Macroeconomia e mercado

Notícias

São Martinho troca Itaú por BTG

Contratada começa a operar no mercado a partir deste 02 de julho.

Desde esta quinta-feira (02/07), o formador de mercado da São Martinho S.A. (BM&FBovespa: SMTO3; Reuters: SMTO3 SA e Bloomberg: SMTO3 BZ) é a BTG Pactual Corretora de Título e Valores Mobiliários S.A.

Até então, a contratada era a Itaúinvest DTVM S.A.

Segundo Fato Relevante da São Martinho, assinado pelo Diretor Financeiro e de RI Felipe Vicchiato, e pela Gerente de Relações com Investidores Aline Reigada, a contratação da BTG é por 12 meses, prorrogáveis automaticamente caso não haja manifestação contrária das partes, com o objetivo de fomentar a liquidez das referidas ações.

A Companhia informa ainda que se encontram, em circulação, no mercado 44.515.226 (quarenta e quatro milhões, quinhentos e quinze mil e duzentos e vinte e seis) ações ordinárias de sua emissão e que não celebrou qualquer contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de sua emissão com o formador de mercado. (Jornal Cana 02/07/2015)

 

“Esta é a quinta safra consecutiva que não vamos chegar nem a 80 toneladas por hectare”, lamenta Ortolan

Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo) e da Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil), lembra que o setor sucroenergético no Centro-Sul até 2009 trabalhava com produtividade média em torno de 85 e 83 t/ha. Mas isto muito nos últimos anos. “Esta é a quinta ou sexta safra consecutiva que não vamos chegar a 80 toneladas e isso tem impacto no custo.” Problemas climáticos, mecanização acelerada, preços baixos. É um somatório de fatores que, ao longo do tempo, fez com que a produção caísse e o custo tivesse uma escalada contínua.

Enquanto a produtividade da cana retrocede, a de outras culturas vem crescendo consideravelmente nos últimos anos. “Vemos que a produtividade da soja explodiu. Nesse ano de 2015 choveu bem no Sul, e conversando com alguns produtores, chegaram a colher por lá 90 sacos do grão por hectare. E olha que quando estudamos agronomia falávamos em 35, 40 sacos de soja por hectare”, diz Rogério Bremm Soares, gerente de planejamento agrícola da Bunge. Para ele, isso deve ser motivo de preocupação do setor, uma vez que “estamos há praticamente vinte anos em termos de produtividade no mesmo jeito, e até caindo. E a grande razão disso não é só dificuldade financeira. Acredito que está faltando usarmos mais a agronomia, que conhecemos, sabemos o que tem de fazer, pegar exemplo de outras culturas e acreditar nas tecnologias que temos disponíveis”. (Cana Online 02/07/2015)

 

Senado discute a importância do setor sucroalcooleiro para o desenvolvimento de uma matriz energética sustentável

A importância do setor sucroenergético na redução de emissão de gases de efeito estufa e outros gases poluentes, e sua importância para a definição de uma matriz energética mais sustentável foram temas de audiência pública realizada nesta quarta-feira (01) no Senado, pela Comissão Mista Permanente Sobre Mudanças Climáticas (CMMC).

Composta por senadores e deputados federais, a comissão tem como uma de suas principais missões acompanhar as ações do governo no combate aos impactos ambientais e socioeconômicos das alterações climáticas globais.

A discussão de hoje contou com a participação de André Meloni Nassar, secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Paulo Hilário Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Rodrigo Lima, diretor-geral da Agroícone, consultoria especializada em agricultura, energia e sustentabilidade.

Rodrigo Lima apresentou estudo sobre os impactos que o etanol e a bioeletricidade podem ter sobre a redução dos gases de efeito estufa até o ano de 2030 utilizando dois cenários: um realista e outro mais otimista, que prevê expansão da produção e novas usinas, o que demandaria ações de políticas públicas de longo prazo para o estímulo a novos investimentos no setor. Segundo Lima, o cenário expansionista permitiria uma redução adicional de quase 600 milhões de toneladas de CO2, montante equivalente a emissões geradas durante três anos por todo o setor de transportes do país.

O professor Saldiva, por sua vez, apresentou um estudo sobre os impactos positivos do etanol sobre a saúde pública nas grandes cidades. Saldiva afirmou que a utilização do biocombustível tem evitado quase 1,5 mil mortes e quase 10 mil internações hospitalares por ano nas grandes cidades brasileiras.

Por fim, o Secretário André Nassar ressaltou as preocupações do MAPA com o tema, lembrando que os combustíveis renováveis deverão exercer um papel central nas discussões que serão promovidas na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que será realizada em dezembro em Paris.

Eduardo Leão de Sousa, diretor-executivo da UNICA, acompanhou a audiência pública. “Entendemos que debates desta natureza são fundamentais para a melhor compreensão dos benefícios do etanol e parabenizamos o Poder Legislativo pela iniciativa e proatividade. É evidente a necessidade de avançarmos em uma agenda positiva visando à maior participação das fontes renováveis na matriz energética, posição que vai ao encontro dos compromissos ambientais assumido pela Presidente Dilma Rousseff na recente missão presidencial aos EUA, e estamos prontos para participar deste diálogo e contribuir com este esforço”, ressaltou o executivo.

A comissão foi presidida pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), tendo como vice-presidente o deputado Zequinha Sarney (PV-MA) e o deputado, e também presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, Sergio Souza (PMDB-PR) como relator. (Unica 02/07/2015)

 

Demanda do setor sucroenergético por crédito do BB deve ser pequena

Os R$ 110,5 bilhões disponibilizados pelo Banco do Brasil (BB) para o Plano Safra 2015/16 devem ser pouco demandados pelo setor sucroenergético.

De acordo com o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade, o alto endividamento das usinas impede que sejam preenchidas as condições necessárias para acesso aos recursos. "E aqui no Nordeste há uma concentração maior de companhias (nessa situação)", afirmou ele em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Conforme o presidente da Unida, o "valor de retirada" (de recursos) pelas unidades produtoras não deve ser muito significativo. No caso dos fornecedores de cana, por sua vez, há uma parcela apta a buscar o dinheiro oferecido pelo BB. Ainda assim, Andrade ponderou que o crédito rural é importante por ser mais uma alternativa de financiamento que a cadeia produtiva de açúcar e álcool dispõe.

O Plano Safra 2015/16 foi lançado em 2 de junho. Nesta quarta-feira, o BB divulgou o montante de crédito rural disponível para o programa. Dos R$ 110,5 bilhões, 26,24% (R$ 29 bilhões) são de juros livres e 73,76% (R$ 81,5 bilhões), controlados.

A instituição informou que R$ 20 bilhões serão destinados para as empresas da cadeia produtiva do agronegócio. Os R$ 90,5 bilhões restante serão para produtores e cooperativas. (Estado.com 02/07/2015)

 

O etanol precisa ser melhor “marketeado”

 “A agroenergia no Brasil tem grande potencial e não é concorrente do petróleo”, frisa o consultor em energia Ricardo Salomão. Segundo ele, é uma atividade complementar à indústria do petróleo e derivados e precisa de algumas premissas para que esse potencial seja realizado, como:

1 – capacitação

2 – investimento em tecnologia

3 – investimento em infeaestrutura

4 – utilizar as oportunidades nesse setor, como célula a combustível à base de etanol

Além da realização dessas premissas, ele acredita que o etanol precisa de uma boa “marketagem”. “É um produto bom, mas precisa ser melhor marketeado”, enfatiza.

Salomão lembra que na região de Ribeirão Preto, por exemplo, existe um verdadeiro polo verde. “Se começarmos a trabalhar essa marca, de que essa região é a referência verde do país, que aqui se produz energia verde, renovável, que aqui se produz etanol com o menor custo do país, e trabalhar com custo menor, consegue-se trabalhar bem esta imagem. Aí sim acredito que este agronegócio saia do corner que está e vá para a posição que merece.”

Para ele, este setor deve se abstrair de qualquer tentativa de esperar por algo que venha das três esferas de governo. “Acredito muito mais na união dos agentes deste setor para que eles montem estratégia e a implementem, sem esperar de estado. Acredito muito mais na força e vontade dos agentes dessa cadeia de valor”, dispara.

Na opinião de Salomão, a recuperação da Petrobras também depende da menor ingerência do governo federal. “Enquanto os preços praticados pela empresa dependerem do governo, a companhia não terá credibilidade. Preço de combustível não pode depender de governo. Nem combustível, nem energia. Deixa o mercado definir. Esta posição prejudica o mercado do etanol, que é obrigado a conviver com preços baixos e pressão baixita sobre o volume de demanda. Enquanto a Petrobras estiver comprando gasolina a 100 lá fora e vendendo aqui dentro por 80, por exemplo, não vai recuperar sua credibilidade perante os investidores”, conclui. (Cana Online 02/07/2015)