Macroeconomia e mercado

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Weber Geraldo Valério "SPHENOPHORUS LEVIS VAI QUEBRAR EMPRESAS"

O consultor Weber Valério, da Agro Analítica, afirma que muitos produtores tem tratado o Sphenophorus levis de forma errada.

"É importante tratar soqueira de primeiro e segundo corte, e não as áreas que irão para reforma".

O consultor conta que aplica, atualmente, de 70 a 100 mil hectares de inseticidas para o combate a Sl.

"Essa praga já se tornou uma das mais importantes para o setor. Estimativas apontam que os danos podem chegar de 20 a 30 TCH por ano".

Ele afirma, ainda, que é importante que se faça o Manejo Integrado (MIP) no sentido de aliar várias práticas para o combate às pragas. (Cana Online 16/07/2015)

 

Índia: Em menos de vinte dias 13 fornecedores de cana cometem suicídio

Preços internacionais afetam a saúde financeira e emocional de setor canavieiro indiano.

Cerca de 13 fornecedores de cana-de-açúcar cometeram suicídio nos últimos 20 dias na Índia.

Pressionada pelos baixos preços internacionais do açúcar, a indústria açucareira indiana não consegue arcar com os pagamentos aos agricultores locais, gerando enorme endividamento na região de Mandya, conhecida por ser um cinturão canavieiro no Estado de Karnataka.

A produção de cana continua na região, porém a falta de dinheiro e a baixa qualidade de vida preocupam autoridades locais. Sem recursos, alguns agricultores fazem empréstimos através de agiotas, o que pode complicar ainda mais a saúde financeira dos produtores de cana-de-açúcar da região.

Fornecedores porém culpam o governo por não olhar para o valor da commodity no mercado externo, para eles, o açúcar exportado deveria possuir maior valor de mercado em relação ao comercializado na Índia. (Jornal Cana 16/07/2015)

 

100 usinas estão na linha de risco, alerta Itaú BBA

Juros altos e economia ruim do País só agravam a situação.

A conjuntura econômica desconfortável, com juros altos e futuro próximo sem avanços, sinaliza um novo triste episódio para o setor sucroenergético, que já enfrenta crise agravada há três anos.

Em entrevista para o Portal Jornal Cana, Alexandre Figliolino, diretor de Agronegócios do Itaú BBA, traça uma estimativa negativa de curto prazo para parte das 300 usinas em atividade nesta safra 2015/16 em andamento na região Centro-Sul do país e que deve ser iniciada a partir de setembro nas regiões Norte e Nordeste.

A entrevista foi concedida durante o VII Simpósio de Tecnologia de Produção de Cana-de-Açúcar realização pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) entre os dias 15, 16 e 17/07 em Piracicaba (SP).

Figliolino fez palestra na abertura do evento sobre o tema “O que esperar do mercado de açúcar, etanol e energia para os próximos anos”. (Jornal Cana 16/07/2015)

 

Chuva melhorará produtividade e não deve prejudicar meta de colheita de Biosev e Raízen

Os períodos atípicos de chuva entre o começo da safra de cana-de-açúcar, em abril, e o início de julho devem melhorar a produtividade da cultura em 2015/2016 no Centro-Sul, apesar de impedirem a colheita em alguns dias por conta da umidade e do barro nas lavouras. No entanto, segundo avaliação da Raízen e da Biosev, duas das maiores processadoras de cana do País, as metas de colheita para toda a safra não serão prejudicadas.

"A chuva ajudou bastante em relação ao crescimento da cana, foi promissora, apesar dos períodos que impediram (as máquinas) de entrar nas áreas para a colheita. Mas há toda uma estratégia montada para mitigar o impacto e para atingir a meta de colheita", disse o diretor de Saúde, Segurança Meio Ambiente e Competitividade da Biosev, Reginaldo Sabanai.

Braço sucroenergético da Louis Dreyfus Commodities (LDC), a Biosev prevê moagem até 13% maior de cana na safra 2015/2016, iniciada em abril. O processamento deve passar de 28,3 milhões de toneladas em 2014/2015 para entre 29 milhões e 32 milhões de toneladas nesta safra, segundo as estimativas mais recentes. Em relação à qualidade da matéria-prima, a Biosev estima um nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) de 129 quilos a 133 quilos por tonelada de cana, ante 128,7 kg/t em 2014/2015.

Já Antonio Fernando Lima, diretor de produção agrícola da Raízen Energia, afirmou que a chuva atrapalhou a colheita de cana não só nas 22 usinas de São Paulo, mas também na unidade de Caarapó (MS) e até mesmo na de Jataí, em Goiás. "Se atrapalha a colheita, ajuda na produtividade dos canaviais, o que é benéfico. Vamos fazer de tudo para colher (a cana prevista) este ano", disse Lima.

O guidance da Raízen Energia para o processamento na temporada vai de 57 milhões a 60 milhões de toneladas de cana. Em 2014/2015, as usinas da companhia moeram 57 milhões de toneladas. (Agência Estado 16/07/2015)

 

Açúcar: Clima no Brasil pode dificultar retomada dos 12,50 cents/lb

Os futuros de açúcar demerara fecharam em queda ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), confirmando a correção técnica esperada pelo mercado. As cotações, contudo, escorregaram para abaixo dos psicológicos 12,50 cents por libra-peso e podem encontrar dificuldades para recuperar esse patamar, tendo em vista que os próximos dias serão de tempo aberto no Centro-Sul do Brasil.

Apesar dos temores envolvendo o El Niño, a principal região produtora do País registrará poucas chuvas até 21 de julho, conforme boletim da Climatempo. As usinas em São Paulo podem ser as mais beneficiadas caso essa previsão se concretize. Vale lembrar que no início do mês até quatro dias de colheita de cana foram perdidos por causa das precipitações em excesso no Estado.

Paralelamente, participantes monitoram o câmbio. Ontem, o dólar se apreciou ante o real durante praticamente toda a sessão, o que contribuiu para as perdas em Nova York. No fim do dia, contudo, a divisa caiu 0,16%, para R$ 3,1330.

Nos gráficos, os futuros voltaram a ter resistência nos 12,50 cents/lb. O suporte inicial aparece nos 12,30 cents/lb, embora o piso mais firme seja encontrado nos 12 cents/lb.

Outubro caiu 18 pontos (1,42%) e encerrou a quarta-feira em 12,46 cents/lb, com máxima no dia de 12,61 cents/lb (menos 3 pontos) e mínima de 12,41 cents/lb (menos 23 pontos). Março recuou 14 pontos (1,01%) e terminou em 13,75 cents/lb. O spread outubro/março variou de 125 para 129 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quarta-feira em R$ 48,48/saca, baixa de 0,08% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 15,47/saca (+0,06%). (Agência Estado 16/07/2015)

 

Acordo nuclear com Irã favorece açúcar brasileiro

Livre de sanções, Irã deve preferir importação de açúcar brasileiro; entenda o porque.

O resultado do acordo nuclear entre o Irã e diversas potências mundiais pode ter um impacto positivo na indústria de cana-de-açúcar brasileira.

Favorecido pelo fim das sanções comerciais que pressionaram a economia iraniana e pela liberação de mais de US$ 100 bilhões congelados no exterior, o país volta a ter atividade comercial com o ocidente.

E o açúcar?

Livre de sanções comerciais, o Irã possui mais flexibilidade para tomar decisões comerciais. A entrada de commodity no país é oriunda principalmente da Índia, que deve perder grande fatia deste mercado.

Esta abertura representa uma oportunidade para o maior player de açúcar, o Brasil.

As importações iranias da commodity oriunda da Índia são comercializadas com valor 15% superior em relação as papéis comercializados na Bolsa de Nova York. As negociações eram feitas em rúpias indianas, pelo fato do Irã não poder comercializar em dólar, o que onerava as importações.

Segundo traders do Irã a tendência é que o comércio de açúcar entre os dois países diminua e abra uma oportunidade para grandes exportadores ocuparem este segmento. O volume comercializado entre estes em 2015 já sinaliza redução. (Jornal Cana 16/07/2015)

 

Após prejuízo líquido de R$ 197,981 mi em 2014/15, Clealco corta Capex em 50%

O Grupo Clealco registrou prejuízo líquido de R$ 197,981 milhões em 2014/2015, segundo informações da companhia que constarão do balanço financeiro do período a ser publicado hoje (16). O resultado é 116% superior ao prejuízo de R$ 91,667 milhões de 2013/2014 da companhia sucroenergética que possui três unidades processadoras de cana-de-açúcar localizadas nos municípios paulistas de Clementina, Queiroz e Penápolis. Em 2012/2013 foi registrado um lucro líquido de R$ 41,696 milhões.

De acordo com o diretor comercial do Grupo Clealco, Gabriel Carvalho, o maior impacto negativo no balanço foi a variação cambial estimada em 41,6% no ano passado, com o dólar saindo de R$ 2,26 para R$ 3,20. Com isso, a companhia relatou R$ 179 milhões em perdas com a variação cambial e R$ 73 milhões em operações com derivativos atreladas ao dólar, um total de R$ 252 milhões de impacto negativo no balanço. "No entanto, parte desse valor deve ser compensada durante este período (2015/2016) com as exportações de açúcar que também são em dólar", afirmou Carvalho ao Broadcast.

Por outro lado, a companhia registrou um crescimento de 29,4% no faturamento entre os períodos, de R$ 792 milhões para R$ 1,025 bilhão, e encerrou 2014/2015 com um lucro operacional de R$ 50,2 milhões. O volume de cana-de-açúcar processado cresceu 12,3% e atingiu o recorde 9,2 milhões de toneladas em 2014/2015, mesmo com a oferta de matéria-prima 12% inferior à prevista por conta dos impactos da seca do ano passado. A produção de açúcar cresceu 6,5% ante 2013/2014, para 626,7 mil toneladas, a de etanol hidratado cresceu 2,7%, para 236,297 milhões de litros, e o grupo relatou ainda a primeira produção de etanol anidro, com um volume de 58 milhões de litros.

Com os resultados negativos dos últimos períodos e com a perspectiva de uma boa safra em 2015/2016, o Grupo Clealco iniciou um processo de reestruturação financeira que incluiu a troca de gestores, a redução em 50% no capex (investimentos) e a renegociação de R$ 250 milhões de dívidas de curto prazo, segundo o diretor comercial da companhia. De acordo com Carvalho, os investimentos, principalmente em renovação de canaviais e equipamentos para corte, colheita e transporte serão de R$ 100 milhões em 2015/2016, ante os R$ 200 milhões estimados. "A companhia já investiu muito, está moendo bem e o clima e a qualidade da cana estão bons. Por isso, decidiu segurar um pouco o capex", explicou.

Ainda segundo Carvalho, dos R$ 250 milhões em dívidas de curto prazo a serem renegociados, R$ 120 milhões já foram prorrogados para um prazo de cinco anos e o restante já tem "uma sinalização positiva dos grandes bancos para ser renegociado". Na safra 2015/2016, o Grupo Clealco estima esmagar 10,7 milhões de toneladas de cana, crescimento de 16% ante a safra 2014/2015, produzir 790 mil toneladas de açúcar, 320 milhões de litros de etanol e 151 mil MWh de energia. (Agência Estado 16/07/2015)