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Coplana aposta em tripé para alavancar a produtividade dos produtores de cana

Recentemente a Coplana lançou o Programa Mais Cana, capitaneado pelo departamento de Tecnologia e Inovações da entidade. Dentro desse programa, tem o projeto de criação de polos de produção de mudas pré-brotadas. “Estamos terminando a etapa inicial de polos descentralizados de produção de mudas, com o recebimento desses MPB’s de instituições de qualidade, como o IAC”, relatou em junho José Antônio Rossato, presidente da Coplana, tivemos. 

Segundo ele, esta iniciativa com o MPB está envolvendo os produtores numa discussão maior em torno do aumento de produtividade. Um processo que está contagiando os cooperados. “Temos reuniões periódicas com especialistas, pesquisadores, trazendo a própria equipe da cooperativa e da associação para discutir temas pertinentes em torno do aumento da produtividade e consequentemente do aumento da competitividade do produtor de cana.”

Paralelamente a esta iniciativa, ainda dentro Mais Cana, a Coplana está implementando outras ações voltadas ao aumento da produtividade do produtor. “Temos o projeto Carta de Solos, que visa um conhecimento mais refinado dos ambientes de produção em que o fornecedor está, servindo como alicerce e trampolim para a incorporação, pelo produtor, de tecnologias de agricultura de precisão”, explica.

Segundo Rossato, esse é o tripé (MPB + carta de solos + agricultura de precisão) em que a cooperativa está se armando para cumprir com sua missão, de desenvolver tecnologicamente o produtor e com crescimento sustentável. “Nossa proposta visa unir pesquisadores e todos os estudos que estão seno feitos voltados ao aumento da produtividade em cana, além de fazer o elo com o produtor, chegando lá na base da cadeia. Este conceito já está em andamento e já estamos colhendo alguns louros desse projeto.”

Mas para a Coplana o MPB é solução para o plantio de cana-de-açúcar?

“Eu, particularmente, acredito que sim. A qualidade da muda estava sendo muito negligenciada. Passamos por um boom entre 2005 e 2007 de expansão no setor, em que foram usadas como muda canaviais depauperados, velhos, e sentimos muito. Foi um tiro no pé do próprio setor. Já o MPB traz um novo olhar para a cana, para produtor de cana”, explica Rossato, frisando que gosta de usar o termo produtor de cana e não fornecedor de cana. 
Para ele, o MPB resgata essa condição de produtor, uma vez que permite um controle do produtor do seu próprio negócio. (Cana Online 03/07/2015)

 

De olho na demanda interna, Gulf Petrochem construirá usina de etanol na Índia

Empresa investirá US$157,7 milhões em usina de etanol no país.

A petroleira Gulf Petrochem está de olho na elevada demanda por etanol na Índia. Ciente que a oferta do biocombustível está estagnada, a empresa decidiu diversificar seus investimentos e construir uma unidade produtora de etanol no país.

Empresa investirá US$157,7 milhões em usina de etanol no país

Com capacidade para produção de 6o milhões de litros de etanol por ano, a usina de etanol da Gulf Petrochem está orçada em US$157,7 milhões.

O etanol indiano possui 90% de sua produção baseada na cana-de-açúcar. A empresa porém pretende adaptar as futuras instalações para também produzir o biocombustível através da casca de arroz.

Há mais de uma década o governo indiano estipulou a mistura de 5% de etanol na gasolina, medida em paralelo com as iniciativas globais de redução de gases poluentes na atmosfera.

Esta porém não é a realidade na Índia. A adição do biocombustível não ultrapassa os 2% e o principal motivo é a baixa oferta de etanol no mercado doméstico.

Para alcançar esta meta o país precisa produzir cerca de  1,15 bilhão de litros, a atual produção do país atinge aproximadamente 800 milhões de litros. (Jornal Cana 03/07/2015)

 

Carvão reduz TCH da cana-de-açúcar em 0,89% a cada 1% de touceiras infectadas

Uma estiagem, como a vivida recentemente pelo Centro-Sul, favorece o surgimento de pragas e doenças, que encontram condições mais propícias para suas incidências. Uma dessas doenças é o Carvão, causada pelo fungo Sporisorium scitamineum, cujo período seco favorece a disseminação, penetração e a infecção dos esporos pela lavoura. Sob condições de estresse, mesmo variedades resistentes ao fungo podem apresentar sintomas da doença.

Uma vez infectada, a planta pode apresentar um comportamento diferenciado, como limbo foliar estreito e curto, colmos mais finos e, ocasionalmente, superbrotamento da touceira. O fungo modifica, ainda, o meristema apical da cana, liberando o sintoma mais característico da doença: o “chicote”.

Com relação aos prejuízos econômicos causados pela doença, há casos de perdas elevadas de até 60% da produção. Estima-se que cada 1% de touceiras infectadas resulta em 0,89% de redução na produção de cana (TCH). Por se tratar de um fungo com poder de disseminação pelo vento, é importante que se elimine fontes de inóculo, ou seja, substituir variedades suscetíveis que possam estar portando o fungo.

A incidência de Carvão nos canaviais e diferentes tecnologias de controle serão abordadas no 11° Seminário sobre Controle de Pragas de Cana (Insectshow), que acontece no Centro de Convenções de Ribeirão Preto, nos dias 29 e 30 de julho. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.ideaonline.com.br, onde também é possível obter mais informações sobre o evento. (Cana Online 03/07/2015)

 

Basf mira novo transgênico e não descarta aquisições em sementes

A onda de consolidação no mercado global de sementes e defensivos agrícolas, que nas últimas semanas ganhou um novo capítulo com as negociações entre Monsanto e Syngenta, também está, de algum modo, no radar da divisão agrícola da múlti química alemã Basf. A companhia evita detalhar suas intenções, mas não descarta aquisições no segmento de sementes, embora reforce que não há nada definido até o momento.

"Nós não temos ativos de sementes hoje e estamos olhando para esse mercado, mas não quero especular sobre nenhuma empresa em específico", disse ao Valor Markus Heldt, presidente global da unidade de proteção de cultivos da Basf, em evento para a imprensa realizado ontem, em Campinas (SP).

O executivo ressaltou que "a agricultura é uma área interessante para a Basf", mas frisou que a compra desses ativos "não é necessariamente a prioridade número 1". "Temos parcerias com diferentes players de sementes, e nos últimos 20 anos temos obtido muito sucesso nesse modelo", avaliou.

Um dos frutos mais recentes dessas parceiras começará a ser colhido no Brasil nesta safra 2015/16. A soja transgênica Cultivance, tolerante a herbicidas, foi desenvolvida juntamente com a Embrapa e recebeu em abril deste ano a aprovação que faltava da União Européia para ganhar os campos do país. A tecnologia estava aprovada desde 2009 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), mas Basf e Embrapa preferiram aguardar o sinal verde dos importadores da oleaginosa.

"Teremos quatro variedades Cultivance nesta temporada, mas programamos um ano de estreia comercial mais ampla para 2016/17", contou Francisco Verza, vice-presidente da unidade de proteção de cultivos no Brasil.

A Cultivance busca seu espaço em um mercado ávido por alternativas para o controle de ervas daninhas resistentes ao herbicida glifosato problema que se intensificou nos últimos anos com o avanço de cultivos que carregam o gene Roundup Ready (RR), da Monsanto. A própria Monsanto tem suas apostas entre elas a Intacta , mas outras rivais, como a alemã Bayer CropScience, preparam novidades nessa frente.

O braço agrícola da Basf prevê vendas globais de € 6 bilhões em 2015, alta de 11% sobre 2014. A América do Sul, e o Brasil em especial, deve puxar parte importante desse crescimento. Em maio, a Basf inaugurou uma nova planta de herbicidas sólidos em Guaratinguetá (SP). "Antes, importávamos herbicida dos EUA. Hoje, formulamos aqui e exportamos para diversos países da América Latina", disse Eduardo Leduc, vice­presidente sênior de proteção de cultivos para a região. (Cana Oeste 03/07/2015)