Macroeconomia e mercado

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Setor chega ao número de 80 usinas sem moer

Existe a possibilidade de mais de 10 pararem.

Comentando sobre a crise no setor sucroenergético, o diretor técnico da Unica - União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Antonio de Pádua Rodrigues afirma que desde a crise instalada em 2009, cerca de 80 usinas estão sem moer e existe a possibilidade de mais de 10 pararem.

Rodrigues culpa a política de preços da gasolina como fator determinante para a derrocada do setor. (Jornal Cana 22/05/2015)

 

Estudo do MME revela quanto crescerá a oferta de bagaço

Saiba também se as fontes renováveis crescerão ou não sua participação no bolo energético.

A expansão da oferta de bagaço de cana-de-açúcar crescerá 25% até 2025, em consequência da maior produção de etanol, projetada em 47,3 bilhões de litros em 2023, ante os 27,3 bilhões de litros previstos para este ano no país. (Jornal Cana 22/05/2015)

 

OIA prevê déficit no mercado global de açúcar nas próximas duas safras

Ao contrário da produção maior que a demanda observada atualmente no mercado global de açúcar, a Organização Internacional do Açúcar (OIA) prevê que o setor passará a sofrer com déficit do produto a partir da próxima safra. Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 22, na capital britânica, a organização prevê que o consumo superará a oferta nas safras 2015/16 e também em 2016/17.

Em relatório trimestral sobre o mercado da commodity, a entidade trouxe "avaliações preliminares sobre os fundamentos do mercado nas próximas duas safras". Sem dar mais detalhes sobre as estimativas, o relatório cita que "na safra 2015/16 um déficit global de cerca de 2,3 milhões de toneladas aparece no cenário". Sobre o ciclo seguinte, em 2016/17, o cenário de falta de produto parece ainda mais agudo.

"Assumindo o aumento da demanda global de açúcar no patamar de 3,7 milhões de toneladas, mas sem elevação considerável no nível de produção, um déficit de larga escala de cerca de 6 milhões de toneladas pode surgir", diz o documento divulgado nesta manhã.

"Nossas previsões são baseadas na expectativa de condições climáticas normais em todos os produtores. O açúcar é uma commodity agrícola e, a despeito de todos os avanços tecnológicos, o clima desfavorável pode gerar impacto severo na produção até mesmo nos mercados mais eficientes", nota o relatório da OIA, que comenta que o rendimento da produção pode "variar substancialmente de ano para ano apenas pela mudança no clima".

Sobre eventual impacto do efeito climático El Niño, a entidade diz acreditar que "ainda é muito cedo para quantificar completamente os possíveis efeitos negativos na produção global de açúcar". (Agência Estado 22/05/2015)