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Petrobras considera venda de algumas usinas de etanol, dizem fontes

A Petrobras estuda vender algumas usinas de etanol dentro do seu plano de desinvestimento, disseram duas fontes com conhecimento do assunto, e poderá focar em nichos mais rentáveis para a companhia no mercado de biocombustíveis.

"Essa, sim, é uma discussão. Você pode estar no comércio, na geração de valor e não estar em toda a cadeia, que vai desde a produção de etanol até a venda", disse uma das fontes com conhecimento direto dos planos da estatal.

"Como temos ativos de logística, e são vários e enormes, pode gerar muito mais valor na logística que na produção" acrescentou a fonte que pediu para não ser identificada.

A Petrobras já mostrou ativos para potenciais compradores, disse uma segunda fonte à Reuters, após ser informada sobre os planos da companhia.

Ambas as fontes pediram para não serem identificadas, já que a estatal ainda não tomou uma decisão.

A Petrobras, que está no centro de um escândalo de corrupção, deve divulgar até julho os detalhes de uma profunda redução nos investimentos, de cerca de 30 por cento, em seu Plano de Negócios e Gestão 2015-2019.

Os desvios de dinheiro de contratos da estatal para empreiteiras, políticos e executivos de grandes companhias, a queda nos preços do petróleo, a produção estagnada e a maior dívida mundial acumulada por uma petroleira obrigaram a companhia a rever seus investimentos. (Reuters 18/06/2015)

 

Quando é economicamente viável recolher a palha da cana Especialistas do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) observam que a viabilidade em recolhimento de palha se faz a partir de uma análise específica para cada usina e dependerá das estratégias comerciais, capacidade tecnológica, fatores de mercado, indicadores de custo benefício, custo de oportunidade e capacidade de investimento.

Uma vez que esse grupo de fatores se mostre favorável e com índices atrativos a usina, os projetos e investimento em recolhimento de palha tornam-se viáveis.

Para o panorama de mercado atual, e para usinas com potencial de exportação de energia elétrica adicional, em geral preços acima de R$ 200,00/MWh viabilizariam projetos de recolhimento de palha. (Cana Online 18/06/2015)

 

Cana também ganha com LCA sem tributação Metade dos recursos do título é direcionado para crédito agrícola.

O segmento agrícola do setor sucroenergético também será beneficiado caso as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) fiquem sem tributação.

A garantia de que os títulos ficarão sem a tributação do Imposto de Renda foi feita pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, durante palestra na abertura do Seminário ‘Perspectivas para o Agribusiness 2015/2016′, organizado pela BM&FBovespa e pelo Ministério da Agricultura na terça-feira (16/06) em São Paulo.

Até então, os rumores de que as LCA para pessoa física teriam taxação do Imposto de Renda foram cultivados pelo próprio Governo federal, em sua implementação do programa de ajuste fiscal.

Assim como o agronegócio como um todo, o segmento agrícola do setor de açúcar e de etanol tem a ganhar com a manutenção das LCA isentas de tributos porque elas, que são título de crédito de emissão exclusiva das instituições financeiras públicas ou privadas, ampliam os recursos disponíveis ao financiamento agropecuário, inclusive financiamentos ou empréstimos relacionados com a produção, comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos ou insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na produção agrícola.

Para se ter ideia da importância das LCA como braço financiador do agronegócio, o estoque de LCA’s registradas na BM&FBovespa está em R$ 120 bilhões.

Segundo Fábio Dutra, diretor Comercial de Desenvolvimento de Novos Negócios da BM&FBovespa, havia no mercado uma preocupação com a possibilidade de tributação sobre títulos como a LCA.

Com a garantia da ministra, a expectativa, diz, é de continuidade do crescimento desse mercado.

“E agora também como fonte de reaplicação na própria indústria”, emendou, referindo-se à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que obriga o direcionamento de pelo menos a metade dos recursos captados com as LCA para operações de crédito rural.

Trata-se de uma forma de ampliar o financiamento da safra 2015/16. (Jornal Cana 18/06/2015)