Macroeconomia e mercado

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O setor vai melhorar e quem tiver maior produção vai se dar bem!

 “Não paramos de investir, nosso objetivo é ter mais cana para atender a demanda que virá em decorrência do maior consumo de etanol, energia, e até do consumo mundial de açúcar que não deixa de crescer”, diz Paulo Roberto Artioli, sócio-proprietário da Tecnocana, de Macatuba, SP.

Os investimentos nos canaviais da Tecnocana, uma área com 12,5 mil hectares, vão do manejo ao recolhimento de palha para fornecimento ao Grupo Zilor produzir energia. “A crise do setor e do país, o cenário dos últimos anos e a remuneração da cana, que no ano passado, fechou negativa em R$ 5,00 por tonelada, realmente são desestimulantes. Investir passa a ser um ato de ousadia, mas que pode ser equilibrado se aumentarmos o foco na gestão, a dedicação para buscar soluções, apurar tecnologias e práticas. Não adianta apenas cortar custos, é preciso saber direcioná-los. Se deixarmos de cuidar da lavoura, o prejuízo será maior, pois a produtividade vai despencar.”

Quem também não foi nocauteado pela crise é a Agrícola Agrodoce, localizada em Pederneiras, SP. Júlio Márcio Pereira de Oliveira, sócio-proprietário, salienta que o cenário de dificuldade tem até seu lado bom, pois tira da acomodação, faz o gestor buscar soluções, rever processos e objetivar a obtenção de uma lavoura sustentável. A Agrodoce possui uma área de 10 mil hectares com cana e produção em torno de 640 mil toneladas, investe na excelência no manejo do canavial e a partir desta safra também fornecerá palha para o Grupo Zilor.

A gestão de Paulo Roberto e Júlio Márcio não pode ser desprezada, eles sabem o que fazem, são engenheiros agrônomos, atuam há mais de 30 anos na agroindústria canavieira, são apaixonados pelo negócio e valorizam as novas tecnologias. Seus canaviais são altamente tecnificados, já adotaram o sistema de mudas pré-brotadas (MPB), valorizam produtos que aumentam a produtividade e práticas como plantio profundo que possibilita às raízes atingir profundidades maiores, aumentando a tolerância do estresse hídrico, a absorção de nutrientes, o diâmetro do colmo, levando à maior produtividade. (Cana Online 11/06/2015)

 

Na safra 15/16, produtividade dos canaviais melhorou em relação ao ciclo passado

Segundo levantamento preliminar do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a produtividade agrícola da lavoura de cana-de-açúcar colhida até maio de 2015 alcançou 82,7 toneladas de cana-de-açúcar por hectare. Este rendimento é superior aos 79,2 registrados pela região Centro-Sul no mesmo período de 2014. Estes números foram divulgados nesta semana pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

Por outro lado, a qualidade da matéria-prima colhida está inferior ao ciclo passado. A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 124,98 kg por tonelada cana-de-açúcar nos últimos 15 dias de maio, contra 127,78 kg verificados na mesma quinzena do ano passado.

No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 1º de junho, o teor de ATR totalizou 116,57 kg por tonelada, 1,84% abaixo dos 118,76 kg verificados em igual período de 2014.

Bioeletricidade: com a tarifa do último leilão, expansão da cogeração começa fazer sentido

Para estimular a bioeletricidade, falta uma visão de longo prazo e a valorização das vantagens de menor investimento e perdas em transmissão. Esta é a visão de Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria.

Apesar dos avanços já verificados nas políticas voltadas à eletricidade advinda da biomassa, a maioria das empresas sucroenergéticas não tem interesse em participar dos certames de energia. Ele lembra que no Leilão A-5 que ocorreu no final de abril, poucos projetos de energia de biomassa participaram. “A tarifa girou em torno de R$ 278,50 por MWh. Entendemos que este é um nível de tarifa que começa a fazer sentido para a expansão da cogeração no setor sucroenérgetico.” O que os empresários que produzem energia a partir da cana-de-açúcar pleiteiam é por uma tarifa competitiva, tanto para novos projetos como para retrofit.
Mas, segundo ele, ainda não é o patamar ideal de remuneração. “Caso nos próximos leiloes de energia térmica sejam definidos valores-teto em torno de R$ 300 por MWh é esperado que aumente a viabilidade de novos projetos de energia de biomassa. Estes projetos têm a vantagem do baixo investimento em interligação”, conclui Nastari. (Cana Online 11/06/2015)

 

Gasolina deve subir 9,1% em 2015 e energia 41%, estima Banco Central

A gasolina e a energia elétrica, principalmente, devem ter altas expressivas este ano, segundo estimativa do Banco Central. Em ata da reunião que elevou a taxa Selic para 13,75%, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC estimou em 41% o aumento da energia elétrica este ano, acima da estimativa de alta 38,3% feita em abril.

Para a gasolina, a previsão de alta neste ano ficou um pouco menor: passou de 9,8% em abril para 9,1% na última reunião.

No começo deste ano, o governo anunciou aumento da tributação sobre a gasolina, por meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Essa alta foi repassada para os preços.

Já a estimativa de alta de 41% no preço da energia elétrica em 2015 reflete do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O governo anunciou, no início deste ano, que não pretende mais fazer repasses à CDE – um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações públicas, em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado.

Custo de produção maior

O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.

Para poupar água dessas represas, o país vem desde aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz.

Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.

Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.

Gás de cozinha e telefonia fixa

O Banco Central estimou ainda, na ata do Copom divulgada na manhã desta quinta-feira, que o preço do gás de cozinha deve ter um aumento de 3% neste ano, enquanto que a telefonia fixa deve ter queda de 4,4% em 2015.

Preços administrados

Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 12,7% neste ano. (G1 11/06/2015)

 

Copersucar realiza Assembléia Geral Ordinária no dia 30 para avaliar resultados

A Copersucar S/A, companhia de comercialização e logística de açúcar e etanol controlada por usinas produtoras, realiza no próximo dia 30 de junho Assembléia Geral Ordinária (AGO), em São Paulo, para examinar e discutir os resultados financeiros da safra 2014/2015.
Na safra anterior, a Copersucar relatou lucro líquido de R$ 157,7 milhões, alta de 83,7% sobre os R$ 83,3 milhões de lucro líquido de 2012/2013. Com o resultado, o lucro líquido aos controladores cresceu 15,6% entre os períodos, para R$ 78,6 milhões em 2013/2014.
De acordo com o edital de convocação da Copersucar S.A., além da análise e aprovação do balanço da safra passada na AGO serão fixadas as remunerações anuais para membros e suplentes dos conselhos fiscal e de administração da companhia. (Cana Online 11/06/2015)

 

Semente de cana deve chegar ao mercado em 2017 e revolucionar o setor

Um dos grandes passos dados pela Syngenta com o desenvolvimento do Plene Emerald (esmeralda) é o fato de unir na mesma tecnologia duas aspirações antigas do setor: o plantio de cana por “semente” e a cana transgênica. Na produção desta semente, a Syngenta incorpora um material geneticamente modificado que apresenta resistência a herbicidas e pragas, como a broca. “Toda tecnologia aplicada na semente de soja e de milho a companhia introduziu na semente de cana”, relata Daniel Bachner, diretor global de cana-de-açúcar da Syngenta.

Leandro Amaral, diretor de Marketing Cana-de-açúcar, salienta que o grande diferencial com o primeiro Plene é que aquele tinha uma vida útil de quatro dias para ser plantado. O novo Plene tem prazo de seis meses com armazenamento a 12 graus e quando coloca no campo tem alto vigor de germinação. Pesa de 5 a 10 gramas e serão utilizados de 150 a 200 quilos por hectare. “Será possível plantar tranquilamente 60 hectares por dia, podendo otimizar o plantio na época ideal. Com cana de 18 meses que tem melhor rendimento e ter as melhores produtividades. A tecnologia vai reduzir entre 10 a 15% o custo da tonelada de cana produzida.”

Para não ter nenhum gargalo logístico no sistema de produção da semente, hoje a empresa estuda a ideia de implantar de quatro a cinco fábricas em diferentes pontos do país. De acordo com Bachner, o melhor é que tais operações não vão precisar da implantação de viveiros de cana. O material é produzido no laboratório. “O objetivo é que se produza a semente durante o ano todo, de acordo com a demanda.”

Inicialmente, as sementes são feitas das cinco variedades de cana mais plantadas. Na segunda fase, as sementes serão também de novas variedades de alta produtividade. O novo Plene, de agora até o final de ano, está na fase da produção da semente e testes de campo dentro das áreas da Syngenta. Paralelamente, está sendo desenvolvida uma máquina específica para o plantio mecanizado da semente de cana. “Hoje para o plantio de MPB, as máquinas plantam de 2 a 3 hectare/dia, com a evolução irão plantar de 4 a 5. A máquina do novo Plene plantará entre 40 a 90 hectares/dia”, informa Leandro. Mas esse futuro esmeralda do setor já tem data para começar? “Sim, 2017.” É a previsão de lançamento da semente de cana da Syngenta. (Cana Online 11/06/2015)