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A rápida evolução do sistema de mudas pré-brotadas

Uma das unidades da biofábrica AgMusa para extração de gemas de cana em ação na Alta Mogiana

A usina Alta Mogiana, em São Joaquim da Barra, SP, já plantou 1.800 hectares com mudas de cana pré-brotada, é o maior plantio de MPB do mundo. As mudas foram plantadas em áreas de pousio, reforma e rotação de culturas, porém não foi feita em Meiosi. Foram plantadas algumas propriedades no modelo de cantose (talhão “num canto” da propriedade que servirá de muda para o plantio mecanizado após alguns meses do plantio efetivo da MPB).

Nos canaviais da Alta Mogiana encontram-se quatro unidades da biofábrica móvel AgMusa da Basf, um equipamento patenteado pela empresa e que tem o objetivo de fazer a extração de gemas próxima ao talhão, onde a cana será plantada. A Usina trabalha com a Basf em duas linhas de negócios com relação a MPB: a linha Premium, em que compra a muda e a linha compartilhada, em que extraí gemas de materiais oriundos de meristemas da própria usina com extratoras da Basf; o ganho para ambos é na redução de custos.

A equipe da Alta Mogiana considera que a utilização do sistema evoluiu rapidamente e só não é mais utilizado pela atual situação do setor sucroenergético, que não comporta custos e investimentos mais elevados. O próximo passo da Alta Mogiana quanto ao plantio de MPB é evoluir no conceito de irrigação para possibilitar a ampliação da janela de plantio. E se os valores envolvidos no sistema como um todo, permitirem um ganho de escala maior, a empresa pensa em plantar o máximo possível em escala comercial. (Cana Online 08/06/2015)

 

Mão de obra qualificada continua sendo gargalo para a mecanizaçãovoltar

A qualidade da formação técnica dos operadores de equipamentos é considerada importante para minimizar os problemas decorrentes das operações realizadas de maneira inadequada. Boa parte das quebras é proveniente de erros operacionais. Coloca-se máquinas de quase R$ 1 milhão na mão de operadores que estão, em muitos casos, despreparados. Precisa ter liderança preparada para fazer a gestão, constantes treinamentos e conscientização. O bom operador faz toda a diferença na performance da máquina, produção e custo de manutenção.

Mas a operação inadequada compromete não apenas o equipamento. Está relacionada diretamente com a qualidade de toda a operação. Muitas das paradas não previstas têm como origem os problemas operacionais.

As unidades sucroenergéticas necessitam também de pessoal qualificado na área de manutenção. A formação de mão de obra capacitada não acompanha o crescimento da mecanização.

O problema deve ser tratado com atenção. É necessário um amplo investimento em pessoas, qualificação de profissionais e parcerias estratégicas.

Este problema era um dos grandes desafios do setor há dez anos, há cinco anos, e continua sendo agora. Na opinião do consultor Luiz Nitsch, a disponibilidade de mão de obra qualificada é o grande desafio do setor hoje na área de motomecanização. Um problema que tem ganhado graves contornos devido à intensa crise vivida pelo setor canavieiro nos últimos anos. (Cana Online 08/06/2015)

 

Governo turbina pacote de concessões e investimento deve chegar a R$ 190 bi

A presidente Dilma Rousseff e alguns de seus ministros decidiram neste domingo (7) turbinar o pacote de concessões com mais obras. A proposta discutida eleva o valor total de investimentos para cerca de R$ 190 bilhões.

Ainda havia, no entanto, dúvidas sobre a lista definitiva de projetos da segunda fase do programa de investimento e logística, cujo anúncio está previsto para terça-feira (9). Na sexta-feira (5), o governo trabalhava com a previsão de um valor de R$ 130 bilhões em obras.

Até a data do anúncio, ainda podem haver alterações. Para técnicos, é essencial que o número divulgado seja factível, pois o governo será cobrado caso muitas das obras não saiam do papel, como ocorreu com a primeira fase do programa.

Lançado em 2012, o PIL (Programa de Investimento em Logística) prometia quase 200 concessões e investimentos superiores a R$ 200 bilhões. O plano só funcionou completamente no setor aeroportuário. Em rodovias, teve que ser reduzido para sair. Nas ferrovias e portos públicos, nada foi concedido.

No mercado, o novo plano é tratado como uma lista de intenções, já que poucas obras têm prontos os estudos e autorizações necessários para serem repassadas à iniciativa privada, mesmo sendo, em muitos casos, ainda remanescentes do plano anterior de 2012.

O volume de investimentos programado é alavancado principalmente por obras em rodovias. Na conta, há recursos que serão investidos por atuais concessionários de rodovias em obras que não estavam previstas em seus contratos, o que vai aumentar seu tempo de concessão.

Também estarão na lista parte dos 29 terminais portuários em Santos (SP) e Belém (PA), que já têm autorização para serem concedidos imediatamente, assim como uma ferrovia entre Goiás e Mato Grosso. O restante precisa de estudos e avaliações que só deverão estar concluídos a partir de 2016.

A tarefa do governo para fazer deslanchar o segundo plano é avaliada como mais complexa do que no primeiro programa. As concessões nos setores que deram certo em 2012 agora enfrentam mais dificuldades para sair. E os problemas na economia influem no ânimo de parte dos investidores. Os melhores aeroportos e rodovias já foram repassados ao setor privado. Agora, o que resta pode não ser tão atrativo ou se tornar caro demais.

FLEXIBILIZAÇÃO

Por isso, haverá flexibilização das regras de investimento. E, em alguns casos, pode ser necessário até mesmo que o governo ponha dinheiro público para tornar viável a concessão, no formato PPP (Parceira Público Privada).

No caso de ferrovias e portos, o governo tinha a intenção de quebrar monopólios privados com as concessões. A ideia era limitar preços dos serviços prestados pelos vencedores e repassar os ganhos para o setor produtivo, que usa essas estruturas.

O plano foi boicotado e, por isso, nada saiu. Agora, sem caixa, o governo já pensa em repassar alguns terminais e ferrovias com monopólio e, com isso, cons/g/uir melhorar a viabilidade do projeto e, se possível, conseguir um pouco de arrecadação (Folha de São Paulo )