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Indústria investe em equipamentos de separação e retirada de palha

Segundo dados da Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a mecanização da colheita da cana já atingiu 90% no Estado em áreas onde é possível a entrada de maquinário agrícola. Embora possua vários benefícios, a mecanização acabou causando certos efeitos negativos, tanto nas fábricas de açúcar como nas destilarias, devido à presença, cada vez maior, de impurezas minerais e vegetais.

O coordenador do setor de cursos e treinamentos da Fermentec, Dinailson Corrêa de Campos, aponta os impactos na indústria decorrentes de uma maior quantidade de palha que chega junto com a cana. “Houve aumento do consumo de energia no preparo da cana para a moagem; diminuição dos níveis de extração nas moendas/difusores; aumentos dos insumos na fábrica de açúcar; interferência da qualidade do açúcar em relação aos níveis de amido, cinzas e insolúveis no açúcar; problemas na fermentação relacionados à maior presença de ácido aconítico, além de desgaste excessivo de equipamentos (moendas, caldeiras) e tubulações”.

Ele afirma que as indústrias já vêm se preparando para essa nova realidade, investindo em equipamentos que possibilitem a retirada/separação dessa palha antes de passar pela moenda. “É importante que as empresas utilizem materiais mais resistentes ao desgaste e que aumentem o uso de chapisco, no sentido de diminuir as deteriorações, e o diâmetro dos rolos, para absorver esse volume maior de fibra, visando garantir a moagem total da cana prevista”. (Cana Online 24/06/2015)

 

Limpeza a seco: saída para mitigar os efeitos negativos da palha na indústriavoltar

A intensificação do sistema de colheita mecanizada de cana crua trouxe sérios benefícios para o setor, tanto econômicos quanto ambientais. Porém, essa mudança de manejo acabou impactando negativamente a área industrial, pois as cargas de cana chegam com teores elevados de palha, que sobrecarregam os equipamentos de recepção, preparo e extração (aumento da carga e do consumo de potência), bem como os sistemas de transporte e movimentação de bagaço, reduzem a capacidade de moagem, a extração do caldo e o índice de percolação nos difusores, e desgastam, prematuramente, os equipamentos, dificultando os tratamentos de caldo e aumentando o custo do transporte da cana.

O supervisor de projetos da SIMISA, Filipe Montebello, explica que, quando a cana era colhida manualmente, as folhas eram eliminadas pela queima, o cortador despontava e a lavagem nas mesas de recepção retirava a terra. “Dessa forma, a moenda só ‘comia’ o colmo da cana. Com a colheita mecanizada tudo mudou, pois a moenda passou a ter que engolir ‘carne de segunda’”.

Para ele, uma das formas de a indústria voltar a receber matéria-prima de qualidade, igual à encontrada na época da colheita manual, é investindo em sistemas de limpeza a seco. Outra alternativa apontada por Montebello é a de reformular o sistema de recepção de cana. “Com 100% de cana picada, não faz mais sentido a aplicação de mesas alimentadoras, que são de manutenção muito mais cara”. Outra oportunidade, segundo ele, seria a instalação de um desfibrador vertical do tipo DVU, pois, assim, todo o transporte de cana, após o transportador metálico onde é feita a descarga, pode ser realizado com transportadores de correia, o que torna a manutenção mais em conta. (Cana Online

 

Controle biológico é extremamente eficaz no combate à Broca-da-canavoltar

A Broca-da-cana (Diatrea saccharalis) é, ainda, uma das principais pragas da cultura canavieira. Além do tradicional uso de inseticidas para o combate, é cada vez mais comum encontrar usinas utilizando o controle biológico. O mais comum, nesse caso, é a utilização de agentes biológicos, como a Cotesia flavipes, que ataca lagartas com mais de 1,5 cm. As liberações devem ser feitas na razão de 6000 vespinhas/ha, com distribuição 12 pontos/ha (10 massas/ponto), ou oito pontos/ha (15 massas/copo). É importante que o produtor esteja atento às condições climáticas, liberando os agentes de uma única vez, no período da manhã, com temperaturas amenas e sem previsões de chuva. 

O controle biológico deve se estender pelo período primavera/verão/outono e as liberações devem ser baseadas nos levantamentos de lagartas médias e grandes pelo método de lagarta/hora/homem. Nesse levantamento, o broqueiro caminha pelo canavial durante uma hora por talhão, fazendo a observação do sintoma denominado de “coração morto” e colhendo as brocas de diferentes instares. Ao término, é calculado o número de brocas coletadas em uma hora por cada homem. O índice estimado para iniciar o controle é a partir de 10 brocas/hora/homem. (Cana Online 24/06/2015)