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Acaba joint venture entre São Martinho e Amyris

Contrato previa indústria química em Pradópolis.

Em Fato Relevante divulgado nesta quarta-feira (01/07), assinado pelo diretor Financeiro e de RI Felipe Vicchiato, a São Martinho S.A (BM&FBovespa: SMTO3; Reuters: SMTO3 SA e Bloomberg: SMTO3 BZ) comunica que “o não atingimento de determinadas metas contratuais pela Amyris, impactando a viabilidade do projeto. Dessa forma, a São Martinho decide não aprovar a continuidade da construção da planta da Joint Venture com a empresa norte-americana Amyris Inc e sua subsidiária brasileira Amyris Brasil Ltda.”

Segundo o Fato Relevante, a “Amyris poderá fornecer novas informações relativas à viabilidade do projeto visando discutir um potencial novo acordo. Todavia, a Joint Venture e demais contratos entre as partes estarão automaticamente rescindidos em 31 de agosto de 2015, caso até tal data não seja celebrado um novo acordo, a critério da São Martinho. A São Martinho esclarece que não efetuou aportes na Joint Venture, os quais estavam previstos para ocorrerem somente após o início da operação da planta.”

Entenda sobre a Joint Venture

Em material divulgado para a imprensa em 2010, a São Martinho detalhou a Joint Venture com a Amyris. Confira:

“O Grupo São Martinho anunciou nesta quarta-feira (14/05/2010) a assinatura do acordo definitivo com a empresa norteamericana Amyris Biotechnologies e sua subsidiária brasileira Amyris Brasil, para produção de especialidades químicas a partir do caldo da cana-de-açúcar.

Os dois grupos vão formar uma joint venture, controlada em igual proporção por ambas as partes, e investir na construção de uma planta química localizada junto à Usina São Martinho, em Pradópolis-SP. A nova unidade utilizará a tecnologia da Amyris, que se baseia na modificação de leveduras, capazes de converter a sacarose, para produzir farneseno a partir do caldo da cana.

Em relação ao acordo preliminar, anunciado em dezembro de 2009, a principal modificação é que a São Martinho permanecerá como controladora integral da Usina Boa Vista – antes, havia a intenção de vender 40% da unidade à Amyris. Outra alteração importante é que a nova planta que produzirá especialidades químicas será erguida junto à Usina São Martinho, em Pradópolis-SP, e não mais junto à Boa Vista, em Quirinópolis-GO.

O início da construção da nova planta, cuja capacidade de processamento inicial é equivalente a 1 milhão de toneladas de cana de açúcar por safra, está condicionado, entre outros, à aprovação do projeto de engenharia e à obtenção de licenças ambientais, até dezembro deste ano.

Entre os produtos que poderão ser gerados com a parceria estão químicos renováveis para uma variedade de bens de consumo e aplicações industriais que hoje dependem de componentes petroquímicos, entre eles lubrificantes, polímeros, sulfactantes, preservantes e cosméticos. Também será possível a produção de diesel renovável e combustível para aviação, cuja performance é igual ou superior à de biocombustíveis existentes e dos combustíveis à base de petróleo.

O Grupo São Martinho fornecerá xarope de cana-de-açúcar para a joint venture e a comercialização da produção da joint venture será feita pelo Grupo Amyris”. (Jornal Cana 01/07/2015)

 

Virgolino Oliveira leiloa fazenda no dia 23

Propriedade tem 373 alqueires e fica em Catanduva (SP).

Com 373 alqueires, a Fazenda São José das Borboletas, localizada em Catanduva (SP) e pertencente ao Grupo Virgolino de Oliveira, do setor sucroenergético, vai a leilão no próximo dia 23 de julho. O evento está programado para as 13h em duas modalidades: presencial e eletrônica.

Segundo a empresa responsável pelo leilão, a propriedade rural está avaliada em R$ 70,9 milhões.

A decisão sobre o leilão é da Justiça do Trabalho e o evento presencial ocorrerá no Fórum Trabalhista de São José do Rio Preto, no  Núcleo de Execução. O despacho judicial foi assinado pela Juíza do Trabalho, Margarete  Aparecida Gulmaneli, no dia 28 de abril. Esse é o segundo leilão realizado para a mesma fazenda.

Assim como no leilão realizado no dia 23 de maio, o leiloeiro oficial deverá estabelecer valor mínimo para os lances começarem a ser feitos. No ato e que a fazenda for arrematada, o comprador deverá fazer um depósito de 20% do valor da compra e em até 24 horas pagar o restante. Depois disso, a Justiça segue os trâmites para pagamento das verbas rescisórias que constam na ação trabalhista.

Conforme o jornal digital de Catanduva O Regional, o leilão cria expectativa aos funcionários e ex-funcionários de que as duas partes da fazenda sejam vendidas para que todos recebam os pagamentos, que estão atrasados desde o ano passado, como prometido.

Segundo a mídia, no início deste ano, 13 sindicatos moveram ação judicial contra o GVO para o pagamento de salário das categorias. A Justiça do Trabalho penhorou duas matrículas da fazenda para o acerto de salários e com credores. Uma das matrículas, a maior, com 373 alqueires,  recebeu proposta de compra no valor de R$ 31 milhões, no entanto, o interessado desistiu da compra. A outra parte da fazenda, com matrícula número 5336, é de 100.

A avaliação total das duas áreas era de R$ 117 milhões. (Jornal Cana 01/07/2015)

 

British Sugar reduz em 15% preço da beterraba ao produtor

Produtor receberá £ 3,7 a menos pela tonelada.

Os produtores britânicos de beterraba receberão 15% a menos pelo produto entregue às industrias de açúcar da British Sugar.

Produtor receberá £ 3,7 a menos pela tonelada

A decisão foi tomada em conjunto pela British Sugar e a divisão de açúcar da National Farmers Union (NFU).

Indústria e produtores enfrentam dificuldades devido a contínua queda do preço do açúcar no mercado internacional, pressionada pelo quinto ciclo de superávit produtivo.

O preço acordado entre as partes ficou estipulado em £ 20,30/t  (libra esterlina por tonelada). O preço será utilizado tanto para os contratos in natura quanto para contratos com a  indústria, que demanda o produto para a produção de açúcar e biocombustível.

Os contratos vigentes nesta safra possuem valor de 24 libras esterlinas por tonelada de beterraba. (Jornal Cana 01/07/2015)

 

Tecnologia da informação facilita fazer a matologia do canavial

A ligação de um produtor com suas terras é de extrema importância. Na hora de plantar, por exemplo, ele precisa conhecer a fundo o talhão a ser utilizado. Nesse momento, a matologia funciona como um importante aliado, pois ela irá escanear o canavial e mostrará dados sobre as espécies infestantes daquela área, como germinação, crescimento, desenvolvimento, morfologia, anatomia, reprodução e convivência com outras plantas, além, é claro, dos níveis de infestação. Esse conhecimento será essencial para segurança e precisão nas tomadas de decisões.

E para realizar a matologia, o produtor rural pode contar com a tecnologia da Informação. Nos últimos anos, o mercado tecnológico dirigido ao agronegócio cresceu enormemente. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES), no ano passado o Brasil teve um investimento 15,4% maior em Tecnologia da Informação do que o registrado em 2012. Outro dado relevante vem da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), que afirma que o faturamento da área no Brasil gira, atualmente, em torno de US$ 123 bilhões, representando 4,5 % do PIB (produto Interno Bruto) nacional. Um dos motivos é o número cada vez maior de empresas investindo na criação de novos softwares e aparelhos tecnológicos que resultem em mais agilidade, redução de custos e melhoria das operações diárias.

O setor sucroenergético foi um dos segmentos que já foi “afetado” por essa nova era. Sistemas de controle e gestão já auxiliam os processos industriais. A agricultura de precisão chegou para mudar completamente as formas de se plantar e colher cana-de-açúcar. Isso tudo, sem contar a maciça presença de smartphones, tablets e notebooks no setor que apresentam dados em tempo real das condições que se encontram as lavouras.

E veja só, até mesmo o ato de entrar no canavial para conhecer quais as plantas daninhas se encontram naquela área ficou mais fácil. “A BASF possui um serviço diferenciado, chamado de Digilab, que alia uma lupa eletrônica com aumento de até 200x a um software com informações sobre a cultura, alvos e uma biblioteca agrícola disponível para consultas e comparações. Através dele, é possível saber o que está acontecendo na região e se prevenir de possíveis problemas que podem prejudicar o canavial”, afirma engenheiro agrônomo de desenvolvimento de mercado da BASF, Mauro Picinato Cottas Cottas.

Segundo ele, antigamente, fazer a matologia era mais difícil, pois, muitas vezes, o produtor não tinha tanto conhecimento e se confundia na hora de diagnosticar o problema. “Com essas novas tecnologias, ele pode ir até o campo, fazer imagens das infestações e compará-las com o portfólio de plantas daninhas presentes no banco de dados do software. Com isso, ele consegue identificar o problema com mais agilidade e iniciar o manejo o quanto antes. O resultado será um menor dano na produtividade”, finaliza. (Cana Online 01/07/2015)