Petróleo: Segundo a OPEP, barril ficara abaixo de US$100 até 2025

Em relatório da OPEP, ao qual o The Wall Street Journal teve acesso de forma parcial, projeta-se que o barril não será consistentemente negociado acima de US$100. No cenário mais otimista, o barril chegará a US$76 em 2025, mostrando preocupações com a produção americana e a consequente pressão de baixa sobre os preços da commodity. Segundo um delegado da Organização, o preço de US$100 “não faz parte de nenhum dos cenários”.

EUA: Dudley fala que mercado não se surpreenderá com alta de juros

O presidente do Federal Reserve de Nova York, Wiliam Dudley, afirmou que os mercados não deverão se surpreender quando o Fed iniciar a alta dos juros. Para Dudley, as condições que irão determinar o momento do início do aperto monetário estão bastante claras e os participantes do mercado, assim como os dirigentes do Fed, irão ajustar suas perspectivas quanto ao processo de normalização de acordo com os dados disponíveis.