Macroeconomia e mercado

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Picar a palha da cana no campo ou na indústria?

A prática do recolhimento de palha se estende pelo setor. O recolhimento de palha está presente em cerca de 3% dos canaviais. Este número representa aproximadamente 2 milhões de toneladas de palha recolhidas anualmente. Apesar da expressiva quantidade de biomassa já recolhida ainda há uma enorme quantidade de palha disponível.

Nos últimos 10 anos, foram estudadas diferentes formas de aproveitamento da palha, onde diversas tecnologias foram colocadas à prova, tanto no campo quanto na indústria. Mas ainda existem muitas dúvidas, entre elas: o mais viável é produzir fardos com cana picada no campo, ou produzir fardos com a palha inteira e levá-los para picar na indústria?. (Cana Online 26/06/2015)

 

Nematóides estão em mais de 70% das áreas de cana. O estrago é grande

Os nematoides são organismos vermiformes e microscópicos disseminados por praticamente todas as áreas de cultivo de cana-de-açúcar do Brasil. Acredita-se que em mais de 70% das áreas de cana ocorra pelo menos uma espécie de grande importância; porém, esse número é superior a 90% em regiões onde predominam solos arenosos.

Mundialmente, mais de 300 espécies, dentro de 48 gêneros, já foram associadas à cultura. No entanto, os nematoides mais problemáticos para a cana-de-açúcar no país são os das galhas (Meloidogyne incognita e M. javanica) e os das lesões radiculares (Pratylenchus zeae).

Os nematoides das galhas são distribuídos de forma generalizada, ocorrendo em praticamente todos os solos agricultáveis. Caracteristicamente, eles completam o ciclo no interior do sistema radicular do hospedeiro, sendo que a fêmea é sedentária (endoparasitos sedentários), não se movimentando na raiz e, por isso, estabelece sítios de alimentação específicos que funcionam como dreno de nutrientes da planta.

Esse hábito alimentar desencadeia alterações bioquímicas, fisiológicas e anatômicas. Assim, é comum a planta parasitada apresentar nodosidades no sistema radicular que são denominadas galhas, sendo esse o sintoma característico da ocorrência de tais espécies. A principal espécie de nematoide das lesões radiculares que ataca a cana é Pratylenchus zeae.

Os nematoides das lesões radiculares são endoparasitas migradores, completando toda a vida no interior das raízes do hospedeiro. No entanto, elas podem migrar livremente, buscando o alimento de célula em célula. Esse hábito migratório provoca pequenas galerias nas raízes que tendem a se fundir, resultando em raízes altamente lesionadas. Além disso, tais ferimentos servem como porta de entrada para outros patógenos, como fungos e bactérias habitantes do solo.

Os principais sintomas observados nas raízes são a redução do sistema radicular e as manchas longitudinais marrom-avermelhadas, que podem se tornar necrosadas com o passar do tempo.

Em ambos os casos, os sintomas na parte aérea são caracterizados por subdesenvolvimento das plantas, sintomas de deficiência nutricional e redução de perfilhos - geralmente, eles ocorrem em reboleiras. Trabalhos realizados por diferentes pesquisadores do Brasil mostram que, em média, os nematoides reduzem de 20 a 30% a produtividade das variedades cultivadas no país; porém, há relatos de reduções na ordem de 50% sob alta infestação. Somando altas populações, variedades muito suscetíveis e solos arenosos de baixa fertilidade, as perdas podem ser superiores a 90%. (Cana Online 26/06/2015)

 

Setor sucroenergético apoia entidade pela COP21

Evento ambiental está programado para dezembro em Paris.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e companhias atuantes também no setor sucroenergético, como a Odebrecht, Braskem e a Monsanto, integram a lista de participantes da aliança Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.

Lançada oficialmente na última quarta-feira (24), em São Paulo, a aliança tem 50 integrantes, além de empresas, ONGs e associações de classe, e possui objetivo bem focado: propor políticas públicas, ações e mecanismos financeiro/econômicos para estimular a agricultura competitiva e de baixo carbono, incluindo pecuária e florestas plantadas, que impulsionem o Brasil como líder global da economia sustentável.

A Coalizão pretende levar propostas do Brasil para a COP21

Um dos focos imediatos da Coalizão é colocar em discussão 17 metas que abordam, dentre outros temas, a criação de mecanismos de valorização econômica dos serviços dos ecossistemas e o combate ao desmatamento ilegal. A ideia é criar uma agenda de desenvolvimento sustentável até 2030.

Outro objetivo da Coalizão é atuar no âmbito da Convenção do Clima das Nações Unidas, contribuindo para a proposta brasileira na COP21 (21a Conferência das Partes da Convenção), marcada para o período de 30 de novembro a 11 de dezembro deste ano, em Paris

“Para nós, a Coalizão representa um esforço inédito de união de empresas e entidades do setor privado com organizações ambientalistas, em favor de uma agenda comum que contribua expressivamente para o desenvolvimento sustentável do país”, define Beatriz Secaf, coordenadora de Sustentabilidade da Associação Brasileira do Agroonegócio (Abag). A entidade é uma das integrantes da aliança. 9Jornal Cana 26/06/2015)

 

Renuka reverte prejuízo e tem lucro líquido de US$ 677 mil no 1º trimestre de 2015

A indiana Shree Renuka Sugars, companhia produtora de açúcar e etanol com usinas na Índia e no Brasil, registrou lucro líquido de US$ 677 mil (43 milhões de rupias) no trimestre encerrado em 31 de março de 2015, equivalente ao 4º da safra 2014/15 no Centro-Sul do Brasil. Em igual período do ano anterior, a empresa havia reportado prejuízo líquido de US$ 14 milhões (897 milhões de rupias). No acumulado da temporada, a Renuka viu seu prejuízo líquido diminuir 37%, para US$ 46,5 milhões (2,95 bilhões de rupias).

Com capital aberto na Bolsa de Mumbai, a companhia teve uma receita líquida de US$ 265 milhões (16,836 bilhões de rupias) no trimestre, aumento de 32% na comparação anual. O Ebit (lucro antes de juros e impostos) ficou positivo em US$ 1,2 milhão (77 milhões de rupias), ante um prejuízo operacional de US$ 21,2 milhões (1,35 bilhão de rupias) em igual intervalo de 2014.

A receita com açúcar aumentou 35%, de US$ 157 milhões (9,97 bilhões de rupias) para US$ 213 milhões (13,52 bilhões de rupias). O lucro operacional com a commodity foi de US$ 6,4 milhões (404 milhões de rupias), ante prejuízo operacional de US$ 4 milhões (245 milhões de rupias) há um ano.

A receita com etanol no trimestre cresceu 1%, para US$ 14,5 milhões (918 milhões de rupias), mantendo-se a mesma base de comparação. Operacionalmente, a Shree Renuka Sugars teve um lucro operacional 338% maior com o biocombustível, de US$ 7,3 milhões (464 milhões de rupias).

Por fim, a operação de trading da empresa teve uma receita 67,5% superior no trimestre, de US$ 49,6 milhões (3,15 bilhões de rupias). Operacionalmente, o segmento teve um prejuízo de US$ 173 mil (11 milhões de rupias), ante prejuízo operacional de US$ 15,7 mil (1 milhão de rupias) um ano antes.

A Shree Renuka Sugars tem quatro usinas no Brasil, duas em São Paulo e duas no Paraná, com capacidade total para moagem de mais de 10 milhões de toneladas de cana por safra.(Agência Estado 26/06/2015)