Macroeconomia e mercado

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Participação estrangeira cresce no setor, mas resultado frustra os investidores

Apesar das frustrações, a presença estrangeira no segmento de etanol e açúcar no Brasil tem crescido de forma expressiva.

Levantamento feito pelo Valor Econômico mostra que, juntas, as 14 principais multinacionais que investiram em usinas de cana ampliaram a moagem em 60% nas últimas cinco safras.

O maior dinamismo estrangeiro nesse segmento não está diretamente relacionado à satisfação com o negócio.

Grande parte dessas companhias está entregando prejuízos consecutivos a seus acionistas.

A questão é que, depois que se compra uma usina, é praticamente obrigatório continuar investindo no ativo, seja para ganhar escala ou para otimizar o uso da capacidade.

Algumas companhias, tais como a americana Bunge e a espanhola Abengoa, até tentaram volta a se desfazer de suas unidades, após perdas sucessivas.

Mas não encontraram interessados. (Revista Exame 16/06/2015)

 

Déficit global de açúcar em 2015/16 deve ser de 1,7 milhão de ton

A trading inglesa Czarnikow divulgou hoje que haverá um déficit global de açúcar em 2015/16 de 1,7 milhão de toneladas, apesar do avanço na produção nas últimas safras.

Esta é a primeira previsão da trading para a temporada.

A produção total no mundo é calculada em 186 milhões de toneladas, a segunda maior safra já registrada, diz a Czarnikow em relatório.

Em 2014/15, foram 187,1 milhões de toneladas.

A produção de açúcar proveniente da cana é estimada em 149,7 milhões de toneladas, enquanto a produção de beterraba é calculada em 36,3 milhões de toneladas.

O consumo mundial deverá crescer 2% em 2015 na comparação com 2014, para 183,1 milhões de toneladas.

O consumo em 2016 é previsto em 186,7 milhões de toneladas.

“Os volumes de crescimento estão maiores que os dos últimos anos”, diz o relatório.

Apesar da previsão de déficit, a trading afirma que os estoques mundiais serão suficientes para atender a demanda e, portanto, o impacto nos preços não será sentido imediatamente.

“Os estoques foram construídos em cinco anos de superávit”, afirma no relatório o gerente de análise a Czarnikow, Stephen Geldart.

“Imediatamente, portanto, esse déficit não é favorável aos preços”.

A temporada 2014/15 registrou superávit de açúcar de 3 milhões de toneladas, segundo a trading. (Valor Econômico 17/06/2015 às 09h: 44m)

 

Empresas nacionais e na maioria familiar estão no grupo das usinas que descolam da crise

Usina Açucareira Guaíra, uma das empresas que trata muito bem o campo.

Recentemente, foi divulgado que um seleto grupo de dez empresas foge à regra quase geral de crise no setor sucroalcooleiro, que já levou mais de 80 usinas a fechar as portas nos últimos cinco anos. O grupo das bem-sucedidas responde por 15% da moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul, segundo estimativas do mercado. Entre elas Zilor, Tonielo, Guaíra, Alta Mogiana, Della Coletta, e Nardini.

Grande parte das representantes desse grupo apresenta características similares e que chamam a atenção: a maioria é nacional; com gestão familiar profissionalizada, investe em tecnologia, valoriza pesquisas e tem gestão diferenciada. O que reforça a tese de que é fundamental conhecer o negócio e unir tradição com inovação.

Outro ponto, esse levantado por Alexandre Figliolino, diretor comercial do Itaú BBA, é quem está melhor são os que sabem plantar, cuidar do campo, fazer manejo e tratos culturais adequados. Enfim, quem valoriza o campo. (Cana Online 17/06/2015)

 

Governo levará exemplo da cana para Paris, diz Kátia

Matéria-prima do etanol será usado como exemplo anti-poluente.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou na manhã desta terça-feira (16), em evento da BM&FBovespa, na capital paulista, que o Governo federal incluirá os benefícios antipoluentes da cana-de-açúcar na lista a ser levada oficialmente para a COP 21, conferência climática mundial a ser realizada em dezembro em Paris (França).

Segundo Kátia, o plantio da cana-de-açúcar será incluído como mitigador dos gases poluentes entre os exemplos que o Governo levará para a COP 21, ao lado do Cadastro Ambiental Rural (CAR), conforme ela já executado em 50% das propriedades rurais do país.

O exemplo da cana no evento mundial em Paris, conforme a ministra, é mais um investimento do Governo federal junto ao setor sucroenergético.

“Já houve a volta da Cide sobre a gasolina e o aumento de 25% para 27% de anidro na gasolina, e já vemos melhora na safra iniciada em abril com alta de preços”, disse. “Mas não estamos satisfeitos, porque houve uma melhora de alma nova para o setor, mas faremos mais.”

O plantio de cana será exemplo anti-poluente levado pelo governo a Paris

A ministra garantiu no seminário Perspectivas para o Agronegócio 2015-2016, realizado nessa terça-feira (16), em São Paulo, que a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) não será taxada. “Eu garanto”, afirmou, referindo-se ao investimento de renda fixa sem tributação do Imposto de Renda.

Os títulos LCA são emitidos por bancos garantidos por empréstimos concedidos ao setor de agronegócio. (Jornal Cana 17/06/2015)